CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

19 de fevereiro de 2013

SEVERIANO PORTO E A PMAM



Quartel do 1º Batalhão, em Petrópolis
Comentários circulantes na corporação quando ali desembarquei davam conta que o arquiteto Severiano Mário Porto chegara em Manaus a convite do governador Arthur Reis (1964-67). Tudo porque este habilíssimo profissional estava encarregado da elaboração de um novo quartel para a Força Estadual.
Hoje, Porto completa 85 anos. Por este motivo, seus amigos e admiradores promoveram em jornais locais os merecidos parabéns. Lembro-me que a Polícia Militar, agora comandada pelo coronel David Barbosa, já expressou seu entusiasmo pelo mestre, na concessão da Medalha Tiradentes.
Sei igualmente que os amigos reúnem os dados sobre as obras produzidas no Amazonas pelo aniversariante. Gostaria de colaborar, lembrando mais detalhes sobre o Quartel da Polícia Militar, no bairro de Petrópolis. Este trabalho deve concorrer em precedência com o estádio Vivaldo Lima.
As obras em Petrópolis consumiram dois governos: de Arthur Reis e Danilo Areosa, este as deixou relativamente acabadas quando passou o Poder Executivo ao coronel João Walter de Andrade, em janeiro de 1971. O complexo militar estava destinado a aquartelar toda a corporação em Manaus, afinal, esta mal contava com 1000 homens.

Quartel do 1º Batalhão, em Petrópolis, em 1979
No entanto, o comandante da PM, coronel Paulo Figueiredo, preferiu manter-se no quartel da Praça da Polícia, apesar deste estar se desmanchando. Em novembro desse ano, transfere o 1º Batalhão de Polícia Militar, sob o comando do tenente-coronel Flávio Rebello, para o longínquo bairro de Petrópolis.
Somente 40 anos depois, o comando-geral da corporação ocupou seu espaço. E, por muito pouco, a PM não se encontrava no mesmo endereço, afinal foram tantas unidades para lá transferidas, que faltam acomodações para abrigar tantos, ao contrário de sua inauguração.
Recordo informação ouvida não sei onde e de quem: a Escola Estadual Castelo Branco, situada no bairro de São Jorge, teria sido construída copiando a planta do quartel de Petrópolis. Bastante modificado, o edifício da Polícia ainda resguarda aqui e ali uma das marcas deste arquiteto: a madeira. As janelas foram construídas de madeira, ao lado de outros elementos vasados. 
Detalhe final: os alojamentos (dormitórios) dispunham de armadores de redes, contribuindo para que os policiais utilizassem as regionais “baladeiras”.