CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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quinta-feira, junho 16, 2011

Sábado cultural


Lançamentos de livros.

Na manhã,
 A reitora da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), professora doutora Márcia Perales Mendes Silva, juntamente com a diretora da EDUA (Editora da Universidade Federal do Amazonas), professora doutora Iraildes Caldas Torres, em parceria com o IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas) e a SETRAB (Secretaria de Estado do Trabalho), têm a honra de convidá-lo (a) para o lançamento do livro:
“As Malhas do Trabalho e da Economia Solidária no Brasil”, de Iraildes Caldas Torres.
Onde: IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas)
Rua Bernardo Ramos, 117 – centro antigo de Manaus
Quando: 18 de junho (sábado)
Horas: a partir das 10 horas da manhã

A tarde,

Zemaria Pinto, poeta
A Editora Valer e a Livraria Saraiva MegaStore realizam no próximo dia 18 de junho mais um Encontro com a Palavra. Na ocasião será lançado o livro A cidade perdida dos meninos-peixes, do escritor Zemaria Pinto, que conversará com o público presente sobre o conteúdo de seu livro. 
O evento acontecerá às 16h na Livraria Saraiva MegaStore do Manauara Shopping, situada na Av. Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife), 1300 – Adrianópolis.


Sobre o autor
Ensaísta, dramaturgo e poeta, Zemaria Pinto é professor de Teoria da Literatura e de Literatura Brasileira. Além de inúmeras palestras sobre literatura, tem ministrado oficinas e cursos, com destaque para a poesia. Tem dez livros publicados: três de poemas (Fragmentos de silêncio – 1995, Música para surdos – 2001), um de haicais (Dabacuri – 2004); uma peça de teatro (Nós, Medéia – 2003), dois de ensaios para o vestibular (em 2000 e 2001, em parceria com o professor Marcos Frederico) organização de poemas de Octávio Sarmento (A Uiara & outros poemas – 2007) e um de teoria literária (O texto nu – 2009), além do recém-lançado ensaio O conto no Amazonas – 2011. 
É membro da Academia Amazonense de Letras.

sábado, setembro 18, 2010

Espaço Cultural V

Às dez horas hoje, a Universidade Federal do Amazonas, em conjunto com o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, efetuou o lançamento de três livros póstumos do professor Mário Ypiranga Monteiro.
Presentes à mesa dirigente o vice-reitor da Ufam, , o presidente do Igha, Geraldo dos Anjos, a diretora da Edua, Iraildes Torres, e a filha do autor, Marita Monteiro. 

Iraildes Torres apresenta os livros
Tanto a diretora da Edua quanto o vice-reitor lembraram a existência de 30 produções do falecido mestre em processo de editoração. E que haverá um esforço da direção maior da Ufam nesse segmento, para publicar todas.



Marita Monteiro, emocionada,
agradece
Ao agradecer o cuidado dispensado a obra de seu pai, Marita emocionou-se.  Apesar das lágrimas, prosseguiu falando. A emocão circundou a plateia.

Os três livros ora lançados: O Pescador; Papagaio de papel e Escravidão indígena, todos a venda nas livrarias de Manaus.

Um dos livros lançados
Para alegrar os convivas, foi servido um coquetel básico: salgados, refrigerantes e uísque. A festa atraiu um bom número de simpatizantes da Casa de Bernardo Ramos e da obra do saudoso professor.

Visão do salão de honra, e parte dos presentes

segunda-feira, julho 19, 2010

Gilberto Mestrinho

Completa-se hoje o primeiro ano de morte do professor Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo. Gilberto Mestrinho, para os politicos, Boto, para os eleitores. Reconhecidamente, o político que marcou com desenvoltura sua participação na história amazonense. Em resumo, governou o Amazonas em três oportunidades e representou-o no Senado. Ainda, representou o então Território Federal de Roraima, até ser cassado pelo Governo Militar (1964).
Não desejo aqui ampliar os dados sobre sua vida, sua biografia já foi elaborada pela professora Iraildes Torres, no livro Arquitetura do Poder, lançado pela Edua ano passsado.

Propaganda circulada em ACrítica, 1º out. 1958,
quando venceu a primeira campanha para governador 

Mas, como não vi qualquer manifestação na Cidade pela data, em homenagem ao ilustre morto reproduzo um texto do saudoso L. Ruas, escrito por ocasião do primeiro governo de Mestrinho (1959-1963). Lembrando que, como Plínio Coelho, Gilberto Mestrinho se empenhou na restauração da luz elétrica em Manaus. Coube-lhe a iniciativa de adquirir a usina flutuante que funcionava, ancorada na "beira mar" de Educandos.



O HOMEM E A LUZ
(Para o governador Gilberto Mestrinho)
No princípio Deus criou o céu e a terra. A terra, porém, estava informe e vazia, e as trevas cobriam a face do abismo; e o espírito de Deus movia-se sobre as águas. E Deus disse: Exista a luz. E a luz existiu. Deus viu que a luz era boa. (Gen, I:1-4)


E só depois da criação da luz, o Senhor começou a criar as outras coisas. Pois, como poderiam existir as outras coisas se não houvesse luz?

E depois da criação da luz começou a interminável dança dos seres vivos.

Em seguida, o Senhor criou o verde das ervas aveludadas dos campos e a brancura cândida dos lírios.

E criou as árvores pejadas de frutos vermelhos e dourados, as uvas roxas e as laranjas sumarentas.

E criou os répteis brilhantes e lisos e os peixes de escamas prateadas.

