CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

19 de junho de 2015

GUARDA NACIONAL NO AMAZONAS

Porto de Manaus, livro Le pays des Amazones, 1885


Esta organização paramilitar legou ao país uma estranha história: criada em 1831, durante o período regencial, pelo Regente padre Diogo Antonio Feijó; foi reorganizada em 1850 e, novamente, reformada em 1873. Com a República, passou à direção do Ministério da Justiça, em 1892, e desmobilizada em 1922. Não conseguiu cumprir sua destinação, apesar das diversas alterações sofridas. Talvez por isso, restou conhecida na região pela ridícula alcunha imposta ao seu maior oficial – coronel de barranco.

No Amazonas, a Guarda Nacional foi organizada em 1882, com quatro Comandos Superiores e demais batalhões distribuídos pela capital e alguns municípios. Era presidente da Província, José Lustosa da Cunha Paranaguá.


A longa relação dos agraciados será aqui reproduzida em partes.

Por decretos nos 8.521 a 8.524, de 13 de maio de 1882, foi reorganizada a Guarda Nacional da Província do Amazonas, sendo criados quatro comandos superiores com nove batalhões de infantaria, três de artilharia, um da reserva, uma seção de artilharia, duas de infantaria, duas da reserva, uma companhia avulsa e uma seção de companhia ambas da reserva. Os comandos ficaram organizados do seguinte modo:
  Comando Superior Nas comarcas da Capital e do Rio Negro, formado de um batalhão de artilharia, com seis companhias e a designação de 1º, uma seção de batalhão da mesma arma, com quatro companhias e a designação de primeira, três batalhões de infantaria do serviço ativo com oito companhias cada um e as designações de 1º, 2º e 3º, duas seções de batalhão também do serviço ativo, com quatro companhias cada uma e as designações de 1ª e 2ª, um batalhão de reserva com a designação de 1º e uma companhia avulsa desse serviço.
 Os referidos corpos foram organizados:
O 1º de artilharia, o e 2º de infantaria e o 1º da reserva nas freguesias da cidade de Manaus; a 1ª seção de batalhão de infantaria na do rio Purus; o 3º batalhão de infantaria na de Codajás; a 1ª seção do batalhão de artilharia e a companhia avulsa da reserva na do município de Barcelos; a 2ª de infantaria na de São Gabriel.
 A força da reserva qualificada nas freguesias do rio Purus e Codajás foi adida aos corpos da ativa ali criados; e aplicado a este comando superior, na conformidade do decreto nº 5.542, de 3 de fevereiro de 1874, o regime especial do decreto nº 2.029, de 18 de novembro de 1857.
 2° Comando Superior – Nas comarcas de Itacoatiara e do Rio Madeira, formado de um batalhão de artilharia com seis companhias e a designação de 2º, dois batalhões de infantaria do serviço ativo, com seis companhias cada um e as designações de 4º e e uma seção de batalhão da reserva, com quatro companhias e designação de 1º.
 O 4º batalhão de infantaria compreende as freguesias da cidade do Itacoatiara, ficando adido a este batalhão a força da reserva qualificada nas mesmas freguesias; o de artilharia no distrito de Manicoré; o de infantaria e a seção de batalhão da reserva no de Borba.
 Aos três últimos corpos foi aplicado o regime especial do decreto nº 2.029, de 18 de novembro de 1857.
 Comando Superior – Na comarca de Parintins, formado de dois batalhões de infantaria do serviço ativo, com seis companhias cada um e as designações de 6º e 7º, este organizado no município de Maués e aquele no da cidade de Parintins.
 Ficou adida aos corpos do serviço ativo, na forma do art. do decreto de 21 de março de 1874, a força da reserva qualificada nos respectivos municípios.
 Comando SuperiorNa comarca do Solimões, formado de um batalhão de artilharia com quatro companhias e a designação de 3º, dois de infantaria, com igual número de companhias e as designações de 8º e 9º, uma seção de batalhão da reserva com duas companhias e a designação de e uma seção de companhia do mesmo serviço.
 Estes corpos foram assim organizados:
O 8º batalhão e a seção de batalhão da reserva na cidade de Tefé, o 3º batalhão de artilharia no distrito de S. Paulo de Olivença, ficando adidos a este batalhão os guardas da reserva qualificados no mesmo distrito; o batalhão de infantaria e a seção de companhia da reserva no município de Coari.
Foi aplicado a este comando superior, na conformidade do decreto nº 5.542, de 3 de fevereiro de 1874, o regime especial do decreto nº 2.029, de 18 de novembro de 1857.  
       
Foram nomeados por decreto de 10 de junho do ano passado Coronel comandante superior da comarca da Capital e Rio Negro, o capitão Guilherme José Moreira, das de Itacoatiara e Rio Madeira o capitão Victor da Fonseca Coutinho; da do Parintins o major José Augusto da Silva e da do Solimões o cidadão João da Cunha Corrêa. E tendo falecido este último, foi nomeado para substitui-lo o major José Domingos Soriano Alves da Silva. Por decreto de 2 de fevereiro último foi concedida a este a reforma no mesmo posto, e nomeado para substitui-lo o cidadão Isidoro Marques Pereira Praia. (segue)