CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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terça-feira, agosto 11, 2026

VIAGEM NO TEMPO (2)

     Segundo capítulo da saga transamazônica de Renato e Alda, narrada pelo próprio.

18.07.2026

 

Mercado Adolpho Lisboa

 No sábado, dia 27, parti para um reencontro íntimo, acompanhado pela presença constante da Alda e pela dedicação generosa de meu irmão Roberto. O destino era o Educandos — o bairro que acolheu os primeiros passos da família Mendonça, berço da nossa primeira geração. Ao chegar, senti-me tomado por uma gratidão: era como se os céus me concedessem a dádiva de revisitar uma parte essencial da minha própria história.

A casa onde nasci, agora em ruínas, parecia guardar uma atmosfera sombria, mas não hostil. Havia nela um olhar invisível, quase alegre, como se quisesse me parabenizar pela visita inesperada. Não era mera fantasia, mas um diálogo íntimo: a casa me dizia, em sua linguagem de paredes desgastadas, que havia cumprido sua missão de me acolher em um momento decisivo — o sopro da vida.

Casa onde nasci - rua Inácio Guimarães- Educandos

Ainda envolto pela nostalgia, caminhei até o Beco São José. Ali, meus pés haviam aprendido a andar, guiados pela ternura firme de minha avó. Foi uma infância colorida, marcada por descobertas simples e afetos profundos. Mas o beco também guardava uma sombra: foi ali que minha mãe se despediu prematuramente da vida. A lembrança trouxe um pesar discreto, como uma brisa fria que não se vê, mas se sente.

A casa que encontrei já não era a mesma. Restava apenas o espaço, a locação, como um corpo sem espírito. Olhei para ela com estranheza, como quem cruza com alguém desconhecido na rua — sem reconhecer  nenhum vínculo. E nesse instante compreendi que os lugares também mudam, que a memória é o que lhes dá vida. O Educandos, mais do que um bairro, é um espelho daquilo que fomos e daquilo que ainda carregamos dentro de nós — enquanto a mente não nos trair.

Beco São José, 28


Após o momento nostálgico, fomos ao encontro do Mercado Adolpho Lisboa, joia centenária erguida no primeiro ciclo da borracha. Entre suas paredes históricas, encontramos também o afeto de meu irmão Roberto e sua mulher, Beatris. Saboreamos guloseimas e um almoço que parecia celebração da própria Amazônia: pirarucu e tambaqui, farinha do Uarini e a ardência da pimenta murupi. Ingredientes de nomes indígenas, tão comuns na região norte, mas que carregam em si a memória de povos primitivos e sabores ancestrais de nossos pais e avós. À frente de nossa mesa, uma placa singela traduzia uma filosofia popular com humor certeiro: “melhor tomar cerveja do que tomar conta da vida alheia”.

Almoço no Adolpho Lisboa, Roberto, Beatris,
Alda e Renato (da esq.)


À tarde, em vez da sesta, seguimos até a praça São Sebastião, diante do majestoso Teatro Amazonas — símbolo máximo da pujança da era da borracha, no início do século XX. O espaço pulsava com a energia dos “torcedores organizados”, que acompanhavam em telões os desfiles dos bois Caprichoso e Garantido, que se apresentavam em Parintins. Estranhei, a princípio, aquela febre de entusiasmo, tão semelhante às paixões futebolísticas. Mas, logo percebi o paralelo com o Rio de Janeiro, onde multidões se entregam às escolas de samba. Era o mesmo fervor coletivo, traduzido em cores, ritmos e símbolos — uma celebração lúdica da identidade cultural do nosso país.

Roberto, ainda disposto, conduziu-nos ao Morro da Liberdade — bairro onde crescemos e onde repousa a maior parte das lembranças da adolescência. Ali, a prima Marta, mesmo adoentada, nos recebeu com um carinho peculiar, como se o tempo não tivesse passado. O número 29 da Rua Amazonas, ao lado de sua casa, devolveu-nos ao êxtase das recordações: tantas peripécias vividas, tantas histórias que se reanimavam diante de nossos olhos. Foi uma pequena viagem no tempo, um esforço para catalogar e restaurar na memória os melhores anos da juventude.

