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quinta-feira, dezembro 08, 2022

PMAM – BANDA DE MÚSICA (III)

Mais detalhes da trajetória da Banda de Música da PMAM, algumas observações constantes de um capítulo escrito para um almejado livro sobre esta corporação musical.


Minha publicação jornalística não obteve imediato acolhimento. Veio em seguida o trabalho acadêmico (certamente o primeiro) de um membro do corpo musical. Refiro-me ao Pedro Carlos Barroso Augustinho, então subtenente músico, com o TCC: A música na Polícia Militar do Amazonas: das origens à Primeira Guerra Mundial (1850-1910).

Ximeno de Villeroy, 1º governador do
Amazonas, que alojou a PM no
quartel da Praça da Polícia

Augustinho (nome de guerra), logo no Resumo, questiona: não podemos nos referir a este registro – 3 de junho de 1893 – “pois, em 5 de agosto do ano anterior, assume a regência dela o mestre de música Cincinato Ferreira de Souza”. Estou de acordo, pois o contrato com este músico ocorreu amparado no decreto 11/1890, que organizou a Força Militar Estadual e assegurou “a formação de uma Banda de Música composta de 16 músicos e nove corneteiros”.

Contratado para ensaiar a Banda de Música, o “cidadão” (tratamento observado nos dias inaugurais da República) Cincinato Ferreira de Souza foi, por conseguinte, o primeiro regente da Banda de Música coronel Afonso de Carvalho. A relação completa de seus regentes vem se tornando para mim uma desafiadora questão, provocadora, porque, como veremos adiante, ainda é precária a relação dos mestres e contramestres. E péssima, quanto aos demais músicos. Ora repartidos em classes, ora partilhados na graduação de praças, jazem no limbo, ocultos em livros de assentamentos menosprezados pela corporação, visto que grande parte desses volumes foi entregue ao esmero – ainda bem – da Secretaria Estadual de Cultura.

Há outro pormenor que se deve apreciar acerca de o aparecimento da Música na Polícia Militar do Amazonas. Trata-se da existência de corneteiros ou cornetas, presença já referida em 1878, dois anos após a reativação desta corporação, pelo seu comandante, major EB Silvério Nery (pai do governador de mesmo nome). Pormenor: ao corneteiro compete anunciar as atividades diárias de qualquer corpo militar, ou seja, o toque de corneta anuncia o horário do expediente e, também, dirige exercícios de ordem-unida. Disse “anunciava”, pois a tecnologia vem aposentando gradativamente esse profissional.

Em janeiro de 1890, empossado o primeiro governador do Amazonas, tenente EB Augusto Ximeno de Villeroy, a organização política do Estado tomou nova orientação, encetando novo rumo. A renovação atingiu intensamente a força militar estadual que, sob a denominação de Batalhão de Polícia ocupou, em março daquele ano, o edifício existente na Praça da Polícia (hoje rebatizado de Palacete Provincial), ainda em sua dimensão original, porém, com envergadura bastante para abrigar com certa comodidade aos policiais. (Neste endereço, a Polícia Militar permaneceria por mais de um século, precisamente até 2002.) A ampliação deste edifício, o imóvel que a cidade herdou, ocorreu em 1895 na administração de Eduardo Ribeiro (1892-96), sendo comandante, o major Raimundo Afonso de Carvalho da própria Força Estadual.  

Villeroy, ao substituir o provincial Corpo Policial pelo Batalhão de Polícia, fixou-lhe o efetivo e baixou o regulamento próprio, nele definindo os vencimentos. No efetivo, eram previstos um mestre de música e 15 músicos, também o corneta-mor e 8 corneteiros que auferiam o mesmo soldo do soldado. O mestre de música e o corneta-mor eram contemplados com o soldo de 2º sargento. Convém esclarecer que o efetivo de músicos não foi prontamente ultimado e, sem instrumental, a deficiência de música na corporação prolongou-se. Esta explicação é corroborada pela autorização que, em 24 de outubro, o tenente EB Silva Teles, comandante da Força, recebeu “para contratar 15 músicos e um mestre para exclusivamente ensaiar e comparecer completamente fardados em qualquer formatura e tocata determinada”.  A Banda, portanto, ainda ensaiava.

