CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quarta-feira, novembro 27, 2019

NOTÍCIAS DE 1969


Duas gratas lembranças cinquentenárias, ambas em A Crítica. 

No Sim & Não (de 26 novembro 1969), observar a postura do jornalista moço Aldísio Filgueiras, atual membro da Academia Amazonense de Letras.
No texto sobre a Cidade Universitária (de 27 novembro 1969), vemos a figura do engenheiro Nelson Porto, que foi diretor da Faculdade de Engenharia nos primeiros momentos daquela escola de ensino superior.
Aldísio Filgueiras (à esq. assinalado)

SIM E NÃO
Para uma visita a Manaus, onde veio rever amigos que conquistou durante o último Festival de Cinema, chegou ontem do Rio a atriz Isabela, figura principal das películas “Proezas de Satanás”, “Na Vila de Leva e Traz”, “Capitu” (*), “O Bravo Guerreiro” e de tantas outras que a tornaram conhecida do público brasileiro. Isabella mostrava-se alegre ao desembarcar no Aeroporto da Ponta Pelada, tendo sido recebida por um grupo de amigos e admiradores. Na próxima semana, ela começará a trabalhar na novela para TV “Verão Vermelho”.

(*) Capitu - filme brasileiro de 1968, dirigido por Paulo Cesar Saraceni e baseado em Dom Casmurro, de Machado de Assis. Seu roteiro foi escrito por Paulo Emílio Sales Gomes e Lygia Fagundes Telles. No elenco, Isabella Cerqueira (Capitu), Othon Bastos (Bentinho) e Raul Cortez (Escobar), entre outros.

A Cidade Universitária
Já estão praticamente concluídos os alicerces dos três primeiros prédios que comporão a Cidade Universitária, na rodovia do Contorno [atual avenida Rodrigo Otávio]. Os edifícios se destinam a Faculdade de Engenharia e aos Institutos de Física e Química da Universidade do Amazonas, tendo o Magnifico Reitor [Dr. Jauary Marinho] visitado as obras à noite de anteontem, em companhia do professor Nelson Porto [engenheiro e filatelista, fundador do Clube Filatélico do Amazonas] e de diretores de outras escolas superiores e assessores.
Nelson Porto (à  esq. de óculos
escuros, camisa clara).

De acordo com que o andamento das obras indica, o próximo ano letivo da Faculdade de Engenharia já está (sic) iniciado na nova sede, meta por cuja concretização a UA [Universidade do Amazonas] vem trabalhando.

terça-feira, novembro 13, 2012

BOMBEIROS DE MANAUS, EM 1952


Manaus passava por extrema dificuldade, pois sequer dispunha de energia elétrica, em condições. Álvaro Maia fora empossado governador no ano anterior. E o serviço de combate ao fogo passara ao encargo da prefeitura da Capital. Por isso, há 60 anos...

Em 2 de janeiro, o efetivo da Companhia dos Bombeiros Municipais (CBM) era de três oficiais, oito sargentos, oito cabos e dez soldados ¾ 29 bombeiros. No final do mês seguinte, o Boletim da corporação divulgava a situação disciplinar da tropa, submetida às regras do Regulamento Disciplinar do Exército (RDE). Como era desalentadora, 90% da tropa estava no mau comportamento!

Jornal A Gazeta, 10 março 1952
Os sinistros não esperavam. E os desastres afligiam a população que cada vez mais desacreditava nos Bombeiros. A temporada de incêndio abriu-se com o que consumiu a fábrica de derivados de borracha, instalada ao lado da Penitenciária do Estado, na avenida Duque de Caxias. “Incêndio no prédio da Companhia Nacional de Borrachas: as autoridades no local do sinistro”, divulgou A Gazeta (10 março). A urbanização do local, concluída em 2005, fez desaparecer as marcas dessa tragédia. 

