CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, maio 02, 2020

DOIS CORPOS DE BOMBEIROS E DUAS REVISTAS



A revista de uma organização, originada na caserna, oportuniza a divulgação de material educativo e dos feitos gerados pela corporação. E mais, permite aos subordinados a oportunidade de exercitar suas tendências literárias. As raras circuladas na Polícia Miliar do Amazonas (PMAM), ainda que eu tenha participado com textos, serviram mesmo para os caças níqueis dos “editores”. Tanto que nunca tiveram uma sequência ordenada, com título registrado e outras exigências legais. Era a improvisação.



Refiro-me exclusivamente a PMAM, posto que existem corporações policiais militares que possuem revista de categoria, de respeito.

Quero escrever dois parágrafos sobre duas revistas comigo arquivadas. Labaredas, pioneira no Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, quando do comando do coronel Alcantara Marinho. Durou “enquanto Brás foi tesoureiro”. Conheci alguns números, como o nº 1 (trimestral) do Ano VII, ano de 2005. Possuía boa apresentação e material adequado à instrução e história do Corpo, como confirma a entrevista aqui compartilhada.

No Corpo de Bombeiros do Pará alcancei a Salamandra, em formato de revista, porém um Informativo. Recolhi o nº 44 (bimestral), circulado em 2013. Desconheço sua vivência. À época, como escrevia sobre a Banda de Música, compartilhei o texto sobre o Dia da Música, que vai abaixo.


Coronel Antonio Dias, que não prosseguiu com a Revista
A Diretoria de Ensino Instrução e Pesquisa (DEIP), do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas tem novo diretor. Há aproximadamente três meses, o coronel Dias está à frente da Deip. Em entrevista à Revista Labaredas, ele fala sobre esse novo desafio em sua carreira, seus planos e como andam os treinamentos e instruções realizadas por esta diretoria.
Labaredas: Qual é a função da Deip no Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas? Coronel Dias - A Deip é responsável pelo ensino da corporação, isso no tocante à parte estratégica. Aqui são planejados os cursos, treinamentos, palestras como também as pesquisas.
Labaredas: Como são feitas as operações que a Deip participa? Ela trabalha junto a mais alguma instituição pública? Dias - É o CBC que planeja as operações que vão ser realizadas nos eventos da cidade como arraiais, jogos, shows, cobertura nos balneários de grande movimentação e os grandes eventos realizados tanto pelo Governo do Estado como pela Prefeitura Municipal. Isso tudo juntamente com a Deip e os demais órgãos de segurança do Estado como Polícia Militar, Secretaria de Segurança Pública, Detran e a Polícia Civil.
Labaredas: Quais são os cursos que a Deip já realizou?  Dias - A Diretoria de Ensino juntamente com o seu braço operacional que é a Esbom (Escola de Bombeiros), já realizou aqui vários cursos, dentre os quais. o curso de sargento motorista, curso de sargento combatente, curso de cabos combatentes e formação de soldados.
Labaredas: Quanto tempo leva para a formação de um futuro bombeiro? Dias - A formação obedece a um plano de curso que depende da especialização escolhida e da carga horária. Isso tudo é que vai determinar a duração do curso. Um curso normal de soldado bombeiro tem aproximadamente seis meses de duração.
Labaredas: Quais as atividades desenvolvidas dentro de um curso para formação de um soldado bombeiro?  Dias - O Proma que é um programa de matérias, define as atividades que vão ser aplicadas durante o curso. Os futuros soldados bombeiros aprendem no seu treinamento a lidar com situações que vão enfrentar no seu dia a dia.

Recorte sobre o Dia da Música (Salamandra citada)

22 de novembro: Dia da Música, por quê?

