CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

17 de maio de 2010

Correio do Norte




Em abril de 1959, Anísio Mello (1927-2010), então residente em São Paulo, inaugurou o jornal Correio do Norte. De circulação quinzenal, prometia dentro de suas limitações um "noticiário completo da Amazônia". De certo, bem mais sobre as duas capitais do Norte, porque melhor assessorado tanto de Manaus quanto de Belém. Embora contasse com correspondentes em vários municípios amazônicos.
No primeiro editorial, "Seguindo a velha praxe", o jornal assegurava que

Amazônida de São Paulo, a partir desta data você vai receber, quinzenalmente, este pequeno Correio do Norte, que lhe levará as notícias que todos muito desejamos saber, já que, não obstante a adoção de uma nova terra, quando emigramos do nosso Norte longuínquo, não conseguimos esquecer o berço e todos os dias ao lermos os jornais da cidade, procuramos com avidez encontrar duas ou três linhas que nos digam  o que está ocorrendo na plaga distante. (...) 
Assim será esse Correio do Norte, que começa hoje a viver. Um elo de união entre os nortistas, em São Paulo, e a presença viva do Norte, na cidade que mais cresce no mundo.


Correio do Norte. SP, maio 1959
O Correio circulou durante cinco anos. Começou com quatro páginas e, no melhor tempo, chegou a dezesseis. No início, manteve-se apenas com anúncios do comércio de São Paulo, depois alcançou as praças de Manaus e Belém e ao próprio Banco de Crédito da Amazônia (hoje Basa), onde trabalhava Anísio.

A propósito, Anísio era diretor, editorialista e, em especial, ilustrador (abaixo). Contava com o apoio de sua esposa, Lindalva Mello, e outros membros da família. 


E ainda, com a colaboração de um colega bancário, Luiz Osiris da Silva. Apenas para nos aproximar, Osiris ainda vive em São Paulo e é tio de José Serafico, cronista de A Crítica e diretor da Fundação Djalma Batista, entre outras atividades.
O periódico possuía excelente apresentação gráfica, melhor que os produzidos em Manaus.
Ainda agora, passado mais de 50 anos, os exemplares estão impecáveis.
Seguirei mostrando a produção jornalística de Anísio Mello.