CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

4 de maio de 2010

Caryl Chessman II




A execução de Chessman, o Bandido da luz vermelha, repercutiu amplamente em Manaus. Bem caracterizado não apenas nas chamadas jornalisticas mas, também, nos editoriais e em outras formas de manifestação escrita.
As páginas se encheram de protestos, partindo de variados pensadores, de idades bem diverficadas.  
O Jornal. Manaus, 3 Maio 1960

Reproduzo algumas:

  • A coluna do jovem estudante Rogel Samuel, iniciando no jornalismo, mas afoito como todo jovem. Hoje, ao reler esta carta, quê vai nos dizer. Ele não perdoou os americanos.

O Jornal, 4 Maio 1960


  • Outro protesto veio do saudoso Oscar Carneiro que, já experimentado no trato jornalístico, igualmente não perdoou: "justiça assassina" no país de modelar protestantismo, foi a sentença.

O Jornal, 4 Maio 1960



  • A religiosidade professada por Edgard Valente sustentou sua opinião, ao alegar que Deus não concedeu aos homens o direito de matar.

O Jornal, 6 Maio 1960


  • Na semana, o amazonense leu e releu sobre a execução de Chessman. O falecido Waldemar Baptista de Salles, em sua cronica semanal, emitiu sucinto, mas degradante, parecer.

O Jornal, 8 Maio 1960

E, aproveitando o título acima, assim se foi Chessman... Não adiantou torcer pelo outro, no cinema quase sempre vence o mocinho.