 

A notícia do primeiro desempenho da agremiação musical encontra-se em A Vida musical em Manaus na época da borracha (1850-1910) de Márcio Páscoa. O debutar ocorreu em 15 de novembro de 1893, é óbvio, em homenagem à Proclamação da República, diante do Palácio dos Governadores, hoje Praça Dom Pedro II. A musicata para o público teve início às 17h30 e prosseguiu por uma hora. Em seguida, apresentou-se em frente ao seu quartel, na Praça da Constituição, atual de Heliodoro Balbi ou, no popular, da Polícia. Lamentavelmente, não há a indicação do regente. Acredito, porém, ter sido o primeiro contratado: Cincinato Ferreira, sobre o qual escrevo no devido bloco.

Quatro dias depois – Dia da Bandeira, a Banda do Batalhão Militar de Segurança (nova designação da PMAM) efetua nova retreta, sucedida no último local mencionado. Em frente ao quartel, pois a praça que hoje desfrutamos ainda estava longe de sua inauguração, devidamente decorada e centralizada pelo coreto que apreciamos. De especial, cabe assinalar que no repertório constava o dobrado(?) Batalhão Militar de Segurança, de autoria de Aristides Bayma, futuro regente do mesmo conjunto. (segue)


 

segunda-feira, março 21, 2022

BANDA DE MÚSICA DA PMAM: ESTREIA

Ao final de uma conversa com o filatelista Jorge Bargas fui presenteado com algumas relíquias. Uma delas era a cópia do primeiro Diário Oficial estadual que circulou em 15 de novembro de 1893. Trata-se de um brinde distribuído pelo órgão oficial, comemorando seu centenário. Parti então à leitura, em busca de matéria relativa à Polícia Militar do Amazonas (PMAM).


Capa da cópia do DO

Para meu contentamento encontrei nele o convite para a estreia da Banda de Música da PMAM. No governo de Eduardo Ribeiro (1892-96) foram importados os instrumentos para a banda; e contratado o maestro Cincinato Ferreira de Souza. Cincinato, portanto, foi o regente da primeira apresentação do conjunto musical em praça pública. A data escolhida foi a do aniversário da Proclamação da República, mesmo dia da inauguração do DO.

Recorte do Diário Oficial

Foram duas tocatas: a primeira, diante do Palácio do Governo, então na praça da República, depois sede da Prefeitura local e hoje Museu de Manaus. A segunda, em frente ao quartel da corporação, na época intitulada Batalhão de Segurança, na conhecida praça da Polícia. A descrição do repertório foi mais bem descrita por Márcio Páscoa em A Vida Musical em Manaus na época da Borracha (1998).

Detalhe do livro de Márcio Páscoa


domingo, janeiro 08, 2017

REGENTES DA BANDA DE MÚSICA DA PMAM

João José Lentinia (1900-04)




Nicanor Puga (1951-53)
Raimundo Bezerra (1967-74)

Mirtillo Fricke de Lira (1950)
José Arnaud (1945)
Cincinato Ferreira, fundador da Banda, (1893-96)

sábado, setembro 07, 2013

BANDA DE MÚSICA DA PMAM: 120 ANOS (8)

Recorte de A Crítica, 7 setembro 1993
Há 20 anos, no Dia da Pátria, o jornal A Crítica publicou um texto de minha autoria sobre a Banda de Música da Polícia Militar do Estado, que completava o primeiro centenário. Lembro ainda, foi no tempo em que este matutino abria suas páginas para todos os colaboradores, sem distinção de tema e tamanho do texto.
Aquela publicação, confesso agora, deu-me grande satisfação ao ver minha primeira investida na literatura bem sucedida. Vou repetir o texto, porém com as correções que o tempo e as pesquisas me obrigaram a fazê-las.



