CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, junho 27, 2021

HISTÓRIA DA PM DO AMAZONAS: NOTAS

Em 1993, comandava a Polícia Militar do Estado o coronel Antonio Guedes Brandão, oficial disciplinado e executor de objetivos planejados e, de modo respeitável, católico fervoroso. Ainda no serviço ativo, eu escrevi o texto que somente agora vai postado, certo de relembrar episódios dignos da história da corporação.

 

Gilberto Mestrinho

04 NOVEMBRO

VISITA HONROSA

Nesta data, esteve em visita funcional à corporação, no ensejo da posse do novo Comandante-Geral, o Dr. Mauro Campbell Marques, Secretário do Interior e Justiça e de Segurança Pública, em exercício, tendo sido recebido no auditório do Comando-Geral pelos oficiais chefes e diretores de OPM, à frente o coronel PM Antônio Guedes Brandão.

Discursou o coronel PM Brandão para saudar o ilustre visitante, oportunidade em que apresentou, como de praxe, os oficiais presentes. Finalizando, indicou o ilustre visitante, por sua dedicação à área de Segurança, como advogado da Polícia Militar junto ao governo do Estado.

Agradecendo, Dr. Mauro afirmou sua aspiração em dinamizar o setor da Segurança Pública. E ratificou sua condição de defensor dos anseios policiais militares.

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05 NOVEMBRO

VISITA GOVERNAMENTAL

No Quartel do 1º BPM, presente representação de todas as OPMs sediadas na capital, foi recepcionado o Sr. Governador do Estado, Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo.

Constou a solenidade da apresentação da tropa por seu comandante, coronel Mael Rodrigues de Sá. Seguida das palavras do coronel Comandante-Geral, saudando o visitante e informando aos subordinados do motivo do encontro. Em prosseguimento, falou o Governador do Estado para anunciar a concessão de gratificação aos cabos e soldados, a partir do corrente mês.

Para finalizar, ocorreu o desfile da tropa em continência ao governador.

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Dom Luiz Soares Vieira


10 NOVEMBRO

VISITA PASTORAL

Atendendo ao convite do Comandante-Geral, compareceu ao quartel da Praça da Polícia o Arcebispo de Manaus, Dom Luís Soares Vieira, acompanhado do vigário da Catedral, Mons. Francisco da Silveira Pinto.

Recebido inicialmente no gabinete do Comandante, foi em seguida conduzido ao refeitório de oficiais para o almoço. Ao final deste, falou o coronel PM Brandão dizendo de seu contentamento em ver o “pastor das almas” comparecer ao quartel central da Polícia Militar, abrindo com este gesto um novo contato entre a Igreja e a milícia amazonense. Concluiu afirmando que “o bom cristão também é um bom policial”. Agradecendo, o arcebispo ressaltou a alegria de reatar este diálogo com a autoridade policial, estendendo o convite para um almoço na residência arquiepiscopal.

Ao ensejo, aquela autoridade religiosa ofertou para sorteio entre os presentes um exemplar da Bíblia Sagrada, cabendo o brinde ao tenente-coronel Roberto Mendonça (administrador deste Blog).

sábado, fevereiro 23, 2013

DOM SÉRGIO CASTRIANI

Dom Sergio Castriani

O sexto arcebispo de Manaus toma posse na noite de hoje. Dom Sérgio é natural da cidade de Regente Feijó (SP) e integra a Congregação do Espírito Santo, portanto, um religioso espiritano. Ordenado sacerdote em 1978, veio para a região amazônica, e dirigiu nos últimos catorze anos a prelazia de Tefé (AM).

A posse ocorreu na igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, ocasião em recebeu o cajado com que conduzirá o novo rebanho das mãos de Dom Luiz Soares Vieira, que deixa compulsoriamente esta arquidiocese, após conduzi-la por 21 anos.

