CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

domingo, janeiro 03, 2016

ENCONTROS SOCIAIS

Os motivos são diversos: familiares, políticos, religiosos, folclóricos, de lazer

Folclore no Seminário São José

Ideal Clube

Deputado federal Josué Claudio de Souza

Diante do aeroporto de Ponta Pelada
Padre Carlos, em São Raimundo


Prefeito Jorge Teixeira no Parque Amazonense

Natal em residência de pessoa da família

sábado, janeiro 02, 2016

LEOPOLDO NERY DA FONSECA JR.

A cena da marcha dos 18 do Forte de Copacabana, em 1922, é contundente. Esse pequeno número de militares rebeldes investem contra o Governo Federal, e são dominados, mas alguns anos depois, veio o sucesso, com a posse de Getúlio Vargas, em 1930.

O nome dele não aparece entre os dezoito, porém, Leopoldo Nery da Fonseca Junior participou dessa revolução. Nascido em Manaus, filho de militar, esteve comprovadamente envolvido no movimento tenentista. A documentação disponível comprova a atuação deste amazonense neste e em outros distúrbios. 
Mesmo abreviadamente, espero comprovar tanto com a postagem.

Leopoldo Néri [ou Nery] da Fonseca Júnior nasceu em Manaus (AM), em 27 de julho de 1887, filho de pai homônimo, que era oficial do Exército, tendo servido nesta capital, e de Joana Basto Nery. Sentou praça no Exército em 1901, tornou-se aspirante em 1908 e foi sucessivamente promovido a segundo-tenente (1909), primeiro-tenente (1914) e capitão (1919). Alcançou o posto de tenente-coronel, ainda que na reserva.
Para tanto, estudou no Ginásio Pernambucano (1900-03) e na Escola Militar de Porto Alegre (1906-08). Além disso, concluiu o curso de Ciências Físicas e Matemáticas, ou seja, de Engenheiro Militar pela Escola de Realengo (1911). 
Ainda em 1911 (16 de março) casou-se com Lucila Gomes da Silva, nascida em 1895 (filha de Francisco Gomes da Silva e de Victoria Augusta Gomes da Silva), na cidade do Rio de Janeiro. Desconheço se deixou descendência.
 Em 5 de julho de 1922, participou do levante do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, deflagrado em protesto contra a eleição de Artur Bernardes para a presidência da República e as punições impostas aos militares pelo governo de Epitácio Pessoa. Não chegou, porém, a participar da Marcha dos 18 do Forte pela praia de Copacabana, por ter sido incumbido de vigiar o general Bonifácio da Costa, comandante do 1º Distrito de Artilharia da Costa, que estava detido no forte. 
Debelada a revolta no mesmo dia, foi preso e enviado para o Hospital Central do Exército, de onde conseguiu fugir. Reintegrou-se então ao movimento tenentista, conspirando sob os cognomes de Marcos da Frota e Clóvis Garcez. Preso novamente, mais uma vez conseguiu evadir-se.
Em 2 de maio de 1925, junto com outros oficiais, atacou o quartel do 3º RI (Regimento de Infantaria) na Praia Vermelha, no Rio, visando a conquistar seus efetivos para uma marcha sobre o Palácio do Catete, sede do Governo Federal. O golpe fracassou logo na fase inicial, com a debandada dos soldados do 3º RI. Durante a rápida troca de tiros, morreu o 2º tenente de artilharia Luiz Venancio Jansen de Melo, um dos rebelados. 
Em 1928, Nery foi condenado a um ano e quatro meses de reclusão pelos acontecimentos de 1922. Na fase de preparação da Revolução de 1930, foi convidado para a chefia militar do movimento em Minas Gerais, em substituição ao coronel João Maria Xavier de Brito, gravemente doente. Aceito o convite, demitiu-se do cargo de diretor da 4ª Seção das Obras de Saneamento, em Campos (RJ), e rumou para Minas Gerais. 
Segundo seu próprio relato, às vésperas da eclosão do movimento recebeu de Lindolfo Collor [pai do atual senador Collor de Mello], um dos líderes gaúchos da revolução, uma missão secreta que exigia sua presença na Capital Federal. Assim, encarregou Aristarco Pessoa de substitui-lo nas suas funções em Minas Gerais. Sua ausência de Minas durante a revolução deu margem a que fosse acusado de traição, o que, entretanto, foi desmentido posteriormente por vários revolucionários, como Virgílio de Melo Franco, José Antônio Flores da Cunha e Aristarco Pessoa. Todos confirmaram a existência da missão de Nery na Capital Federal, sem que, entretanto, tenha sido revelada sua finalidade.
Com a vitória da Revolução de 1930, foi promovido a major em 15 de novembro do mesmo ano e, logo depois, nomeado ajudante de ordens de Afrânio de Melo Franco, no Ministério das Relações Exteriores.
Em 1932, combateu a Revolução Constitucionalista em Mato Grosso. E no ano seguinte, foi eleito suplente de deputado à Assembleia Nacional Constituinte, na legenda da Aliança Trabalhista Liberal do Amazonas. 
Em 1934, escreveu a obra Agora, eu!: defesa do major Nery da Fonseca. Além deste, publicou Fronteiras do sector sul (Rio: Editora Cruzeiro do Sul Ltda., 1935) e Geopolítica (Rio: 1940). 
Para saber mais sobre o movimento tenentista, -- no qual se encontra a participação do nosso conterrâneo Nery da Fonseca, consultar de Isabel Lopez Aragão - Da Caserna Ao Cárcere: uma identidade militar-rebelde construída nas prisões (1922-1930). Jundiaí: Paco Editorial, 2012.


sexta-feira, janeiro 01, 2016

ANIVERSÁRIO DE BORBA

Abaixo, meu presente para a cidade. Trata-se de um texto publicado em periódico de 1956, que descreve a iniciativa do Clube Filatélico local (ainda existente), que providenciou ainda que tardiamente a emissão de selos postais para celebrar o bicentenário de Borba.

