CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

sexta-feira, setembro 03, 2010

Chá do Armando

Nova sede do Chá do Armando
A confraria do Chá do Armando, refrescante encontro de amigos do Armando de Menezes, acaba de inaugurar um novo espaço. Agora o encontro acontece no Sebão, de Antonio Diniz, situado na rua Joaquim Sarmento quase esquina da rua Saldanha Marinho.
Ali funciona o maior sebo de Manaus, onde você  encontra o maior estoque de livros usados. O sebo funciona no horário comercial, e o Chá, na sexta-feira, após o expediente.

Sergio Pereira, Almir Diniz, Armando de Menezes e Zemaria Pinto
entre livros e uisque
Venha prestigiar, ou melhor, bebericar, tudo no gratuito.

quinta-feira, setembro 02, 2010

Eleição acadêmica


A Academia Amazonense de Letras marcou para 29 de setembro, quarta-feira,  eleição para escolha do substituto do falecido Narciso Lobo. Na condição de candidato, tomo o espaço para divulgar a opinião de um amazonense realizado na cidade do Rio de Janeiro.
Lamento, ele não é acadêmico. Mas, você pode comentar e divulgar entre os eleitores. De qualquer maneira, meus agradecimentos.
Um acadêmico nato

Rogel Samuel



Roberto Mendonça
Leio que Roberto Mendonça é candidato a uma vaga na Academia Amazonense de Letras. Ninguém melhor do que ele pode servir à Academia do que ele. Conheci-o há anos, na biblioteca da UFAM, em Manaus, na rua Ramos Ferreira. Ele já pesquisava os textos dos antigos acadêmicos: Ramayana de Chevalier, Genesino Braga etc.
Ele sabia que eu fui o primeiro a colocar na Internet os autores daquela época de ouro da AAL: Álvaro Maia, Péricles Morais, João Leda. Ele sabia do meu gosto pelos autores amazonenses: André Araujo, Hemetério Cabrinha, Mavignier de Castro, João Nogueira da Mata, Pe. Nonato Pinheiro, Moacyr Rosas e tantos outros.
Tivemos grandes prosadores, antes dos grandes poetas do Clube da Madrugada.
Mas um livro em particular logo nos uniu naquele dia: “Aparição do Clown”, de L. Ruas. Eu só tinha um xerox do livro, mas mesmo assim consegui colocar o livro no meu site, tempos depois.
Roberto Mendonça tem tudo para entrar na academia, vários livros importantes.
E, principalmente, amor pela literatura amazonense.

quarta-feira, setembro 01, 2010

QUARTA LITERÁRIA




Professora Lúcia Tinoco
Na noite de hoje, ocorreu mais uma edição da Quarta Literária, realizada na Livraria Valer. Iniciativa dos poetas Tenorio Telles e Zemaria Pinto, essa atividade já completou onze anos reunindo pessoas interessadas nas artes. Assim, inumeras palestras foram realizadas naquele espaço cultural.

Neste ano, porém, a direção imprimiu nova orientação para os temas. As mulheres falariam sobre as mulheres, ou seja, as palestrantes discorreriam sobre as artistas da palavra, do verso, do pensamento.

Hoje, Diálogos sobre a contística de Astrid Cabral foi o tema desenvolvido pela professora Lúcia Tinoco.

Poeta Tenorio Telles enfrenta a dúvida



O espaço estava lotado, como sempre acontece. Mas, a presença de bom público ocorria por outro excepcional motivo: a comemoração antecipada do aniversário de Tenorio Telles, que ocorre amanhã, 2.
Parabéns, grande mestre!

Centenário do Corinthians

Salve o Corinthians, campeão desde 1910...
Você já percebeu que eu pouquissimo entendo do clube "mais querido de São Paulo". Perdão.
Benayas, 2005
Para reparar esta afronta, convidei o mais antigo corintiano em Manaus. Duvido que algum "louco" possua carteira de sócio e desde 1945 padeça dessa loucura. Parabéns, Benayas. Prometo a você que, até o proximo centenário, estarei com o hino na "ponta da lingua". 


