CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

Mostrando postagens com marcador Chefatura de Polícia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chefatura de Polícia. Mostrar todas as postagens

sábado, junho 13, 2020

MANAUS EM FOTO (2)



Quem ainda não conhece os Portos de Lenha, comuns nos rios amazônicos e que servem de abastecimento aos navios a vapor, poderá ter uma ligeira ideia deles, tirando uma mirada do sugestivo cliché acima.
Realmente, grande é a semelhança entre os admiráveis Portos de Lenha dos rios Solimões e Negro e esse que se localiza ali às biqueiras do edifício onde funciona o Departamento Estadual de Segurança Pública, em frente ao Grande Hotel que, pode dizer de  passagem, é mesmo sob qualquer prisma, um autêntico Porto de Lenha.
Moroso, sem dúvida, é o pessoal que trabalha no embarque de lenha, para o estranho navio que ali se abastece, e isto porque, cada vez que os fornecedores chegam ao porto fica congestionado durante vários dias. E, contudo isso, é que as autoridades competentes não tomam qualquer providência para descongestioná-lo.
Enfim, são coisas de Manaus.


O jornal A Gazeta destacava em sua edição alguma foto, para mostrar algum deslize da administração municipal. Neste, o clichê mostra o cruzamento da rua Marechal Deodoro com a avenida Sete. Na esquina estava o Grande Hotel, aos fundos estava o “casarão”, alcunha da Chefatura de Polícia, prédio desaparecido em favor da expansão do Banco do Brasil.
E a monturo de lenha mostrada na foto, que a reportagem sutilmente critica, pertence ao hotel, que foi desativado, mas o prédio segue referenciando o local. E o local pacato e sem transeuntes de antanho, nada se parece com o movimento de nossos dias.
A cena é de 1955, quando o governador Plínio Coelho começava sua administração, impondo uma renovação no Estado.

quinta-feira, julho 05, 2018

"SANTA" OZITA, EM MANAUS

O fato que compartilho teve lugar no bairro da Matinha, ainda em fase de implantação, pois teve lugar em meado de 1952. Uma senhora, recém chegada a Manaus, com fama de curadora de diversos males, atraiu uma considerável multidão à sua porta. Os crentes a chamavam de “santa” Ozita, seu nome de batismo.
A aglomeração também atraiu a atenção policial, e Ozita foi levada à Chefatura de Polícia. O noticiário, como este colhido de Diário da Tarde (22 julho) perdurou dias e dias, com isso aumentando a notoriedade da milagreira. 

