CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

5 de setembro de 2016

ELEVAÇÃO DO AMAZONAS À PROVÍNCIA

Compartilho o texto abaixo do dr. Antonio Loureiro, presidente do IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas) que, para relembrar esta efeméride, o publicou em sua página social.
Teatro Amazonas e o monumento a abertura dos Portos
5 DE SETEMBRO DE 1850


Até agosto de 1823, o Estado do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, conseguiu cooptar as administrações portuguesas dos Estados do Maranhão, com sede em São Luís, e do Grão-Pará e Rio Negro, com sede em Belém, e essas colônias portuguesas foram incorporadas a ele, com as suas Capitanias transformando-se em Províncias do Brasil. 
A anexação da esquecida Capitania do Rio Negro ao Brasil deu-se, somente em novembro de 1823, quando tomou posse a primeira Junta Provincial, que foi sendo prorrogada até 1825, quando por ordem do Governo Imperial de D. Pedro I, foi extinta e a região anexada ao Grão-Pará, passando toda a Amazônia a ser uma Província única, correspondendo quase à metade do Brasil.
As solicitações do Alto Amazonas jamais foram ouvidas em todo Primeiro Reinado, até o desencadeamento da Rebelião de 1832, quando a população de Manaus criou a efêmera Província do Rio Negro, derrotada por uma força militar, mandada pelo Império.
Passaram-se mais 18 anos de subordinação indevida ao Grão-Pará, até que a Assembleia Nacional Legislativa, através de Lei apresentada pelo deputado paraense João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, cuja origem familiar estava na vila de Barcelos, reconhecesse e criasse a nova Província.
Isto ocorreu no dia 5 de Setembro de 1850, a data que hoje comemoramos, o reconhecimento da Província do Amazonas, esbulhado desde 1823.
Esta libertação do domínio político paraense, transformou-se no controle econômico da região, pela exclusividade do transporte fluvial a vapor concedida, no dia seguinte, 6 de setembro, à Companhia de Navegação e Comércio do Amazonas, pertencente ao barão de Mauá.
Antonio Loureiro

Presidente do IGHA