Em 1° de fevereiro de 1932, o então presidente da República, Getúlio Vargas, considerando os sentimentos cristãos e artísticos do povo brasileiro, baixou o decreto 21.011, ainda em vigor, com um único artigo: O dia 22 de novembro fica considerado o Dia da Música; devendo ser comemorado pelas bandas de música militares e, bem assim, nos estabelecimentos de ensino oficial, sem prejuízo dos trabalhos escolares:
O Dia da Música foi criado em função dessa data ser consagrada a Santa Cecília, "Padroeira Internacional dos Músicos", a quem os católicos brasileiros dedicam fervorosa devoção. Conta-se que Cecília, de nobre família romana, embora vivendo num ambiente pagão, cedo recebeu de Deus a graça de ter conhecido a religião cristã e fez voto de castidade. Mas sem que a filha o soubesse, seus pais a prometeram em casamento ao jovem patrício Valeriano, que era pagão.
Na noite das bodas, após a festa, Cecília falou a Valeriano que havia feito o voto e estava sob a proteção de um anjo. O jovem ficou impressionado, prometeu respeitar o voto de Cecília e se pudesse ver também o anjo, se tornaria cristão. Cecília orou, o anjo apareceu, e Valeriano se converteu. Foi encaminhado ao Papa Urbano, que acolheu o jovem, instruindo-o e, em seguida, administrou-lhe o batismo. Valeriano relatou o ocorrido a seu irmão Tibúrcio que também se fez cristão e pôde ver o anjo de que tinham falado Cecilia e Valeriano.
O prefeito de Roma, Almáqui, sabendo da conversão dos dois irmãos ao cristianismo, denunciou-os, juntamente com Cecília, perante o tribunal, exigindo que abandonassem a fé cristã sob pena de morte.
Os dois foram logo executados e Cecília enfrentou torturas para negar sua fé, mas protegida pelo anjo, cada vez resistia mais. Foi, por conseguinte, decretada a pena de decapitação.
Cecília se entregou ao algoz cantando, daí sua ligação com a música. Três golpes vibrou o algoz sem conseguir decapitá-la. Cecília só morreria três dias depois. Foi sepultada nas catacumbas de São Calixto, perto da Via Ápia. O corpo da Santa ficou muito tempo escondido. Uma aparição dela ao papa Pascoal I (817-824) revelou o local da sepultura. Num caixão de cipreste seu corpo foi encontrado intacto, ao lado dos corpos de Valeriano e Tibúrcio.
Em 1599, por ordem do cardeal Sfrondati foi reaberto o túmulo da Santa e o corpo continuava incorruptível. O escultor Stefano Maderna que assim o viu, produziu em finíssimo mármore em tamanho natural a sua imagem.
A partir do século XV, Santa Cecília é considerada Padroeira dos Músicos.

quarta-feira, dezembro 19, 2018

INCÊNDIO EM EDUCANDOS (2)



Rescaldo da área

O episódio acontecido em Educandos, nesta semana (17/12), segue recolhendo, além de imensos donativos, juízos. Um deles, foi tornado público pelo coronel da reserva Antonio Dias dos Santos, ex-comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, portanto, com ampla experiência no combate a incêndios.

Abaixo, em vermelho para lembrar a corporação, o compartilhamento:


Tragédia de Educandos

Cenário: incêndio em amontoado de casas/barracos de madeira construídos sem o menor planejamento, que desenham um sem fim de estreitíssimos becos (sem e com saídas). Os moradores desesperados tentando salvar seus pertences (colchões, máquinas de lavar roupas, botijas de gás etc.), tornam os becos intransitáveis. Os gases aquecidos sobem e encontram os ventos mais frios, reoxigenando o incêndio e provocando fortes correntes que alastram o fogo vertiginosamente.
Os Bombeiros podem até chegar em tempo razoável porém, não têm como evoluir no labirinto de becos entulhados e evitar a rápida propagação do fogo. Em meio à gritaria que dificulta a comunicação, as mangueiras, quando se consegue alguma evolução, são reduzidas a poucos metros pelo ziguezague que fazem nas curvas dos becos e nas pernas das palafitas, perdendo preciosa pressão.
A situação se complica tanto para moradores quanto para os Bombeiros que trafegam, quase sempre, em sentido contrário daqueles.
A saída é, em tempo de paz, urbanizar essas áreas, construir habitações com planejamento, deslocar o excedente populacional dessas áreas para outras apropriadas, tornando as áreas habitadas da cidade mais favoráveis à atuação dos órgãos prestadores de serviços de socorro.

Nosso Corpo de Bombeiros não tem a estrutura ideal para uma cidade com as proporções de Manaus, no entanto, esse cenário não é o indicado para medir a capacidade operacional da instituição.

