CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

26 de abril de 2013

AEROPORTO FLUVIAL DE MANAUS

Flutuante da Panair do Brasil
Há 70 anos, quando o transporte aéreo utilizava os rios como campo de pouso, a Panair do Brasil ampliava suas instalações, conforme descreve um periódico de então – O Jornal. Esse peculiar “aeroporto” estava situado na baía do rio Negro, na confluência dos bairros de Constantinópolis (hoje Educandos) e Colônia Oliveira Machado. De toda essa aventura aeroviária, restou uma lembrança: a feira da Panair.
  
Recorte de O Jornal, novembro 1943


O desenvolvimento dos serviços da Panair do Brasil, cujas linhas cobrem extensa zona em todas as regiões do país, tem determinado o aumento das suas instalações, bem como a ampliação de outras existentes, a fim de que possa ser atendida o grande volume de serviço daquela empresa nacional de transportes aéreos, da melhor forma possível.

Na região Norte, cortada por artérias de inegável valor para o estímulo da economia local, vários melhoramentos têm sido realizados pelos departamentos técnicos da Panair, em virtude dos quais foram criadas condições mais favoráveis para o crescente número de pessoas que utiliza a rede aeroviária da Amazônia para viagens, transporte de encomendas e remessa de correspondência.

Avultam, entretanto, entre esses melhoramentos, as obras que acabam de ser realizadas no aeroporto fluvial de Manaus, onde foi construído, lançado à água e entregue ao trafego, um moderno flutuante de concreto, aparelhado com o que existe de mais novo para instalações dessa natureza.

Medindo doze metros de comprimento por sete de largura, o flutuante tem superestrutura de madeira e dispõe de dois pavimentos com área útil destinada à acomodação dos escritórios de tráfego e operações, almoxarifado, depósito, gerador elétrico etc. Além do flutuante foram construídas outras obras em terra, inclusive modernas estações de rádio. 

(*) Reproduzido de O Jornal, 13 novembro de 1943. As fotos postadas padecem da qualidade então existente.