CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, junho 06, 2026

ACIDENTE COM AVIÃO DA FAB

O fato aconteceu há quase 60 anos, na manhã de 21 de julho de 1968, quando um avião da Força Aérea chocou com a cruz existente na torre da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. A postagem traz a pequena informação que o periódico consultado divulgou.  

Jornal A Crítica, 22 julho 1968

O ERRO 

UM ERRO de cálculo do major piloto Leal Soares, foi quase fatal ao “mini jato” da FAB, de prefixo TF:7-1307, que no sábado último improvisara uma rasante nas imediações da Praça dos Remédios. O avião, na descida, bateu numa cruz ao alto da torre da igreja dos Remédios, danificando-a parcialmente, enquanto que a parte da asa atingida foi projetada ao meio da rua Leovegildo Coelho, sobre um automóvel Simca.

O jato a muito custo conseguiu atingir o aeroporto, onde o major Leal Soares e o tenente Cavalcante tentaram uma aterrissagem quase forçada, de vez que o aparelho pendia demasiadamente para o lado da asa quebrada.


sábado, julho 20, 2019

IGREJA CATÓLICA EM MANAUS: NOTAS

Capa do livro

Acabo de ler o livro Igreja de Manaus - porção da Igreja Universal: a Diocese de Manaus vivenciando a romanização (1892-1926), de Elisângela Maciel (Manaus: Valer, 2014). Para mim, que passei pelo Seminário São José local, serviu mais que uma grata revisão de meus conhecimentos. Pensava que sabia bastante acerca da matéria por ter sido seminarista e engolido livros e informações sobre a caminhada da Igreja. De ter sido abençoado (beijando o anel episcopal) por Dom Alberto Ramos e Dom João de Souza Lima. E outros benefícios ou castigos escolares.
O livro serviu, respeitável Mestra, para despertar em mim originais questões, pequenas dúvidas, e obrigar-me a buscar aclarações. Didático, o Igreja de Manaus foi exposto com disciplina, como convém à publicação universitária, portanto, capaz de ser entendido por qualquer seguidor da Igreja de Maria Imaculada.

Como de hábito, ao vasculhar pela internet a Biblioteca Nacional, encontrei um jornal sobre a posse do primeiro bispo do Amazonas. Nomeado de Amazonas Catholico, a edição especial e comemorativa em homenagem a D. José Lourenço da Costa Aguiar, Primeiro Bispo do Amazonas, circulou em 13 de junho de 1894. Nele se encontra a vasta programação elaborada para a recepção; dela, compartilho pequeno item, esclarecedor da maneira de como a cidade seria informada da chegada do navio Planeta, conduzindo o “preclaro Bispo Diocesano”.

Recorte do jornal, com a biografia do bispo na capa

Sinal da chegada
Logo que o telefone da ilha do Marapatá anunciar que — está à vista — o paquete do Loide Brasileiro, da ponte de ferro lançar-se-ão três foguetões, que estourando nos ares avisarão achar-se a bordo do Planeta o preclaro Bispo Diocesano.
Então fenderão os ares bastas girandolas de foguetes das praças dos Remédios, S. Sebastião e Sé, e a voz alegre dos sinos paroquiais ecoarão através dos espaços, repetindo aos povos, em sons festivais, a grande notícia — Ecce Sarcerdos magnus. Hosana in excelsis! [Eis o grande sacerdote. Hosana nas alturas!]

Outro recorte do periódico, com a programação

terça-feira, fevereiro 21, 2012

MEMÓRIAS DE MANAUS

Meu amigo Ed Lincon, conhecedor da história dos cinemas de Manaus, me enviou duas ilustrações: o Cine Palace (1965-73) e a primitiva igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Desconhecia essa habilidade do autor. Devo informar que a primeira reproduz uma foto de jornal, enquanto a segunda, é cópia de uma foto.

Cine Palace, av. Boulevar Alvaro Maia
A trajetória desse cinema já foi contada em recente publicação. Quanto a igreja dos Remédios, devo esclarecer que esta possuía sua frente para a atual rua dos Andradas, que como se sabe seguia para outra ribanceira.

Melhor explicação tem o saudoso padre Nonato Pinheiro, em Nótulas históricas da paróquia: a capela fazia fundos para a atual praça dos Remédios. No ano de 1870, graças ao zelo do padre José Manuel dos Santos Pereira, então vigário geral da Província e pároco da capital, auxiliado pelo presidente da Província, esta capela passou por notáveis melhoramentos, com sensível modificação da primitiva estrutura. 

A capela de 1870 (acima) e a atual igreja dos Remédios (abaixo)

Convém esclarecer que a igreja Matriz de Manaus sofreu um incêndio em 1850, restando unicamente a capela dos Remédios para o atendimento religioso. Dai, certamente, a dedicação do governo em restaurar esse templo.

Enfim, a igreja que hoje conhecemos, voltada para a praça, foi Dom Basílio Pereira, 4º bispo do Amazonas, que a inaugurou e benzeu solenemente, a 11 de setembro de 1927.