Recorte do vespertino da empresa Archer Pinto
   
O noticiário da imprensa, em todos os quadrantes do mundo, revela, vez por outra, o aparecimento de mortais, pecadores como nós, dotados de virtudes especiais, de dons divinos, mercê dos quais, irradiam bondade, distribuem benefícios, realizam milagres, conforme atestam aqueles que, levados pela fé que remove montanhas, sentem os efeitos desse poder sobrenatural.
Verdade ou não, os exemplos são citados às dezenas, às centenas, aos milhares. Mudos falam, aleijados caminham naturalmente, males crônicos encontram cura imediatamente, alicerçando a fé dos que acompanham vivamente os movimentos dos novos santos ou das novas santas, e levando à credulidade os céticos, os que vivem alheios a essas aparições, os que não admitem a presença, entre nós, mormente na época em que vivemos, de seres divinos ou dotados de qualquer dose de poder superior.
De qualquer maneira, porém, os santos e as santas continuam aparecendo. Aqui, ali, alhures. Em toda parte.
UMA “SANTA” EM MANAUS!
Na manhã de hoje, as autoridades policiais foram surpreendidas, por uma aglomeração de pessoas em frente ao prédio nº 250, da rua Boa Sorte, do bairro da Matinha. Tão grande era a multidão que o delegado Ramiro Menezes determinou o envio ao local de vários agentes para garantir a ordem, na suposição de que o povo estivesse decidido a invadir a casa em apreço. Porém, entrando em sindicância, apurou a autoridade que no local indicado residia uma senhora, de nome Ozita Lima, a qual, dotada de virtudes sobrenaturais, vinha realizando uma série de milagres, sendo mesmo chamada por todos de “Santa Ozita”.
QUEM É “SANTA OZITA”
A reportagem dos nossos Diários também foi atraída pela aglomeração e, no local, soube que “Santa Ozita”, Ozita Lima — é pernambucana, tem 23 anos de idade, sendo filha de Manuel de Carvalho e dona Jael de Carvalho Campos, tendo chegado a Manaus há cerca de 15 dias, em companhia de seu esposo, Sr. Idalvo Corrêa Lima, viajando num dos aparelhos do Lóide Aéreo, procedente de Belém do Pará.
Aqui chegada, "Santa Ozita" foi residir no bairro da Matinha, à rua Boa Sorte, nº 250, onde vem realizando "milagres", sem cobrar um centavo sequer das pessoas que a procuram, nem sequer receita remédios, mas apenas conversa com aqueles que necessitam de sua proteção.
OS MILAGRES
Segundo apurou a reportagem dos nossos Diários vários milagres foram obtidos por interferência de “Santa Ozita”. Assim é que, há poucos dias fez andar um paralítico que a visitou, milagre que foi confirmado à nossa reportagem pelo agente de polícia Alberto Lima. O policial revelou que sua filha Eurideia Lima, com 18 anos de idade, estava paralítica há 15 anos e depois de visitar a milagrosa “Santa Ozita” apresenta considerável melhora.
Outro que atestou as virtudes de “Santa Ozita”, foi o Sr. Condê Aires Pinto, funcionário do Juizado de Menores, o qual informou ao repórter que, em 1949, sentindo fortes dores no estômago, escreveu para “Santa Ozita”, no Estado do Ceará, onde se encontrava. E depois de receber sua resposta se sentiu completamente curado.
LEVADA À POLÍCIA
Face à aglomeração que aumentava minuto a minuto no bairro da Matinha, as autoridades policiais conduziram “Santa Ozita” à repartição da rua Marechal Deodoro, a fim de prestar declarações.
PROTESTA O POVO DA MATINHA
Diante da atitude das autoridades policiais, dezenas de populares protestaram, tendo, inclusive algumas pessoas comparecido à redação dos nossos Diários, para lavrar seu protesto, o que registramos aqui. A comissão que esteve em visita aos nossos Diários, era integrada de homens e mulheres, tendo à frente o Sr. Roldão Horácio Ferreira, residente no Careiro, o qual revelou-nos o seguinte: há vários anos estava prostrado numa rede acometido de congestão. Tendo notícia da presença de “Santa Ozita” em Manaus, aqui veio trazido por sua esposa, para falar com a santa. Roldão sentiu melhoras. 

quarta-feira, outubro 10, 2012

Polícia Civil do Amazonas



Mavignier de Castro
O relato sobre esta instituição pertence ao saudoso acadêmico Mavignier de Castro (1891-1970), que o publicou em seu livro Síntese histórica e sentimental da evolução de Manaus, lançado em Manaus, em 1948.
O texto, que presumo escrito sem anotações prévias apenas com “sentimentos”, apresenta algumas distorções. Por isso, acrescentei pequenas notas à fala do autor, a fim de atualizar e facilitar o entendimento. Há muito este “roteiro” deveria ter sido reeditado. Quem sabe possamos vê-lo em breve.

Um detalhe final, a Polícia Civil era dirigida pelo Chefe de Polícia, consoante menciona De Castro. Ainda alcancei esse personagem, que reunia forte domínio, pois se ligava ao governador e possuía as atribuições de prender, de investigar e, durante décadas, de dirigir a penitenciária. Essa figura, que foi substituída pelo secretário de Segurança, deixou-nos muitos causos e incontáveis lembranças, nem sempre afortunadas.
*   *   *


Capa do livro de Castro, trabalho do
artista Branco Silva
No espaço de um século a Polícia Civil ocupou três prédios em ruas diferentes. A instalação da Província, em 1852, a encontrou situada na atual praça Pedro II, em  um casarão assobradado que também servia de cadeia pública e delegacia, precisamente no local onde hoje se ergue o Palácio Rio Branco [atualmente centro cultural].  

