CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quarta-feira, setembro 10, 2025

COMANDANTE-GERAL DA PMAM

 Há 50 anos, em julho de 1975 retirou-se de Manaus, depois de deixar o comando da Polícia Militar do Amazonas, que conduziu por dois anos no governo de João Walter de Andrade, o tenente-coronel EB Lucy Vicente Coutinho de Castro. Entre outras iniciativas, em seu comando, o Corpo de Bombeiros, que era administrado pela Prefeitura de Manaus, passou ao comando da PMAM, e hoje prossegue com autonomia administrativa. Seu substituto foi o coronel EB Mario Perelló Ossuosky (1975-1979).

Ao se despedir, visitou o Jornal do Commercio, que efetuou o registro aqui postado na edição de 22 de julho de 1975.

Recorte do JC, de 22 julho 1975


    DESPEDIDA

Apresentando suas despedidas ao JC, esteve às últimas horas da tarde de ontem em nossa redação o coronel Lucy Vicente Coutinho, que no governo do engenheiro João Walter de Andrade ocupou o cargo de comandante da Polícia Militar do Estado. Lucy Coutinho, responsável pelo progresso da PME, aparelhando-a tecnicamente, fundando a Companhia de Rádio Patrulha e a Companhia de Trânsito, passou quatro anos e quatro meses nesta capital, onde fez muitos amigos. Pertencendo ao Comando Militar da Amazônia, donde saiu para comandar a PM. Terminando sua gestão, voltou ao CMA e agora viaja para assumir nova comissão no Ministério do Exército. 

quinta-feira, agosto 08, 2024

PMAM: SEUS PRIMÓRDIOS (35)

Novo capítulo da história da Polícia Militar do Amazonas, relativo ao período provincial, compartilhado do meu almejado livro Guarda Policial (1837-1889).

  

Fac-símile da assinatura do comandante Tertuliano

Comandante Tertuliano Mello

Em 7 de setembro de 1887, assume o comando do Corpo Policial, Antônio Tertuliano da Silva Mello, capitão de engenheiros comissionado no posto de major, então servindo na Guarnição do Amazonas. Tertuliano nasceu em 1851, assentou praça aos 19 anos, e foi promovido a 2º tenente em 1876. Concluiu o Curso de Estado-Maior de 1ª classe, sob as diretrizes do Regulamento de 1874, tendo por colega o futuro presidente da República, Hermes Rodrigues da Fonseca (1910-14). 

Não tendo participado do conflito do Paraguai, este capitão interrompe no comando da força policial a série de oficiais militantes nesta campanha. Igualmente, desde a instalação desta corporação, torna-se o primeiro oficial da ativa ou de 1ª Linha (denominação à época) a exercer esse encargo. Talvez por esses predicados, Tertuliano integraliza na instituição uma auspiciosa restauração há bastante almejada, seguramente pela fragilidade dos comandantes anteriores, tanto na administração quanto na condução dos policiais. Para melhor entender essa renovação, remeto o leitor ao seu Relatório, datado de 5 de agosto, adiante exposto.

Assim o presidente Niemeyer justifica a mudança de comandantes: “Como o capitão (artilharia) Miguel Vitor de Andrade Figueira não reunia os predicados indispensáveis a um ativo e zeloso comandante, dispensei-o, nomeando comandante do novo corpo o capitão do 3º Batalhão de Artilharia, Antônio Tertuliano da Silva Mello”. E complementa enfático. “Estou convencido que este oficial por sua inteligência, zelo e circunspeção, muito melhorará o estado dessa força, que ia decaindo de dia para dia na opinião pública, e que ora vai-se elevando a altura de sua missão”.


Quadro dos oficiais

 No mesmo documento, o presidente Niemeyer expõe a relação dos oficiais do Corpo e suas funções:

Major comandante – Antônio Tertuliano da Silva Mello

Alferes secretário – Raimundo Afonso de Carvalho (Nascido na província do Ceará, em 7 de setembro de 1862, Afonso de Carvalho foi um nordestino vencedor no Amazonas. Desembarcou aqui como soldado do Exército e retirou-se depois de comandar a PMAM no governo de Eduardo Ribeiro (1892-96), de exercer a superintendência (prefeitura) de Manaus; deputado no Congresso Estadual e, sendo seu presidente, assumir a chefia do Poder Executivo (1907-08), em substituição ao governador Constantino Nery.)

Alferes ajudante e quartel-mestre – Tomás Ferreira de Melo

1ª Companhia

Capitão Manoel Honorato dos Santos / Tenente José Soares de Souza Fogo e alferes Joaquim Bibiano de Freitas e Febrônio Gonçalves Pinheiro.