O fogo foi pressentido por soldado da segurança do presídio, que alertou o vigia da Companhia Nacional de Borrachas (CNB), quando passava um pouco das dezenove horas. O jornalista André Jobim, autor da coluna Velhos Tempos, que “se encontrava no bar Pérola da Visconde, em frente à sua residência, telefonou à Policia Central”. Como de praxe, autoridades (o comandante da Guarnição Federal; o da Polícia Militar, coronel Manoel Corrêa; o Chefe de Polícia, coronel Luiz Pinheiro; o chefe do Gabinete Civil, Dr. Flávio de Castro, entre outras) estiveram no local, “todas interessadas em dar combate às chamas.” A despeito do empenho geral, o “terrível elemento” alastrou-se, pondo em risco os prédios do hoje Centro Educacional Santa Terezinha e da Casa da Criança Circulista Menino Jesus. Segundo indicações, “a origem do incêndio foi um curto-circuito”, encerra a reportagem.
O matutino A Gazeta, 17 março 1952
As grandes tragédias que marcaram a cidade, quase sempre serviam de escopo para expressar encômios aos bombeiros. Como quando a fábrica Labor, de I. B. Sabbá, de beneficiamento de borracha, instalada na estrada de Constantinópolis, hoje avenida Leopoldo Péres, bairro de Educandos, ardeu em chamas. Rejubilado, o comandante Isidoro Castilho agradeceu em Boletim (18 março) aos abnegados bombeiros.
Elogio os 2.os tenentes José Tomaz Monteiro Filho e Antônio Souza Barros; 1.º sargento Sebastião Vicente do Nascimento; 2.º dito João Dias Miranda; 3.os ditos João Coelho Sobrinho; Antônio Ferreira da Rocha; Antônio Januário da Silva e Sebastião Ramos Filho. Cabos Luiz Constantino de Melo; José Mendes de Lima; Carlos Cavalcante; Raimundo Ribeiro da Silva; Raimundo Nogueira da Silva; Adauto Vieira Cirino e Daniel de Queiroz Sobrinho. Soldados Pedro Evaristo da Silva; Modesto Leopoldo Rodrigues; Rubens de Paula Cascais; José Inácio de Souza; José Pacheco Nonato; Manoel Paes e José Dionísio Martins, pela maneira eficiente, boa vontade, grau de compreensão e presteza com que se houveram por ocasião do serviço de extinção do incêndio da fábrica Labor, no dia 16 de março de 1952, domingo.

A mesma tragédia, no entanto, descrita pelo jornalista oferece outra conotação (A Gazeta, 17 março). Depois do “crepúsculo em chamas” do dia 9, o sinistro atingiu a Usina Labor, de I. B. Sabbá, “uma das usinas melhor aparelhadas de Manaus”, com vários pavilhões. Embora o fogo só tenha atingido um dos pavilhões, haverá um vultoso prejuízo, que “ocasionará sério abalo na veia econômica do Estado”.

O alarme foi dado por uma religiosa da Casa da Criança, porque no momento realizava-se a Páscoa dos empregados das indústrias Sabbá. Daí a grande afluência não somente de operários, mas também de seus familiares. Alertados, “movimentaram-se empregados e outros populares, para por fim ao sinistro”. Incrível, mas verdadeiro: nenhuma linha sobre os bombeiros.

O comando da corporação certamente se esforçava. No final de março, para selecionar candidatos à inclusão estabeleceu regras, mínimas é bem verdade, mas algumas regras. Difícil saber se foram executadas, diante da reduzidíssima procura e de farta indicação, o atual QI. Em sofrível redação, o comando (boletim de 29 de março) baixou a“Ordem sobre inclusão”:
        Sendo a Companhia de Bombeiros uma organização para o serviço de extinção de incêndios, cabendo-lhe também prestar auxilio à população nos vários casos em que houver vítimas ou pessoas em iminente perigo de vida, trabalhos esses que reclamam capacidade física e agilidade, e que sempre acabrunham precocemente o homem; e também com o fito de dar uma feição distinta à Companhia, este Comando  houve por bem adotar o seguinte, para o ingresso nesta Companhia: a) ser reservista de 1.ª, 2.ª ou 3.ª categoria; b) submeter-se a inspeção de saúde; c) ter, no máximo, 30 anos de idade, incompletos; d) apresentação de Atestado de Conduta, recente, passado pela Polícia Civil.  