Em 1875, não mais oferecendo segurança suas vetustas paredes, determinou o governo a transferência da Chefatura para a casa que ocupa atualmente a marcenaria Leo  fazendo canto com a rua Dr. Moreira e a praça Roosevelt, antigo largo da Constituição [hoje praça Heliodoro Balbi ou da Polícia].   

Muitos anos se passaram antes que a sede da Polícia Civil fosse instalada no amplo palacete em que ora funciona, à rua Marechal Deodoro. Em 1934, quando Chefe de Polícia o Dr. Rui Araújo, o prédio ficou acrescido por um andar permitindo melhor funcionamento à seção de datiloscopia.
 
Chefatura de Polícia, na rua Marechal Deodoro,
antes da reforma de 1934

Também na gestão do Dr. Sady Tapajós de Alencar [1940-41], a repartição policial recebeu notáveis melhoramentos, sendo adquirido o primeiro carro celular para transporte de presos.

Na administração governamental do Dr. Pedro Bacelar [1913-17] contava a cidade com dois distritos policiais cada um obedecendo à respectiva delegacia. A primeira funcionou no prédio da rua Joaquim Sarmento agora pertencente à Tipografia Fenix e a segunda, na esquina da avenida Eduardo Ribeiro com a rua 10 de Julho.

Apesar de tecnicamente desaparelhada, não contando entre os seus investigadores nenhum detetive de curso especializado, a Polícia Civil de Manaus tem se distinguido em inúmeras ocasiões ao demonstrar argúcia na pista de salteadores e bravura no capturar indivíduos facinorosos quase sempre foragidos de outros Estados.  

Quando chefiava a repartição o Dr. Marcionílio Lessa, no mês de fevereiro de 1934, em consequência de um conflito entre militares e elementos da Guarda Civil, o próprio da rua Marechal Deodoro foi invadido, desarmada a sua guarda e desacatados os comissários e escrivães de serviço que foram recolhidos à Penitenciaria do Estado. [A chefia de Lessa durou de 20.02 a 06.03.1935, que deve ter sido exonerado em decorrência desse conflito].

Anexa à Chefatura funciona a Comissária da Polícia do Porto. No prolongamento do mesmo prédio, mas de fachada para a rua Dr. Moreira [o correto é rua Guilherme Moreira, onde se encontra o Banco do Brasil], tem o seu quartel a Guarda Civil [desativada no início do Governo Militar], montando um efetivo de sessenta homens. Sua fundação data de 1917.

Pelo Dr. Rui Araújo, em 1934, foi organizada a Guarda Noturna, a qual juntamente aos guardas civis vem prestando eficiente serviço no policiamento central e suburbano da capital.

segunda-feira, setembro 19, 2011

Djalma Vieira Passos

Capa de livro de Djalma Passos
Djalma Vieira Passos nasceu no então Porto Acre, hoje Rio Branco, capital do Acre, em 1923, filho de Diomedes Vieira Passos e Joana Crispim de Souza. À época, a borracha já dera sua contribuição aos estados amazônicos, estes enfrentavam a derrocada. Por isso, creio, foi que alguns jovens alcançaram Manaus para conquistar aqui a única faculdade em movimentação.

Era uma aventura sair do vizinho Acre para Manaus, toda ela realizada em barcos regionais. E bote tempo nessa travessia.

A Faculdade de Direito do Amazonas acolheu um bom número de acreanos. O primeiro a conquistar a graduação foi Raymundo Nonato de Castro, que marcou sua passagem pela capital baré. Cerca de duas dezenas de jovens oriundos do Território Federal do Acre, espalhados pelos anos, tornaram-se bacharéis em direito, antes que Djalma Passos aos 32 anos conquistasse o mesmo “canudo” em 1955.

A esse tempo, Passos já pertencia à Policia Militar do Estado, onde ingressara como sargento. Há um registro de sua atuação junto ao Dr. Djalma Batista, que fora médico da PM, quando um incêndio destruiu parte da Biblioteca Pública, em agosto de 1945.

