CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

quinta-feira, março 07, 2013

OS PALÁCIOS DE MANAUS

São quatro as edificações que tomam essa designação na capital do Amazonas, certamente plagiando tais terminologias provinciais. Não me cabe explicar muito, até pela incapacidade própria sobre o assunto.
Estou convicto de que a hierarquia dos palácios é a seguinte:

Palácio da Justiça, 1979
  1)               em julho de 1900, foi inaugurado o Palácio da Justiça, que depois tomou o nome de Clóvis Bevilaqua. Construído na avenida Eduardo Ribeiro, sempre serviu a Justiça estadual, até sua desativação quando passou a abrigar o Centro Cultural.


2)               em 1917, o governador Alcantara Bacelar adquiriu o casarão de Waldemar Scholz, existente na avenida Sete de Setembro. Após uma reforma, ali foram instaladas a sede do governo e a residência oficial, com a denominação de Palácio Rio Negro  (foto acima, de 1976).



3)               o interventor Álvaro Maia, em 1932, inaugurou o Palácio Rio Branco (acima, em 1983), destinado a concentrar a administração do governo, pois, então havia apenas uma secretaria de Estado com diversos departamentos. Posteriormente, o governador João Walter repassou este prédio para a Assembleia Legislativa do Estado. Hoje, abriga outro Centro Cultural da cidade.
 
 
4)               o quarto foi construído no bairro da Cachoeirinha para abrigar o Departamento de Estadas de Rodagem do Amazonas (Deram). Por isso, alcunhado de Palácio Rodoviário (acima, registro de 1965). Ali serviu de residência oficial do governador João Walter (1971-75). Com o desaparecimento deste órgão estatal, o edifício foi adaptado para abrigar a escola de saúde da Universidade do Estado do Amazonas.

terça-feira, março 05, 2013

CASA DE ADRIANO JORGE: ÁLBUM



O registro de hoje mostra algumas fotos da Academia Amazonense de Letras, ao tempo em que eram presidentes Péricles Moraes e Djalma Batista. De certo, a escolha de imortais era bem mais tranquila do que as últimas processadas na Casa de Adriano Jorge.
 A substituição do poeta Luiz Bacellar tem dado dor de cabeça aos dirigentes e tema para notícias de jornais e de outros meios de comunicação, especialmente as redes sociais.
As fotografias, na ordem de apresentação, 1) o presidente Péricles Moraes e o secretário padre Nonato Pinheiro, na direção de sessão, em 1952; 2) o mesmo presidente empossando o acadêmico padre Pereira Neto, em janeiro de 1956; 3) no jubileu de prata da AAL, a assembléia com destaque para o major PM Jarbas Rocha, o ex-governador Plínio Coelho e o doutor Couto Lopes; em uma poltrona, o acadêmico José Lindoso; 4) o Coral João Gomes Junior prestigiando a mesma solenidade, em 1968, (à dir. a solista Dagmar Feitosa, atual dirigente do coral); e 5) o presidente Djalma Batista recebe cumprimentos do governador Danilo Areosa (1967-71).