Munidos de uma informação e sugestão da vizinha, saindo dali, seguimos até o porto dos barcos, atrás do Mercado Adolpho Lisboa, para agendar o chamado “passeio do índio”. Esse programa parecia atender aos desejos que já se insinuavam durante o voo, ainda sem plano definido. Cogitou-se realizá-lo no dia 29 de junho, como presente de aniversário — bastaria apenas inscrevê-lo no script de Deus.

À noite, conforme o combinado com meu irmão José Manoel, seguimos para prestigiar o “arraial” da Tia Francisca — viúva do tio Beca, vitimado pela Covid há cinco anos. Imaginávamos uma confraria simples, vizinhos reunidos na rua, cada qual expondo suas iguarias juninas para serem adquiridas. Nossas intuições foram surpreendidas: numa rua adjacente, bandeirinhas coloridas cruzavam o céu, penduradas de um lado a outro, como se anunciassem uma festa maior do que nossas expectativas, mas não havia barracas.

Procuramos pelo número 35 da Rua Sagitário, sem sucesso. Foi então que uma senhora, ao sair de casa com uma garotinha de dois anos, nos socorreu. A criança, ao me ver, estendeu os braços pedindo colo, e seu sorriso delicado me conquistou. Atendi de imediato, tomado por uma ternura inesperada. A avó, Dona Nice, solícita, ofereceu-se para nos conduzir até o endereço. Caminhamos devagar, conversando, enquanto a garotinha se aninhava em mim, como se já me conhecesse.

Ao chegarmos à casa da Tia Francisca, a pequenina não queria mais largar meu colo. Chorou ao ser devolvida à avó, como se resistisse a romper aquele vínculo súbito. A cena me tocou profundamente: percebi que meu aniversário parecia abrir minha alma para afinidades surpreendentes, presentes inusitados que se revelavam em gestos simples e inesperados como desses pequenos anjos da vida.

Descobrimos, então, que a festa junina se realizaria na sala da casa de Tia Francisca, já adornada e pronta para receber os convocados. Aos poucos, os convidados iam chegando, trazendo novas iguarias que, juntas, compunham uma mesa farta e colorida, verdadeira celebração dos sabores juninos. Por instantes, sentimos o constrangimento de não termos contribuído financeiramente; mas logo o calor humano dissolveu qualquer incômodo. A prima Rosa, com sua afabilidade de anfitriã, nos recebeu em hospitalidade generosa, deixando-nos à vontade, sem peso na consciência, como se nossa alegria compartilhada fosse, por si só, a maior contribuição

Para animar a noite, organizaram um bingo, com diversas prendas distribuídas aos ganhadores. Recebemos as cartelas, mas Alda, prudente, me alertou: seria melhor nos esforçarmos para não vencer — ganhar sem ter contribuído seria antiético duplamente. Entre risos, conversas e o suspense dos números sorteados, a festa se desenrolou com alegria simples e genuína. Meu irmão José Manoel e sua mulher Marília finalmente apareceram, justificando o atraso por compromisso religioso. A recepção e a hospitalidade dos familiares do bairro da Betânia foram espetaculares, deixando em nós a sensação de pertencimento e de reencontro com raízes afetivas.

domingo, maio 24, 2026

SOFIA MENDONÇA - 16 ANOS

 Acontece hoje o aniversário de Sofia Mendonça, minha filha; por se tratar de domingo, foi-me permitido cumprir os desejos da aniversariante. Para marcar a data vão aqui postados algumas fotos do progresso físico da adolescente. Vida longa, princesa!





Sofia, em quatro tempos

sábado, maio 24, 2025

DIA DA DEBUTANTE SOFIA

 Nossa filha completa hoje as festivas 15 primaveras, no dizer dos cronistas passados. Depois de escrever e apagar mensagens, decidi por expor as fotos realizadas no período. Tentei escolher as melhores, como tento há vários anos, e nada. Assim, seguem com nossos votos de absoluto progresso tanto familiar, quanto escolar e religioso. Parabéns, Sofia.

