CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, julho 20, 2024

REBELIÃO DE RIBEIRO JUNIOR (1)

Ainda são palavras de João Nogueira da Matta, insertas em
Manaus por dentro (1988), lembrando alguns nomes de partícipes da revolta militar que depôs o governador Rego Monteiro (1921-24) e seus filhos, instalados em postos de destaque da administração. Houve por parte da população uma aprovação unanime, tanto que os dirigentes da revolta foram aclamados em Belém (PA), Magalhães Barata, e em Porto Velho (RO), Aloizio Magalhães, sem olvidar Ribeiro Junior em Manaus, eleito deputado federal e lembrado em logradouro público (1954) que a Prefeitura adiante desmontou.
Ribeiro Junior

 "Tradicionais os conciões (sic) políticos desde os primeiros anos do século [20]. Com o eclodir da Revolução Amazonense, em 1924, tornaram-se inesquecíveis as reuniões de Ribeiro Junior, que durante 34 dias dirigiu os destinos do Amazonas. Além desse militar, cuja voz se fez ouvir com eloquência, usaram da palavra vários oradores, como Hemetério Cabrinha, Chagas Aguiar, Crisanto Jobim, Pereira da Silva e Osvaldo Viana." 


sábado, maio 04, 2024

PREFEITO DE MANAUS: 1924

A duração do mandato deste Prefeito foi muitíssima curta, durou de 16 de fevereiro a 1º de abril de 1924, sem que eu conheça a motivação. Trata-se de Francisco das Chagas Aguiar, integrante do PRC (Partido Republicano Conservador), que enfrentou os "maus governantes" no tumultuado ano de 1924, marcado pela Rebelião das forças federais, cognominada de Ribeiro Junior (tenente EB),que foi  empossado no Poder Executivo, após defenestrado o titular Cezar do Rego Monteiro.
A postagem reproduz a lembrança ao falecido prefeito de Manaus, efetivada na revista Redempção, circulada em novembro de 1932.  
Francisco das Chagas Aguiar
revista Redempção
Dr. Francisco das Chagas Aguiar, o prefeito de Manaus durante a revolução [Ribeiro Junior] de [julho] 1924. Era realmente um amazônida — ninguém melhor definiu o neologismo de Álvaro Maia. O estomago, que lhe deu grandes aflições, nunca teve influência sobre a sua consciência, sempre rebelada contra os maus administradores da sua terra.

Foi um valor, feito aqui mesmo. Grande professor de topografia, mineralogia e geologia e autor aplaudido de vários trabalhos científicos, entre os quais se destacam ATLAS CELESTE AGUIAR, LUNÁRIO PERPÉTUO e os DISCOS HEMEREOLÓGICOS.

Pela Escola Agronômica de Manaus mereceu um prêmio de viagem à América do Norte. A Exposição do Centenário deu-lhe uma medalha de ouro, em virtude de um trabalho seu sobre astronomia. Nessa época, lá na metrópole [Rio de Janeiro], numa polemica pelas colunas de A Noite venceu o sábio Henrique Morize [francês, engenheiro industrial, 1860-1930].

Morreu, com 34 anos, respeitável e respeitado.

PS. Acrescentei entre colchetes algumas informações que julguei conveniente para melhor entendimento.


 


segunda-feira, julho 25, 2022

REBELIÃO DE RIBEIRO JUNIOR (1924)

98 anos foram contados ontem ao lembrar o movimento militar de julho de 1924. Encabeçados por oficiais da Armada e do 27 BC, os rebelados puseram fora do governo seu titular, que se medicava em Paris (FRA), e o comandante da Polícia Militar estadual, coronel reformado Pedro José de Souza.

Capa do livro de Eneida Ribeiro

Assumiu o governo revolucionário o 1º tenente EB Ribeiro Junior que, apesar da reduzida etapa à frente do Executivo, conquistou a veneração ao menos dos moradores de Manaus.

A segunda etapa da sedição consistia em tomar o governo paraense, dessa proeza encarregou-se o paraense 1º tenente Magalhães Barata que, apesar do fiasco inicial, tornou-se na ditadura de Vargas o interventor no Estado, onde se notabilizou.

O Amazonas adotou Ribeiro Junior, elegendo-o deputado federal e inaugurando seu busto na praça com seu nome. O logradouro existiu atrás do quartel da Polícia Militar, hoje Palacete Provincial, mas a reforma do prefeito Jorge Teixeira causou o desaparecimento da homenagem.

As louvações regionais foram intensas, transformando os revolucionários em heróis, como realizou a professora Eloina Monteiro. E neste sentido há alguns livros e trabalhos acadêmicos publicados. No entanto, a visão externa sobre os oficiais rebelados é bem outra, como analisou em “O levante das Forças do Exército e da Marinha no Amazonas no ano de 1924”, a concludente da Escola Superior de Guerra, em 2014, Isabel Aragão. (texto disponível na internet em PDF).

Neste blog compartilhei algumas publicações:

https://catadordepapeis.blogspot.com/2015/06/ribeiro-junior-1887-1938.html

https://catadordepapeis.blogspot.com/2018/12/praca-ribeiro-junior.html

De qualquer modo, é momento de organizar a celebração deste centenário.