CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quinta-feira, abril 18, 2019

ÔNIBUS DE MANAUS: PEQUENA HISTÓRIA


O episódio de trânsito abaixo descrito aconteceu em 1963, na praça da Matriz, também conhecida por estação dos ônibus. Não muitos coletivos. Mas todos construídos segundo os anseios do proprietário e a “tecnologia” regional. Diante da foto, a amostragem é patética.
A direita, vê-se detalhe do posto de gasolina Texaco, existente aos fundos dos Correios. Pode-se ainda distinguir a silhueta dos Armazéns J. G. Araújo, que um incêndio, em 1990, destruiu.



A postagem provém da publicação do matutino A Gazeta (de 14 dezembro 1963). Sob o título de A CIDADE EM FOTO, o matutino colhia aspectos bem distintos, alguns caricatos, da cidade que começava a sair do marasmo. Prestes a adentrar o regime militar de 64, que, para nossos gaudio, revigorou a Zona Franca de Manaus. 

TUDO AQUI É TRÂNSITO  
A carrocinha de refresco ficou na contramão e o ônibus cara-chata teve que esperar a vez para passar, mas o próprio dono do pequeno veículo dirigiu o trânsito, coisa que ele conhece muito bem, por ser guarda-de-trânsito aposentado. É o “Caneco Amassado”, um dos remanescentes da Inspetoria de Tráfego, e que sabe de cor-e-salteado a estória dos ônibus da cidade.
Daquele primeiro, de fabricação sulina que apareceu e depois foi vendido para a Força Pública (nome antigo da Polícia Militar); conheceu aqueles de um cidadão, salvo engano, por nome Bohadana, que a “Manáos Tramways” comprou para evitar concorrência. E viu Adelelmo Marques, o Dedé, meter no tráfego o “Periquito da Madame”, um caixote em cima de um chassi, se tornar de fato e de direito o verdadeiro pioneiro do transporte coletivo automotor da cidade.Viu os ônibus crescerem, feitos aqui mesmo em Manaus, pelo Damasceno, o “velho” Pires, Lamego e outros; “Gilda”, “Perna de Pau”, “Fracasso”, “São Cristóvão”, os “Manaus”.
Uma dificuldade, os ônibus de Educandos subirem a “Baixa-da-Égua”, até que o Stenio [Neves] apareceu na Prefeitura, e resolveu o problema. Praça 14 pela Major Gabriel e Leonardo Malcher, sem dar o circular. E os coletivos foram aumentando e tomando conta da cidade. Começaram com passagem a dois cruzeiros e hoje já está em 30 [cruzeiros].
Mas sem esquecer o “Zepelin” feito pelo Barata e vendido ao Moleiro aquele ônibus gigante, que o Zildo Naveca, no tempo o “Pequenino” e hoje diretor da Transportamazon, guiava. E esses carros bonitos, últimos modelos, da Transporte. A estória dos ônibus é tão comprida, que é bem melhor ficarmos por aqui, olhando o “Lamego” e o “Aurora”, e a carrocinha do “Caneco Amassado”.
Nota: Acrescentei posteriormente a foto abaixo para melhor entendimento
A estação de ônibus, vendo-se a sede dos Correiros e o relógio e o JG.

terça-feira, maio 25, 2010

SEMANA DE MAIO

Stenio Neves

Há dois dias, lembrando o centenário de nascimento de Stenio Neves, informei que o mesmo havia nascido em Manaus. No entanto, o recorte de jornal (foto) informa ter ele nascido nas barrancas do Solimões. Como são tantos os "barrancos" do nosso rio, fico sem saber onde nasceu de fato o ex-prefeito de Manaus.
Este "santinho" foi distribuído nas eleições de outubro de 1962.


SEMANA DE MAIO 1980

A Crítica, 20.5
20 - Carlos de Araújo Lima, saudoso advogado amazonense e figura de projeção na advocacia nacional, não escondia seu entusiasmo após a abertura da VIII Conferência dos Advogados do Brasil, realizada em Manaus, entre 19 e 23 de maio. Era presidente da OAB-AM, o doutor José de Paiva Filho.

