CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, junho 13, 2020

MANAUS EM FOTO (2)



Quem ainda não conhece os Portos de Lenha, comuns nos rios amazônicos e que servem de abastecimento aos navios a vapor, poderá ter uma ligeira ideia deles, tirando uma mirada do sugestivo cliché acima.
Realmente, grande é a semelhança entre os admiráveis Portos de Lenha dos rios Solimões e Negro e esse que se localiza ali às biqueiras do edifício onde funciona o Departamento Estadual de Segurança Pública, em frente ao Grande Hotel que, pode dizer de  passagem, é mesmo sob qualquer prisma, um autêntico Porto de Lenha.
Moroso, sem dúvida, é o pessoal que trabalha no embarque de lenha, para o estranho navio que ali se abastece, e isto porque, cada vez que os fornecedores chegam ao porto fica congestionado durante vários dias. E, contudo isso, é que as autoridades competentes não tomam qualquer providência para descongestioná-lo.
Enfim, são coisas de Manaus.


O jornal A Gazeta destacava em sua edição alguma foto, para mostrar algum deslize da administração municipal. Neste, o clichê mostra o cruzamento da rua Marechal Deodoro com a avenida Sete. Na esquina estava o Grande Hotel, aos fundos estava o “casarão”, alcunha da Chefatura de Polícia, prédio desaparecido em favor da expansão do Banco do Brasil.
E a monturo de lenha mostrada na foto, que a reportagem sutilmente critica, pertence ao hotel, que foi desativado, mas o prédio segue referenciando o local. E o local pacato e sem transeuntes de antanho, nada se parece com o movimento de nossos dias.
A cena é de 1955, quando o governador Plínio Coelho começava sua administração, impondo uma renovação no Estado.

domingo, fevereiro 07, 2016

MANAUS DOS CARTÕES POSTAIS

INÍCIO DOS ANOS 1970






quarta-feira, janeiro 18, 2012

BANCO DO BRASIL, EM MANAUS



A primitiva agência, de 1908 
Em Manaus, a primeira agência deste banco foi instalada em 14 de janeiro de 1908, para aproveitar e amparar a exportação da borracha. Ocorreu no governo de Afonso de Carvalho (1907-08), que substituía ao titular Constantino Nery.

A construção foi levantada no Largo da Matriz, onde hoje se encontra sua agência Praça XV de Novembro. Foi levantada em terreno onde existira o Seminário São José, criado em 1848, pelo bispo do Pará, dom Moares Torres.

O Jornal, 14 fev. 1965 
Nessa época, o seminário já estava desativado e o governo do Estado aproveitou para indenizar a Igreja pelo prédio, contribuindo assim para a instalação do Banco do Brasil. Dois detalhes: o Seminário São José somente seria reinstalado em 1943, por Dom João da Matta. E  esta agência do BB foi a segunda instalada, desde sua fundação em 1808. 

 A década de 1920 marcou o desastre da produção da borracha, que determinou a decadência de Manaus. Mas, este banco seguiu operando. Em 1949, quando da instalação de A Crítica e da viagem dos primeiros seminaristas para estudar em Fortaleza, além deste Banco, existiam apenas outros três na praça de Manaus.

A sede construída no início do século veio abaixo em 1964, para ser substituída por outra mais moderna. Esta que conhecemos. No entanto, a direção do BB levou longo tempo para levantar a filial, que inspirou a reclamação postada em jornal local. Foram cinco anos para se usufruir da evolução bancaria. 

Sede atual (1998) da agência 002 do Banco do Brasil 

quinta-feira, junho 10, 2010

Deu no Jornal do Commercio

Datado de janeiro, quando o correto seria junho

No final de junho de 1970, na ocasião em que o Brasil conquistava o tricampeonato de futebol no México, este matutino promovia uma forte guinada na impressão do jornal. Inaugurou com grande alarde e presença de grande personalidades, à frente o ex-governador Arthur Reis, o novo parque gráfico, o primeiro no Amazonas em offset.

Arthur Reis aciona a impressora offset

De fato, a apresentação gráfica mudou. Melhorou sensivelmente, em especial, na reprodução de fotografias. Mas, a primeira edição utilizando este processo, trouxe um erro grosseiro. A edição está datada de 28 de janeiro, quando deveria ser - de junho.  Tudo bem.
A presença de Arthur Reis na festa de inauguração possuia significado sentimental, pois o genitor do ex-governador fora proprietário do JC por várias décadas.

Bem verdade que o Amazonas começava a usufruir dos benefícios da Zona Franca de Manaus. Assim, em 2 de julho, o JC comenta a construção e breve inauguração da sede do Banco do Brasil.

No dia seguinte, mostrou em foto aérea a dimensão do futuro Distrito Insdustrial. Tudo ainda se encontrava sob cerrada vegetação. E, certamente, se tivessemos que cumprir as regras ambientais atuais, não teríamos chegado a tanto. 

Distrito Insdustrial em implantação, 1970


Danilo Areosa (esq) e João Walter
Uma semana depois, uma foto significativa. Mostrava o governador Danilo Areosa abrançando o governador indicado João Walter de Andrade. Muito diverso da situação atual, bastante democrática, na época, o Governo Militar indicava e a Assembleia Legislativa homologava  a indicação. Assim foi que JW governou o Amazonas entre janeiro de 1971 a 1975.
Apesar do avanço tecnológico, o Jornal do Comércio, hoje do Commercio, com escrito na fundação, em 1904, não conquistou a liderança que ansiava. Segue circulando, mas agora com uma linha bem distinta, cuidando de economia, cuidando da evoluçao da indústria implantada na vegetação de 40 anos passados.

terça-feira, março 23, 2010

MEMORIAL AMAZONENSE

Março, 23

1880 – A Guarda Policial (atual Polícia Militar) aquartela-se em um edifício provincial, à praça Riachuelo. Este logradouro limitava-se pelo cruzamento das avenidas Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro, e rua Marechal Deodoro. Nesse local, possivelmente, décadas depois o Estado construiu a sede da Polícia Civil, que chegou aos nossos dias alcunhada de, entre outras, Casarão da Marechal. Posto ao chão, no local edificou-se a sede do Banco do Brasil.

1887 – Empossado na Presidência e no Comando das Armas da Província, Conrado Jacob de Niemeyer, coronel engenheiro, entre outras qualificações curriculares.

1965 – Vinicius Monteconrado Gomes, eleito por voto popular, toma posse da Prefeitura de Manaus. Vinicius Conrado, como era conhecido, exercia a liderança em Eirunepé. Apesar de eleito para dirigir o município de Manaus por um triênio, renuncia ao mandato a 24 de novembro. O Governo Militar nomeia Paulo Pinto Nery para substitui-lo.