CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sexta-feira, janeiro 05, 2024

LINDA BATISTA EM MANAUS

Nome artístico de Florinda Grandino de Oliveira (São Paulo, 14 de junho de 1919 — Rio de Janeiro, 17 de abril de 1988), mais conhecida como Linda Batista, esteve em Manaus, ao menos nesta data, cantando no saudoso Acapulco Clube. 
Para mais saber: consulte o Wikipédia, entre outras fontes.
As irmãs Batista, Linda e Dircinha

A iniciativa da apresentação em Manaus coube ao colunista social Little Box (Caixinha). Uma leitura do anúncio (foto) publicado no Jornal do Commercio, circulado em 2 de mar. 1963, traz algumas curiosidades. O “Incomparável” exigia traje completo (paletó e gravata) nos dias de semana, no sábado, traje esporte.

Ao que tudo indica, a festa ocorreu após os festejos carnavalescos.

Jornal do Commercio, 2 mar. 1963


quarta-feira, outubro 05, 2022

ACAPULCO NIGHT CLUB

 Mário Oliveira conta para os leitores de A GAZETA a história do famoso night club da Estrada do Parque 10, destacando os nomes que grandemente incentivaram o seu trabalho pioneiro: governadores Plínio Coelho e Gilberto Mestrinho. Proprietário do maior patrimônio turístico-recreativo da capital amazonense também ressalta o apoio da sociedade, imprensa e radiodifusão

 

Vespertino A Gazeta, 12 janeiro 1963

Mario de Oliveira, um nome que em Manaus já está tão identificado com as noites como as estrelas, contou para A Gazeta a história do “Night Club Acapulco”. A narração de Mario Oliveira ocorreu minutos depois da conquista de mais um grande êxito, que foi o réveillon que assinalou o nascimento de 1963. Assim, o novo sucesso que aquela iniciativa tradicional do ACA (para os íntimos) conquistou aos primeiros minutos deste ano, levou Mario Oliveira a contar para a reportagem detalhando o que dissera resumidamente para a grande frequência que fora passar no seu “night-club" a noite do Ano-Bom - como nasceu o Acapulco, que, sendo hoje o principal património turístico-recreativo de Manaus, dispôs para isso da atenção da sociedade, da Imprensa e da radiodifusão e, destacadamente dos governadores Plinio Coelho e Gilberto Mestrinho, que sempre o prestigiaram.

 

Recorte do Jornal do Commercio, 7 setembro 1956

A HISTÓRIA DO ACAPULCO

Nos meus tempos de rapaz, quando todos gostamos, sem maiores preocupações, de participar de noitadas, eu já sentia que nossa Manaus necessitava de um local de diversão, o qual, embora público, estivesse de acordo pelo seu bom gosto, pelo seu ambiente selecionado, com seus foros de cidade civilizada.

Os aspectos, aos mais modernos existentes por todo o país. O Acapulco não foi, portanto, uma inspiração repentina, mais um ideal acalentado durante muito tempo. Foi somente em 1955 que me foi possível concretizar esse sonho que, hoje, é uma das mais fulgurantes de nossa vida social. (...)

Ninguém é autossuficiente bastante, pela riqueza, pela inteligência, pela força de mando, para poder desprezar a solidariedade de quem quer que seja. É de lembrar-se que os pobres coveiros são os que sepultam os reis e os mendigos. 

CABOCLO AMAZONENSE

Sou amazonense, e do interior, e, como tal sou genuinamente caboclo. E faço questão de sê-lo, e me orgulho disso. Quem me conhece sabe que não troco ovas de acari-bodo pelas de esturjão. Nasci na foz do Jutaí, onde meu finado pai possuía propriedade. Vivi lá os dias despreocupados de minha infância, de anzol n’água, virando tartarugas na praia, remando igarités, saboreando deliciosos “arabus”, comendo peixe na pá do remo.

Vim para Manaus para estudar. Cursei o tradicional Ginásio Amazonense. Interrompi meus estudos com a morte de meu pai. Modéstia à parte não fui mau aluno. De Manaus apenas saí poucas vezes, quase sempre para Belém. O Rio de Janeiro, somente fui conhecê-lo há três anos.