Que Deus dê forças às pessoas prejudicadas para que sejam resilientes; a paz de espírito e sentimento do dever cumprido aos guerreiros do fogo e direcionamento às ações do Estado e do Município no sentido de repensarem e hierarquizarem as prioridades.

Visão do local no momento do incêndio


quarta-feira, novembro 30, 2011

CORPO DE BOMBEIROS DO AMAZONAS: 135 ANOS (XXIX)

MENSAGEM do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), divulgada em 25 de novembro.
À esq. Coronel Vital, secretário de
Segurança, saudado pelo coronel
Dias, comandante do
CBMAM 

 Contra as chamas em lutas ingentes,/ sob o nobre alvi-rubro pendão,/ dos soldados do fogo valentes,/ é na paz a sagrada missão...

Eis a estrofe inicial do Hino do Soldado do Fogo, cujas palavras evoco hoje para trazer à lembrança a data que este dia precede, 26 de novembro, em que comemoramos o aniversário do CBMAM, data de extrema importância não só para o Corpo de Bombeiros, como também para toda a sociedade amazonense.

Tendo sido criado em 11 de julho de 1876, por ordem do então presidente da Província, Nuno Alves Pereira de Mello Cardoso (oficial da Marinha, fundador da Capitania dos Portos), inicialmente sem caráter militar, dirigido pelo então diretor de Obras Públicas, coronel Leovigildo Coelho, o Corpo de Bombeiros tem assim o privilégio de ser o segundo organismo estabelecido no País.

O primeiro, o Corpo de Bombeiros Provisório da Corte, foi criado em 2 de julho de 1856, no Rio de Janeiro, pelo decreto nº 1.775, do imperador Dom Pedro II, patrono dos Corpos de Bombeiros do Brasil.

No Amazonas, a natureza militar do serviço só foi concedida no governo de Eduardo Ribeiro (1892-1896), quando da subordinação ao Batalhão Militar de Segurança, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) de nossos dias. No governo de Antônio Bittencourt (1908-1912), o serviço de bombeiros passou ao encargo do município de Manaus, retornando ao Estado em janeiro de 1911.

Durante o governo do presidente Getúlio Vargas, este serviço passou entre o governo estadual e o municipal. Na posse do governador Álvaro Maia (1951-1955), o Serviço de Combate ao Fogo retornou à Prefeitura de Manaus e, em janeiro de 1973, retornou definitivamente a esfera do Estado, sob a administração da PMAM.

Depois de um quarto de século sob a direção da PMAM (1973-1998), o Corpo de Bombeiros, em 26 de novembro de 1998, através da Emenda Constitucional nº 31, disciplinada pela Lei nº 2.523, de 30 de dezembro do mesmo ano, conquistou sua autonomia. Tanto operacional quanto administrativa, desvinculando-se da briosa Polícia Militar do Amazonas e tomando a denominação de Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, motivo este de nossa comemoração.

A velha e as novas armas
dos Bombeiros

Os desafios da jornada que se iniciou há 135 anos foram enormes, porém, maiores são as conquistas que as seguiram, pois o Corpo de Bombeiros sempre percorreu seu caminho tendo como princípio basilar a melhoria dos serviços prestados à sociedade. Isto tem sido nosso guia, nossa bússola! Muito já se fez, muito ainda se fará. Como verdadeiros guerreiros do fogo, que na hora decisiva correm riscos para salvar uma vida, lutaremos também, com a mesma determinação, para continuar engrandecendo esta Corporação.

Durante esse período, muitos foram os integrantes da corporação, cuja dedicação foi determinante para sua perenidade. Homens abnegados, que empenharam suas vidas com coragem e ousadia, a despeito de dificuldade ou perigo, para bem servir à sociedade nos diversos momentos de angústia e desespero, quando labaredas inflamadas ameaçavam vidas alheias e bens. A esses heróis do passado, deixamos aqui registrado nosso sincero reconhecimento.

Enaltecemos também os relevantes serviços prestados pelos atuais integrantes – bombeiros militares e funcionários civis. Motivos pelos quais os parabenizamos e os concitamos a permanecer com a mesma perseverança, a fim de que possamos entregar aos futuros soldados do fogo uma corporação forte e coesa. Na certeza de que, a cada geração, estágios ainda mais elevados possam ser alcançados.

