CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

sexta-feira, novembro 22, 2024

CLUBE DA MADRUGADA: 70 ANOS

Aproveito a efeméride de hoje para recordar a comemoração do Jubileu de Ouro deste clube, celebrada em 2004. O Largo de São Sebastião engalanou-se para abrigar a arena da celebração. Subiram ao palco músicos e literatos, jovens e remanescentes do movimento amanhecido em 1954, quando “um punhado de jovens, sequiosos por romper o isolamento da província, o isolamento geográfico”, resolveu “descobrir o verdadeiro comando de sua existência”, consoante o registro de um dos fundadores – Jorge Tufic, in Clube da Madrugada 30 Anos.

Teatro Amazonas e o palco dos festejos

Ainda em plena atuação, um dos fundadores, Luiz Bacellar (1928-2012), prestigiou o lançamento de livros de integrantes do Madrugada promovido pela Editora Valer. O autógrafo de Bacellar em Quatro Movimentos (1975) guardo o exemplar com religiosidade.

Personalidades presentes: músico Maury Marques;
poeta Max Carpenthier e o editor Tenório Telles (a partir da esq.)

Mais uma memória, do mesmo modo compartilhada do Tufic: em comemoração ao 7º aniversário do CM, a direção mandou confeccionar uma placa alusiva ao evento, com os seguintes dizeres:

Pois foi. Jovens se reuniram sob a fronde desta árvore; e aconteceu. Quando Madrugada, o Clube surgiu. Era novembro, 22, 1954.

 

quinta-feira, novembro 21, 2024

MADRUGADA E L. RUAS, SEU PRESIDENTE

Nascido em 22 de novembro de 1954, o Clube da Madrugada – movimento que abrigou intelectuais e artistas em Manaus – apesar de extinto, vem sendo relembrado pelas sete décadas de criação. A Editora Valer acaba de lançar o livro “Clube da Madrugada 70 Anos”, de Tenório Telles, e coordena uma série de encontros, mesas e colóquios.

Capa do livro de Jorge Tufic

Quero relembrar duas datas sobre o Clube: a primeira mais distante, a dos 30 Anos registrada em livro de Jorge Tufic, um dos presidentes de maior proeminência do CM. A segunda, a comemoração do cinquentenário, cuja festa foi concretizada no Largo de São Sebastião em palco onde desfilaram os remanescentes daquela Madrugada.

Aquele ano de 1954 legou marcas indeléveis a Manaus: a instalação do Instituto Christus, depois CIEC, pelo mestre Orígenes Martins; a criação da Rádio Rio Mar, hoje pertencente a arquidiocese de Manaus; e o Clube da Madrugada, destes, atualmente apenas a emissora funciona. No entanto, quero me referir a outra singularidade: nas três entidades operou o padre-poeta L. Ruas.

Refiro-me a Luiz Augusto de Lima Ruas (1931-2000), que foi ordenado sacerdote por dom Alberto Ramos em 31 de outubro de 1954, ao lado do saudoso Manuel Bessa Filho, na Catedral da Padroeira. Companheiro de Orígenes no seminário, Ruas integrou-se ao grupo fundador do Christus. Cooptado por Jorge Tufic, ingressou no Madrugada, tendo presidido o clube biênio 1957-58, quando lançou sua obra-prima A Invenção do Clown. Enfim, quando a igreja católica adquiriu a Rio Mar, L. Ruas exerceu distintas funções, destacando-se como cronista radiofônico.

Padre-poeta L. Ruas

Exerceu o magistério em diversos colégios, no Seminário e na Universidade Federal do Amazonas. Seu nome crisma a EE Padre Luiz Ruas, no bairro Zumbi III. Faleceu em Manaus, em 1º de abril de 2000, estando sepultado no cemitério São João Batista.

domingo, novembro 17, 2024

POESIA DO DOMINGO

 

SOMBRAS

Quase ao chegar ao fim da longa caminhada

O corpo combalido, as pálpebras descidas,

Deus não me permitiu volver o olhar à estrada,

Para rever ao longe, as sendas percorridas...

 

Mas, tenho na memória as emoções sentidas,

No firme palmilhar da vida prolongada

As horas de alegrias e de emoções vividas,

Os momentos de dor, de lágrimas salgadas...

 

Os cânticos de amor ao sol da primavera,

A ilusão fugaz de posse da quimera

Aurida no dulçor de uns lábios de mulher...

 

As sombras do passado unem-se as do presente

A que fui condenado inapelavelmente

Na sábia decisão de Deus que assim quer...

 

O Jornal, 30 outubro 1969

A Poesia deste domingo é de autoria de Joaquim Antonio da Rocha Andrade, mais conhecido por JARA, que nasceu em Belém do Pará, porém, levado para Portugal ali completou a formação escolar. Quando retornou ao Brasil, passou pelo Rio de Janeiro, onde se iniciou no jornalismo. Em seguida, buscou o Norte começando em Sena Madureira-AC, a escala seguinte e definitiva foi Manaus, onde viveu a vida nos jornais. Começou nos jornais de Archer Pinto, e o restante dos subsídios incumbem a André Jobim, em “Velhos Tempos”.

Trabalhou também no Jornal do Povo, de Machado e Silva; Correio de Notícias, de Isaias Lima Verde, ao lado de Emiliano Marinho Filho, Abdul Rayol de Sá Peixoto, nós [André Jobim], Bento e Pedro Amorim, ao tempo da campanha de Severiano Nunes [derrotado] para governo do Estado; em A Gazeta, do Dr. Avelino Pereira; depois, na fase de fundação de A Crítica, de Humberto Calderaro, passando em definitivo, em 1951, para esse jornal, tendo em Calderaro um amigo e protetor, não esquecendo os demais amigos de O Jornal e Diário da Tarde e Jornal do Commercio. É dono de uma “Taça de Prata” como reconhecimento de A Crítica pelos seus relevantes serviços prestados àquele jornal, onde 14 anos trabalhou...

sábado, novembro 16, 2024

IGREJAS EM CARTÃO POSTAL

Durante algum tempo mantive a busca por Cartão Postal de igrejas, ao tempo quase exclusivamente católicas, existentes no Brasil e alguns exemplares do exterior. No entanto, a desativação deste comércio me fez paralisar a coleção, daí meu empenho em divulgar o acervo.

1. Igreja Matriz de São José - Aracaju / 2 e 3. Igreja de Nossa Senhora de Fátima - Fortaleza
4. Igreja e Convento de São Judas Tadeu - Aracaju