Participou da citada conferência, o Dr. Almino Alvares Afonso, cassado quando deputado federal. Em entrevista ao jornal A Notícia (20.5.1980) rebateu o pronunciamento do ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel. Sugeria a convocação de uma Assembleia Constituinte.

A Crítica, Manaus, 21.5.1980
21 - Desembarca em Manaus, o ministro do Exército, general Walter Pires, a fim de empossar o general Leonidas Pires Gonçalves (1921-) no Comando Militar da Amazônia (CMA). Ao desembarque, o ministro foi recepcionado pelo governador do Estado, Paulo Pinto Nery.
O general Leonidas Pires foi, no governo Collor, ministro do Exército.

A Notícia. Manaus, 22.5.1980
22 -  Estiveram presentes a posse do comandante do Comando Militar da Amazônia, o governador do Estado, Dr. Paulo Nery, o superintendente da Suframa, Dr. Ruy Lins (falecido no mês passado) e o secretário da OAB Nacional, Dr. Bernardo Cabral.

A Notícia. Manaus, 20.5.1980
23 - O livro de Ferreira de Castro, A Selva, completava 50 anos. Em Manaus, foi instalado o busto do autor, na Praça da Polícia e a Academia Amazonense de Letras, em sessão solene, promoveu sua homenagem
na palavra do acadêmico Mário Ypiranga Monteiro.


A Notícia. Manaus, 25.5.1980
24 - Morreu, aos 74 anos, Paschoal Carlos Magno, realizador dos mais importantes projetos culturais; fundador do Teatro do Estudante do Brasil; criador da Casa do Estudante do Brasil; deixando expressiva de folha de serviços prestados a cultura do País. Seu corpo foi velado na Casa do Estudante. 

domingo, maio 23, 2010

Memorial Amazonense XXII

Maio, 23

1910 – Centenário de nascimento, em Manaus, Stenio Neves, que se notabilizou na cidade ao exercer o cargo de Chefe de Polícia (1957). Os integrantes da terceira-idade hoje ainda recordam do método pouco ortodoxo empregado pelo chefe. O de permitir que policiais seviciassem presos, em especial os ladrões, na estrada então conhecida por BR-17 (em nossos dias, a estrada Manaus-Itacoatiara). A má fama custou-lhe o cargo, substituido pelo bacharel José Bernardo Cabral, e um inquérito, do qual é desconhecida a conclusão.
Chefatura de Polícia, na rua Marechal Deodoro


Por isso, Stenio era bastante temido, daí se assegurar à época que, “em Manaus se podia dormir de portas abertas,” tal o nível de segurança conseguido pela polícia.


Era filho de Antonio Lucas Neves e de Jesuina Neves e foi casado com Tandecy Biar Neves.

Dário da Tarde, Manaus, set. 1956


Stenio começou no serviço público em março de 1938, nomeado datilógrafo da diretoria dos Serviços Técnicos do Estado. A partir de 1950, manteve amizade pessoal com os políticos trabalhistas (Plínio Coelho e Gilberto Mestrinho). Com isso, oportunizou sua nomeação de Prefeito de Manaus (1955-56), e de Chefe de Polícia, de maio a agosto de 1957.
Ainda dirigiu a Guarda Civil, organismo subordinado à Polícia Civil, em 1958. Morreu em 1978.
A Crítica. Manaus, 3 maio 1957


1913 – Severino Corrêa da Silva foi nomeado comandante da Companhia de Bombeiros, subordinada a Polícia Militar. Nascido em Pernambuco, passou pelos Bombeiros do Pará antes de desembarcar aqui. Foi genitor do coronel Manoel Corrêa da Silva, comandante da PMAM na década de 1950.


2008 – Falece em Manaus, José Jefferson Carpinteiro Péres, senador da República.