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segunda-feira, outubro 02, 2017

CÔNEGO BENTO - VIGÁRIO DE BORBA

Igreja de Santo Antonio, em Borba
Duas notícias que se completam: em 30 de julho de 1970, o Jornal do Commercio divulgou que os vereadores de Itajuípe (BA) solicitavam ao arcebispo de Manaus as medidas para a remoção dos restos mortais do cônego Bento José de Souza.

No ano seguinte, em 31 outubro, o mesmo periódico informava do condução dos restos mortais para aquela cidade, conduzidos pelo arcebispo de Manaus, dom João de Souza Lima.

Essa atitude do metropolita se deveu ao desinteresse do povo borbense, que não se importou com o destino do antigo vigário, um dos mais longevos e operante.

Abaixo, as publicações jornalísticas.


PEDEM RESTOS MORTAIS

Da Câmara Municipal de Vereadores de Itajuípe, Estado da Bahia, o arcebispo de Manaus recebeu expressivo ofício solicitando a remoção dos restos mortais do cônego Bento José de Sousa para a matriz paroquial daquela cidade baiana, da Diocese de Ilhéus.

Recorte do Jornal do Commercio

Entre os motivos que legitimam o pedido, o itajuipenses enaltecem a ação educadora do antigo vigário, que também foi o construtor da igreja do Sagrado Coração de Jesus, atual sede da paróquia, onde pretendem fiquem em repouso a relíquia funerária, tão querida ao povo do município de Itajuípe.

O arcebispo informou-nos que não vê dificuldade alguma em atender à solicitação que lhe chega da Bahia, desde que o povo de Borba não assuma igual atitude, pois os méritos do ilustre falecido nessa cidade do Madeira não serão menores do que os apontados pelos baianos.

Em Borba, o Côn. Bento também ergueu igreja e colégio que bem atestam seu patriotismo e zelo apostólico, além de ter ai passado maior tempo de sua vida.

SERÃO TRANSLADADOS PARA BAHIA OS 
RESTOS MORTAIS DO CÔN. BENTO

Este ano, no dia de Finados, os filhos de Borba, residentes no Amazonas não mais visitarão a sepultura do Cônego Bento em Manaus.

É que no dia 28 deste mês, D. João de Souza Lima viajou para a Bahia, levando os restos mortais do Cônego Bento Jose de Souza para a cidade de Itajuípe, naquele Estado.

O motivo da mudança foi a insistência que, por mais de um ano, as autoridades e o povo de Itajuípe fizeram, junto a D. João, para lhes serem enviados os restos mortais do Cônego Bento, construtor da Igreja matriz daquela cidade, de onde foi Vigário incansável por vários anos, durante os quais tudo fez pelo progresso espiritual e material da comunidade.
Recorte do Jornal do Commercio

O Cônego Bento, embora baiano de nascimento, era amazonense de coração. Vigário da cidade de Borba por quase trinta anos, dedicou-se com todo o ardor ao bem do povo daquela cidade do Madeira, que guarda viva memória de sua figura austera mas bondosa, sempre pronto a atender aos que o procuravam.

Foi ele quem reconstruiu a Igreja de Borba, dedicada a Santo Antônio, igreja belíssima que é um dos orgulhos do povo de Borba. Veio a falecer em Manaus, a 27 de julho de 1965.

Por isso, embora seus restos mortais tenham ido descansar na Bahia, a lembrança da vida benfazeja do Cônego Bento continuará viva em Borba, que não o esquece, e em Manaus, onde encerrou sua vida de sacerdote exemplar.

sexta-feira, janeiro 01, 2016

ANIVERSÁRIO DE BORBA

Abaixo, meu presente para a cidade. Trata-se de um texto publicado em periódico de 1956, que descreve a iniciativa do Clube Filatélico local (ainda existente), que providenciou ainda que tardiamente a emissão de selos postais para celebrar o bicentenário de Borba.