2ª Companhia

Capitão José Paes de Azevedo / Tenente Manoel Antônio Rodrigues Pará / e alferes Tito Velloso da Silveira e Teodoro Monteiro da Cunha.

Outras notas

Nem tudo havia mudado, porém. O alistamento de praças seguia a velha regra, fortemente marcado pelo emprego de mão de obra nordestina. E mais um episódio é aqui relatado. Acabava de desembarcar em Manaus o tenente José Soares Fogo conduzindo 80 indivíduos, contratados no Ceará. Para a inclusão no Corpo Policial, o presidente nomeia uma comissão composta do tenente-coronel Joaquim Leovigildo de Souza Coelho, major Joaquim Pinto Guedes e tenente Pedro Rangel de Abreu (todos do Exército) “para reconhecer a autenticidade dos documentos de engajamento apresentados”. Enfim, para consolidar o processo de inclusão, a presidência nomeia outra comissão, sem designar os nomes, para inspecionar os “candidatos”, ressalvando que somente os julgados aptos obteriam ingresso no Corpo. Quê decisão bizarra. Depois de desembarcados em Manaus, como dispensá-los?

sábado, novembro 20, 2021

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

A efeméride de hoje foi celebrada por diferentes manifestações. E por outro tanto de dados. Um deles, acentuava o número muito reduzido de negros na direção superior de instituições de diversos segmentos. Desse modo, observando os registros policiais, estou convicto de que foi o único Negro a exercer o comando-geral da Polícia Militar do Amazonas, até nossos dias.


Refiro-me ao coronel Manoel Correa da Silva, que comandou efetivamente esta corporação entre abril de 1951, nomeado pelo govenador Álvaro Maia, até abril de 1953. Exerceu ainda em outros reduzidos períodos, de forma interina.

Nascido em Pernambuco em fevereiro de 1894, ingressou na Força Estadual em 1911, na condição de soldado, obviamente atraído ao Amazonas encantado pela hevea brasiliensis. Sem que haja registro de sua formação escolar, foi promovido no ano seguinte ao posto de 2º tenente, enfim alcançando o posto de tenente-coronel em 1º de agosto de 1946. Há registro, o de que o coronel Correa concluiu o curso de engenheiro agrônomo, assim, sem data ou outra menção.   

Residiu por largo tempo na rua Lauro Cavalcante, na vila Georgete, que ainda

existe, a despeito da “invasão” sofrida. Coronel Correa, que faleceu em 22 de 

março de 1954, foi casado com Porcina Andrade Correa Silva (morta em 1964).

quarta-feira, março 24, 2021

WILSON RIBEIRO RAIZER (1927-2018)

Quando em 8 de fevereiro de 1980, o governador José Lindoso assinou o Decreto 4 819, criando o Pelotão de Polícia Feminina, gerou a terceira organização policial feminina no país. O próprio comandante-geral da PMAM, coronel EB Wilson Ribeiro Raizer, evangélico convicto e atuante, cuidou pessoalmente da instalação e dos primeiros passos do pelotão.

Duas marcas, a meu ver, este dirigente deixou na Força Estadual: 1) a criação da Polícia Feminina e 2) sua intensa pregação cristã. Acredito que coronel Raizer foi o primeiro comandante a irromper com a hegemonia católica. Tive sérios atritos com este chefe, porém esses dois atributos pude comprovar. Certa ocasião, o acompanhei em culto de sua igreja Batista, quando agradecemos ao Senhor pelo restabelecimento da saúde de um policial – meu subordinado – que fora gravemente acidentado.

Posse do coronel Raizer no comando da PMAM, presente
o governaador José Lindoso (foto de A Crítica, 14 maio 1979)


Dias desses, querendo saber o destino deste oficial, recebi por meio da cortesia do coronel PM Ewerton Amaral o texto que aqui compartilho. Acredito ter sido escrito pelos membros da igreja Batista, quando do falecimento do coronel diácono Wilson Raizer.

 

Recorte do discurso proferido quando do sepultamento

Às 17h30 do dia 3 de janeiro de 2018, na cidade de Brasília (DF), faleceu o coronel EB Wilson Ribeiro Raizer, nascido na cidade de Acioli (ES), em 9 de agosto de 1927, filho de Aurélio Raizer e Ester Raizer.

Ainda bem jovem saiu da pequena e pacata cidade de Acioli e foi para a capital do Estado, a fim de estudar. Após 3 anos de estudos, seguiu para o Rio de Janeiro a fim de cursar a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Rezende (RJ), onde realizou o curso com brilhantismo.

Já como oficial da Arma de Infantaria, passou a ser instrutor na própria AMAN, além de oficial Orientador da Associação dos Cadetes Evangélicos. Desde cadete, até chegar ao posto de coronel, destacou-se pela inteligência, integridade moral, capacidade de trabalho e senso de responsabilidade ao exercer as funções para as quais foi designado. Era estudioso, tanto que, além de sua formação acadêmica pela AMAN, graduou-se em Engenharia Civil e Administração de Empresas.