Nesse panorama de dificuldades, em que a conjunção de sinistros sobrepunha-se às precárias condições dos bombeiros da Prefeitura, surgiu a Sociedade dos Bombeiros Voluntários de Manaus. Fundada em 24 de abril de 1952, funcionou à rua Alexandre Amorim, bairro de Aparecida, endereço de seu comandante Ventura. Se para o Estado, a manutenção desse serviço denotava ser um fardo, como esperar que os particulares superassem os mesmos entraves?

Ambas as corporações eram deficientes; para encorpar suas forças passaram a manobrar em conjunto. Pelo ineditismo e, mais pelo empenho, os voluntários se se tornaram o xodó da Cidade. Tantos anos depois, ainda quando eu trabalhava este capítulo, avós saudosistas rememoravam os seguidores do comandante Ventura. Quando este foi sepultado, em 1961, a agremiação deu início a sua extinção.

O registro seguinte resume o descalabro no campo do combate ao fogo. O título resume com propriedade a situação: “Origem misteriosa do incêndio da usina de juta da Matinha. Apenas um cabo e um soldado da Companhia de Bombeiros se encontravam de plantão.” (A Gazeta, 14 abril). Dessa vez, o fogo atingiu a usina “Matinha”, de beneficiamento de juta, pertencente ao comerciante Abdul Hauache (mais tarde, proprietário da TV Ajuricaba, pioneira em Manaus). Avisada a Polícia Civil, compareceram o Chefe de Polícia, coronel Luiz Pinheiro, os delegados auxiliares (tenente Waldemar Silva e Adail Paes Barreto), os quais encontraram “alguns populares dando combate às chamas”. Pelo telefone, a Companhia de Bombeiros foi chamada, mas “nada pode fazer, pois de plantão se encontravam apenas um soldado e um cabo”. Os prejuízos, no entanto, foram de pequena monta. 

E mais chamas. Dessa vez, sobrou para os marujos de um contratorpedeiro ancorado na baía do rio Negro. E mais lamentos na Cidade, tanto dos proprietários quanto da população. O Diário da Tarde (7 julho) apregoa a causa: “Violento incêndio destruiu a Padaria Universal,” situada à rua Henrique Antony com rua Frei José dos Inocentes, da firma Simões & Cia. As chamas, iniciadas na estufa de macarrão, tomaram conta do prédio e alcançaram as casas vizinhas.

Ao pedido de socorro, “atenderam os marujos do contratorpedeiro Bracoy, atracado no porto”, que auxiliaram os bombeiros voluntários. Os policiais civis além de guardar as mercadorias salvas, tentaram auxiliar “os soldados do fogo na vã tentativa de extinguir as chamas”. A violência destas consumiu o prédio e tudo mais, deixando o edifício “transformado em indescritível braseiro”. Ao raiar do dia, os bombeiros voluntários buscavam demolir os escombros.

Agosto, mês do desgosto. Vigoroso fator contribuía: o verão que começava, torrando tudo, qualquer faísca podia ocasionar um incêndio, pois as casas e os casebres eram construídos em madeira e cobertos de palha, ingredientes de fácil combustão. Nesse panorama, uma foguetaria possuía não um, mas os dois pés-frios , todo ano sofria um incêndio. Nesse ano, os prejuízos foram avultados, contabiliza O Jornal (15 agosto).
Violenta explosão arrasou parte da foguetaria Iracema, de Filogênio Ferreira da Costa, “situada à margem esquerda do Quarenta”, na Cachoeirinha. Fabricante de fogos de artifícios, o quadro que se seguiu ao desastre era “desesperador”. Dois mortos, uma criança de três anos, Maria Lúcia, que “não foi sozinha para o outro mundo”, e Maria José de Oliveira Dantas.

Quatro operárias saíram gravemente feridas: Maria José Nunes, residente à rua Borba, 1.367; Raimunda Ferreira dos Santos, 18 anos; Maria Severina Nunes, 20 anos, residente à rua Maués, 336 e Clotilde Carlos dos Santos, que recebeu ferimentos leves porque foi atirada à distância, pela força da explosão. 

Na Delegacia Auxiliar, o comissário Cabral dos Anjos, auxiliado pelo escrivão Aloísio Filgueiras (pai do poeta e acadêmico Aldísio Filgueiras), abriu o “competente inquérito”. Filogênio Costa ignorava “completamente a origem de tão pavorosa tragédia”, mas calculava que seus prejuízos podiam alcançar “a importância de Cr$ 120.000,00.”

