CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sexta-feira, fevereiro 23, 2024

RELÍQUIA POLICIAL MILITAR AM

 As imagens refletem tópicos da minha passagem pela Companhia de Rádio Patrulha, em 1978, destacando a estrutura original da edificação.

Bernardo Almeida (dir.)

1.Minha recepção a um camarada que foi meu vizinho no Morro da Liberdade – Bernardo Almeida. Almeida, como era conhecido, foi proprietário de uma empresa de taxi, antes, no aeroporto de Ponta Pelada (hoje Base Aérea) e, adiante, no Eduardo Gomes. Ainda, foi o genitor de dois oficiais da PMAM, os coronéis Júlio Cesar e Walter Almeida, e tio do atual prefeito de Manaus – David Almeida.

Competição na quadra esportiva

2.Aqui mostra uma competição de voleibol entre unidades policiais na quadra ainda existente no aquartelamento, ocorrida em agosto. A foto, tomada do alto da caixa d’água, permite diversas leituras: poucas viaturas, com a garagem vazia; ausência de árvores junto ao prédio do corpo da guarda; deficiência de veículos particulares; e a diminuta casaria defronte ao quartel, na rua Dr. Machado.

Portão centenário

3. Enfim, a marca da efeméride, o registro de final de ano, exposta no portão centenário existente no pátio à entrada da edificação. Este portão foi implantado neste local em 1972, na inauguração à época do quartel da Rádio Patrulha, hoje CPM (Comando de Policiamento Metropolitano).

sexta-feira, janeiro 01, 2021

1º JANEIRO

Vou elencar algumas datas “redondas”, como costumam denominar os historiadores e seus discípulos, que ocorrem neste ano de 2021. Valho-me da sinopse que realizei, quando intentei escrever as efemérides amazonenses. Quanta pretensão, mas vai indo.

Nesta primeira etapa, vou relembrar os governantes que assumiram no primeiro dia do ano. Convém salientar que a posse de governador, no início da República, foi estabelecida pela Constituição para o dia 23 de julho. Adiante, a data recuou para o dia 31de janeiro, até que em novo recuo é realizada hoje, como acontece com o prefeito David Almeida.


Amazonino Mendes e David Almeida, prefeitos de Manaus
   

1913 – Toma posse no governo do Estado, Jonathas de Freitas Pedrosa, médico nascido na Bahia.

1917 – Empossado no governo de Estado, Pedro de Alcantara Bacellar, outro médico, outro baiano seguidamente na sede governamental.

1921 – Toma posse na chefia do Poder Executivo, o bacharel César do Rego Monteiro, nascido no Piauí, graduado pela Faculdade de Direito do Recife, desembargador do TJA e seu presidente. Seu período governamental foi encurtado pela Rebelião de Ribeiro Júnior (23|07|1924).

1926 – Tomam posse no governo do Estado, Efigênio Salles, natural de Minas Gerais, e, na prefeitura da Capital, o dr.  José Francisco de Araújo Lima.

1930 – Empossado na chefia do Poder Executivo, o doutor Dorval Pires Porto, nascido no Rio Grande do Sul, tendo sido prefeito e deputado federal.

1999 – Posse de Amazonino Armando Mendes, governador reeleito.

2003 e 2007 – Posse de Carlos Eduardo de Souza Braga, no posto de governador do Estado.

 

terça-feira, novembro 24, 2020

CARTA AO NOVO PREFEITO

 A eleição do próximo domingo, com a vitória de David Almeida, me leva a reproduzir a seguinte carta. Espero a atenção do Almeida, ou melhor, que atenda ao patrimônio da cidade, visto que a situação mostrada, como diz minha madrinha, parte o coração. 

Após a utilização pelos Bombeiros, serviu a
Fundação Joaquim Nabuco (foto)


Senhor Prefeito 

David Almeida

As imagens que ilustram esta missiva, demonstram a incúria da Prefeitura diante da ruína de um monumento da cidade. Tem mais, escancara o desleixo com a segurança de transeuntes, pois a qualquer momento a “coisa” que parece um tapume pode desabar sobre alguém. Asseguro-lhe que já desabou em três ocasiões, e, em cada uma delas, os funcionários da Comuna fizeram o malefício de reduzir e de tornar inseguro o tapume.

Conheço este edifício de duas maneiras: a primeira, quando em 1973 a Polícia Militar do Amazonas tomou o encargo de combater os incêndios e outros desastres correlatos. Eu estava presente. Foi ali que se reiniciou o Corpo de Bombeiros que, em nossos dias, do alto de Petrópolis, sob nova direção, zela muito bem pela Cidade.