A Guarda Policial (hoje Polícia Militar do Amazonas) reinstalada em 26 de abril de 1876 prosperou, ainda que claudicante, quer pela necessidade de efetivo, quer pela expansão da tropa pelo interior, porém, até o advento da República, a (banda de) Música ainda não fora nela organizada. “Julgo que a criação de uma música no Corpo Policial seria já oportuno”, ambicionava o comandante deste corpo, major Tertuliano Mello, em relatório de 5 de agosto de 1888.
Com a instalação do estado do Amazonas e, mais, com a presença de governantes militares na primeira década de sua existência, a Força Policial foi amplamente impulsionada.

Recorte do livro de assentamentos de regente
 
Em 1892, ao tomar posse no governo, o tenente Eduardo Ribeiro recebeu um substancial relatório da Comissão que apurou o Tesouro Estadual. Por intermédio deste, foi informado que, por ofício de 25 de janeiro, a Casa J. H. Andresen, por seu representante na Europa, José Cláudio Mesquita, havia recebido através do London Bank Limited, a quantia de sessenta e oito contos de réis, destinada à aquisição de armamento para a tropa e de instrumental para a Banda de Música do Batalhão de Polícia. (Trata-se da primeira denominação imposta à PMAM no governo republicano.) Diante do exposto, quatro anos depois, o anseio do comandante Tertuliano afigurava-se realizar.

A realização foi confirmada pelo major Raimundo Afonso de Carvalho, comandante do Batalhão Militar de Segurança (segunda denominação), em relatório de 3 de junho de 1893. Todavia, em razão deste comandante não ter apontado o dia efetivo da criação, mas, com sua exposição apenas delimitou o período, entendo que, admitir a data deste revelador documento como de tão grata efeméride para os integrantes da Banda, é, pois, justíssima. 

A adoção desta sugestão permitirá à garbosa corporação musical aproveitar o ano do centenário (1993) para os merecidos festejos. As autoridades estaduais, à frente o comandante da Polícia Militar, hão de propiciar esse privilégio. Afinal, a secular organização, raras são as que ultrapassam essa idade, ainda projeta venturoso futuro, reiterando as palavras plenas de euforia do coronel Afonso de Carvalho.

O nominado, além de comandante da Polícia Militar, no ciclo de governo de Eduardo Ribeiro, foi deputado no Congresso Estadual e, sendo seu presidente, assumiu o governo do Estado, em 1907. Há muito deveria ter sido homenageado pela corporação militar estadual, a ocasião parece propicia, quando se celebra a primeira centúria da Banda de Música. A meu ver, é supinamente merecido denominá-la de “Coronel Afonso de Carvalho”. 

Criada a banda, a corporação militar à qual esta se incorporava teve oportunidade de ampliar o quadro de músicos. Em 1897, no governo de Fileto Pires, constituía-se no Regimento Militar do Estado, composto de dois batalhões, dos quais, o 1.º, sob o comando do tenente-coronel Cândido José Mariano, seguiu em 4 de agosto para combater os conselheiristas em Canudos.
Nesse mesmo ano, pelo Decreto n.º 203, de 30 de outubro, foi dado regulamento provisório para as bandas de música dos batalhões de polícia do Estado. Sim, cada batalhão dispunha de uma banda.  Suponho que o provisório se tornou definitivo, uma vez que, na transposição do século, mandava a lei que o regimento tivesse “um inspetor-geral das bandas de música, com uma gratificação arbitrada pelo governador”. Em outro relatório, sabe-se que “mantinha o Estado duas bandas de música nos dois batalhões, mais tarde, porém, houve V. Exa., por bem, mandar organizar uma terceira banda para o Corpo de Bombeiros”. Esta chegou a funcionar, porém teve vida efêmera. 

