CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

terça-feira, dezembro 24, 2024

NATAL 2024

 

É NATAL!!!

24.12.2024

Renato Mendonça

 


É Natal — de Maria e de todas as mães, sublimes, eternas, presentes em nosso Plano terrestre ou não, que conceberam e doaram sua luz para uma nova vida;

É Natal — de todas as crianças, amparadas no seio da família ou mesmo as que não tiveram essa sorte; daquelas carentes que vendem balas nos sinais de trânsito para prover o “pão nosso”;

É Natal — dos operários, dos trabalhadores informais, que fazem mágica durante o ano com o salário minguado para levar alegria ao lar;

É Natal — de todas as mulheres, abnegadas e altivas, que se empenham nas tarefas domésticas, ou daquelas que ainda precisam se lançar em jornada dupla;

É Natal — de todos os doentes que, com um olhar penitente ou um sorriso suplicante almejam que o médico Jesus possa lhes oferecer saúde e energia;

É Natal — dos idosos, sempre esperançosos de uma simples companhia, ou de alguém que lhes dê atenção e seja capaz de ouvir suas histórias de vida;

É Natal — dos povos em guerras absurdas e desumanas, que vivenciam um presépio de dor, na expectativa de um sinal de paz;

É Natal — das comunidades pobres, que apesar de todas as dificuldades, recebem de coração aberto o Deus menino;

É Natal — dos dedicados missionários da fé e do amor, que fazem apologia da caridade, fomentam a paz e a semeia entre os seus semelhantes necessitados;

É Natal — do Jesus menino, catalizador das mais diversas emoções, que simboliza as criaturas que se propõe a compreender as dificuldades da relação humana, oferecem o perdão e entoam com a voz do Senhor: “Glória a Deus na Alturas e Paz na Terra!” É Natal!

É Natal!!!

segunda-feira, dezembro 23, 2024

NATAL DE ONTEM... E DE HOJE

Os Correios editaram por anos o Aerograma de festas, tanto para o Natal quanto para o Ano Novo. Era uma fórmula singela que permitia às pessoas enviar os votos natalinos e os venturosos de ano. Isso acontecia ontem... hoje os múltiplos aplicativos tornam mais rápido a remessa desses votos. Em tempo real, resultando a suspensão dos aerogramas.

Filatelista por algum tempo, colecionei estes impressos, e vou publicar nesta época para colorir o Natal 2024, que torço seja de harmonia e do melhor congraçamento.




domingo, dezembro 22, 2024

POESIA DOMINICAL (6)

 
A postagem foi compartilhada do livro de Assis Brasil - A Poesia Amazonense no Século XX. Apenas acrescentei o ano de falecimento do padre-poeta L. Ruas, como se identificava literariamente. Esta preocupação foi necessária diante do trabalho que venho desenvolvendo na divulgação da obra deste mestre. Além de pequena biografia, dele organizei Cinema e Crítica Literária (2010) e Poesia Reunida (2013), e ainda há trabalhos no prelo, aguardando bons tempos.
L. Ruas



L. Ruas (1931-2000)

Como poeta é dono de uma sensibilidade artística e um domínio da palavra que nos lembram Jorge de Lima e Carlos Drummond de Andrade.

Carlos Eduardo Gonçalves

 Integrante do Clube da Madrugada, “na linha de frente de seus mais ativos animadores”, Luiz Augusto de Lima Ruas nasceu em Manaus no dia 28 de novembro de 1931. Estudou as primeiras letras com uma tia e depois se matriculou no Grupo Escolar Farias Brito. A carreira religiosa o atrai e, em 1943, entra para o Seminário São José, onde termina o curso de Humanidades.

Transferindo-se para Fortaleza, faz o Curso de Filosofia no Seminário Metropolitano, iniciando ainda o Curso de Teologia, que vai concluir no Seminário São José do Rio Comprido, no Rio de Janeiro. Volta à terra natal para se ordenar sacerdote na Catedral Metropolitana de Manaus, no dia 31 de outubro de 1954.

Capa do livro

L. Ruas, como passou a assinar suas crônicas e poemas, em colaboração permanente em vários jornais de Manaus, desenvolve então intensa atividade como professor de várias disciplinas, em destaque Psicologia na Faculdade de Filosofia do Amazonas, onde chegou a ser diretor da entidade. Foi assessor ainda da Fundação Cultural do Amazonas e membro do Conselho Estadual de Cultura, caracterizando-se seu ministério pastoral em ação nas comunidades carentes onde foi vigário.

O primeiro livro de poesias de L. Ruas sai em 1958, Aparição do Clown, prefaciado por André Araújo. Um livro emblemático, na paráfrase do homem e do palhaço: “O que o Padre Luiz Ruas procura é a face verdadeira, a que se parte, desse palhaço eterno que é o homem em si, artista, poeta, músico ou dançarino”.

O poeta é um dos muitos intelectuais que vão pagar tributo ao famigerado golpe de 1964. A acusação generalizada de subversão o leva ao cárcere onde permanece por 40 dias, quando aproveita para fazer a tradução do livro de Rimbaud Une saison en enfer. O livro, entre outros, lhe tinha sido enviado pela sua mãe. A segunda coletânea de poemas é publicada em 1985, Poemeu, que já tinha conquistado o Prêmio de Poesia Governador do Estado do Amazonas em 1970. Belo livro, onde se destacam os “Estudos Barrocos em tom menor”.

sábado, dezembro 21, 2024

CARTÃO POSTAL DE IGREJAS (4)

 Nova etapa de impressos ilustrados por igrejas católicas no Brasil, em particular situadas no estado de Santa Catarina. 

(Sentido horário) 1. Igreja Matriz de São Paulo Apóstolo - Blumenau SC;
2. Igreja Matriz Cristo Rei - Canoinhas SC; 3. Igreja Nossa Senhora
Aparecida - São Bento do Sul SC; 4. Igreja Santíssimo Sacramento -
Itajaí SC

(Sentido horário) 1. Capela de Maria Dreizehnlinden - Treze Tílias SC; 2. Igreja do Santíssimo
Sacramento - Itajaí SC; 3. Igreja de São Sebastião - Balneário Camboriú SC; 4. Catedral
Diocesana - Joinville SC