A segunda experiência com a edificação ocorreu quando pesquisei sua presença na avenida Sete de Setembro para o livro Bombeiros do Amazonas, de minha autoria. Portanto, este local serve como manto sagrado para tantos Bombeiros Militares, em especial àqueles que estiveram sob o controle da Prefeitura de Manaus. Posto que empenharam a saúde, diria até a vida, para salvaguardar a população.

Por isso, senhor Prefeito, tome este empenho: repare o Quartel dos Bombeiros, a marca que ele alcançar, será a marca de sua administração. Ou então, demolindo-o, o Senhor evita a dor impetuosa que atinge àqueles que o fizeram funcionar, como o subscritor que apela para seus propósitos de candidato.

    Cordialmente

            Roberto Mendonça


Perigosa situação atual.

sexta-feira, dezembro 29, 2017

FINAL DO ANO [1]


Pôr-do-sol visto do apartamento
residencial
Ao ver a foto do pôr-do-sol aqui exposta, decidi efetuar singela retrospectiva pessoal neste final de 2017, pois sempre se tem algo a relatar. Seja como chefe da família, ao falar das conquistas, sem esquecer dos tropeços, ocorridas em casa. Seja falando do movimento político ou esportivo que enfrentei, se algum desses campos você aprecia, esquivando-se das notícias fakes abjetas. Afinal, tenho muito a apreciar, sem entrar naquela de fotografar tudo (ou quase tudo) que pratica ou realiza, obrigando o celular a apreciar cenas nada agradáveis, algumas dantescas mesmo.

Ia esquecendo da saúde. Esta me incomodou durante o primeiro semestre. Devido a um desarranjo prostático fui levado a cumprir uma série de exames, exigência que tomou larga temporada, encerrado com diagnóstico positivo. A saúde da família se comportou no padrão, apenas a mais nova quase enfrentava o bisturi, pensando-se tratar de apendicite. Foi salva pela dedicação de médicos da Unimed.

Não compareci ao pleito eleitoral; razão? estou facultado. Deste modo, porque me estressar com tantas promessas e acusações banais, a forma que se cultua em nossos dias nos debates e no material impresso e de propaganda. O “mermo” que ocorre no facebook da vida, minuto a minuto, anunciado pelo toque peculiar do celular. Ou seja, não mais se conversa ou dialoga ou debate, tudo agora é na porrada, gostar ou não gostar, eis a questão.

Nessa alternativa, como apreciava o cara nascido no Morro da Liberdade, nascido na mesma rua em que eu morava, deveria ter votado no candidato do Almeida. Já disse que não realizei, assim como não o procurei para entregar um mimo, relacionado ao meu falecido genitor, seu conhecido. Se tivesse ocorrido, teria solicitado dele um favor junto ao órgão de previdência dos aposentados. Estou contente comigo.

Apenas fiquei intrigado, preocupado com sua promessa em devolver o Palacete Provincial à Polícia Militar. E como o governador Almeida promoveu a tantos na corporação, entendi que o mesmo desejava angariar aquele reduto eleitoral, afinal são mais de dez mil votos diretos e três vezes mais, indiretos. Todavia, o então secretário de Cultura seguia com peso atômico. Nada aconteceu, fora o chororó dos enciumados policiais pela velha casa recauchutada.
Capa do livro

Ao final do ano passado, como de hábito, marquei meus projetos pra este ano. Publicar dois livros: um sobre a história da PMAM – Guarda Policial, o primeiro tomo de três. Tendo o livro pronto, devidamente esquematizado, fui seduzido pela liga dos oficiais com a promessa de publicação. Acreditei, quem há de deixar escapar tal adjutório? Reparei aqui e ali, atendi aos detalhes impostos pelos patronos, porém... a publicação continua no prelo.

O segundo livro é a reedição de Candido Mariano & Canudos, pelos 120 anos da Campanha de Canudos, da qual participou a PMAM. Previsão de lançamento em novembro, quando a Força Estadual celebra o retorno da tropa empenhada (como faz qualquer entidade militar). Motivos desconexos não me permitiram aprontá-lo a tempo do festejo candidomariano, que o comando da PM também não realizou temendo incerta reprimenda social.  

A reedição, tendo perdido a conveniência, não foi impressa. Apenas a publiquei na internet (www.issuu.com). Providência que vou cumprir daqui por diante com meus escritos, posto que não tendo lucro, e sabendo que nunca venderei sequer para pagar o trabalho, melhor na internet onde busca quem necessita.