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quarta-feira, setembro 02, 2020

BATALHÃO CANDIDO MARIANO: 50 ANOS

 O 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM), instalado em Itacoatiara, consoante o decreto 1854/70, completa hoje 50 anos de existência legal. Sua destinação inicial: orientar e fiscalizar todos os destacamentos do interior do Estado. Destacamento era a primitiva organização de policiamento dos municípios, reunindo elementos de diferentes OPMs (Organização Policial Militar), subordinados a um delegado de Polícia, quase sempre reformado da corporação. 

Tunel verde na avenida central de Itacoatiara

O resultado nunca foi satisfatório, é fácil imaginar. Ao tempo, o único meio de comunicação era o barco de “recreio”, que ligava a capital aos diversos aglomerados interioranos. Telefonia? Nem pensar. Restava o serviço de “aviso para o interior”, promovido por emissoras de rádios, sendo o mais notório o da Difusora.

Desse modo, o policial ao deixar a capital, deixava um procurador para gerir seus vencimentos e outros “interesses”, pois o soldo era pago na capital. Um pouco adiante, a corporação conseguiu que a coletoria de cada município efetuasse o pagamento. Tem mais, se houvesse alguma manifestação sobrecarregada na localidade, que fazer? Esperar pela sorte. Os ribeirinhos eram bem pacatos, essa a sorte grande.

Portanto, foi para controlar, seja lá que outra injunção for, diante de tantos empecilhos, esses destacados que surgiu o 2º BPM, homenageando Candido Mariano, comandante da tropa amazonense que marchou contra Canudos (1897).

Quando acima afirmei que o BPM surgiu legalmente, é que este já funcionava desde maio daquele ano, primeiro sob o comando do tenente-coronel Júlio Carvalho, que passou ao major Pedro Lustosa, e este ao major Santos Freire, em agosto. Esta unidade possui, pois, dois primeiros comandantes: Carvalho e Santos Freire.


As necessidades apontadas e a precaução que deveria existir sobre os destacados, levou o comando-geral à criação do CPI (Comando do Policiamento do Interior), realizada pelo decreto 3421/76. Em decorrência dessa evolução o 2 º Batalhão teve estabelecida sua transferência para a Velha Serpa. Não obstante a presteza, a mudança somente ocorreu em agosto de 1979, sob o comando do então tenente-coronel Humberto Henrique Soares. Enquanto o quartel foi construído, a tropa esteve alojada em um imóvel pertencente a Diocese, situado na avenida central.

Coube ao comandante tenente-coronel Cabral Jafra (1985-86) a oportunidade de inaugurar o quartel, situado a rua Benjamin Constant - Santo Antônio, sendo comandante-geral, coronel Helcio Motta. Lamento que a corporação tenha ignorado tão grandiosa data.

segunda-feira, abril 30, 2012

Memória da PMAM

Abril, 30

1981 – Foi inaugurado o quartel do 2º BPM (Batalhão Candido Mariano), em Itacoatiara (AM). A instalação desta unidade em prédio próprio vinha consolidar a iniciativa do comando anterior, do coronel Ex Mário Ossuosky, que arregimentou medidas junto as prefeituras interioranas. Ao encargo destas ficava o encargo de ceder terreno adequado a construção de quarteis. A prefeitura da Velha Serpa fez a doação do terreno, conforme a Lei n.º 1, de 23 fev. 1978, situado na rua Benjamin Constant.

Quartel do 2º BPM, na inauguração, 1981
Poucos foram os municípios que atenderam o empreendimento, não alcançaram meia dúzia: Parintins, Humaitá, Manacapuru, São Gabriel da Cachoeira e o mencionado.

Exercia o comando geral da corporação policial militar o coronel Ex Wilson Ribeiro Raizer. Em Itacoatiara, comandava o 2º BPM, que para esse município fora destacado há tempo, o então tenente-coronel Ilmar dos Santos Faria (falecido em 1999)

Antes de se instalar neste endereço, o batalhão passou uma temporada em um edifício pertencente a Prelazia de Itacoatiara, autêntico arranjo para o jeito brasileiro.
Em Itacoatiara, edifício onde se inatalou o 2º BPM

segunda-feira, novembro 08, 2010

Memória Policial

O Jornal, Manaus, 25 set. 1949
Novembro, 8



1897 – O Batalhão da Polícia Militar, que sob o comando do tenente-coronel Cândido José Mariano participou da Campanha de Canudos, desembarca em Manaus. Ovacionado pela população, à frente as maiores autoridades, seus integrantes foram acolhidos como heróis. Ao tempo, entendia-se que a vitória das forças militares havia posto fim a um possível retorno da monarquia. A República estava salva.