Não tenho inclinações a Marco Polo. Sou caboclamente sedentário. Podem chamar-me de tabaréu, mas não existe cidade melhor do que Manaus. Sou amazonense de corpo e alma, e o Acapulco é tão amazonense quanto eu.

É que, naqueles tempos, nossa Capital, do ponto de vista de divertimento, se situava entre dois extremos: ou os clubes “fechados”, exclusivamente para os sócios, ou cabarés de ínfima categoria. E então eu já dizia aos meus amigos que, no dia em que eu tivesse recursos financeiros, haveria de criar, em Manaus, um night club que se igualasse, sob todos os aspectos, aos mais modernos existentes por todo o país. O Acapulco não foi, portanto, uma inspiração repentina, mas um ideal acalentado durante muito tempo. 

PIONEIRISMO E AMOR À TERRA

“O segundo motivo por que eu desejei deslocar a atenção e o interesse de meus conterrâneos para a periferia de nossa Capital, pois, até então era hábito nosso o restringirmos nossas atividades exclusivamente ao centro da cidade.

Quando adquiri o prédio meus recursos financeiros só davam para tanto. Foi uma audácia minha; mas um ideal audacioso sempre atrai simpatia. Foi o que ocorreu. Amigos cederam-me recursos para eu levar adiante meu plano. Elementos do Comércio e da Indústria forneceram-me material para pagamento em prazo mais dilatado. A imprensa e o Rádio, desde o primeiro instante, colocaram-se a meu favor. Nossa população deu-nos apoio de sua frequência, e, como toque final e decisivo tivemos a solidariedade indispensável das autoridades sobressaindo-se o Dr. Plinio Ramos Coelho, então governador do Estudo, o qual, autêntico bandeirante do progresso que compreendeu minha iniciativa de bem servir nossa terra, e prestigiou-a sempre, desde a inauguração do Acapulco, à qual compareceu para nossa honra, em companhia de seus auxiliares, até o término de sua fecunda administração.

Seguiu-se-lhe, então, o ilustre governador Gilberto Mestrinho, que também jamais nos negou a sua solidariedade, inclusive honrando o Acapulco, de quando em quando, com sua presença. Eis por que aproveito o ensejo para testemunhar a todos a minha Imperecível gratidão. 

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Pessoas menos avisadas, formulando conceitos apressados, talvez julguem que a única finalidade do Acapulco é a de ganhar dinheiro às pamparras, para encher usurariamente pés-de-meia, colchões e “burras”. Mas não é verdade. Reafirmo o que já disse: tudo o que já ganhei no Acapulco nele tem sido empregado. Não possuo apartamento no Rio ou em outra qualquer cidade. Como não pretendo, jamais, me mudar de Manaus, tudo o que eu ganhar será utilizado aqui mesmo.  Naturalmente que sem lucro não poderia haver o Acapulco. Temos de ter sempre uma reserva para atender ao aleatório de nosso negócio. Afora isso o Acapulco emprega 60 pessoas, desde os trabalhadores de campo ao gerente.

segunda-feira, agosto 29, 2022

ACAPULCO NIGTH CLUB: NOTAS HISTÓRICAS

O proprietário do Acapulco - Mario de Oliveira - conta ao jornal A Gazeta a realização de seu sonho de jovem do interior, que auxiliado pelos governantes deu a Manaus um local aprazível para a diversão.

 

Recorte de A Gazeta, 17 janeiro 1963

O ANO DA DECISÃO

A HISTÓRIA DO ACAPULCO

Nos meus tempos de rapaz, quando todos gostamos, sem maiores preocupações, de participar de noitadas, eu já sentia que nossa Manaus necessitava de um local de diversão, o qual, embora público, estivesse de acordo pelo seu bom gosto, pelo seu ambiente selecionado, com seus foros de cidade civilizada.