Sofia Mendonça
Nossa debutante ao longo desses 15 anos






terça-feira, dezembro 31, 2024

2024 - FELIZ FESTAS - 2025

 Ao final de 2024, acabo de completar o primeiro ano de moradia na capital dos paranaenses, não obstante conhecê-la há cinquenta anos. Fui contemplado com a sorte ao escolher para residir o bairro Água Verde, sem conhecer o privilégio que este desfruta na cidade. Junto com a família, experimentei deleitosos encantos, encantos de toda ordem, apesar de que não tive capacidade para usufruir das inúmeras atrações estaduais. É melhor assim, porque cada um possui suas aptidões, torna-se conveniente consumir cada canto com acuidade. É óbvio que, para quem chega do outro lado do Brasil, sofra de alguma forma a adaptação. Acometeu-me a desdita, claro. Mas ela chega trazendo as alegrias que assegurei ter aproveitado. A saúde pessoal obrigou-me a recorrer ao atendimento hospitalar, onde fui bem cuidado.

Roberto e Beatris (isso, com "s")

Que o Novo Ano de 2025 seja de progresso para o Estado, que alcance cada um de seus habitantes, possibilitando a saúde do corpo e do crédito, visto que essas necessidades se completam. 

domingo, março 24, 2024

VISITAS AO BETO CARRERO

 Cenas de duas visitas ao parque Beto Carrero, situado em Penha-SC; a primeira ocorreu em junho de 2003, estava em companhia do filho Diego, a segunda, em início deste março, em companhia da família. Nesta oportunidade desafiei ao imponderável, enfrentando dois brinquedos (???) radicais. Tão radicais que senti que a "alma" escapou. Saí ileso, e posso registrar aqui com alívio. 

Aspecto da entrada em 2003 (acima e abaixo)

Em março, o autor de saída do parque, ainda procurando a "alma".


quarta-feira, maio 24, 2023

SOFIA SM - 13 ANOS

 


quarta-feira, março 08, 2023

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 Minha homenagem àquelas Mulheres que me ajudaram a crescer na vida, e às que ainda me impulsionam. Meus carinhos a todas, beijando a esposa, as filhas e netas, e agora a Ágatha Maria, a bisneta. Vida longa, e muitos outros Dias festivos, minhas princesas!  





segunda-feira, maio 25, 2020

COVID-19 E SEUS MORTOS



A coronavírus vem espalhando a morte sem distinção, acompanhada de dores e de tristezas densas. A despeito de proteger-me e a família com apuros, o desaparecimento de pessoas de nossa relação nos aflige. A comunidade cristã de minha esposa Beatris, Testemunhas de Jeová, cuida com desvelo de seus irmãos. Assim sendo, acompanhamos a situação daqueles atingidos pela pandemia.

Semana passada, fomos enredados com a notícia de duas mortes, cuja postagem registra, em texto de Jorge Graff, membro das Testemunhas de Jeová. 
  
2Coríntios (1:3-4)
Quando alguém da nossa família ou um amigo querido morre, podemos ficar arrasados. A Bíblia pode nos dar o consolo que precisamos.

Olá irmãos, nestes últimos dias tivemos muitas perdas de vidas de irmãos, de amigos, vizinhos e alguns parentes de irmãos nossos. Conversando com esses irmãos a gente vai descobrindo coisas interessantes e até inusitadas sobre essas pessoas queridas que, infelizmente, faleceram.

Manoel e esposa Francisca
Por exemplo, o esposo da irmã Francisca Costa o "seu" Manoel Pereira que, apesar de nunca se tornar cristão, era bem conhecido por gostar de receber pessoas em casa e bater um bom papo. Há um episódio interessante que aconteceu, num domingo de manhã, um de seus genros chegou na sua casa, e as primeiras palavras do Seu Manoel foi: "ué, você não foi pro campo??... a Francisca já foi". Era comum ele lembrar às filhas e à esposa sobre a hora da reunião, do campo... Durante algum tempo, a saída de um grupo de campo funcionou em sua casa, e ele gostava muito de receber os irmãos lá. 
*
Outra pessoa entre esses nossos queridos está o "Zeno", para os mais achegados, ou "seu” Zenil Gomes, o paizinho da Cleilda. Surpreendente é que, quando ele tinha 33 anos de idade e sua esposa faleceu, ele criou sozinho os 6 filhos, entre 4 e 5 e 14 anos. Nunca se casou de novo. Lutou muito para sozinho educar os filhos, e mesmo com suas limitações sempre proveu o necessário.
Muito conhecido na região onde morava, se destacava por sua generosidade, apesar de poucos recursos sempre dividia o que tinha. Dias atrás, já doente, quando estava conversando com sua filha, ela disse que ele precisava vir pra Manaus se tratar, sua resposta foi: “o que Jeová fizer por mim, tá bom, filha”.
Zenil e filha Cleilda
 
Aos 79 anos, o "Tracajá", como também era conhecido, faleceu vítima do covid19. A esses dois, e a todos os outros amigos queridos que têm sido vítimas deste sistema imperfeito, ficamos tristes, mas temos a certeza que nosso bom Deus Jeová irá corrigir isso tudo, afinal....