Serviu em diversas Unidades Militares: sediadas em Vitória (ES), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Cristalina (GO), Brasília (DF), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Manaus (AM). Nas diversas funções exercidas, destacou-se como oficial instrutor. Prestou relevante serviço ao Exército Brasileiro ao servir no Comando Militar do Amazonas (CMA) e a comandar a CRM de João Pessoa (PB), a 42ª Companhia de Infantaria em Campina Grande (PB), a Polícia Militar do Amazonas, por duas vezes, a 32ª Brigada de Infantaria Motorizada em Cristalina (GO), subcomandante e comandante do DGP, em Brasília (DF) e, também, na Presidência da República.

Em  8 de janeiro de 2013, recebeu em Campina Grande, justa homenagem do 14° Regimento de Infantaria, pelo excelente trabalho desenvolvido durante a sua gestão naquela Unidade, no período de 26|07|1967 a 08|02|1971.

Casado com Zali de Oliveira Raizer, de saudosa memória, com quem viveu 60 anos de vida conjugal, sempre desenvolvendo a arte da boa convivência, o que fez fortalecer o grande amor do casal. Segundo informação da família, no Culto doméstico entoavam seus dois hinos prediletos: "Pão da vida, Pão do Céu" e "Finda-se este dia", ambos do Cantor Cristão (CC). Pai amoroso de Viviane, Valéria e Regina, sogro amigo de Marcos e César, avô de André, Artur e Cláudio César e bisavô das queridas Mila, Leila e Isla.

Crente consagrado, Diácono jubilado, membro da Igreja Memorial Batista, exerceu a beleza da humildade ao servir como soldado fiel do Exército de Cristo Jesus. A exemplo da frase do apóstolo Paulo, nosso amado irmão Raizer pôde dizer: "Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé." (II Timóteo 4:7). A ele se aplica o texto bíblico de Mateus 25:23 que diz: "Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito de colocarei; entra no gozo do teu senhor." A Igreja Memorial Batista, já sentindo saudade do irmão Raizer, louva a Deus pela sua vida preciosa e estende a mão fraterna à querida família, na certeza de que o poder do Espírito Santo consolará os corações entristecidos pela separação. Bom é saber que ele já se encontra no céu "e ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada, nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos." (Apocalipse 21:5).

sábado, março 31, 2018

PMAM - 181 ANOS (II)

Coronel Trigueiro (à dir.) acompanha o
governador Areosa (esq.) no Hospital
Getúlio Vargas (Jornal do Commerco,
24 abril 1970)

O texto abaixo pertence a Temístocles Henrique Trigueiro, o coronel Trigueiro, que sabe bem o que escreve, pois, ingressando na PMAM como graduado, chegou ao comando e, em dois governos (Arthur Reis e Danilo Areosa), foi chefe da Casa Militar.
Aliás, a família inteira pertenceu aos quadros da Polícia Militar, até o genitor deste contribuiu com o esforço policial. Apesar do escrevinhador não citar datas, as citações registradas são dignas de crédito e de agradecimento da cidade de Manaus, em especial, aos policiais, mão-de-obra efetiva.
  
Na quadra de festejos que a PMAM promove pelo seu aniversário, reproduzo a palavra competente de um saudoso comandante, circulada no Jornal do Commercio (28 abril 1970). 


Nem só como mantenedora da ordem e sob os louros da gloriosa campanha de Canudos, a Polícia Militar do Amazonas tem se mantido desde a sua criação até nossos dias.
Surgindo em vários aspectos da vida quotidiana de nossa Manaus trezentona, ela tem sido um fator de progresso, de assistente social, de colaboradora dos governos que a souberam aproveitar diferente de seu mister.No que diz respeito a construções, com elementos de seu efetivo, participou com turmas de verdadeiros obreiros nas edificações do Teatro Amazonas, da Igreja de São Sebastião, do seu próprio Quartel, do Instituto de Educação, do Atlético Rio Negro Clube, do Parque 10 de Novembro, onde, neste último, vidas foram ceifadas pela malária impiedosa e pelos ofídios traiçoeiros.
Construiu e dirigiu hospedarias de imigrantes, na Capital e no Interior do Estado. Se fez presente, quando da última guerra, com contingentes que trabalharam dia e noite em serviços de estiva do nosso porto. Fez a remoção de toros de nossos igarapés, aos milhares, limpando as águas das vigas e soalhos das casas flutuantes desmanchadas por ordem do Governo e da Capitania dos Portos.
Forneceu, por vários anos, uma sopa aos doentes que frequentavam o Dispensário "Cardoso Fontes" [tratamento da tuberculose]. Organizou e fez distribuições de merenda a todos os Grupos Escolares de Manaus.
Na enchente que desacomodou os ribeirinhos, foi a Polícia Militar que se encarregou de abrigá-los e, posteriormente, quando as águas vasaram, distribuindo material (madeiras e pregos) para que todos pudessem refazer suas casas danificadas pelo afluxo incomum dos rios da planície.
Cuidou de seu próprio jardim fronteiriço ao quartel, colaborando com a Prefeitura Municipal, povoando aquela praça com árvores que vieram embelezá-la, e mantendo um parque infantil para criançada alegre.
Eis, em aspectos diversos, outras fases de atividades de nossa querida Polícia Militar do Amazonas, numa diversificação útil à cidade de Manaus, ao povo que sempre a aplaudiu em todas as épocas.