Os aspectos, aos mais modernos existentes por todo o País. O Acapulco não foi, portanto, uma inspiração repentina, mais um ideal acalentado durante muito tempo. Foi somente em 1955 que me foi possível concretizar esse sonho que, hoje, é uma das mais fulgurantes de nossa vida social. (...)

Ninguém é autossuficiente bastante, pela riqueza, pela inteligência, pela força de mando, para poder desprezar a solidariedade de quem quer que seja. É de lembrar-se que os pobres coveiros são os que sepultam os reis e os mendigos. 

SOLIDARIEDADE DE TODOS

O Acapulco é, portanto, o fruto opimo de uma harmonia de sentimentos, visando a um fim comum:  o progresso de nossa cidade.

 

CABOCLO AMAZONENSE

Sou amazonense, e do interior, e, como tal sou genuinamente caboclo. E faço questão de sê-lo, e me orgulho disso. Quem me conhece sabe que não troco uma ovas de acari-bodo pelas de um esturjão. Nasci na foz do Jutaí, onde meu finado pai possuía propriedade. Vivi lá os dias despreocupados de minha infância, de anzol n’água, virando tartarugas na praia, remando igarités, saboreando deliciosos “arabus”, comendo peixe na pá do remo.

Vim para Manaus para estudar. Cursei o tradicional Ginásio Amazonense. Interrompi meus estudos com a morte de meu pai. Modéstia à parte não fui mau aluno. De Manaus apenas sai poucas vezes, e quase sempre para Belém. O Rio de Janeiro, somente fui conhecê-lo há três anos.

Não tenho inclinações a Marco Polo. Sou caboclamente sedentário. Podem chamar-me de tabaréu, mas não existe cidade melhor do que Manaus. Sou amazonense de corpo e alma, e o Acapulco é tão amazonense quanto eu.

É que, naqueles tempos, nossa Capital, do ponto de vista de divertimento, se situava entre dois extremos: ou os clubes “fechados”, exclusivamente para os sócios, ou cabarés de ínfima categoria. E então eu já dizia aos meus amigos que, no dia em que eu tivesse recursos financeiros, haveria de criar, em Manaus, um night club que se igualasse, sob todos os aspectos, aos mais modernos existentes por todo o país. O Acapulco não foi, portanto, uma inspiração repentina, mas um ideal acalentado durante muito tempo. 

PIONEIRISMO E AMOR À TERRA

“O segundo motivo por que eu desejei deslocar a atenção e o interesse de meus conterrâneos para a periferia de nossa Capital, pois, até então era hábito nosso o restringirmos nossas atividades exclusivamente ao centro da cidade.

Quando adquiri o prédio meus recursos financeiros só davam para tanto. Foi uma audácia minha; mas um ideal audacioso sempre atrai simpatia. Foi o que ocorreu. Amigos cederam-me recursos para eu levar adiante meu plano. Elementos do Comércio e da Indústria forneceram-me material para pagamento em prazo mais dilatado. A imprensa e o Rádio, desde o primeiro instante, colocaram-se a meu favor. Nossa população deu-nos apoio de sua frequência, e, como toque final e decisivo tivemos a solidariedade indispensável das autoridades sobressaindo-se o Dr. Plinio Ramos Coelho, então governador do Estudo, o qual, autêntico bandeirante do progresso que compreendeu minha iniciativa de bem servir nossa terra, e prestigiou-a sempre, desde a inauguração do Acapulco, à qual compareceu para nossa honra, em companhia de seus auxiliares, até o término de sua fecunda administração.

Seguiu-se-lhe, então, o ilustre governador Gilberto Mestrinho, que também jamais nos negou a sua solidariedade, inclusive honrando o Acapulco, de quando em quando, com sua presença. Eis por que aproveito o ensejo para testemunhar a todos a minha Imperecível gratidão. 

CENTR0 TURÍSTICO

“Uma cidade, seja qual for, somente cresce, evolui e atrai riqueza pelo que pode oferecer, dentre outras atrações e vantagens materiais, de divertimentos, especialmente noturnos, onde qualquer um possa, de vez em quando fugir do cotidiano e esquecer-se das preocupações diárias.