Isaías (40:26) assegura... Se Jeová consegue se lembrar do nome de todas as estrelas, vai ser fácil ele se lembrar de tudo sobre as pessoas que ele vai ressuscitar.

domingo, maio 24, 2020

SOFIA SM - 10 ANOS


O isolamento alterou tantas realizações, coisas simples como festejar o primeiro decênio de nascimento da minha caçula.


Sofia S. Mendonça
Costumava imprimir um poster com fotos da Sofia, aumentando as fotos conforme cada aniversário. Enrasquei-me, não saiu. Depois, era o momento de rebentar o cofrinho, contar a poupança e comprar o presente.

Este ano, apenas o cofre foi implodido. Todavia, esperava abrir uma poupança no banco, para estimular a jovem nesta direção. Também não consegui, pois o banco atende com a marcação de presença. Assim, o poster fica para o segundo semestre.

No mais, meu emocionado abraço para a Sofia, filha da Beatris e aluna do IAM, que começa a mudar seu procedimento estimulado pela alteração hormonal. Logo mais, vamos sentar-nos à mesa e comemorar a conquista desse primeiro limite, e programar os novos passos.
Abraços da família, Sofia, pela passagem deste seu natal.





quinta-feira, abril 30, 2020

SE MEU FUSCA RODASSE...


Após 40 dias de rigoroso retiro sanitário, o casal em casa completou a montagem de novo Fusca. Acabada, restou uma pintura bem psicodélica.

Você verá. Comprei-o na abertura do confinamento, e o vendedor mandou-me entregar desmontado em 3000 (isso mesmo, três mil) peças.

Fusca em tela de 1,21x0,78
A magnitude do trabalho exigia bastante mão-de-obra, para isso convoquei a chefia da mecânica que, após aprontarmos a oficina compatível, ordenou o início ao trabalho. Experiência com esse tipo de batente a oficina já possuía, afinal já efetuou algumas montagens. Todavia, essa foi a primeira vez de encarar um automóvel.

O primeiro dia serviu para organizar as laterais do quadro, delimitando o espaço e o local de cada peça. Em seguida, foram separados os componentes por função e cores, atento às instruções do fabricante.
Assim, a construção avançou, em trabalho sem pressa, pois se entendia que a restrição deveria ser maior que o previsto. Havia também outros encargos. Outras obrigações. E as dificuldades costumeiras emperravam a montagem. Ao final de duas semanas, findou-se a armação externa. Faltava a parte interna. E mais os acessórios e decalques.

Lembramos o primeiro mês de confinamento contemplando a reconstrução do Fusca. A dupla montadora confessa que pensou em desistir, diante das dificuldades enfrentadas e, mais que isso, das etapas a vencer. E teve que trabalhar apenas de dia para aproveitar a luz solar, pois a iluminação noturna distorcia as cores das peças. Todavia, o casal, ao superar a implantação de duas mil peças, observou o panorama mudar, para melhor.

Veio então, com a aplicação dos últimos retoques e com a pintura se consolidando, foi o momento de acelerar. Começamos a discutir onde expor nosso Fusca, pois não haverá brevemente exposição de automóveis. Vamos transferir alguns outros quadros, a fim de escolher o melhor ponto de exposição. 

Aos quarenta dias, a dona da oficina fixou a última peça. Alegria deste lado, de outro, ainda teríamos que aguardar em casa o final das medidas de restrições.








terça-feira, dezembro 31, 2019

MINHA RETROSPECTIVA 2019



A família em Curitiba - PR, no Gaúcho - feira do Cavalo Babão
Aproveito a data para registrar uma pequena apreciação sobre minhas conquistas neste 2019 que se encerra. As derrotas, quase sempre são esquecidas. E não possuo o hábito de relacionar as promessas no início do ano, até porque a família não comemora esta efeméride. Todavia, no íntimo, não há quem não elabore um calendário. Assim procedi eu.
Resultado: acompanhei a filha diariamente a escola, em horário que desejava seguir na cama. Todavia, a recompensa foi prazerosa, ela obteve bons resultados escolares, levando-me a participar de sua festa de recebimento do diploma respectivo. Ainda que estranho, aprovada, ela vai cursar o 4º ano fundamental no Instituto Adventista de Manaus.

