CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

26 de novembro de 2015

LIVRO TOMBO DA PREFEITURA DE MANAUS (2)

Ao tomar posse na direção do Governo Municipal, ao tempo denominado de superintendente, Basílio Torreão Franco de Sá, nomeou, em 20 de setembro de 1920, a comissão composta do Procurador Fiscal, Dr. Francisco Pedro de Araújo Filho, do chefe da 3ª Seção, o engenheiro Adalberto Pedreira, e do chefe da 1ª Seção, João Cesar de Mendonça, “para organizar o Tombo dos próprios desta Municipalidade”.
O trabalho foi impresso sob o título – Relatório da Comissão Organizadora do Tombo dos Próprios do Município.

Prédio onde até recentemente funcionou a Câmara Municipal

Nº 2
PALACETE MUNICIPAL

Prédio de construção térrea, situado no bairro de São Vicente (hoje Centro), ao lado sul da rua Municipal, antiga Brasileira (hoje av. Sete de Setembro), construído com alvenaria de pedra e tijolo, coberto com telhas de barro, ocupando uma área de 873,60m2, limitada ao sul pela rua Demétrio Ribeiro, antiga dos Inocentes (hoje Visconde de Mauá), a leste com a propriedade dos herdeiros de D. Victoria da Costa Guimarães e a oeste com a propriedade do Sr. Carlos Henrique Antony.
Em sessão da Câmara Municipal, realizada em 28 de dezembro de 1874, o seu presidente, comendador Clementino José Pereira Guimarães, fez ver:
Que devendo ser vendido por preço cômodo, segundo consta, a moradia de casa, sita a rua Brasileira, de propriedade da Companhia Limitada do Amazonas, e que estando esta Câmara pagando um conto e duzentos mil réis, por ano, de aluguel do próprio em que funciona e que tem ainda de pagar por alguns anos, visto que tão cedo não é possível aproveitar-se o edifício em construção para o Paço, entendia de suma conveniência adquirir essa propriedade que estava nas condições de servir vantajosamente para aquele fim enquanto o dito edifício não se concluísse; convinha portanto a Câmara discutir este ponto para resolver o que entendesse por mais conveniente.

A Câmara discute e aprova a indicação supra, e resolve a S. Exa. Sr. Presidente da Província aumento da — Eventuais — para esse fim, e autoriza o seu presidente fazer a compra, atentas às condições de barateza.

A 24 de janeiro de 1875 foi lavrada, no Tabelião Manoel Lessa, a escritura de venda, feita pela Companhia de Navegação do Amazonas Limitada à Câmara Municipal de Manaus de uma casa de sua propriedade à rua Brasileira, hoje Municipal, n° 14, pelo preço e quantia de sete contos e quinhentos mil réis.

A 8 de outubro de 1892 a Intendência Municipal, representada pelo superintendente Manoel Antonio Grangeiro, contrata com Antonio Inácio Martins a construção e obras da casa destinada ao Tribunal do Júri, no lado sul do próprio, à rua dos Inocentes, hoje Demétrio Ribeiro (atual Visconde de Mauá).
A 8 de junho de 1893 o superintendente municipal, Dr. Manoel Uchôa Rodrigues, autorizado pela lei nº 16, de 5 de junho do mesmo ano, contrata com o Sr. José Pires dos Santos a reconstrução do prédio antigo, situado à rua Municipal.Em 1906, o Superintendente Municipal, coronel Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa, manda pintar e ornamentar pelo Sr. Silvio Centofanti a sala das sessões da Intendência, antiga sala das sessões do Júri.
Em 1908, o Superintendente Municipal, Coronel Domingos de Andrade manda proceder, pelo Sr. Adolpho Balaguer, diversas obras e consertos nos salões do prédio em que funciona a Secretaria da Superintendência Municipal, e em 1910, o superintendente, coronel (GN) Agnello Bittencourt suspende, a contratação desses serviços, e, chamando concorrentes para sua conclusão, contrata esse serviço com o Sr. Soares Junior.

Em 1911, o Superintendente Municipal, Dr. Jorge de Moraes, manda substituir por ladrilho o soalho do corpo que serve de arquivo, fazer caiação das paredes, pintura do teto e portas, colocando novos aparelhos sanitários.
Em 17 de abril de 1917, o Superintendente Municipal, Dr. Antonio Aires de Almeida Freitas, em obediência ao acordo feito e assinado com o Contencioso Fiscal do Estado, nos termos da lei nº 882, de 28 de março do referido ano, fez entrega deste prédio ao Governo do Estado, para nele funcionar sua Secretaria.