Neste momento de comemoração, não poderíamos deixar de agradecer ao Governo do Estado pelo reconhecimento da importância desta Corporação, para o bem-estar da sociedade amazonense. Reconhecimento refletido em investimentos destinados à aquisição de equipamentos necessários à capacitação da Corporação para a prestação de melhores serviços.

Agradecemos também às Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), que tantas vezes nos apóiam em nossas operações de salvamento, busca e resgate, em áreas as mais diversas e inóspitas de nosso Amazonas; e a todos os órgãos estaduais, parceiros no melhor desempenho de nossa função constitucional, em especial a Polícia Militar do Estado, em cujo seio forjou-se a célula que deu origem ao atual Corpo de Bombeiros.

Aos ilustres agraciados com a Medalha Imperador Dom Pedro II, a maior comenda concedida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, nosso sincero agradecimento e reconhecimento pelas relevantes contribuições dispensadas a esta Corporação e a sociedade amazonense.

Enfim, nesta data, em que temos muito a comemorar e do que nos orgulhar, reforçamos o compromisso, como afirma o Hino do Soldado do Fogo: Nenhum Passo Daremos Atrás... A qualquer hora, na calada da noite ou no barulho do dia, tenham a certeza de que, quando a sirene ecoar, estaremos sempre prontos a atender mais uma vez o chamado de socorro.

FOGO!!!

Coronel Antônio Dias dos Santos – comandante geral do CBMAM

No desfile, a Guarda Bandeiras

quinta-feira, novembro 24, 2011

CORPO DE BOMBEIROS DO AMAZONAS (XXVII)

Amanhã à noite, a festa no quartel de Petrópolis celebra a criação deste serviço no Amazonas. São passados 135 anos, desde que o governo provincial o instituiu em 11 de julho de 1876, consoante a Portaria n.° 268-1.ª Seção, que ordenava “observar as instruções para o serviço de extinção de incêndios”.

Convite expedido pelo Corpo de Bombeiros

A sanção coube a Nuno Alves Pereira de Mello Cardoso, presidente interino da
Província. E restou à responsabilidade do diretor de Obras Públicas, capitão EB
Joaquim Leovigildo de Souza Coelho, o encargo deste serviço.

Os Bombeiros também recordam a desvinculação deste Corpo da Polícia Militar,
fato que ocorreu em 1998. Condecorações serão distribuidas, e a Medalha Dom
Pedro II, criador primeiro corpo de bombeiros no Brasil, foi-me concedida pela
fidalguia do coronel Antonio Dias. Registro aqui meu fraternalmente
agradecimento.

segunda-feira, maio 09, 2011

CORPO DE BOMBEIROS DO AMAZONAS (XXIII)

No início de 1982, na turma de Praça Especial incluída na corporação, foram selecionados para os bombeiros, quatro: Carlos Bacelar Martins Costa, nascido em 1958; e seu irmão Raimundo Jeodar Martins Costa, em 1960, ambos de São Felix de Balsas (MA); Reginaldo Lima de Souza, de Manaus (AM), nascido em 1962; e Salim Soares dos Santos, também de Manaus, em 1959, matriculados na EFO do Corpo de Bombeiros de Brasília (DF).

Coronel Dias
E, em dezembro, apresentaram-se dois concludentes da mesma EFO/DF, os aspirantes José Carlos Cardoso e Antonio Dias dos Santos, que marcaria sua carreira na corporação. O aspirante Dias, jovem simpático, promissor jogador de futebol, nasceu em Boa Vista, ao tempo do Território Federal do Rio Branco (1960). Em janeiro de 1977, enfrentou por três dias a então carroçável BR-174 até Manaus para enfrentar na Escola Técnica Federal do Amazonas o curso secundário e o de Técnico em Edificação de Estradas. Vencida essa etapa, não desperdiçou as chances: em 1980, matriculou-se nos vestibulares públicos da cidade. Passou em todos: para o oficialato da PMAM; em Matemática Plena, da então Universidade do Amazonas, e para Engenharia de Estradas na Universidade Tecnológica do Amazonas (Utam). Diante dos resultados, optou pela Polícia Militar, afinal sairia de Manaus para estudar e, melhor ainda, auferindo um soldo convenhamos de bom porte.