A saúde própria vai relativamente bem. Assim como a da família. Todavia, estou fugindo de alguns clínicos, visto que completei alguns exames clínicos, porém parei neles. Não dei prosseguimento aos tratamentos indicados, ou até essenciais. Os dentes exigiram um pouco mais. Mudei de profissional, que me impôs uma peça par evitar ou reduzir o bruxismo.
Meu contato com a PMAM (Polícia Militar do Amazonas) foi se reduzindo, até se fenecer. Buscado por um dos comandantes do ano, não vi meu projeto prosperar. Depois de mudanças no comando-geral, tentei por escrito (carta) e nada. Até a AVC (Associação dos Velhos Coronéis) interveio junto ao subcomandante, e nada. Desse modo, como fazem os treinadores de boxe, joguei a toalha, pra indicar desistência.

No início do ano, visitando o Arquivo Público, onde trabalha o amigo Nonato Braga, concertei com ele uma exposição pelos 350 Anos de Manaus. Chamei para nos ajudar ao amigo Fabio Augusto. Apesar do forte reforço, nada saiu. Fomos uma decepção. Outra decepção foi o esforço do “sebeiro” Celestino sobre o aniversário da Cidade. Junto ao Zemaria Pinto elaborei alguns banners, mas a exposição não surtiu o efeito desejado.
Segui com os trabalhos literários, em especial, com o referente à evolução da Banda de Música da PMAM, que espero publicar neste 2020. Ou participar com ele dos Prêmios da Prefeitura de Manaus. Convidado pelo desembargador Neuzimar Pinheiro, estou encerrando um livro dele, no qual ele narra sua trajetória pelo Tribunal de Justiça do amazonas.

Ainda sobe livros: relatei ao presidente da AAL (Academia Amazonense de Letras) a posse de projetos de livros do falecido acadêmico Anisio Mello. Desafiado por ele, conclui um dos livros e fiz entrega ao presidente Roberio Braga, que me assegurou a publicação. Anísio Mello faz dez anos de morto em abril do 2020.

Thiago, marido da Samantha, Sofia e amiga, Beatris e Roberto (Ponta Negra)

A família vai bem, com os costumeiros entraves. Viajei com Beatris e Sofia em três oportunidades: em janeiro, visitamos Brasília, Belo Horizonte, Ouro Preto, encerrando a excursão em Niterói-RJ, com a visita ao mano Renato; em outubro, fomos a Belém do Pará, antes do Círio de Nazaré; neste mês, visitamos os meus irmãos no Paraná, depois fomos a Brasília para os 50 anos da filha Valéria. A festa valeu.

Natal e Ano Novo, em casa, na companhia de nossos Juanito e Pablo (porquitos da índia).
Nossos efusivos abraços aos amigos e familiares e leitor nesta passagem de Ano.

segunda-feira, dezembro 09, 2019

PASSAGEM PELO PARANÁ



Estamos aproveitando as férias escolares da Sofia para essa viagem, cuja principal finalidade é abraçar aos irmãos e familiares. Quatro deles instalados naquele estado sulista, afastados entre a capital e os municípios de Araucária, Telêmaco Borba e Paranaguá. Da capital fomos a TB, levados pelo Carlos Alberto junto com a Rose e seu filho; acolá encontramos o Miguel Jorge (Ivonete e os filhos Tábata e Guilherme e o neto Miguel) e o Ricardo. Acrescido dos amigos, festejamos esse reencontro no sábado (7).
A família em férias: Curitiba PR
Domingo (8) serviu para o descanso, as conversas paralelas e, encerrando o dia, as compras de lembranças no “arraial” da igreja de São Pedro e São Paulo. Carlos retornou na segunda (9) e eu sigo em TB mais dois dias, desfrutando do paraíso. O clima costumeiro deu as caras, porque o final de semana foi de calor “quase” manauara.
Antes de encerrar a semana, quando voamos à Brasília, vamos ao encontro do Luís, em Paranaguá, e da família de Ricardo, em Araucária.

quarta-feira, junho 12, 2019

NOSSA "NAMORADA"



O dia deveria ser de alegrias para os velhos e novos namorados, em minha residência, porém, a nossa “namorada” morreu ao amanhecer. Explico: quem morreu foi a porquinha da índia que adotamos há anos, apelidada de “porkixa”.