Esclareço que esse tipo de material postal deve ser providenciado com bastante antecedência, que não aconteceu no caso. Daí não acreditar que o falecido Pereira da Silva, apesar de membro da Câmara Federal, tenha conseguido êxito. Como ex-filatelista, e conhecedor de catálogos de selos brasileiros, sei que não existe selo brindando aquela efeméride.

Não sei indicar a razão, porém os festejos de então ocorreram em junho. Já relatei esse episódio em outra postagem. Estive presente às celebrações, que ocorreram na festa do padroeiro – 13 de junho. Presente a cúpula da igreja católica, cujo arcebispo, Dom Alberto Ramos, conduziu padres e seminaristas para solenizar a festa. Era pároco de Borba, o lembrado cônego Bento José de Souza.

Verdade que hoje, primeiro dia do ano, a cidade de Borba, a mais antiga do Amazonas, celebra seu aniversário. E as festas espalham-se pelos barrancos borbenses marcando a efeméride.

Salve Borba!

 
Recorte do extinto jornal A Gazeta, de Manaus
Iniciativa louvável do Clube Filatélico do Amazonas
Pedida a colaboração do deputado Pereira da Silva para a iniciativa (*)

A cidade de Borba festejará em junho vindouro o seu segundo centenário de fundação, para cuja solenidade inúmeros são os preparativos que ali se vêm fazendo.
Hoje, a nossa reportagem conversando com o Sr. Alexandre Chaves da Silva, presidente do CFNA (Clube Filatélico e Numismático do Amazonas), teve a oportunidade de saber que esta entidade pleiteará junto ao deputado federal Pereira da Silva, a apresentação de um projeto de lei autorizando a emissão de dois selos comemorativos àquele centenário.
O ofício que o CFNA dirigiu ao deputado Pereira da Silva está assim redigido:

Exmo. Sr.Vimos à presença de V. Exa. solicitar sua merecida atenção para o assunto que passamos a expor em linhas abaixo: 
2. Devendo realizar-se no próximo mês de junho, na cidade de Borba, os festejos comemorativos de seu 2º Centenário, o Clube Filatélico e Numismático do Amazonas, parte integrante dos festejos, vem solicitar a V. Exa. se digne apresentar um projeto de Lei, na Câmara Federal, no sentido de ser autorizado a emissão de dois selos comemorativos assim discriminados: Cr$ 0,60 e Cr$ 1,20. 
3. O selo de Cr$ 0,60 será representado pela sua Igreja Matriz e o de Cr$ 1,20 representando um jesuíta e dois índios. Justificando as nossas sugestões, desejamos adiantar à V. Exa. que a referida igreja foi um dos baluartes durante a Guerra dos Cabanos, quando a mesma serviu de forte, hospital de sangue e abrigo das famílias fugitivas, que procuravam refúgio.
O segundo, tem sua justificativa, uma vez que Borba deve toda a sua civilização e colonização aos Jesuítas que, juntamente com padre João Sampaio, seu fundador, subiam os rios do Amazonas, em busca de índios para aquele núcleo recém fundado.    
4. Carimbo comemorativo – Alusivos em todas as comemorações e centenários, também solicitamos a sua valiosa interferência junto ao Exmo. Sr. Diretor Geral dos Correios e Telégrafos para que, seja autorizado a confecção de um Carimbo obliterador, redondo, usual para comemorações, em metal e para tinta preta. 
5. Queremos frisar, outrossim, que no caso de aprovada e autorizada essa nossa solicitação, sejam os selos e o respectivo carimbo enviados à Diretoria dos Correios e Telégrafos do Amazonas em tempo não além do dia 25 de maio, uma vez que há necessidade de os mesmos serem remetidos à cidade de Borba, com o tempo necessário para o seu lançamento no dia do Centenário. 
6. Na expectativa de uma honrosa atenção para esse pedido, colocamo-nos à disposição de V. Exa. para ulteriores entendimentos, sobre o que ficamos no aguardo de uma breve contestação. 
Antecipadamente gratos, subscrevemo-nos com estima e apreço.
(*) A Gazeta, 3 de fevereiro de 1956

quarta-feira, novembro 04, 2015

SANTUÁRIO DE BORBA (3)

Encerro a reprodução do folheto Histórico da Igreja de Santo Antonio de Borba. Este folheto, sem identificação expressa de autoria, foi serviço da Imprensa Oficial, em Manaus, deduzindo-se da sigla D.I.O. 1946, gravada na capa.
 