quarta-feira, julho 15, 2015

NOTAS PARA A HISTÓRIA DA PMAM

Antigo quartel da PMAM, na
Praça da Polícia 

Uma disputa entre o coronel comandante-geral da Polícia Militar e o sargento presidente da Associação dos Sargentos da Força Estadual já se espalha pelas redes sociais. Trata-se de uma luta inglória que apenas desmerece seus protagonistas. Enquanto duas autoridades policiais deblateram, buscando cada qual demonstrar sua “importância”, a comunidade vive assustada com os violentos crimes que diariamente preenchem o noticiário local.

A cidade já viveu momentos mais calmos, contudo, as etapas do progresso trouxeram as adversidades próprias. Quinze anos depois da implantação da Zona Franca, o saudoso jornalista Nelson Braga escrevia, em diário local, um artículo (abaixo transcrito) expondo as adversidades que a Policia Militar já enfrentava. Nada assemelhado ao duelo fratricida que se desenrola na corporação de Cândido Mariano. 

 

A POLÍCIA MILITAR

Nelson Braga (*)


Nota-se que há muita gente querendo fazer média política a custa da Polícia Militar. Qualquer fato que envolva integrantes daquela corporação é tratado e comentado de modo negativo, recusando-se ao policial fardado o rudimentar direito de defesa. Ninguém procura apurar a verdade, ninguém menciona o trabalho meritório da Policia Militar na manutenção da ordem pública. Esquecem, quase todos, que, em qualquer instituição, seja de que natureza for, sempre há bons e maus elementos. Ninguém diz, por exemplo, que em Manaus existe, atualmente muita falta de respeito às leis e à pessoa humana.
Recorte de jornal (*)


Antigamente a gente ia a qualquer lugar, certo de não ser perturbado por bebados, desordeiros e maconheiros. As casas não tinham grades porque quase não haviam assaltos nem arrombamentos. Hoje, os ladrões andam soltos e os homens de bem ficam atrás das grades, colocadas em portas e janelas por medida de segurança. Os maus elementos chegam aos balneários com uma garrafa de cachaça debaixo do braço e, daí a pouco, começam a perturbar o sossego público, empurrando os mais fracos, passando a mão em moças que não conhecem e que, por temor a represálias, ficam caladas, enquanto outros enfiam a raquete de frescohol na cara dos banhistas ou a represálias, dos banhistas ou soltam palavras de baixo calão à torto e direito, sem respeitar quem está por perto.
E, quando a Policia Militar chega para coibir abusos e prender maus elementos sempre aparece gente para lhes dar cobertura e exigir respeito aos direitos individuais, esquecendo-se que, quem tem direitos tem deveres e, entre estes estão, em primeiro lugar, o respeito às leis, às normas de civilidade e, principalmente, aos direitos dos outros. Hoje em dia, poucos são os que respeitam os velhos, as mulheres e as crianças.

Os "filhinhos de papai" e os protegidos políticos fazem gato e sapato na cidade e nos lugares públicos sem que ninguém lhes ponha a mão. São uma classe de privilegiados acima das leis e da ação preventiva da Polícia Militar, protegidos por políticos e gente de dinheiro, enquanto o policial fardado é criticado e levado ao tribunal da opinião pública por qualquer coisa muitas vezes, injustamente. É preciso por um basta a essa maneira preconceituosa de tratar a Policia Militar, assim como é preciso terminar com a proteção indevida aos marginais de casaca.

A Policia Militar cumpre o seu dever constitucional de manter a ordem pública e cabe ao povo prestigiá-la para que se torne cada vez melhor e mais eficiente. É preciso que certos políticos deixem de proteger desordeiros e não esqueçam que oficiais e praças da Polícia Militar também votam. Vamos todos contribuir para que Manaus volte a ser o que era: uma cidade feliz e pacata, onde todos podiam andar e dormir tranquilos.

(*) A Crítica, 16 de julho de 1983