CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

quinta-feira, dezembro 19, 2019

DE NOVO É NATAL (11)



Cartão de Natal,
comercializado pelos Correios,
ao tempo em que era hábito trocar felicitações
utilizando impressos.

Com esta postagem 
cumprimento ao amigo

Manoel Neuzimar Pinheiro e família,

desejando-lhes meus elevados votos de
Feliz Natal 

NATAL 1978: RECORDAÇÃO



Nas festas desse final de ano, major da Polícia Militar do Amazonas, estava eu no comando da Companhia de Rádio Patrulha sediada na rua Dr. Machado, no bairro da Praça 14 de Janeiro. No quartel ainda hoje existente, que abriga o Comando do Policiamento Metropolitano, ponto de referência – aos fundos da “Maternidade Balbina Mestrinho”.
Major Roberto diante do centenário
Portão (foto pessoal)
Neste sítio, subsiste um portão de ferro, tudo quanto restou do Piquete de Cavalaria que ali foi instalado ao final do século XIX. A imensa área, todavia, foi paulatinamente sendo loteada, sendo reduzida pela construção da maternidade; pela implantação de uma igreja evangélica à margem do igarapé do Mestre Chico; pela ligação com o bairro da Cachoeirinha através da citada rua; pelo desenvolvimento da corporação.
O Piquete (mesmo sem a cavalaria) marcou por décadas aquele ponto do bairro. Em 1965, o aquartelamento bem reduzido e anacrônico, recebeu o CIM (Centro de Instrução Militar), a primeira etapa para a formação de praças. Após esta iniciativa, o aquartelamento foi sendo modificado para receber outras designações. Enfim, desapareceu para a construção do quartel destinado à Rádio Patrulha, em 1975, restando dele o Portão, fixado no pátio fronteiro, para lembrar essa relíquia da PMAM.
No Portão, fiz afixar uma árvore de Natal, creio que elaborada em isopor; com ela meus votos de venturoso Ano Novo e relevante sucesso aos meus subordinados e amigos.

terça-feira, dezembro 17, 2019

DE NOVO É NATAL (10)


Cartão de Natal
(sem data indicada),
comercializado pelos Correios,
quando era hábito trocar felicitações
utilizando cartões diversificados.

Aproveito esta postagem para
desejar meus elevados votos de
Feliz Natal e bem-sucedidos 45 anos
ao filho Roberto Cortez.


BEA: BANCO DO ESTADO DO AMAZONAS


O BEA (Banco do Estado do Amazonas) desapareceu no início deste século, quando foi incorporado pelo Bradesco. Todavia, cumpriu sua destinação ao tempo que os Estados possuíam sua Casa Bancária, pouquíssimos ainda a mantém. Voltando ao BEA. Ele chegou distante, tanto que fundou uma agência no então estado da Guanabara, em nossos dias Rio de Janeiro.
Quem nos oferece um descorado registro desse avanço é Armando Segadilha, de certo um funcionário do banco. Em texto publicado no Jornal do Commercio (9 novembro 1969). 
Recorte do mencionado jornal
Não é possível negar a feliz iniciativa do nosso Governo, criando aqui na Guanabara uma filial do Banco do Estado do Amazonas. Entidade creditícia que em pouco tempo já está com sua condição firmada em todos os setores deste Estado, pelo acerto, zelo e probidade dos seus dirigentes, tendo à frente o senhor Raimundo Carvalho de Viveiros, gerente, Otaviano Gonçalves Cardoso Neto, subgerente, Cesar Gondim Pereira, tesoureiro, Maria do Perpétuo Socorro Freire Cardoso, chefe de Serviço, Marcondes da Silva Zany, subchefe de Serviço, e todos os demais funcionários, que com dedicação e fidalguia de trato atendem todos quantos necessitam dos serviços do nosso Banco.
Verificar a plenitude do progresso do Banco do Estado do Amazonas na Guanabara, onde proliferam bancos de todos os Estados do Brasil e porque não dizer do Mundo inteiro, é ter a afirmação da segurança e equilíbrio nas operações efetuadas, cujo lema é: atender bem para bem servir. A expansão do movimento bancário é a prova provada, da confiança que o povo já adquiriu com a lisura e idoneidade de suas transações.
E mais ainda, a agência do Banco do Estado do Amazonas na Guanabara, como atestado positivo da sua grande atuação, conseguiu nos Estados Unidos da América, com banqueiros alemães, um empréstimo de Dez Milhões de Dólares, a fim de que o DERAM [Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas] possa dar execução aos seus programas rodoviários, concretizando as metas traçadas, que se transformarão em realidade para benefício geral de todo o gigante Amazonas.
Parabéns ao Governo do Amazonas, à direção e demais funcionários da nossa Agência no Estado da Guanabara. 
Rio de Janeiro, 5 de novembro de 1969