E teceu as pétalas macias das rosas e as plumagens iriantes e fofas das aves e dos pássaros. E as aves começaram a matizar de ritmos lépidos e multicores a mataria densa das grandes florestas e o azul luminoso do firmamento.

E criou, também, os animais selvagens: a negra pantera, o louro leão e os lustrosos paquidermes.

E criou os alvinitentes rebanhos de mansos cordeiros e os animais domésticos.

E, finalmente, criou o homem e a mulher e lhes deu olhos e inteligência de ver o corpo e alma de amar para que completassem e amassem, deslumbrados, a maravilhosa coreografia dos volumes e das linhas, do claro e do escuro, das sombras e da luz, dos tons e dos semitons.


E a terra era um jardim de delícias.

E quando a noite cobriu a terra e apagou a cintilação das cores, o Senhor ensinou o homem a repetir o seu gesto criador.

E o homem tomou dois sílex em suas mãos inexperientes e comovidas.

E curvado sobre eles, atritando um contra o outro, arrancou do coração da pedra o mistério inenarrável do fogo.

E a luz existiu.

E, desde então, o homem aprendeu que a luz é necessária para continuar a tarefa que o Senhor lhe confiara de perpetuar e aperfeiçoar a criação que Ele apenas esboçara e iniciara.

E o homem construiu castelos, apascentou rebanhos, plantou messes, edificou catedrais, ergueu cidades, penetrou florestas, arquitetou pontes, cavou minas, fabricou navios, burilou diamantes, imprimiu livros, engenhou máquinas, represou rios, dominou os mares e os ventos, modificou a face da Terra.


E o Senhor abençoava a continuação de seu trabalho criador que se realizava em todos os cantos da terra.

E depois que haviam decorridos milênios de séculos desde aquele milagre inicial, produzido pelas mãos trêmulas do primeiro homem, o Senhor olhou para a sua criação e viu, com imensa tristeza, que aquele lugar mais belo da sua criação ainda permanecia como aquele abismo, primitivo de faces cobertas pelas trevas.


O Senhor viu, com imensa tristeza, sua criação abandonada, sua criação paralisada, sua criação permanecendo ainda no primeiro capítulo do Gênesis.

Porque não havia luz.

E o Senhor, então, criou um novo homem e lhe ensinou o milagre da luz como fizera ao primeiro homem.

E o novo homem, como o primeiro, lutou curvado, não contra a dureza do sílex, mas contra a rude crosta da descrença e da desilusão que haviam envolvido os corações de seus irmãos.


E, depois de uma luta titânica, a luz existiu.

E a criação do Senhor que, até então, fora abandonada e desprezada, começou a se agitar, a vibrar, a cantar e a dançar.

E a alegria que invadiu a criação do Senhor foi tamanha que o Senhor olhou com emoção para o lugar mais belo da sua criação, para o jubilo que se derramava do coração dos filhos dos homens e viu que era bom o que aquele novo homem fizera.


E viu que podia descansar e abençoou aquele homem e o seu trabalho e disse: Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra, e dominai-a, e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais que se movem sobre a terra. (Gen. I: 28)
  • Publicado no livro Linha d´água. Rio: Artenova, 1970.

terça-feira, julho 13, 2010

Lançamento de livros da Edua


Busto
de Eulálio Chaves 

Na noite de ontem, 12, ocorreu em cerimônia bem concorrida o lançamento das publicações da Edua. O evento foi realizado no Auditório Eulálio Chaves, no Mini-Campus. Estiveram presentes a Reitora da Ufam - doutora Márcia Perales, o Vice-Reitor – doutor Hedinaldo Narciso Lima, e outros membros dirigentes daquela Universidade.

No evento, por ter organizado Cinema e Crítica Literária de L. Ruas, fui escolhido para apresentar a relação dos 32 livros editados. Agradeci vivamente pelo duplo prêmio recebido: a publicação do livro e a escolha para participar da solenidade.
Busto de
Astrolabio Passos
Vários autores e familiares também estiveram prestigiando a festa. Festa comemorativa do primeiro ano da gestão da Reitora Márcia Perales, que, em sua fala, destacou a vasta produção editorial realizada pela Edua, dirigida pela doutora Iraildes Torres.


Algumas das publicações:



100 Anos UFAM, de Rosa Mendonça de Brito;

Amazônia e outros temas: coleção de textos antropológicos, Sidney Antonio da Silva (organizador);

As Malhas do trabalho e da economia solidária no Brasil, de Iraildes Caldas Torres;

As Terras pretas de índio da Amazônia: sua caracterização e uso deste conhecimento na criação de novas áreas, de Hedinaldo Narciso Lima, Beata Emöke Madari, Wenceslau Geraldes Teixeira e Willian Woods;
Cidades Brasileiras, vol II, José Aldemir de Oliveira (organizador);
Composição e Arranjo, de Adelson Santos;
Escravidão Indígena; O Pescador e Papagaio de Papel, todos de Mário Ypiranga Monteiro;
Expressões do mundo do trabalho contemporâneo: um olhar para os trabalhadores do Parque Industrial de Manaus, de Márcia Perales Mendes Silva;
Região e Conciliação, de Odenei Souza Ribeiro;
Reserva de desenvolvimento sustentável do Tupé: redes do Tupé espacialização e informações das comunidades, de Annuziata Donadio Chateaubriand;
Vida familiar e profissional: desafios e perspectivas, de Maria da Gloria Vitório Guimarães;
Além das Revistas Amazônida; HUGV; O Somanlu; Canoa do Tempo.

Ao final, foi servido um coquetel.