CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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segunda-feira, janeiro 08, 2024

RÁDIO: NOTÍCIA + QUE CINQUENTENÁRIA

 Trata-se da Rádio Tropical, a primeira emissora em FM (frequência modulada) no país, instalada em Manaus pela família Malheiros na rua José Paranaguá. A emissora segue funcionando, agora sob o título de Rádio CIDADE 99.3, em novo endereço: Rua Gabriel Gonçalves, Aleixo. Porém, mantém o slogan fabuloso: "Se a Cidade não deu, nada aconteceu".

O recorte ilustrativo foi retirado de matutino local. Nele se vê a equipe desportiva e a convocação de amazonenses para a partida de futebol entre Fast Clube vs Olímpico, em novembro de 1969.




 

sábado, novembro 12, 2022

CENTENÁRIO DO RÁDIO NO BRASIL

 Os Correios lançaram em 7 de setembro passado o Bloco comemorativo do Centenário do Rádio no Brasil. A lembrança passou despercebida, talvez pelo rebuliço político que a data ensejou. As rádios de Manaus, para ficar na margem esquerda do rio Negro, não observaram o calendário. Os filatelistas igualmente perderam o bonde, não houve, pois, qualquer repercussão.

Compartilho abaixo parte do Edital 13/2022 que acompanha o lançamento do bloco, ao ser observado pelo filatelista Bargas sobre a presença de Manaus no texto. A primeira estação de FM – em estéreo – do Brasil e da América do Sul foi instalada na rua José Paranaguá, por iniciativa do seu Malheiro, intitulada de Rádio Tropical, hoje Cidade 99,3 situada na rua Gabriel Gonçalves, 150 Aleixo.

 


Centenário do Rádio no Brasil

Em 1922 aconteceu, no Rio de Janeiro, capital federal, as celebrações pelo centenário da Independência do Brasil. Festividades que ocorreram de 7 de setembro daquele ano até 24 de julho de 1923. Para marcar a data, a cidade passou por grandes obras. O Morro do Castelo foi aterrado, criando uma extensa área sobre o que antes era mar. Surgiram dezenas de pavilhões, que enalteciam a indústria brasileira, o comércio, a agricultura, as grandes invenções e as nações amigas ao Brasil. Tudo compunha a grande Exposição do Centenário. Um modelo igual ao das gigantescas exposições mundiais. (...)

Em 1950, a TV chegou ao Brasil e o rádio teve de encontrar novo caminho, uma vez que gradativamente passou a dividir a atenção com o novo meio. Em 1955, Anna Khoury criou a primeira emissora em FM, a Rádio Imprensa. A música ganhou mais espaço, dos calouros de Ary Barroso e Chacrinha, à animação de Big Boy e a “Jovem Guarda”. Fomos da Bossa Nova à "Era Disco".

Em 1962, nasceu a ABERT -Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e o setor de radiodifusão ganhou maior representatividade.

Em 1966 foi inaugurada a Rádio Tropical FM, de Manaus, sendo a primeira rádio do Brasil e da América do Sul a operar em FM estéreo.

Em 1967, foi criado o Ministério das Comunicações. (...)

sábado, novembro 23, 2019

FRANCISCO MALHEIROS


Não sei se estou embolando o meio de campo. Seguinte: ouvi muito falar de Francisco Malheiros, que fora fundador da Rádio Tropical, a primeira FM da capital, com estúdio na rua José Paranaguá, após o cruzamento com a avenida Joaquim Nabuco. Eu residia na Praça Ribeiro Junior, um logradouro ali próximo, então existente nos fundos do quartel da Polícia Militar.
Com a evolução da radiofonia local, esta emissora foi transferida para o Aleixo (na rua do Garajão), agora com a denominação de Cidade (FM 99,3). Quem lembra do slogan: “se a Tropical não deu, nada aconteceu!”
Em dias passados, catando subsídios em jornais de antanho, encarei a publicação que abaixo compartilho. Confesso que fiquei aturdido com a descrição, parecendo-me estapafúrdia, porém... fica o registro.

Jornal do Commercio,
13 novembro 1969

Dr. FRANCISO MALHEIROS
Cientista Amazonense  

Faz anos na data de hoje o cientista amazonense, de renome universal, dr. Francisco Malheiros cientista dotado de uma bondade invulgar, coração humilde, singelo nas suas atitudes, sereno nos seus pensares, regula sua inteligência para todos aqueles que o procuram.
Tem se dedicado nestes últimos tempos a diversas curas das terríveis enfermidades, que assolam o mundo inteiro dia a dia e não se cura, só vemos grandes vigaristas, na maioria alcunhados de “cientistas”, ganharem o tal prêmio Nobel. Chama-se a isso política do mais forte. É o que está acontecendo atualmente nesse tal prêmio Nobel, política de uma nação para outra.
Aí não existe ciência, existe o tal apadrinhado. Nosso cientista há uns vinte anos concorre ao tal Prêmio Nobel com uma das suas fórmulas extraída da flora amazonense, que é tão poderosa, ao mesmo tempo curar câncer e a leucemia.
O nosso cientista, porém, depois de receber a confirmação e mandarem buscar a sua biografia, dizendo que o seu preparado havia sido aprovado, até agora nenhuma notícia mais teve. Assim como as moscas “tsé-tsé” continuam a matar os infelizes pretos na África, assim também nós brasileiros nunca poderemos ganhar porque não sabemos bajular uma fórmula falsa por uma verdadeira, e é o que fazem atualmente os “cientistas vigaristas”, enquanto as doenças continuam. O nosso cientista não poderá ganhar nunca porque só prevalecem o “quatro grandes”, os cientistas dos países pequenos ficam esquecidos, o que eles fazem não é levado em conta.
Desejamos muitos cumprimentos ao feliz aniversariante, cientista dr. Francisco Malheiros, e a continuidade nos seus estudos para o bem da humanidade sofredora e em honra da terra que deu o berço – o Amazonas.

sexta-feira, setembro 06, 2019

MANAUS E SEU FUTEBOL


Dois aspectos do nosso futebol: 1) detalhe do Parque Amazonense e 2) o banner da equipe de narração da Rádio Tropical FM (Frequência Modulada).

Jornal do Commercio (18 agosto 1970)

A história do Parque é deveras conhecida, porém, resumidamente provém do circuito de corrida de cavalos, existente no local no início do século passado. Tanto que à sua entrada havia a escultura da cabeça de um equino (ainda se encontra no mesmo local). Esse estádio de futebol funcionou até a inauguração do Vivaldão, ou um pouco adiante. A foto compartilhada do Jornal do Commercio (18 agosto 1970).



O outro aspecto é o banner ou cartaz (foto) indicativo da equipe esportiva da Rádio Tropical FM, compartilhado do Diário da Tarde (17 setembro 1969), na ilharga, portanto, do cinquentenário. Trata-se da primeira FM de Manaus, em 99.3 FM. À época, funcionava à rua José Paranaguá, sob a direção dos Malheiros. Entre os integrantes da equipe estava Waldir Melo (na reportagem), em nossos dias, Waldir Correa, o “Garotinho da Rádio Difusora. Vê-se ainda Paulo Gilberto.