Encerrado o fausto produzido pela exploração da borracha, a metrópole regrediu e, conjuntamente, a corporação musical.  Perseverou, contudo, servindo à Força Policial, assim como às farras de Manaus; prestou as ordens de estilo na recepção às autoridades visitantes, do mesmo modo que animou os ágapes oferecidos a estas; acompanhou as procissões religiosas; compareceu ao Teatro Amazonas para preencher o intervalo das peças em exibição. Realizou passeio (desfile) pelas ruas centrais, com acompanhamento do batalhão policial. Até que a Revolução de 1930 extinguiu a ambas: a Força e a Banda.

Esta ainda prosseguiu sob o patrocínio da prefeitura local, porém foram anos difíceis, porque os componentes desta, para sobreviver e alimentar o seus, tocavam pelas esquinas em busca de donativos. Era intitulada de a “banda dos abandonados”.

Pesquiso para estabelecer os nomes dos regentes da Banda, especialmente os anteriores à cessação em 1930. Marcio Páscoa concluiu e publicou trabalho sobre a Música no período áureo da borracha, do qual me louvei para esclarecer alguns pontos negros.

Nesse sentido, transcrevo o convite publicado em Diário Oficial do Estado (18 fevereiro 1894) convidando para assistir a banda de música do Batalhão Militar de Segurança, sob a regência do hábil professor Aristides Bayma, às quatro horas da tarde, no coreto do jardim da Praça da República (atual Pedro II). Aventurei-me a indicar este professor como o primeiro regente da Banda coronel Afonso de Carvalho. Não foi. O primeiro foi Cincinato Ferreira da Silva. 

Para recordar, relacionei alguns regentes, cuja relação ainda se encontra incompleta: tenente Albino Ferreira Dantas, pernambucano de Quipapá, o qual em janeiro de 1944 circulou pelo Nordeste em busca de músicos. Seu sucessor foi o tenente José Arnaud, de Sobral-CE, que assumiu em 3 de julho de 1945. A seguir, o tenente Mirtillo Fricke de Lyra, alagoano, nomeado em 1950. Sua gestão durou apenas um ano, sendo substituído pelo tenente Nicanor Puga Barbosa, cuja família (pai e irmão) emprestou à mesma Banda a força dessa arte. Veio, então, tenente Joaquim Henrique de Souza, regente entre 1954-60. No ano seguinte, a regência coube ao capitão (da PM do Pará) Manoel Belarmino da Costa.
Então, a Polícia Militar implantou uma novidade, contratou para esse serviço ao maestro Dirson Costa, em 1962. O tenente Ernani Puga conduziu os músicos entre 1962-67, restando-lhe a primazia de brindar a corporação com o arranjo de seu hino oficial. Foi seguido pelo tenente Raimundo Alves Bezerra, de Fortaleza-CE, por quase dez anos (1967-76), que trouxe de sua terra alguns dos músicos que dirigiram a Banda. Hoje, a regência cabe ao tenente José Antônio Valério da Silva.  
 
Banda de Música apresenta-se no coreto
da Praça da Polícia (foto de Carlos Navarro) 

Enfim, para rememorar um “regente” popularíssimo, protagonista de desfiles memoráveis, valho-me do saudoso escritor Artur Engrácio: “Como disse, ele não perdia um desfile de tropas da Polícia Militar. Nas datas das comemorações cívicas daquela corporação, era o primeiro a chegar ao quartel. De um pedaço de vara fazia a sua batuta e, iniciada a marcha, punha-se à frente da banda de música manejando imponente o seu instrumento de maestro improvisado”.
O Bombala foi essa figura excêntrica. Em seu nome, cumprimento aos maestros, regentes e músicos da Banda de Música Coronel Afonso de Carvalho pelos 120 anos de sonoridade derramada sobre o Amazonas.

sexta-feira, agosto 09, 2013

BANDA DE MÚSICA DA PMAM: 120 ANOS (5)