Enquanto as autoridades, nossa população, a Imprensa e o Rádio continuam a prestigiar o Acapulco, tudo faremos para corresponder a pia confiança. 

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Pessoas menos avisadas, formulando conceitos apressados, talvez julguem que a única finalidade do Acapulco é a de ganhar dinheiro às pamparras, para encher usurariamente pés-de-meia, colchões e “burras”. Mas não é verdade. Reafirmo o que já disse: tudo o que já ganhei no Acapulco nele tem sido empregado. Não possuo apartamento no Rio ou em outra qualquer cidade. Como não pretendo, jamais, me mudar de Manaus, tudo o que eu ganhar será utilizado aqui mesmo.  Naturalmente que sem lucro não poderia haver o Acapulco. Temos de ter sempre uma reserva para atender ao aleatório de nosso negócio. Afora isso o Acapulco emprega 60 pessoas, desde os trabalhadores de campo ao gerente. 

segunda-feira, abril 25, 2022

ANÚNCIOS NATALINOS

 Ainda como produto de minha catação de papéis, encontrei estas propagandas (terminologia de anteontem) ao revirar os matutinos de dezembro de 1962. Meu objetivo era as notas jornalísticas sobre o desastre do Constellation PP-PDE da Panair do Brasil.

Reveillon de sucesso (acima)
e rádio transistor no Benchimol



sábado, janeiro 08, 2022

ACAPULCO CLUBE (3)

Nesta crônica, Ramayana de Chevalier registra mais um tópico sobre o extinto clube Acapulco, espaço que por décadas iluminou as noites manauaras e foi fartamente desfrutado pelo autor. Publicada no Jornal do Commercio (11 setembro 1958). 

Recorte do mencionado jornal


Borocoxô (*)

Manaus é um rasgão teimoso no ventre da Amazônia. Criamo-nos, assistindo aos mais vibrantes fenômenos sociais do Brasil. Crescemos, e, aos nossos ouvidos, crepitavam as rolhas da viúva bendita, a Clicquot autêntica, numa saraivada europeia. Disse-me um dia o meu compadre P. T. Barba [dentista peruano radicado em Manaus], que como os bons parelheiros morrerá na pista, que, da esquina do atual Bar Americano, até a outra, onde borborinhava o Leão de Ouro, todas as noites havia um tiroteio de rolhas espoucadas, com o derrame desse leite do Olimpo, cujos efeitos levam o homem ao convívio dos anjos ou da polícia.

Manaus era coração elástico da selva. Crescemos ouvindo Lulu d'Alexandrowka (sic), o maestro Franco, escutando histórias de Sarah Bernhardt e Eurico Caruso, no Teatro Amazonas. O Lanfranc, o Ambrose, o Hilary [navios da Boothe Line] nos traziam a melhor refrigeração de Londres, e levavam de volta, aquela loirinha que era considerada por eles a melhor cerveja d0 mundo, a XPTO do tempo do Antonino Miranda Corrêa, cevada e lúpulo da Eslováquia tranquila.

Mulheres? Oh! que mulheres! Vinhos? Reno, falai, Itália, murmurai de amor! Música? Que professores! Que artistas! Depois, a pobreza nos constrangeu. Não vivemos de saudades. Mas não temos nada que aprender com ninguém. Basta lembrar-nos. Hoje, nossas mulheres são elegantes de nascença, sabem pisar, sabem falar, sabem amar. Nossos rapazes joviais e corretos, leais e amigos. Basta lembrar. Essa a grande fortuna do Amazonas. Infeliz daquele que veio da sombra do vazio.

Mas, o motivo especial desta crônica é abraçar ao Mário de Oliveira. O Acapulco é uma bênção na delícia úmida da noite baré. Elegantíssimo, suave, seleto. Corre ao lado das grandes boates do país. Mário de Oliveira forma ombro a ombro com Carlos Machado e Zilco Ribeiro. É um dueño de la noche. A noite de Dalvinha de Oliveira foi excelente. Passou a tempestade que impuseram a ela, nas intrigas cariocas. Inveja. De sua voz, de sua bondade, do que ela já viu pelo mundo. Dalva é um padrão de glória da música popular. Ela e a Sapoti, hoje madame. Linda noite.