Página final com a assinatura do vigário
De 1847 a 1863, regeram a freguesia 3 vigários. Apenas um colado, permaneceu 10 anos. Em dezembro de 1863, aparece, pela primeira vez, a assinatura do Pe. Francisco Benedito da Fonseca Coutinho que, em 1869, assina: o Vigário, interino, P. Francisco Benedito da Fonseca Coutinho. 
Por quanto tempo e quantas vezes, foi monsenhor Coutinho vigário de Borba, até agora não se conseguiu achar. Durante deste grande brasileiro e ínclito chefe político de Borba, esta paróquia esteve vaga diversas vezes e não por pouco tempo. Em 1900, monsenhor Coutinho pede provisão de vigário de Borba e obtém de monsenhor Hipólito Costa. 
Dez anos depois, a 6 de janeiro de 1916, com 82 anos, tendo recebido todos os sacramentos, faleceu em casa do seu irmão Vitor da Fonseca Coutinho, casa que hoje é propriedade do município e residência dos prefeitos. Monsenhor Coutinho foi por diversas vezes deputado estadual e, de 2 de dezembro de 1903 a 2 de abril de 1904, Governador do Amazonas. Foi sócio correspondente da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. O diploma assinado em 3 de novembro de 1900 pelo presidente, Marquês de Paranaguá, está no arquivo da Matriz de Borba. 
Foi o primeiro vigário-geral da diocese de Manaus, por provisão do bispo D. José Lourenço da Costa Aguiar, passada em 19 de junho de 1894. O documento está no arquivo da Matriz. Durante toda a sua vida, foi Borba a primeira Vila e um dos lugares de mais importância do Amazonas, tinha até Mesa de Rendas. 
Promoveu a instrução no município. Ainda hoje encontramos caboclos velhos, cuja caligrafia causa inveja. Como sacerdote foi muito zeloso da igreja de Santo Antonio e do culto divino. A Matriz atual é obra dele e de sua família. Dotou-a do que melhor havia na época. Monsenhor Coutinho também cometeu erros, basta ter sido político: "Quem não era Coutinho, dizem, era coitadinho", mas, também, deixou uma memória abençoada. 
Borba, atualmente em decadência, com uma população de 400 almas, possui uma das maiores e das mais belas igrejas do Amazonas, com boas alfaias, bonitos paramentos, grandes e lindas imagens. O Senhor Morto de 1,70m comove. O Coração de Jesus, de 1,20m é, talvez, a mais bela imagem da diocese. A Igreja de Borba é um lugar querido de Deus. Todos os que nela entram, sentem-se envolvidos por um ambiente de piedade e unção. 
Estão eretas na matriz o Apostolado da Oração, agregado em 5 de junho de 1937, a Arquiconfraria do Rosário, canonicamente fundada em 5 de julho de 1938, e a Pia União de Santo Antonio, instituída em 1940. 
Sendo a Igreja de taipa, com os anos algumas paredes abateram. Ocorrendo o 2° centenário de Borba e de sua elevação à Vila (1755 a 1955 e 1756 a 1956), para comemorar dignamente essa data histórica, o vigário iniciou a restauração da secular Matriz, marco mais antigo do Cristianismo e da civilização do Rio Madeira e talvez do Amazonas. 
A fachada principal quase pronta, estaria ladeada por duas altas torres se não fosse a carência do material. Do mesmo modo, a fachada lateral do poente com o transepto e a cúpula, remate e coroa do edifício estariam adiantados se além da falta de material e de transporte, não houvesse tudo encarecido espantosamente. 
Confiando na Divina Providência e na proteção de Santo Antonio. Todos têm como certo que nas festas bicentenárias de 1955 e 56, Borba possuirá a mais bela igreja do interior do Amazonas.