O novo pastor conhece a região, há décadas convive com o povo do beiradão amazônico, assim não será um estranho no aprisco. Já começa a sentir, porém, isso ele tem repetido nas entrevistas, a dimensão das cidades, pois deixa o município de Tefé, no médio rio Solimões, com cerca de cem mil habitantes, para encarar a capital do Amazonas, com cerca de dois milhões de habitantes.

Nascido em São Paulo, como seu antecessor, Dom Sérgio mantém a escrita de que ainda não foi dessa vez que um amazonense cuidará nesta arquidiocese dos seguidores da Igreja Católica. Esse fato talvez seja explicável pela máxima bíblica, de que nenhum profeta faz sucesso em sua terra. Se não for este, é por aí.

Esta festividade lembrou-me a chegada a Manaus de um bispo, para assumir a arquidiocese. Ocorreu em 1958, quando Dom João de Souza Lima desembarcou no aeroporto de Ponta Pelada e foi conduzido pelo governador Plínio Coelho e variadas representações católicas pelas ruas centrais da cidade. O cortejo passou pelo bairro de Educandos para alcançar a avenida Sete de Setembro e, por esta via, em direção a Cúria Metropolitana, no mesmo endereço atual.

Os tempos são outros, o avanço evangélico, o trânsito agitado e outras atividades pessoais modificaram essa praxe. Hoje, o pastor católico parece ser mais conhecido pela mídia, que pelas celebrações. De outro modo, a presença de um novo dirigente em qualquer setor sempre traz expectativa de evolução. Nesse sentido, os católicos manauenses começam hoje essa renovação, e renovam esta no próximo mês com a entronização do novo Papa.

Seja bem-vindo, Dom Sérgio, com votos de mais conquistas junto com o povo de Deus.

terça-feira, setembro 04, 2012

LUIZ BACELLAR, OITENTA-E-QUATRO ANOS

Luiz Bacellar, 2011
Hoje, na véspera da data maior do Amazonas, o poeta Luiz Bacellar completa 84 anos. Não haverá festas como convém, como cabe a um iluminado, porque o amigo encontra-se hospitalizado.  Mas, apesar de seu apelo, os amigos foram cumprimentá-lo. É sempre gostoso estar presente, celebrar com a figura excelsa deste nobre.

A voz já o está traindo, quase não se percebe suas palavras, porém, seus versos continuam impondo ritmo na cidade de Manaus. Um dia, há sessenta anos, foram ouvidos na Cidade Maravilhosa e poderiam ter se expandido pelo país, não fora a modéstia de Huet-Bacellar.

Huet-Bacellar é a última descoberta genealógica pessoal do poeta. E, conversa vai e vem, segredou-me que os Sá fundadores do Rio de Janeiro foram seus antepassados. Mas, nem só de genealogia vive Bacellar, sabem os mais próximos, aqueles que gostam de “ouvir estrelas” sabem que ele provém de outra galáxia. 
Sou feliz por ter desfrutado de alguns momentos de aprazível papo. Sempre recheado de boas gargalhadas, pois o aniversariante sabe fazê-lo com dignidade. Agradeço a ele, nesse dia venturoso para o Estado, os ensinamentos que me transmitiu acolá no Restaurante Pina, mais adiante na sala do Bradesco Prime; nos encontros do Chá do Armando; ora na Livraria Valer ora no Museu Amazônico.  Quase me esquecia da Livraria Saraiva e do “sujinho” El Perikiton.
Mauri Marques (acima) e Zemaria Pinto (abaixo) festejam o
aniversário de Luiz Bacellar, 2008