Mas as anedotas do Abelardinho Matos estiveram em sessão espírita. Incorporaram no homem, depois de um século n0 astral. Já caducou no Lidador, na velha Bhrama, que hoje espera o seu arranha-céu. E sujas. Convenhamos, não é para uma boate exclusivamente familiar, onde se reúne a fina flor da nossa gente. Não há preconceitos em Manaus. Nós tesouramos uns aos outros com rara habilidade e constantemente.  Dá uma bruta saudade quando estamos fora, não sentir as formigas nos tosando a pele. É gostoso... Até envaidece!

Mas, daí a ouvir anedotas velhas, arcaicas, reumáticas, e, além disso, indelicadamente obscenas, vai uma enorme diferença. Essas anedotas são ótimas numa noite no Teatro República, em terça-feira de carnaval, ou no bar do Belmiro, ali na República Livre do Posto 6, pertinho da TV Rio. Só dá malandro, resto de gente, a safra das profundas noites cariocas. Para o Acapulco, é pago, a coisa é diversa. Quem não tem nada o que fazer em Manaus, toma um avião direto para o Rio. Antigamente, ia-se a Paris e a Londres, para desfastio. Hoje, vive-se na Atlântica, como se fosse ali, na BR17...

(*) Informando que o texto original sofreu a necessária correção ortográfica.

sábado, abril 23, 2011

CORPO DE BOMBEIROS DO AMAZONAS: QUARTEL (XX)

Já relatei essa fase da história dos Bombeiros do Amazonas, mas vou retornar a ela por uma razão singular. Em 1970, os “homens do fogo” estavam subordinados a Prefeitura de Manaus, que era dirigida por Paulo Pinto Nery.

Terreno situado à rua Recife, pertencente aos Bombeiros, c1971

O Prefeito havia tomado algumas providencias para melhorar o serviço: os bombeiros ocupavam o quartel da Sete de Setembro; havia adquirido algumas viaturas; nomeado comandante ao tenente Nicanor Gomes, recém formado oficial de bombeiros; enfim, decidira construir um quartel novo no terreno dos Bombeiros situado na rua Recife, junto ao Acapulco Clube.

Eis a razão singular, a construção desse quartel, intitulado de Quartel Central, conforme a ilustração mostrada. Mais singularidade: o edifício seria elaborado pelo arquiteto Severiano Porto, que se consagrava em Manaus. Uma de suas obras foi o quartel da Polícia Militar do Estado, situado no bairro de Petrópolis, que hoje abriga o comando geral da corporação.
O quartel dos bombeiros não foi construído, ao menos no local indicado – rua Recife, ao lado do desaparecido clube Acapulco. O projeto pode ter saído da prancheta do arquiteto Severiano Porto, mas não executado. Se positivo, pode estar no arquivo central da Prefeitura, onde vou catá-lo. Se não, será apenas lamentável.

Jornal do Commercio. Manaus, 22 jul. 1970. Veja tópico:
Projeto de Severiano
Como disse, o terreno também não foi aproveitado, passando ao usufruto do Estado, quando este encampou o serviço de bombeiros em 1973. Mais de 25 anos depois, os Bombeiros tornaram-se autônomos e, conhecendo o valor do imóvel, foram em busca do terreno para instalar naquela área nobre seu principal quartel.

E aqui respondo à seguidora que me perguntou pelo destino terreno. Os Bombeiros Amazonenses tiveram um grande sobressalto, pois o terreno fora “invadido” por gente grande. E como não teve conversa, as partes foram ao juiz que, ouvindo especialmente a Prefeitura de Manaus, decidiu repô-lo ao legitimo proprietário.
A outra parte - José Artur Pozzetti e outros – não concordou, reingressando na Justiça para manter a posse do terreno dos Bombeiros. No momento, os Bombeiros do comandante Antonio Dias já tem a posse do desventurado bem.