Ainda enfrento dificuldades, tento superar entraves para determinar os regentes da centenária Banda de Música da Polícia Militar do Amazonas, hoje denominada de Coronel Afonso de Carvalho. Contudo, estou certo de ter alcançado o primeiro: Cincinato Ferreira de Souza, que começou em 1892 e terminou, possivelmente, quatro anos depois.
Banda de Música do Corpo de Bombeiros do Pará, a frente,
mestre Cincinato Ferreira (de perfil), em 1904
 
Este maestro nasceu em São Luís do Maranhão, em 1868, e morreu em Belém do Pará, em 1959, aos 89 anos. Parte de sua atuação em Belém acha-se registrada em livro sobre o Corpo de Bombeiros (MENEZES, José. O Corpo de Bombeiros no Pará, 2ª ed. Belém: Delta Gráfica e Editora, 2007), em cuja corporação foi mestre de música. Desta obra, pode-se inferir que este maranhense não demorou muito em Belém, aonde desembarcou em 1890, no alvorecer da República.
Um pouco depois, ou em busca de trabalho ou “indicado” por alguma autoridade, passou a Manaus. Aqui, em 5 de agosto de 1892, Cincinato Ferreira (24 anos) foi contratado para organizar a Banda da Polícia Militar do Estado, que aguardava ou já teria recebido o instrumental comprado na Europa para o corpo musical.
É tudo quanto alcancei. Ainda não foi possível resgatar sua passagem pela música do Amazonas, pois, os registros da Polícia Militar de antanho passam pelo processo de digitalização que impede, ao menos enquanto pesquiso o tema, sua utilização. Por isso, não se pode informar a data de sua exoneração e a retirada de Manaus. Acredito que foi substituído em 1896, pelo professor Aristides Emídio Bayma. Nesse período, quem regeu o governo do Amazonas foi Eduardo Ribeiro, outro maranhense. Coincidência!?
Assim sendo, aproveito para revelar a trajetória de Cincinato em Belém, cujo nome figura em livro sobre os músicos do Pará (SALLES, Vicente. Música e músicos do Pará. Belém: [s.ed.], 1970. Salles consigna que Cincinato Ferreira “regia na condição de alferes a Banda dos Bombeiros, quando esta em 1898 foi transferida da administração estadual para a municipal”. Dizia-se que eram parentes, afinal, ambos são maranhenses. Esta transferência se deve certamente à posse do Intendente Antônio Lemos na prefeitura de Belém (PA), que dirigiu de 1897 a 1912, quando exerceu robusta influência política no Pará.
Cincinato foi promovido a tenente em 22 de dezembro de 1904, e reformado em dezembro de 1911, com vigência a partir de janeiro seguinte, após a Banda ter sido extinta em agosto do mesmo ano. Como se observa, manteve-se na direção da Banda de Música dos Bombeiros enquanto seu parente Lemos esteve na prefeitura de Belém. Com a saída deste, defenestrado pelos políticos e escorraçado pela população, e substituído por um adversário, a Banda desapareceu momentaneamente. Em agosto seguinte, tanto a corporação dos homens do fogo quanto sua Banda foi revigorada. No comando da corporação, assume o bacharel Henrique Hurley, e na musical, o retorno do tenente Cincinato Ferreira. É desconhecida a data de sua saída.
Além da regência na Banda dos Bombeiros, Cincinato esteve na direção da Banda do Instituto Lauro Sodré. Há mais informações no Música e músicos do Pará.
Seu trabalho restou amplamente reconhecido, na condição de autor de várias composições em estilos diversos. Cincinato era “professor de música, regente e hábil orquestrador, autor de valsas, hinos, marchas e dobrados, além de música para teatro”. Comprovação desse desempenho pode ser apreciada em uma produção especializada, cujo disco, patrocinado do Banco do Brasil – Banda de Música de ontem e de sempre, apresenta deste maestro duas composições (Música popular do Norte: no disco 1 – Canto do pai Pedro (polca), gravada por Jane Duboc. E, no disco 2 – Artística paraense).
Cincinato Ferreira é seguramente o primeiro mestre a dirigir a Banda de Música da PMAM.