Encerrando o ano, o tenente Isidoro Castilho, comandante da Companhia, expediu esta sombria mensagem:

          Este Comando faz ciente aos seus comandados que não sendo possível organizar um programa para festejar o dia de amanhã – 1.º de janeiro – como é regulamentar, em virtude da situação que ora atravessa esta Companhia. Entretanto, deseja a seus oficiais, sargentos, cabos e soldados e suas exmas. famílias a entrada de um próspero e Feliz Ano Novo.  

segunda-feira, setembro 10, 2012

LUIZ BACELLAR (1928-2012)


Aspecto do encontro entre amigos de Luiz Bacellar,
na funerária, antes da saÍda do féretro
Hoje foi o último dia do poeta Luiz Bacellar, morto ontem, aos 84 anos, entre os amigos e admiradores. Para sacar os derradeiros documentos necessários a obtenção da certidão de óbito, abrimos os expedientes em duas repartições diferentes. No cemitério São João Batista, estava o amigo Zemaria Pinto, e no 2º Cartório de registro de pessoa física, instalado no bairro de Aparecida, fui eu em busca do comprovante de nascimento do falecido.

O passo seguinte foi realizado na Fundação Dr. Thomas, onde obtivemos o comprovante de residência. Reunidos esses documentos, fomos em direção ao 11º Cartório de registro, funcionando na av. Grande Otelo, no Parque Dez. Ali, enfim, tiramos a certidão de óbito do morto. Estava apto para ingressar na eternidade.

Aqui, um parêntese para lamentar as instalações deste cartório. Começa que não possui espaço para estacionamento, melhor deixar o carro mais adiante próximo à igreja católica mais adiante. No interior do cubículo, de cerca de 3x3, havia apenas um atendente, que atendia. Sobravam três cadeiras, que foram ocupadas pela nossa comitiva. Logo chegaram quatro mulheres e uma criança, e não tinham onde sentar. Iluminação fraca, que não colaborava com o escrevente. Aliás, de um modo geral, os cartórios precisam ser visitados pelos dirigentes dos consumidores.
Jornal A Crítica, edição de hoje
Os periódicos não dispensaram encômios ao poeta-morto. O autor de Frauta de Barro estava elegante em todas as páginas. Mas, duas questões destoaram: a nota assinada pelo jornalista-acadêmico Aldisio Filgueiras, estampada no Em Tempo, que causou “estranheza” aos dirigentes maiores da Academia de Letras.

A outra foi a grafia com que A Crítica enfatizou o sobrenome do falecido – BARCELLAR, que, para o próprio, era uma forma  degradante de tratá-lo. Para esse desastre, certamente o mesmo passaria discretamente seu cartão de visitas, repleto de escárnio (veja ilustração).
De volta ao falecido na funerária Almir Neves. Cumpria-se sua vontade expressa em documento hábil, assim, o acadêmico Luiz Bacellar deixou de ser reverenciado na Academia Amazonense de Letras, como de praxe. Tudo então acertado, o enterro aconteceria a partir das 15h30, apesar dos matutinos terem exposto o horário matinal (10h30), previamente estabelecido.

Uma hora antes da saída do féretro, os amigos reuniram-se em volta do falecido para as despedidas finais, ao ritmo da poesia e ao compasso da música. Este conclave foi regido pelo acadêmico Tenório Telles, e cercado de emoção. Versos do poeta morto e de outros poetas preencheram o encontro. A oração final coube ao poeta Thiago de Mello.

