CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

5 de maio de 2018

VELHOS TEMPOS

Foto do autor do post, de hoje
Julgo necessário um aperitivo para justificar este post. 1) No fundo, reconheço, sou um seguidor de André Jobim que, em sua coluna Velhos Tempos, relembrava, republicava textos de periódicos locais.  2) A rua Marechal Deodoro segue no mesmo espaço do Centro Histórico, todavia, trocou a presença de central de grandes firmas, escritórios, agências bancárias por lojas de confecções exclusivamente, daí o epiteto de “rua do bate-palmas”.
3) A loja de Antonio M. Henriques aqui mencionada é um exemplo: desfigurada, hoje pertence à colônia árabe, vendendo confecções.
4) De três personas citadas nesta postagem tive referências pelos seus filhos: Raimundo Filgueiras, que dirigiu o Banco de Crédito da Amazônia, hoje Basa. Seu filho, Ângelo Filgueiras, foi prefeito de Manacapuru. 5) O filho de Romeu Pimenta de Medeiros foi comandante da Polícia Militar do Amazonas, e deste tenho recebido informações sobre o saudoso genitor, que morou por anos na av. Joaquim Nabuco. Saúde, Medeirão! 6) André Jobim teve dois filhos servindo na Polícia Militar do Estado – o médico Fred e o combatente Roosevelt.

 





Na rua Marechal Deodoro, aonde está hoje a Loja e o escritório de Antonio M. Henriques, foi por muitos anos a Agência do Loide Brasileiro. Seu gerente naquela época, era o velho Trajano Mota, tendo como chefe de Escritório o nosso amigo Raimundo Filgueiras, hoje gerente da Agência do Banco do Brasil. Caixa era o Romeu Pimenta Medeiros, estudante de Agronomia e, consequentemente, colega de nosso Crisanto Jobim; chefe de Tráfego, o incansável Ernesto Pereira, irmão do desembargador Sadoc Pereira, homem afeito ao trabalho e amigo sincero de seus colegas; os demais auxiliares eram Sra. Adalgisa, esposa do Sr. Manoel Saraiva de Araújo, Clovis Catarino e Anselmo Lopes de Sousa, um dos velhos auxiliares que ainda hoje trabalha na Agência  sob a direção do nosso amigo Joaquim Sousa de Araújo –  o Quincas...
E talvez alguém ainda se lembre do “Macaca caiu”, tipo popular da meninada, o “Mascarado”, amigo dileto do Oliveira, dos Correios, da preta “Carolina”, a primeira mulher no Amazonas a usar calças de homem, afeita ao trabalho e dedicação aos seus filhos... Tudo isto passou e é comum naqueles que vão envelhecendo...