CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, abril 15, 2023

CLUBE DOS OFICIAIS PMAM & CBM: 70 ANOS

No dia 9 último, o Clube dos Oficiais PM e BM amazonenses, hoje Associação, completou 70 anos. Intentei por dias escrever antecipadamente sobre a efeméride, porém, uma coisa e outra me impediram, mas foi de bom proveito. Ontem, o coronel reformado Alfaia me telefonou para perguntar quem foi Jonas Paes Barreto, o homenageado pela agremiação com nome em medalha.

Sem conhecer este detalhe, disse-lhe que Paes Barreto foi coronel da PM e, como tal, participou da fundação do Clube, sendo eleito o primeiro presidente. A primeira diretoria era composta, além deste oficial, por José Silva, Antonio Hosanah, Djalma Passos (orador), Olavo José de Araújo, Mirtilo Frick de Lira, Edmundo Monteiro, entre outros. Acrescentei que sabia pouco, muito pouco sobre este saudoso coronel, somente conhecia, que ironia, a sepultura da família dele. Sua ficha funcional – queira Deus - possa se encontrar nos escaninhos em que foi transformado o arquivo da corporação.

Minha identidade do Clube dos Oficiais 

Já escrevi e publiquei neste espaço sobre o Clube, por isso, sei quantos presidentes e outros membros da associação contribuíram para o atual estágio. Alguns nomes precisam ser relacionados: a primeira geração fundou o Clube; a segunda, implantou a sede associativa, sob a supervisão dos coronéis Ossuosky, Medeiros, Orleilson, Okada, vou encerrar a relação para não cometer algum pecado de esquecimento. A terceira geração vem ampliando a sede e mantendo o bom funcionamento, algumas vezes arranhado pela disputa pela presidência.

A minha carteira de sócio (sócio nº 16) foi assinada pelo presidente Romeu Medeiros, e data de 1977. Todavia, não mais sou associado, sou um mero observador. 

E para mais detalhes, veja os links abaixo:

https://catadordepapeis.blogspot.com/2011/03/clube-dos-oficiais-da-policia-e_08.html

https://catadordepapeis.blogspot.com/2011/03/clube-dos-oficiais-da-policia-e_08.html


terça-feira, junho 26, 2018

DE CEMITÉRIO E DE MORTES

Simplício Coelho de Rezende
Em busca de concluir uma biografia, estive ontem no cemitério São João. Convenientemente atendido na secretaria, alcancei a sepultura que buscava, e assim os dados necessários. A sepultura pertence à família Rezende e se encontra em ótimo estado de conservação, apenas a do patriarca Simplício (falecido em 1915) teve danificada a inscrição inserida na lousa. Sua imagem impressa em metal, todavia, permanece bem conservada (foto). 

Na verdade, são dois os jazigos dos Rezende que se confrontam com o túmulo de Ária Ramos, a violinista morta no carnaval de 1915.  Há sobre o túmulo desta artista um poema, bastante elucidativo da tragédia. Também encontrei sobre um sepulcro da família Leiros uma lápide com inscrição em latim. Zózimo Leiros despede-se da esposa Anna Garcia Leiros.


Paes Barreto
Perambulando um pouco mais, alcancei o lugar de repouso de Jonas Paes Barreto, que acredito seja o fundador e primeiro presidente do Clube dos Oficiais da PMAM. Articulei com o atual presidente a busca por mais dados biográficos, a fim de se confirmar a descoberta.

Paralelo a essa movimentação no São João, lembrei-me do aniversário de dois colegas da Polícia Militar do Estado. Um deles, o coronel Ilmar Faria, falecido em 1999. O outro, o coronel Fernando Valente Pereira (nascido em 1949), que deve ter feito uma festa pela vida. No entanto, para a tristeza de parentes e da AVC (Associação dos Velhos Coronéis), hoje o coronel Valente se juntou a tantos, quando o coração dele não suportou as emoções e o tratamento que o mantinha sob cuidados. 
Descansa em paz, caro Valente, que eu costumava tratar por Vavá.