Abaixo, estão duas manifestações: a de Benayas Pereira e de Almir Diniz, dois poetas, dois admiradores do autor de Sol de Feira.
Um tchau ao poeta
Benayas Pereira
Eu acho que o poeta jamais deveria partir.
Um poeta, que acredito ser o americano Ezra Pound, dizia que "enquanto os mortais bebem vinho, os poetas bebem almas". Ezra sabia distinguir como ninguém a diferença entre os mortais dos poetas. Os mortais, dos quais faço parte, são pessoas broncas e laicas. Algumas eventualmente leem algo relacionado com poesias ou coisas pertinentes.
O poeta, não! O poeta passa sua vida elaborando, criando, passando noites em claro, em busca de uma só palavra que defina exatamente o que 'quer dizer. É sem dúvida, um esteta, um perfeccionista. Passados alguns anos, com uma idade madura e, após ter embebido o povo de poesias e alimentado sua alma, vem um deus e o leva para sempre.
Eu acho que o poeta jamais deveria partir.
Meu consolo de simples mortal é que o poeta parte, porém, deixa tudo o que criou para nós, mortais, broncos e leigos, no sentido de um dia quem sabe, um de nós tenha a ideia de pegar algum fragmento poético para nos embriagar de ternura. Este porre seria aquele vinho do qual Ezra se referiu.
Quintana disse uma vez que "com o tempo não vamos ficando sozinhos apenas pelos que se foram; ficamos sozinhos um pelos outros". É uma verdade crua. Com as idas desses poetas – alguns muitos jovens – o mundo vai ficando carente das coisas essenciais da vida e, entre elas, a poesia.
Vi muitos poetas partirem. Percebo que gradualmente a poesia se enfraquece. A renovação é parca. Breve não teremos mais um único soneto. Triste realidade de quem ainda sonha. O que será do mundo? É multo difícil ter de aceitar que um dia todos eles atravessarão o rio das águas cristalinas. E esse rio é Implacável. Por ele todos hão de percorrer sejam poetas ou simples mortais.
Eu não concordo: acho que este rio feroz e pungente deveria carregar somente os mortais. Os poetas não!
Por que... Eu acho que os poetas não deveriam partir.
*  *   *
EMPECILHO
Para Luiz Bacellar
Havia, claro, empecilho
bem na curva do caminho
entre o “café” e a vontade,
entre o "Quarteto" e o carinho,
bordando a manhã de brilho
com as luzes da amizade.
E havia a distância, enfim,
distância para vencer...
Sem asas, plumas e arminho
,
como hei de proceder?
Mas há o espírito endeusado
que voa e nunca se o vê.
Então, sendo um andarilho,
montei meu corcel alado
que existe dentro de mim:
pulei etéreo cercado,
transpus o
espaço sem fim.  
E na hora do "café
da manhã" – pode me crer –
estive bem do seu lado
só para aplaudir você! 
Almir Diniz - Campinas (SP) 4 set. 2005 

Já no cemitério de São João Batista, na Quadra 9, depois do minuto de silêncio, Luiz Franco de Sá Bacellar foi sepultado. A tarde, tornando-se aprazível, fez-se mais uma vez amiga do poeta para que os amigos levassem algum tempo em conversas antes de se afastar do cemitério.  

RIP (requiescat in pace) amigo-poeta Luiz Bacellar.

sábado, agosto 14, 2010

Deu no Jornal do Commercio IV

São três memoráveis cidadãos, competentes no fazer, cada qual no seu pedaço. Encontrei-os num dia aziago - 13 de agosto de 1971, desconhecendo se era sexta-feira, tal como ocorreu ontem, quando brindamos aos oitentanos do poeta Jorge Tufic.
Localizei a trindade nas páginas amareladas do Jornal do Commercio, em uma das tantas pesquisas que realizo, também não sei bem pra quê.

Em ordem alfabetica: Aldísio Filgueiras, jornalista e poeta e imortal. Se não for nessa linha, me perdõe, pois sei que o "poetinha" saca muito mais, parceria de teatro e outros Dessana, dessana.
A foto de jornal é uma droga, mas, um detalhe sobressai. O registro de uma fã diante da exuberante figura, realizado a Bic no salão de leitura da biblioteca: Aldísio, meu amor.

Aldísio Filgueiras

Outro é Joaquim Marinho, do cinema, da filatelia, do rádio. Tem mais outras atividades, mas hoje a idade e o peso vêm lhe tomando o tempo e restringindo até "aquela" busca incessante.
Que bonito, Marinho de óculos, com vasta cabeleira e pouca calva, e um ar de que "tudo está no seu lugar".

Joaquim Marinho

O terceiro é o Serafim Corrêa (foto), da política e da política. Quando da foto, dedicava-se à Receita e a escola. Apesar da pose de pensador, há um instrumento em sua frente destoando: uma faca. Há como ver, ou estou enganado?  O detalhe estimulou a publicidade.