Dois fatos, porém, ainda me incomodam. Um é a devolução do livro que Bacellar ofertou ao padre-poeta L. Ruas (veja a ilustração), cujo livro acabou na biblioteca do Seminário São José, com a morte do padre. O incomodo estava em que Bacellar exigia que eu recuperasse, seja a manu militari, a publicação. Talvez fosse mais conveniente, aconselhei-o, solicitar ao arcebispo de Manaus, confrade dele na Academia de Letras. Afinal seria grata confabulação entre Dom Luiz Vieira e o “visconde” dom Luiz Bacellar.  
Oferta do poeta ao padre Luiz Ruas
O outro grilo: recuperar os poemas bacellarianos expostos nos jornais de Manaus de antanho. Havia ele me confessado que faria uma nova publicação, reusando tais poemas, com o título de Calhaus. Fiz o que pude. Passei a ele os descobertos, os seixos. Um dia a cidade verá este trabalho; e, acontecendo, serei afortunado. Enfim, para felicitar o poeta Luiz Bacellar nessa data, exponho alguns desses calhaus.
A Crítica, 19 janeiro 1957


O Jornal, 5 setembro 1956

O Jornal, 5 setemebro 1954

Cartão de visita bem humorado do poeta

sexta-feira, abril 27, 2012

Arquidiocese de Manaus: 120 anos

Quando do centenário da Igreja em Manaus, foi impresso um opúsculo, que circulou em 1993, elaborado pelo acadêmico Elson Farias, depois que o saudoso padre Luiz Ruas se acidentou. O título desta obra: Cem anos de fé na floresta: o centenário da arquidiocese de Manaus. O texto seguinte foi extraído desta.

Capa do livro

Se a instalação da Igreja registrou-se em Manaus sob as bênçãos de Nossa Senhora, a Diocese do Amazonas organizou-se em momento dedicado às questões sociais, movimento que se consagrou nos programas da doutrina social da Igreja.

A diocese foi criada no dia 27 de abril de 1892, quando o papa Leão XIII deu nova organização à Igreja no Brasil, ao editar a bula Ad Universas Orbis, plantando novas e desmembrando a do Amazonas da diocese do Grão-Pará. A matriz paroquial de Nossa Senhora da Conceição, informa monsenhor Francisco da Silveira Pinto, elevou-se à categoria de Sé-Catedral.

"Nesse mesmo ano, prossegue monsenhor Pinto, em maio, no dia 19, a nova Catedral recebe a visita de três ilustres prelados: Dom Jerônimo Tomé da Silva, bispo do Pará; Dom Antônio Cândido de Alvarenga, bispo do Maranhão e Dom Joaquim José Vieira, bispo do Ceará. O bispo do Pará viera para acertar medidas para a instalação da nova diocese e posse do primeiro bispo".

A bula Ad Universas Orbis estabelece os limites da nova diocese: "Ao Norte, limitar-se-á com o território da Guiana Inglesa, com o das repúblicas de Venezuela e Nova-Granada (Colômbia). Ao Poente, com as do Equador e Peru. Ao Sul, com a da Bolívia e com a diocese de Cuiabá (MT), da qual separar-se-á pelo rio Ji-paraná, pelo Tapajós depois da foz do Três-Barras até a foz do Uruguatás. Ao Nascente, finalmente, os limites serão a diocese de Belém (PA) pelo rio Nhamundá, pelas serras de Parintins, donde se segue por uma linha reta até à margem esquerda do Tapajós a contar do ponto em que se encontra a foz do supradito Três-Barras".
Dom Frederico Costa,
bispo do Amazonas

Em 1946, por via do desmembramento efetuado para propiciar a criação de prelazias e prefeituras apostólicas no Acre, em Cruzeiro do Sul, Porto Velho, Rio Negro, Rio Branco, Lábrea, Tefé e Alto Solimões, a diocese do Amazonas ficou reduzida à zona centro-oriental do estado do Amazonas, limitando-se a Leste com o estado do Pará; ao Norte, com as prelazias do Rio Negro e do Rio Branco; ao Sul, com as prelazias de Lábrea e de Porto Velho e o estado de Mato Grosso; e a Oeste, com a Prefeitura Apostólica de Tefé.

No capítulo destinado aos pastores da Igreja no Amazonas, demorar-nos-emos no trato da figura de seus bispos e arcebispos. Mas, vale a pena anotar logo um pormenor da ação pastoral desenvolvida por Dom José Lourenço da Costa Aguiar, primeiro bispo, que, movido pelo anseio de levar a mensagem cristã aos povos nativos da Amazônia, desejou aprender o nheengatu, para falar aos índios em sua própria língua.