domingo, março 03, 2013

CORONEL BENFICA: NOSSA DESPEDIDA



Os: coronéis Brandão (à esq.) e Benfica nos Bombeiros, 1985
Morreu hoje o coronel Nazareno Benfica, da Polícia Militar, aos 72 anos, completados no mês passado. Não tenho como registrar outros detalhes, pois fui surpreendido pelo acontecimento. Sequer tive chance de acompanhar o enterro. Todavia, registro neste post minha franca despedida, lembrando alguns momentos cordiais desfrutados com o colega da corporação.
Benfica despontou no bairro de Educandos como jogador de futebol. Era o Parodi, defendendo clube do bairro. Mais adiante, estudante da Escola Técnica do Amazonas (na avenida Sete, hoje Ifam), ali teve contato com o saudoso João Liberal, treinador amazonense.
Na mesma Escola fez amizade com os colegas Antonio Guedes Brandão e Edson Matias. Com estes ingressou na Policia Militar do Amazonas, quando esta renovava, em tempo de Governo Militar, seu quadro de oficiais. Assim, no início de 1966, os três, então alunos-oficiais, foram matriculados na Escola de Formação de Oficiais da PM de São Paulo.
Ao final de 1968 estavam de regresso, aptos para o serviço policial militar. Entre outras atividades, Benfica esteve na Companhia de Trânsito, passou pelo Corpo de Bombeiros, comandou o batalhão de Itacoatiara, enfim, mais importante, foi o chefe do Estado-Maior quando seu colega Antonio Brandão foi  o comandante-geral.
Mas, logo que o tenente Benfica regressou de São Paulo sofreu um desastre. Caiu em uma piscina, acidente grave, que deixou como sequela uma deficiência nas cordas vocais, daí  o esforço que ele fazia para falar. Era como se estivesse sempre confidenciando, falando próximo ao interlocutor.   
Na reserva, ou aposentado, entendeu de praticar a política, ingressando no PMDB, do professor Gilberto Mestrinho. Em certa eleição, competiu para a Câmara Municipal de Manaus. Esperançoso de sucesso, ele preparou os santinhos, organizou os cartazes com fotos, elaborou discursos (apesar da deficiência), mas faltava um jingle. Aquela música, quem sabe, top. Para esse fim, recorreu ao amigo Américo, sambista conceituado, frequentador do bar do Armando, pai da Banda da Bica.
Aliás, nosso amigo Benfica também era brilhante frequentador de rodas de samba e de outros ritmos, desde a juventude, inclusive em Sampa, quando estudante. Uma noite, pois, encontrou o Américo e recebeu deste a peça musical para a campanha. Vou reproduzir, para encerrar nossa conversa, apenas o refrão: Quem não vota no Benfica, vai entrar na Bica.
Retrucou o Benfa, com era também conhecido: “Américo, assim você me prejudica!”.  Lamento informar, mas o candidato a vereador não alcançou o quorum necessário. E desistiu da política.
Sempre alegre, apesar das vicissitudes, viveu para a família. Devido seu entusiasmo pela corporação de Cândido Mariano, fez de um de seus filhos seu seguidor. Descansar, armas!

sábado, março 02, 2013

ARTUR NETO: 60 DIAS



Tapume no ex-Museu e Quartel dos Bombeiros, na av. Sete
Ontem, primeiro de março, o prefeito Artur Neto completou dois meses de gestão. Asseguram os munícipes que até o centésimo dia tudo lhe é perdoado, ou seja, o prefeito possui da população o direito não ter cobrança.
Tenho acompanhado pela mídia em geral sua atuação. Morador do centro, eu acompanho diariamente as mazelas expostas de nossa cidade, sem que o novo prefeito tenha realizado qualquer ação mais contundente para sanear a região.
Por isso, estou certo de que sua melhor iniciativa nesse  período foi o tapume colocado no prédio abandonado pelo Museu do Homem do Norte, na avenida Sete de Setembro, que por sinal pertence a Prefeitura de Manaus. Aliás, foi necessário um principio de incêndio no local para obrigar a presença do Corpo de Bombeiros. No dia seguinte, uma expedição certamente da PMM afixou um tapume no local. Realizado com telhas metálicas de excelente padrão, os moradores da proximidade já apostam na data em que a nova  parede será subtraída.

Sei que ainda faltam 40 dias para se encerrar o “namoro” com o prefeito-acadêmico Artur Neto, por isso, tenho que esperar. Todavia, comentam que está havendo muita conversa, muito debate para solucionar problemas que a cidade não aguenta mais esperar.

PS. Hoje, pelos matutinos, conheci as primeiras inaugurações do “reinado” de Artur Neto, as creches na Zona Norte.