Todos sabem que neste confronto entre irmãos, não apenas se derramou sangue, desagregou famílias e até uma população inteira, os habitantes do Belo Monte ou, como ficou reconhecido na história pátria, Canudos.

Por isso, ainda hoje a data segue rememorada pela corporação. Mesmo que os ensinamentos acadêmicos e os livros escritos pelo planeta afora, queira refletir sobre um acontecimento com a visão de nosso tempo.

Euclides da Cunha produziu um livro consagrador – Os sertões. Nele, o fluminense autor desvenda as dificuldades próprias da região, atropelos que exigiram o deslocamento de quatro ou cinco expedições contra os seguidores de Antonio Conselheiro, na “guerra do fim do mundo”. Na definição de Vargas Llosa, prêmio Nobel de Literatura deste ano, autor de estudo sobre o episódio.


Julio Uchoa, um estudioso de temas amazônicos, escreveu com sapiência sobre Canudos. Apenas que o texto que reproduzo se refira ao combate de 25 de setembro, onde a força amazonense fez sua estreia na pugna conselheirista. A partir dessa data, o final de Canudos era questão de horas. Acabou em 4 de outubro, todavia.

Retirando-se do palco de combate dois dias depois, a tropa de Candido Mariano desembarcou em Salvador (BA), onde tomou o transporte de guerra – Carlos Gomes, para fazer escala em Belém (PA).

A Polícia Militar do Amazonas tomou o nome daquele comandante para denominar sua medalha mais expressiva. Há ainda uma tropa - Rocam (Rondas Ostensivas Candido Mariano) - que patrulha a cidade diariamente.

terça-feira, outubro 05, 2010

Memorial Amazonense XXXVI

Outubro, 5



1897 – Ocorreu o encerramento de um dos episódios mais sangrentos da história pátria: a Campanha de Canudos. Conta-se que entre as forças que ali combateram, 25 mil pessoas foram mortas, e se varreu do mapa o Império do Belo Monte, criação de Antonio Conselheiro.
Na quarta expedição contra Canudos (como melhor ficou conhecido), alistou-se o 1º batalhão do Regimento   ilitar do Amazonas, hoje Polícia Militar, sob o comando do tenente-coronel Cândido Mariano.
As versões sobre o fato são bem distintas, uma das mais repetidas saiu da lavra de Euclides da Cunha, em seu livro Os sertões.


Outra comprovada presença é a de Candido Mariano, que opinou ao escrever o Relatório encaminhado ao governador Fileto Pires.

O cronista Julio Uchoa (1897-1970), escrevendo sobre o assunto, salientou com exatidão a selvageria dessa luta fratricida:

Canudos. O Jornal. Manaus, 25 setembro 1949


1942 – Getúlio Vargas sanciona o decreto-lei nº 4791, com o qual institui o Cruzeiro como novo padrão de moeda no País, em substituição aos réis. Este padrão, entre as variadas mudanças sofridas no combate à inflação, perdurou até o início de 1990.

Fachada da Assembleia
Legislativa, 2003


A Crítica,
agosto 1980
1989 – Promulgada a vigente Constituição Estadual, pela Assembléia Legislativa do Amazonas, em evento ocorrido sob a presidência do deputado Átila Lins de Albuquerque. A elaboração desta Carta contou com a participação popular, e teve como presidente da Comissão Constitucional o deputado Josué Cláudio de Souza Filho e, como Relator Geral, o deputado Eduardo Braga.

sexta-feira, abril 30, 2010

BATALHÃO CANDIDO MARIANO

30 Abril 1981 – Inauguração do Quartel do 2º BPM (Batalhão Cândido Mariano), em Itacoatiara (AM).


O 2º Batalhão vai completar 40 anos, em setembro próximo. Sua primeira sede foi em uma dependência do quartel da Praça da Polícia. Destinava-se a controlar todos os destacamentos do Interior amazonense. Destacamento era a denominação dada ao efetivo de praças sediado no município, subordinado ao delegado de polícia. Que, quase sempre, era praça ou oficial da reserva da corporação. Acredite, assim operava a Polícia Militar no interior.