POR QUE EU SOU CORINTIANO?

Benayas Inácio Pereira *

Transcorria o ano de 1910. Um time inglês de nome Corinthians excursionava pelo Brasil e, com as goleadas histórias que aplicava em seus adversários encantava a todos que o vissem atuar. No bairro da Mooca existia um velódromo e os “artistas” da bola faziam mais uma apresentação.


Cinco jovens, (Joaquim, Carlos, Rafael, Antônio e Anselmo) amantes do futebol assistiam impressionados àquele jogo. Extasiados, os rapazes alimentaram a ideia de montar um time que fosse tão bom ou melhor que a esquadra europeia. Marcaram um encontro para o dia 1.º de setembro. O local seria na esquina da rua José Paulinho com rua da Graça, no bairro do Bom Retiro, reduto de italianos àquela época, uma vez que hoje, o local é predominantemente ocupado pela colônia judaica na venda de roupas e tecidos. Fizeram a maior propaganda do encontro e convidaram quem quisesse ir, mas apenas 13 pessoas compareceram. O motivo foi o frio intenso que fazia e os lampiões de gás eram insuficientes para o aumento da temperatura. Mesmo assim, delinearam o projeto e aos poucos o sonho começava a sair do papel para se tornar uma realidade. O nome do clube seria S. C. Corinthians Paulista em homenagem ao time inglês. Nas imediações havia um lugar ermo que serviria para se fazer um campinho de futebol. Ninguém poderia em sã consciência imaginar que aquelas 13 pessoas se transformariam em centenas, milhares, milhões de adeptos espalhados pelos quatro cantos do Brasil e pelo mundo afora. De lá para cá o time não parou de crescer.


Em 1913 disputou seu primeiro campeonato e no ano seguinte, de maneira invicta, se tornaria pela primeira vez Campeão Paulista. O Corinthians conquistou três vezes o tricampeonato. No primeiro deles em 1922, 23 e 1924. É considerado o Campeão do Centenário por ter sido campeão em 1922, ano do centenário da Proclamação da República.


Depois de várias conquistas e esforço supremo, em 1926, foi inaugurado o Estádio Alfredo Schurig, no Parque São Jorge, mais conhecido por Fazendinha. No jogo de estreia, o Timão empatou com o América do Rio de Janeiro por 2 x 2.


Entre as conquistas mais expressivas do clube estão: Título de primeiro campeão da Constituição Federal em 1937, vencedor do primeiro campeonato da Federação Paulista de futebol, em 1941; campeão do IV Centenário da cidade de São Paulo, em 1954; campeão do Jubileu de Diamante da Federação Paulista de Futebol, em 1977. Em 1988, outro campeonato importante: o do I Centenário da Abolição. No ano de 2000 o Corinthians conquistou o primeiro campeonato mundial interclubes patrocinado pela Fifa.


Vou omitir nomes de grandes jogadores que passaram pelo Corinthians, pois isso me obrigaria a escrever diversas páginas. Agora no Centenário do Corinthians um novo sonho está para se tornar realidade: Um estádio de futebol que será usado para a abertura da Copa do Mundo de 2014.


Em resumo, esta é uma história iniciada em 1910 e, que para mim começou em 1945, quando fui assistir ao jogo Corinthians 2 x 1 São Paulo no Pacaembu, ainda com a concha acústica e sem as famigeradas torcidas uniformizadas. Bons Tempos! É uma história com final feliz. Minha carteira de sócio n.º 249.529 atesta bem esta paixão desenfreada que sinto pelo Corinthians.


Poxa! Esqueci-me de dizer por que sou corintiano.
Benayas é poeta e cronista.

benayas_poeta@hotmail.com