Esclareço que esse tipo de material postal deve ser providenciado com bastante antecedência, que não aconteceu no caso. Daí não acreditar que o falecido Pereira da Silva, apesar de membro da Câmara Federal, tenha conseguido êxito. Como ex-filatelista, e conhecedor de catálogos de selos brasileiros, sei que não existe selo brindando aquela efeméride.

Não sei indicar a razão, porém os festejos de então ocorreram em junho. Já relatei esse episódio em outra postagem. Estive presente às celebrações, que ocorreram na festa do padroeiro – 13 de junho. Presente a cúpula da igreja católica, cujo arcebispo, Dom Alberto Ramos, conduziu padres e seminaristas para solenizar a festa. Era pároco de Borba, o lembrado cônego Bento José de Souza.

Verdade que hoje, primeiro dia do ano, a cidade de Borba, a mais antiga do Amazonas, celebra seu aniversário. E as festas espalham-se pelos barrancos borbenses marcando a efeméride.

Salve Borba!

 
Recorte do extinto jornal A Gazeta, de Manaus
Iniciativa louvável do Clube Filatélico do Amazonas
Pedida a colaboração do deputado Pereira da Silva para a iniciativa (*)

A cidade de Borba festejará em junho vindouro o seu segundo centenário de fundação, para cuja solenidade inúmeros são os preparativos que ali se vêm fazendo.
Hoje, a nossa reportagem conversando com o Sr. Alexandre Chaves da Silva, presidente do CFNA (Clube Filatélico e Numismático do Amazonas), teve a oportunidade de saber que esta entidade pleiteará junto ao deputado federal Pereira da Silva, a apresentação de um projeto de lei autorizando a emissão de dois selos comemorativos àquele centenário.
O ofício que o CFNA dirigiu ao deputado Pereira da Silva está assim redigido:

Exmo. Sr.Vimos à presença de V. Exa. solicitar sua merecida atenção para o assunto que passamos a expor em linhas abaixo: 
2. Devendo realizar-se no próximo mês de junho, na cidade de Borba, os festejos comemorativos de seu 2º Centenário, o Clube Filatélico e Numismático do Amazonas, parte integrante dos festejos, vem solicitar a V. Exa. se digne apresentar um projeto de Lei, na Câmara Federal, no sentido de ser autorizado a emissão de dois selos comemorativos assim discriminados: Cr$ 0,60 e Cr$ 1,20. 
3. O selo de Cr$ 0,60 será representado pela sua Igreja Matriz e o de Cr$ 1,20 representando um jesuíta e dois índios. Justificando as nossas sugestões, desejamos adiantar à V. Exa. que a referida igreja foi um dos baluartes durante a Guerra dos Cabanos, quando a mesma serviu de forte, hospital de sangue e abrigo das famílias fugitivas, que procuravam refúgio.
O segundo, tem sua justificativa, uma vez que Borba deve toda a sua civilização e colonização aos Jesuítas que, juntamente com padre João Sampaio, seu fundador, subiam os rios do Amazonas, em busca de índios para aquele núcleo recém fundado.    
4. Carimbo comemorativo – Alusivos em todas as comemorações e centenários, também solicitamos a sua valiosa interferência junto ao Exmo. Sr. Diretor Geral dos Correios e Telégrafos para que, seja autorizado a confecção de um Carimbo obliterador, redondo, usual para comemorações, em metal e para tinta preta. 
5. Queremos frisar, outrossim, que no caso de aprovada e autorizada essa nossa solicitação, sejam os selos e o respectivo carimbo enviados à Diretoria dos Correios e Telégrafos do Amazonas em tempo não além do dia 25 de maio, uma vez que há necessidade de os mesmos serem remetidos à cidade de Borba, com o tempo necessário para o seu lançamento no dia do Centenário. 
6. Na expectativa de uma honrosa atenção para esse pedido, colocamo-nos à disposição de V. Exa. para ulteriores entendimentos, sobre o que ficamos no aguardo de uma breve contestação. 
Antecipadamente gratos, subscrevemo-nos com estima e apreço.
(*) A Gazeta, 3 de fevereiro de 1956

ANO NOVO 2016

Novamente viramos o ano! Com as tão costumeiras festas e os tantos minutos de fogos dos mais variados espectros. É momento para os cumprimentos tanto pessoais quanto os expedidos por via da internet, ou seja, o abraço virtual que se espalha com a velocidade do som ou da luz. 

Até eu me sirvo desse meio parágrafo para cumprimentar os amigos espalhados pelo planeta. Não se trata de esnobismo, afinal o Blog do coronel Roberto, vez por outra atravessa os ares virtuais para ser captado no outro lado do Mundo.

Assim, aproveito para registrar com a verdade que cabe aos amigos meus votos de Sucessos e de Conquistas neste 2016. Que seja de conquistas profissionais e familiares para você e para os seus mais próximos.


Valdineia, Manoella, Beatriz e Roberto, em Icaraí-Niterói
A foto relembra um dos meus encontros com os fogos na passagem de ano, curtidos na Praia de Icaraí, em Niterói, Quando, confesso, senti o esplendor e a profusão das luzes coloridas.
Feliz Ano Novo