Rogel Samuel lembra-se de Djalma Passos, na metade dos anos 1950. Passos foi meu professor de português no Ginásio Aparecida. Era um homem calmo e bom, e morava na época perto da casa de minha avó, na rua Japurá, onde eu vivi por alguns anos.
Abandonou o magistério para ingressar na política, tendo sido eleito, primeiramente, vereador, mais tarde deputado estadual (1955-58), e depois federal, pelo PTB, em 1963-67. Depois passou pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro); migrou para a Arena (Aliança Renovadora Nacional) e seu sucedâneo PSD (Partido Social Democrático).

Enquanto major da PM do Estado foi comandante da extinta Guarda Civil, que era uma organização militarizada e subordinada à Polícia Civil, o quartel desta (na rua Guilherme Moreira) ligava-se pelos fundos com a famosa Central de Polícia, da rua Marechal Deodoro.
A participação deste oficial nessa entidade trouxe-lhe motivação para defender um de seus subordinados que matara um conhecido cidadão. Caroço, era a alcunha do inditoso, mas que era irmão do nosso conhecidíssimo José Bernardo Cabral. O guarda-civil cumpriu a punição que lhe foi imposta.


Artigo publicado em favor do subordinado
Djalma Passos publicou, em defesa do guarda, o opúsculo Entre o dever e o cárcere (A tragédia do Guarda Manuel Carlos Melo). Detalhe: ainda vive uma irmã do acusado, minha meia-tia, que o mal de Alzeimer já apagou dela as dores do encarceramento.
Em homenagem a ela, breve vou publicar o texto de Djalma Passos.

O senador Aureo Mello, do PMDB, pronunciou discurso no Senado em 19 junho de 1990, em pesar pelo falecimento de Djalma Passos, acontecido no Rio de Janeiro.
A prefeitura de Manaus, por seu prefeito Alfredo Nascimento, homenageou ao saudoso político com seu nome na Escola Municipal, situada no Monte Sião, na Cidade de Deus.

terça-feira, novembro 16, 2010

Rua Marechal Deodoro II

Retorno com a segunda parte da memória de André Jobim, autor de Velhos Tempos, sobre a rua Marechal Deodoro. O saudoso Jobim escrevia sobre matéria variada em crônica dominical, mas sempre reportando antigas lembranças. Este texto foi publicado em O Jornal (já desaparecido), em 21 ago. 1960. 
Chefatura de Polícia
A Marechal permanece em sua extensão como antes, porém mudou totalmente no comércio praticado. As grandes empresas deram lugar ao comércio varejista, marcantemente de confecções e calçados.
Quando Jobim publicou esta crônica, na esquina desta rua com a Sete existia a casa Colombo, descrita pelo autor. Do outro lado da calçada, existia a Chefatura de Polícia. Mais adiante, onde agora comercializa a Marisa, funcionava o Banco Ultramarino, depois o Banerj. Na outra esquina, pela rua Quintino Bocaiuva, estava a loja Pernambucanas.
Recolhi alguns anúncios de época para ilustrar a descrição de André Jobim.
 
Na atual turbulência da propaganda política, onde todos se julgam com direitos de salvadores deste imenso Brasil, voltamos os nossos olhos ao passado para reviver nos “Velhos Tempos”, as firmas comerciais que pontificavam na rua Marechal Deodoro, onde começamos a nossa vida de comerciário humilde. Talvez pouca gente se lembre, por isso nos custa fazer algumas referências, trazendo à lembrança velhos amigos e nomes que até hoje se destacam no presente, face às inovações e o modernismo avassalador, que entusiasma e que estarrece...
A tradicional Casa Colombo, ainda hoje sobre a direção do dinâmico José de Souza Azevedo com as suas três seções, dentre elas a lembrada “Fogo sem fumaça”, onde de tudo se encontrava, desde o perfume francês até os brinquedos alemães que expunha à venda por preços que assombravam, mas que hoje, talvez, nos decepcionasse. De seus auxiliares ainda nos lembramos de Anquises Índio de Maués, Arnon Oliveira, Antonio Rebello, José Lima, Manoel Bentes Vieira, Egidio Scardine, Jacy Pinto Freitas, d. Alzira Braga e Áurea Freire, dileta filha de Antonio Nonato Freire, funcionário da Delegacia Fiscal.