Conquistou a Academia dos Bombeiros de Brasília (DF) em 2º/14 (segundo lugar entre quatorze alunos), e devido a média obtida, assegurou o 1º lugar de sua turma, na Polícia Militar do Amazonas. (Esclareço que os bombeiros amazonenses, como em todo o País, estavam subordinados à Polícia Militar, a qual disciplinava a formação de seus oficiais). Nos Bombeiros, o aspirante Dias começou nomeado Tesoureiro (o cofre abastecido pela Prefeitura de Manaus fora lacrado), para gerir diminuta dotação fornecida pela PMAM; Almoxarife e Aprovisionador, encarregado da alimentação do pessoal. Algum tempo depois, em 1986, tenente Dias foi escolhido com outros policiais para dar partida à informatização da Polícia Militar, que encarava ainda que a passo o mais enfático desafio do final do século XX. A equipe (restaram dois) estruturou-se nos cursos da Prodam (Processamentos de Dados do Amazonas).
Indicativo do quartel dos Bombeiros do Amazonas
Mas, as maquinações da informática quase desestabilizaram este bombeiro. Depois de bem ponderar a situação, em 1995, o então major Dias voltou às atividades policiais, primeiro enfrentando o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais na PM de Goiás. Em seguida, passou pelo 7º BPM, sediado no Distrito Industrial, e pelo 5º BPM, responsável pela segurança da Compensa. Enfim, estando no 6º BPM, instalado no Mutirão, teve que tomar outra séria decisão: permanecer na Polícia Militar ou transferir-se para o Corpo de Bombeiros, que se emancipava. Não houve evasiva, major Dias assumiu sua gênese – os Bombeiros, em novembro de 1998.

Plataformas modernas do Corpo de Bombeiros do Amazonas
O traumatismo da separação ocorrida entre os Bombeiros e a Polícia Militar do Amazonas vem sendo gradualmente superado. Presentemente, os “homens do fogo” sedimentam a atuação, consolidando com méritos a emancipação. Promovido a tenente-coronel em 1999, Dias retornou vinte anos depois à Academia de Brasília para o Curso Superior de Bombeiros (CSB). Recebeu a ultima estrela do oficialato em 2003, quando foi nomeado chefe do Estado Maior, nele se mantendo até ser alçado ao posto de Comandante Geral em 2007. Apesar dos entraves, coronel Dias segue com aquele sorriso cativante estampado na face, com a fisionomia de quem soube da vida edificar uma “estrada” modelar.

sexta-feira, abril 23, 2010

DESABAMENTO NA BAIXA DA ÉGUA

O Jornal, 23 Abril 1970.
Os moradores do bairro de Educandos sofreram novo susto, desta vez o barranco da Baixa da Égua veio abaixo, com vítima fatal. Aconteceu há 40 anos e, tudo leva a crer, serviu para disciplinar as autoridades. O governo levou a cabo a urbanização do local, além de não permitir que outros invasores ali fixassem moradias. Se tais providências não ocorressem, certamente o número de edificações se ampliaria, com a possibilidade de novo e mais grave desastre. Como sabemos, nunca mais tivemos outra notícia desagradável. Mas, a propósito, convém lembrar o deslizamento de terra acontecido em Niterói, com mortos e feridos. Lá, a incúria das autoridades possibilitou o desastre.

Os Bombeiros, que então pertenciam a Prefeitura de Manaus, foram elogiados. O confortável desempenho se deve ao tirocínio do novo comandante dos “homens do fogo”, que há uma semana assumira o comando. Trata-se do tenente Nicanor Gomes da Silva, que acabara de concluir o Curso de Formação de Oficiais Bombeiro, no então estado da Guanabara. Com o entusiasmo próprio de um jovem oficial, deu robusta contribuição a esta organização, que capengava há décadas. Ora sob o regime do governo estadual, ora do municipal, em qualquer deles, com marcante pobreza.




Tenente Nicanor Gomes (foto), hoje gozando da reserva na capital de Rondônia, manteve um recorde: desde a criação do Corpo de Bombeiros, em 1876, ele fora o primeiro e único oficial com formação de bombeiros a comandá-lo, até 2008, quando tomou posse o coronel Antonio Dias.