Pe. Bento José de Souza
Vigário de Borba

domingo, novembro 01, 2015

SANTUÁRIO DE BORBA (1)

Reproduzo o folheto Histórico da Igreja de Santo Antonio de Borba. Este folheto, sem identificação expressa de autor, foi serviço da Imprensa Oficial, em Manaus, deduzindo-se da sigla D.I.O. 1946, gravada na capa.

Igreja de Santo Antonio de Borba (reprodução)


A Igreja de S. Antonio de Trocano, hoje cidade de Borba, foi fundada, segundo o padre Serafim Leite, em História da Companhia de Jesus, “ao mesmo tempo que a missão homônima, pelo jesuíta padre João de Sampaio, o maior missionário do Rio Madeira, cujo nome se perpetua na limnografia da região com o Lago do Sampaio ou o lago do Padre Sampaio." 
Até 1740, existia Santo Antonio das Cachoeiras, mas, às instâncias dos superiores do Pará, para que fosse a sede das Missões do Madeira transferida para mais perto, já em 1743, surge Trocano, sob o mesmo orago, Santo Antonio. De 1741 a 1743, não há catálogos jesuíticos. Provavelmente, ou desapareceram durante a perseguição pombalina ou depois, pela desídia dos zeladores do Arquivo do Pará (Artur Viana, Anais do Pará IV, p.302) ou talvez não tenham sido escritos no período desses dois anos, visto a incerteza do estabelecimento definitivo nesses anos da sede da missão. 
Segundo Silva Araújo (pp. 62 e 63), a missão estabeleceu-se provisoriamente depois das Cachoeiras, na foz do Jamari, em Canuã no Ji-Paraná, na foz do Baeta e, por último, em Borba. 
Em 22 de Janeiro de 1743, falece Sampaio no engenho de Ibirajuba, tendo baixado de Trocano, já alquebrado. Substituiu-o como Superior, o padre Manuel Fernandes. Em 1744 é Trocano sede da missão. Em 1751, padre Aleixo Antonio S.J. trouxe para ela muitas índios do Rio Negro. Já tinha boa casa de residência para os padres. 
Em que mês tenha-se dado início aos trabalhos da fachada da igreja, não sabemos. O local da primeira igreja, parece ter sido o mesmo da de hoje e está com a fachada voltada para o igarapé, porto de então, onde ficavam em seguro as canoas e outras embarcações. 
A igreja atual, porém, não é mais a primeira, construída pelos jesuítas nem a que talvez fosse edificada para Matriz, quiçá por ordem de Mendonça Furtado. 
D. Frei Caetano Brandão, bispo do Pará, que de 19 a 21 de setembro de 1788, esteve em Borba, em visita pastoral, referindo-se à igreja escreve em suas Memorias: “A mesma Igreja está coberta de palha, as paredes esburacadas e negras; o pavimento de terra solta; os altares nus e com bastante indecências, pobríssima de ornamentos e alfaias”. 
No tocante à igreja espiritual diz: “Em tudo a mesma deformidade...”. Nos assentamentos de batizados de outubro de 1838 até 1840, lê-se: "na paroquial igreja do glorioso Santo Antonio de Araretama."
Atenuados os estos de nacionalismo exaltado, que por alguns anos grassou por toda a Amazônia, Borba voltou a ser chamada pelo seu antigo nome.
Assim, no fim dos assentamentos de 1840, o Visitador Silva (não sabemos se regular ou se diocesano), escreve: Visto em ato de visita... Borba, 18 de maio de 1840. 
Nos assentamentos de batizados até 28 de maio de 1853 o Vigário Colado Antonio Ferreira da Silva Franco escreve: "nesta paroquial Igreja de Santo Antonio de Borba." Em 25 de junho do mesmo ano, de 1853, o mesmo vigário escreve: "em uma capela ereta, em casa particular, por se achar, a Matriz arruinada... logo no seguinte assentamento, feito aos 30 de agosto de 1853, o mesmo vigário colado escreve: “em a casa que serve de Matriz”.
Em 23 de dezembro de 1869 ocorre o primeiro assentamento: "nesta paroquial igreja de Santo Antonio de Borba." O vigário interino, padre Francisco Benedito da Fonseca Coutinho. 
Em 1861, o engenheiro J. M. da Silva Coutinho, no relatório sobre alguns lugares da província do Amazonas, especialmente do Rio Madeira, tratando de Borba, escreve: "A Matriz atualmente em construção tem 50 palmos de frente, por 150 de fundo. Serve de matriz uma casa particular, acanhada, com alpendre para poder acumular os fieis... há por enquanto a coberta de telha e os moirões formando o esqueleto das paredes. O teto foi mal construído e, por isso, abateu em alguns pontos. Aconselhei ao vigário, que mandasse fazer 4 tesouras para evitar a ruína de todo o edifício"... De fato a igreja atual é muito larga, para o telhado. 
Mons. Coutinho, anos depois da estada do engenheiro J. M. da Silva Coutinho, a fim de evitar a ruina da igreja, mandou construir arcadas de boa alvenaria pelo mestre português Antonio Joaquim Pereira, que faleceu em Borba a 11 de fevereiro de 1939. (segue)