A partir do pontificado de Leão XIII, a Igreja adotou conduta voltada para a questão social, cujo conteúdo ideológico foi expresso na célebre encíclica Rerum Novarum, que arregimentou as forças do Povo de Deus nos rumos da aproximação do fosso que os séculos armaram entre o capital e o trabalho.
A mensagem de Leão XIII teve profunda influência nas transformações operadas na vida social, econômica e política do mundo, estimulando a própria Igreja a também se orientar nessa direção.

Dom Luiz Vieira, atual
arcebispo de Manaus

Nessa data, dados extraídos do site da arquidiocese, o território arquidiocesano se espalha por uma superfície de 65.146 km2 e evangeliza uma população de 1.709.010 habitantes. Para isso, a atividade eclesiástica dispõe de 714 comunidades eclesiais; 53 paróquias e 21 áreas missionárias. Enfim, para a pregação da “fé na floresta”, a Igreja dispõe de 123 presbíteros (destes, 41 diocesanos) e três bispos, sob o báculo de Dom Luiz Soares Vieira, arcebispo de Manaus.  

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Memorial Amazonense (XLVIII)

Fevereiro, 21
1913 – Inauguração do cine Odeon, situado na Avenida Eduardo Ribeiro com a rua Saldanha Marinho. Foi o primeiro estabelecimento no gênero a possuir ar refrigerado.


Governador Plínio Coelho, 1958
1920 – Nasceu em Humaitá (AM), no rio Madeira, Plínio Ramos Coelho, filho de Francisco Plínio Coelho e Ana Ramos Coelho. Concluiu os estudos secundários em Manaus, no Colégio Dom Bosco e Ginásio Dom Pedro II.
Bacharel pela Faculdade de Direito do Amazonas, turma de 1947, turma em que despontaram vários de seus colegas: Áderson Dutra, Arthur Virgílio Filho, Fueth Paulo Mourão, Oldeney Bagnero e Waldemar Batista de Salles.
Eleito deputado estadual constituinte, consolida sua performance de respeitável tribuno e, por sua atuação fortemente oposicionista , foi alcunhado de Ganso do Capitólio. Em 1950, elegeu-se deputado federal. Em 1954, derrotou o candidato da situação – Severiano Nunes, e, a partir da posse em 31 jan. 1955, deu início a um renovado governo trabalhista, visto ter alcançado um Estado bastante degradado. Encerrado seu governo, elegeu o substituto, Gilberto Mestrinho. Plínio retorna a chefia do Poder Executivo em 1963, no entanto, não encerrou o período governamental, pois foi atingido por ato de exceção do Governo Militar. Pertenceu a Academia Amazonense de Letras, ocupando a Cadeira nº 21, cujo patrono é João Baptista Figueiredo Tenreiro Aranha. Faleceu em 2001.
Arthur Reis (à esq.), da SPVEA, Plínio Coelho, com o cigarro,
aao fundo, o jovem Aureo Nonato. Rio de Janeiro, 1957
1960 – Ordenação sacerdotal do padre Luiz Soares Vieira, na catedral de São Marcos, em Roma. Bispo de Macapá, hoje, conduz a família católica de Manaus, na condição de arcebispo (o quinto), cujo brasão é: ministrare non ministrari (vim para servir, não para ser servido!).

domingo, maio 02, 2010

Aniversário



Hoje, Dom Luiz Soares Vieira, arcebispo de Manaus, completa 73 anos de idade. Desde 1992 dirige o rebanho católico amazonense, pois sua jurisdição se estende pelas dioceses espalhadas na região. Além desse apostolado, participa da direção da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Vem anunciando o seu afastamento em razão da idade, mas assegurou dias passados que permanecerá em Manaus. Valeu, Dom Luiz, "ad multos annos".