Ela chegou em casa como presente ofertado pelo namorado à Samantha, a filha mais velha. Logo ganhou aposento e cuidados extremos, e para isso buscou-se aprender tudo sobre o animalzinho. Assim se passaram quatro ou cinco anos de feliz vivência, apesar de ter acarretado ciúmes para a Sofia, então com oito anos, junto à sua mãe – Beatris. Em razão da maneira como esta “conversava” com a mascote caseira.

Havia um empenho geral, de todos. Não causava qualquer prejuízo aos móveis, como visitas chegavam a prognosticar. Era um encanto. Com direito a foto na porta da geladeira. Nos proporcionou muitos momentos de distração e encanto, ao caminhar pelo apartamento e, como se escondendo, para ser buscada.  
Jardim apto

Todavia, sempre há um motivo para o desastre, este chegou quando complicando a alimentação dela, que se abastecia somente de legumes, quando ofertamos pequeninos nacos de pão. Veio o problema e custamos em buscar o veterinário.

Sob lágrimas, tomamos seu corpinho de setecentas gramas e o “plantamos” no jardim de nossa varanda, para estarmos de certo modo próximos.  


sexta-feira, maio 24, 2019

ANIVERSÁRIO DA SOFIA


Minha reverência e meus votos de sucesso na escola e na família para a filha Sofia. São nove anos de idade, hoje. 

É estudante do Instituto Adventista de Manaus, no 3º ano fundamental. Entusiasmada com os livros, posso atestar, não tem oferecido dificuldades a nós, os pais.  Cabe-me o transporte e o caixa, à sua mãe Beatris, as tarefas escolares, com uma pequena ajuda de minha parte. Tarefas que repetidas vezes pertencem mais aos pais que à aprendiz.
A festa foi transferida, mas tenho mantido dois hábitos: um, manter um cofre com moedas para ser aberto nesta data, como fizemos logo pela manhã. Trata-se do presente de aniversário. O outro, montar um poster com fotos da Sofia, com a quantidade de fotos de cada aniversário. É o que ilustra a postagem.

Com a nossa melhor benção, Sofia, vamos em direção ao seu primeiro decênio.

domingo, dezembro 10, 2017

MIL E QUINHENTAS POSTAGENS


Os alicerces do meu
trabalho

Alcancei este número, anteontem. Não deve ser grande coisa diante de tantos concorrentes, mas estou exultante, por variados motivos.
Comecei em março de 2010, com a ideia de registrar os trabalhos literários em fase de preparação ou que, já produzidos, pudessem reduzir ou eliminar os arquivos impressos. Assim, grande parte de meu livro – Os Bombeiros do Amazonas, está aqui, espalhado por diversos dias e várias postagens.

Enquanto havia um material pronto, já articulado, a divulgação foi elementar e célere. Isso me deu empolgação, pois servia de contato com os amigos, com os reduzidos leitores. E sempre havia retorno, ainda que infrequente. Além desse contato rareando, novas formas de publicação circulando na Internet fizeram com que me perdesse no caminho.

Ou seja, não soube acompanhar a evolução, apesar das exigências da máquina. Outro motivo, o material publicável escasseou e, desse modo, estive “fora do ar” por vários meses.

Resultado: parei, enquanto rearmava a página. O primeiro “técnico” que busquei, gente do peito, me deixou na mão. Diante do projeto pífio que me apresentou e do longo período de espera, “pulei fora”, tardiamente. Perdi o tempo e o pagamento.

Enfim, alcancei ao profissional – Amaro Junior – que rapidamente me conectou com o mundo da informática, reajustou meu Blog e me incentivou na tarefa. Com o estímulo redobrado, reabri a caminhada em “busca do tempo” parado.

No mesmo período, obtive ajuda do Marcelo Menezes, que me incrementou a publicação de meus livros na Internet. Três deles já se encontram no site Issuu.com, enquanto outros títulos estão sendo preparados.

