CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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segunda-feira, junho 09, 2025

BARREIRINHA: CENTENÁRIO


Aproveito a efeméride deste município, que guarda com entusiasmo a obra de um dos maiores poetas deste Amazonas e, efetivamente, reconhecido no mundo: Thiago de Mello. Parabenizo-o com o poema deste, endereçado ao saudoso poeta Jorge Tufic, escrito em Barreirinha e publicado no extinto mensário O Muhra, em 1998, de responsabilidade da secretaria de Educação e Cultura.


 

sexta-feira, janeiro 19, 2024

DIÁRIO OFICIAL TAMBÉM ERA POESIA

 Em nossos dias, o órgão oficial do Estado é um maçante desfilar de exclusivas decisões dos Poderes Estaduais. Nem sempre foi assim. Na década de 1980, o DOE encartava um caderno literário, como o recorte que aqui vai publicado. A página trazia um poema do saudoso poeta Alcides Werk (1934-2003), ilustrado pelo artista Van Pereira.


O poema vai transcrito abaixo:

NA PRAIA DA PONTA NEGRA

Alcides Werk

Às vezes tenho vontade

de andar de jeans, ser moderno,

fazer versos esquisitos,

gerar palavras estranhas,

somar asfalto com lua,

misturar brigas de rua com rosa, com cal e mar.

Mas, quando te sonho nua

na Praia da Ponta Negra,

com gestos de pré-amar,

todo o meu ser se acomoda,

e eu volto a ver-me menino

que sonhara ser poeta

em noites de romantismo,

e, conquistado, me esqueço

das conquistas que faria:

minha alma mansa flutua

nas águas pretas do rio

e esvoaça sobre a tua

como um pássaro no cio...

 

Ilustração – Van Pereira

domingo, outubro 27, 2019

POESIA NO DOMINGO




O saudoso L. Ruas – padre-poeta – sob o pseudônimo de Calvero, disputou em 1970 um concurso literário de Poesia, promovido pelo Governo estadual, e venceu. Deve ter recolhido o prêmio financeiro, mas olvidou, ou abandonou, a publicação. Somente quinze anos depois, por dedicação de seus amigos, a obra foi impressa com o título de Poemeu, ou o (meu) sentir dos outros.

Os originais (datilografados) encontram-se na Biblioteca Pública central, onde recolhi este, que sem título, segue reconhecido por A égua. Aliás, sua relevância deve ter inspirado o autor da capa, Van Pereira, e o editor, que o fixou na quarta capa.