Como esperar que o Batalhão postado em Manaus, controlasse seus subordinados espalhados pela imensidão amazonense. Sequer havia sistema telefônico capaz de propiciar o menor ou o mais urgente auxílio. Os destacados estavam ao deus-dará. E mais, o transporte dependia da movimentação de barcos regionais.


Mas, como todo organismo evolui, a Polícia Militar, a partir de 1970, começa a expandir com objetividade sua presença nos barrancos de nossas cidades.


Com essa propositura, o Batalhão Candido Mariano foi aquartelado em Itacoatiara. Chegou em 1978, comandado pelo saudoso tenente-coronel Humberto Soares, e foi aquartelado em um edifício pertencente à Prelazia local. O arremedo de “quartel” servira anteriormente para abrigar religiosas; estava situado na avenida principal da cidade.

Esse arranjo serviu até a transferência do Batalhão para o novo quartel, cuja inauguração ocorreu há 29 anos. O terreno, localizado na avenida Benjamin Constant, bairro de São Jorge, fora doado pela Prefeitura em 1978. A Polícia Militar promoveu fulgurante solenidade, tendo comparecido o comandante geral – coronel EB Ribeiro Raizer e o estado-maior. Igualmente a Banda de Música, que embalou com sonoridade o festejo.

Nessa ocasião, comandava o Batalhão o saudoso tenente-coronel Ilmar Faria, em nossos dias, comanda o tenente-coronel Aroldo Silva.


Abaixo, a relação dos comandantes, listados até o ano 2000.
 

2º Batalhão de Polícia Militar – 2º BPM
Batalhão Cândido Mariano


Manaus (sede)
major Pedro Rodrigues Lustosa - 13 Maio 1970
major Manoel Gouveia dos Santos Freire - 14 Agosto 1970
major Pedro Câmara - 27 Outubro 1970
major Nathan Lamego de Oliveira - 25 Fevereiro 1971
tenente-coronel Júlio Cordeiro de Carvalho - 20 Abril 1971
major Nathan Lamego de Oliveira - 07 Fevereiro 1972
tenente-coronel Manoel Gouveia dos Santos Freire - 25 Abril 1974
tenente-coronel Laurindo Lopes de Souza - 07 Novembro 1975
major Humberto Henrique Soares - 16 Agosto 1976
tenente-coronel Laurindo Lopes de Souza - 26 Abril 1979
tenente-coronel Humberto Henrique Soares - 27 Agosto 1979


Itacoatiara (sede)

tenente-coronel Ilmar dos Santos Faria - 30 Maio 1980
tenente-coronel Mael Rodrigues de Sá - 29 Maio 1981
major Osias Lopes da Silva 30 Dezembro 1981
major Jarbas Rocha da Costa - 16 Maio 1983 

tenente-coronel Alfredo Assante Dias 31 Janeiro 1984
tenente-coronel Jarbas Rocha da Costa 24 Fevereiro 1984
major José Cabral Jafra - 15 Outubro 1985
tenente-coronel Nazareno Melo Benfica - 31 Outubro 1986
tenente-coronel Raimundo Carlos Daniel Mar - 29 abril 1987
major Paulo Roberto Vital de Menezes - 29 Setembro 1987
major Luis da Rocha - 19 Janeiro 1990
major Alfredo Ferreira Braga Neto - 14 Janeiro 1991
major Edson Paulo Ramos - 28 Agosto 1991
tenente-coronel Antônio Pereira Santarém - 31 Dezembro 1993
tenente-coronel Gerly Lopes da Silva - 09 Janeiro 1995
tenente-coronel Célio Nogueira da Silva - 05 Janeiro 1996
major Frandemberg Maués de Freitas - 22 Julho 1996
major Osvalci Cavalcante Frazão - 28 Maio 1997
capitão Marcos Antônio de Melo Ferreira - 04 Nov. 1997
major Hiltomar Jaime Regis - 23 Jan. 1998
capitão Marcos Antônio de Melo Ferreira - 23 Out. 1998
major Salim Soares dos Santos - 05 Nov. 1998
tenente-coronel Alfredo Ferreira Braga Neto - 26 Jan. 1999
capitão Hélio Parima de Magalhães - 10 Set. 1999
major Bernardo Walter Lemos de Almeida - 14 Out. 1999