Com tanto apoio, desde setembro passado venho me dedicando com afinco, esperando dobrar a quantidade de postagens que dias passados alcancei, em tempo recorde.   


Obrigado a você pela atenção, desculpas pelos tropeços.

quinta-feira, outubro 19, 2017

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Beatris (segurando a filha) e família no Congresso, em 2016

Beatris Santos, minha esposa, pertence à congregação central das Testemunhas de Jeová, em Manaus. Admiro bastante o empreendimento dela e demais congregados, seja em busca de novos seguidores, seja colaborando na edificação de cada Salão do Reino, entre outras ações benfazejas.

Aprendi um pouco com ela, e a tenho ajudado naquilo que posso, porém, mantenho-me um admirador apenas. Catando papeis (periódicos) como habitualmente faço, deparei-me com essa longínqua notícia publicada no extinto O Jornal (edição de 23 dezembro 1960).


TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

ENCERRADO COM ÊXITO O CONGRESSO DAS
TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
EM ITACOATIARA!


Encerrou-se com a mais sadia alegria teocrática, domingo passado, o congresso das Testemunhas de Jeová na cidade de Itacoatiara. Festa religiosa que teve a duração de três dias 16, 17 e 18, onde um organizado programa primou para o sucesso da dita festa.

No dia da abertura do congresso, sexta-feira 16, às 19,30 horas começou o programa com a realização da "Escola do Ministério Teocrático”, que tem por finalidade preparar os ministros cristãos para proferirem conferências públicas, na qual participaram cinco estudantes, os quais após discursos, receberam conselhos sobre irem à tribuna apresentar pequenos trabalhos, como melhorar nos pontos fracos, isto por um instrutor competente.

Recorte de O Jornal, 23 dezembro 1960
Sábado segundo dia desenvolveu-se um programa em que se mostrou a responsabilidade de cada criatura humana perante seu criador Jeová; e também a necessidade de uma reconciliação com Deus, por se fazer uma dedicação incondicional para fazer a Sua vontade durante a vida.

As 13,30 horas, foi proferido o discurso: “A Dedicação e o Batismo”, no fim do qual seis pessoas bem entendidas através de estudos anteriores, foram batizadas por imersão total em água, sendo a partir desse momento, ordenadas ministros cristãos.

Domingo 18, foi o terceiro [dia] e a cidade foi convidada por meio de alto falante, cartazes, faixas, convites impressos e verbais a assistir o clímax do congresso que foi o discurso que está sendo proferido no mundo inteiro: "Achando a paz neste mundo atribulado". Este discurso foi proferido por um representante das Testemunhas de Jeová, Sr. Raimundo Ferreira.

Cerca de quatrocentas pessoas ocuparam as dependências do amplo auditório do Cine-Teatro Cinco Unidos; tendo o orador no decorrer do discurso, mostrando o fracasso dos governos humanos em manter a paz em nossos dias e concluiu que só o governo de Deus trará para toda a humanidade.


O êxito conseguido nesse conclave, deve-se em grande parte, às autoridades local (sic), ao hospitaleiro povo itacoatiarense e, mui especialmente, aos proprietários do Cine-Teatro Cinco Unidos. 

domingo, junho 19, 2016

MEUS SETENTANOS

Diversos detalhes da festa





sexta-feira, janeiro 01, 2016

ANO NOVO 2016

Novamente viramos o ano! Com as tão costumeiras festas e os tantos minutos de fogos dos mais variados espectros. É momento para os cumprimentos tanto pessoais quanto os expedidos por via da internet, ou seja, o abraço virtual que se espalha com a velocidade do som ou da luz. 

Até eu me sirvo desse meio parágrafo para cumprimentar os amigos espalhados pelo planeta. Não se trata de esnobismo, afinal o Blog do coronel Roberto, vez por outra atravessa os ares virtuais para ser captado no outro lado do Mundo.

Assim, aproveito para registrar com a verdade que cabe aos amigos meus votos de Sucessos e de Conquistas neste 2016. Que seja de conquistas profissionais e familiares para você e para os seus mais próximos.


Valdineia, Manoella, Beatriz e Roberto, em Icaraí-Niterói
A foto relembra um dos meus encontros com os fogos na passagem de ano, curtidos na Praia de Icaraí, em Niterói, Quando, confesso, senti o esplendor e a profusão das luzes coloridas.
Feliz Ano Novo