Chapelaria Goulart do velho Goulart Coelho, irmão de Abdon Coelho, chefe fotógrafo da Polícia Civil, esposo de dona Márcia e pai de Cilene Coelho Gioia, e de seus funcionários Saturnino Ribeiro, Augusto Lira, Antenor e Edgar Monteiro de Paula, Jacauna Maia, Ângelo Cardoso e Cisne Nonato. É hoje dirigida pelo velho Glicério Vieira.
Esta casa nos faz lembrar o seu fabuloso estoque de chapéus de palhinha, de fitas pretas e laços para trás, que fazia o encanto da moda modernista de “la belle époque”.


Henrique Perdigao & Cia., dirigida por José Victor, Aurélio Gomes e o velho Simpatia, funcionando hoje, em seu lugar, a firma Figueiredo & Cia.


Anúncio do moderno automóvel, em O Jornal, abr. 1960


Matos Areosa & Cia. Ltda., dirigida pela figura respeitável e estimada do comendador Antonio Duarte de Matos Areosa, o incentivador do seguro e primeiro representante da Companhia Aliança da Bahia, para quem comprou o prédio atual, ex-depósito da firma Tancredo Porto & Cia., pai extremoso de nossos amigos Danilo e Antonio Areosa que mantêm a mesma linha de impecabilidade comercial.
Lembramo-nos dos seus auxiliares L. Perdiz (atualmente nos Estados Unidos), Hermínio Silva, Prudêncio Barreiros Garcia, Manoel Cunha, ex-sócio da firma Tancredo Porto e fundador de uma firma na rua Guilherme Moreira, chamada M. C. Monteiro Mesquita & Cia., e do velho chaveiro José Lindo que, apesar de aposentado e de cabecinha algodoada, ainda hoje se distrai e se contenta em abrir as portas do escritório do fabuloso Deusdeth Fernandes, de idealismo primoroso igual a nós...

Banco Nacional Ultramarino S/A, onde velhos amigos ainda hoje vivem na labuta diária, dentre eles o velho Matos, Gercino Cunha Melo, Aguinaldo Archer Pinto, Silva, Geraldes, José Adrião, Manoel Pinto, Armando Mesquita, hoje proprietário da Fábrica Baré, orgulho da indústria de refrigerantes de nossa praça, e tantos outros abnegados e merecedores de nossa homenagem.

Ourivesaria Cantisanti, hoje a Gasônia.

Tabelião Lessa, onde trabalhavam o Dr. Marcionilo e Albino Lessa. Era aí o ponto de reunião de Aristóteles Mello, pai de Washington e Wilson Melo; desembargador Faria e Souza, Crisanto Jobim que, para ganhar o sustento de sua família, lavrava escrituras, e tantos outros que gostavam das “piadas e prosas” do velho Albino Lessa, pai de Nenê Lessa, fiscal da Prefeitura Municipal.

Na esquina, o famoso Café Ultramarino dos irmãos Marques, tios do Marques, atual gerente do Banco Ultramarino Brasileiro S/A.
Depois do almoço, era obrigatório ouvir-se a palavra inflamada do finado Manoelzinho, da Capitania do Porto, amigo inseparável do nosso amigo Walter Rayol. Era o ponto do cafezinho e dos comentários sócio-político-comercial da época.
Grandi & Cia., com o velho Grandi e o saudoso Benjamin Alves. O outro lado, onde é hoje A Pernambucana, era o Tabelião Dias e a banquinha de selos do sogro do saudoso Aluisio Ramos.
Souza Arnaud vendia geladeira movida à gás
C. E. Campos Vinagre, dirigida por Augusto Soares da Cunha, irmão do nosso amigo Manoel Soares da Cunha, da firma J. A. Leite & Cia., Serafim Araujo (conhecido por Cicatriz Vermelha), Ivan Valente e João Soares Vinagre (o Careca) e Guilherme, o Acapu.
Souza, Arnaud vendia caminhão na Marechal, março 1960 
J. A. Leite & Cia., com o velho Leite sempre sentado em sua cadeira predileta e exercendo as funções de caixa, Abílio Silva e Sá, Antonio José de Almeida Leite Loureiro, Antonio Guedes, Ermindo Fernandes Barbosa e tantos outros, dando lugar hoje a firma Souza, Arnaud, do nosso amigo Euclides de Souza Lima e seus filhos James e Douglas.