sexta-feira, outubro 30, 2015

IGREJA DE SANTO ANTONIO DE BORBA

Registro minhas homenagens aos amigos Marius Bell e Otávio de Borba, com a reprodução do folheto Histórico da Igreja de Santo Antonio de Borba. Este folheto, sem identificação expressa de autor, foi serviço da Imprensa Oficial, em Manaus, deduzindo-se da sigla D.I.O. 1946 existente na capa.
Foto montagem da Igreja e a estátua do padroeiro 

A reprodução será feita em capítulos. Desde já, porém, concito o secretário de Cultura de Borba a reproduzir este folheto. Obviamente que após os reparos necessários e, se for plausível, acrescido da nova fase da história eclesiástica borbense.

No entanto, ao final do texto, encontra-se a assinatura do então padre Bento José de Souza, que foi vigário dessa paroquia. Assim pela datação e pelo texto final, creio que lhe cabe a autoria: “Confiando na Divina Providência e na proteção de Santo Antonio. Todos têm como certo que nas festas bicentenárias de 1955 e 56, Borba possuirá a mais bela igreja do interior do Amazonas.”

De fato, em junho de 1956, o arcebispo do Amazonas, dom Alberto Ramos, presidiu as solenidades em Borba. Para abrilhantar as celebrações levou os seminaristas e alguns padres. No círculo desses candidatos ao sacerdócio, eu estava presente. Devo acrescentar que conheci o cônego Bento desde essa data até seu falecimento.

Antes da transcrição, um pouco sobre este saudoso sacerdote. Bento nasceu em 2 de maio de 1890, em Cairu-BA (município-arquipélago, formado por 26 ilhas, possui a Igreja e Convento de Santo Antonio, construído a partir de 1653).

Recebeu a ordenação sacerdotal, em Salvador, a 30 de novembro de 1914. Foi cumprir seu ministério em Itajuípe (BA), onde construiu a Igreja do Sagrado Coração e conquistou o povo. Tanto que seus restos mortais foram, por exigência dos itajuipenses, transladados para esta igreja.
 
Recorte do Jornal do Commercio, 31 outubro 1971

Vindo para o Amazonas, acredito que no governo eclesiástico de Dom Basílio Pereira (1925-41) igualmente baiano, foi nomeado vigário das paróquias de Maués e de Borba em 1936. Como seria penoso para um sacerdote cuidar de duas comunidades em municípios tão distantes, em distâncias amazônicas. Dessa maneira, Pe. Bento atendeu aos católicos de Maués por dois anos, para prosseguir apenas na paróquia de Borba.
Daí a explicação para este folheto e as mencionadas festas jubilares.

Manteve sua vida religiosa em Borba, onde também construiu a igreja em homenagem ao padroeiro, hoje elevada ao grau de Santuário. Hoje, devidamente embelezado com a imagem de Santo Antonio de Borba, um elevado labor artístico de Marius Bell.

Cônego Bento retirou-se de Borba para Manaus já adoentado, onde faleceu em 1965, aos 75 anos.