CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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domingo, dezembro 26, 2010

Dezembro de ontem

Dezembro de 1960


Dia 10 – A Faculdade de Direito do Amazonas diplomou mais uma turma de bacharéis. Eram poucos os concludentes, apenas nove, apenas uma mulher. O jornalista Almir Diniz merceu dos colegas de imprensa uma saudação especial (foto).
Lembro pela amizade, Almir Diniz de Carvalho, Evandro das Neves Carreira e João dos Santos Pereira Braga. Outra saudosa lembrança, Olavo Ribeiro de Faria (pai do finado coronel Ilmar Faria). Nada mais nada menos que 50 anos, ou o cinquentenário da turma professor Jauary Marinho.

O Jornal. Manaus, 10 dez. 1960
Dia 25 – O editorial de O Jornal, escrito pelo padre Nonato Pinheiro, merece ser reproduzido. O sacerdote-escritor e poeta escreveu-o com o dom que o Menino nascido nessa data lhe concedeu.
O Jornal. Manaus, 25 dez. 1960
Dia 29 – A classe jornalística reunida em almoço festivo, realizado na Varanda Tropical do Hotel Amazonas, saudou o Homenageado do Ano, o saudoso jornalista Herculano Castro e Costa. Na ocasião, foi escolhida a Miss Imprensa-1960, a jovem Rosemary Abrahim de Lima. A saudação ao "velho jornalista" coube ao Almir Diniz, outro destacado colega.
O Jornal. Manaus, 29 dez. 1960

Dezembro de 1980

Dia 1º - No Vivaldão, o Nacional Futebol Clube conquistou o campeonato amazonense. Com esse título, o Naça (como é mais conhecido) alcançou o tetracampeonato. Foi campeão de 1976 a 1980. Confesso que desconheço os demais campeonatos, veja em Bau Velho (http://www.bauvelho.com.br/).
A Crítica. Manaus, 1º dez. 1980

sexta-feira, novembro 12, 2010

NOSSO ENCONTRO

Há dias, vinha matutando nessa homenagem a Baby Rizatto, pelo seu aniversário. Para complicar, recorri aos sites e outros recursos deinformações; fui à internet. Acabei por me perder. São tantas as informações, melhor, quantos já disseram tanto sobre uma das fundadoras da TV no Amazonas. Penso eu que falei demais.

Vou evitar as datas, para não cometer um pecado mortal: indicar ou sugerir a idade de uma dama, e porque sei que a Baby não revela a sua por nada. Ao contrario, tenta inverter a roda do tempo.

Conheci a Baby no Palácio Rio Negro, ocasião em que ela dirigia o Cerimonial do governo Gilberto Mestrinho (1983-1987). Eu estava ali na condição de subchefe da Casa Militar. A dedicação e a competência com que conduzia aquela repartição impressionavam, sua maneira decidida e enfática, entretanto, produzia desagrados. Coisa de funcionário público, quase sempre reclamando do serviço e da remuneração.

Herculano e Baby, 1956

Fuçando nos arquivos públicos, recolhi algumas preciosidades sobre a aniversariante. E assim, conheci melhor sua ataução na arte do jornalismo. Alguns achados já os revelei a ela, outras vão breve ao espaço. Perdão pelo Castro e Costa do recorte. Grande Herculano.

Sobre a coluna Sempre às Quintas, de Baby Castro e Costa, o editorialista assegurava que a colunista era uma pessoa de nossa família, construida pela disciplina do trabalho, pelo compromisso do dever profissional e pela força da compreensão e do afeto. Encerrou com estas palavras mágicas: Baby era "a garota que parece ter um tigre no motor..."
Parabéns, Baby, e quando será mesmo a sua primeira comunhão? Sucesso em todas as dimensões pela data.

terça-feira, setembro 21, 2010

Memorial Amazonense XXXV

Setembro, 21


Herculano Castro,
O Jornal. Manaus, 29.12.1960

1905 – Nasceu em Itacoatiara (AM), o jornalista Herculano de Castro e Costa, filho de José e Rachel Fonseca de Castro e Costa. Iniciou na profissão em São Luis (MA), depois trabalhou em todos os jornais de Manaus. Dono de um texto exemplar, foi capaz de convocar para a profissão alguns de nossos conhecidos jornalistas. É pai da jornalista Baby Rizzato.


1916 – Nasceu em Waupés, hoje São Gabriel da Cachoeira (AM), o desembargador Arthur Gabriel Gonçalves, filho de Graciliano Lopes Gonçalves e de Olívia Palheta Gonçalves, foi casado com Maria da Penha Araújo Gonçalves. Graduado pela Faculdade de Direito do Amazonas, na turma de 1942, ingressou na magistratura amazonense em 1944, na condição de juiz municipal. Assumiu o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas, por merecimento, em 20 de abril de 1956. Em 1977, presidiu a Alta Corte do Estado, tendo nessa condição substituido o governador do Estado. Morreu em 26 de agosto de 1980.

Oyama Ituassu, na
Academia, em 2004

1916 – Nasceu em Manaus (AM), o desembargador Oyama César Ituassú da Silva. Bacharel pela Faculdade de Direito do Amazonas, na turma de 1939. Doutor em Direito Público, por concurso, na mesma escola, em dezembro de 1956. Após longo período no exercício da magistratura, foi promovido a desembargador em fevereiro de 1952. Presidente do Tribunal de Justiça em 1954, exerceu o governo do Estado em substituição constitucional, em outubro do mesmo ano. Presideiu o ideal Clube, onde impos com seu porte a rigidez da conduta idealina.
Pertenceu a Academia Amazonense de Letras, onde ingressou em 12 de dezembro de 1967, na cadeira 26, em sucessão a Waldemar Pedrosa. Alcançou a presidência da Casa de Adriano Jorge, por alguns mandatos. Morreu em 2009, e sua vaga vem sendo disputada ardorosamente.



1946 - Nasceu em Manaus, o tenente-coronel Alrefredo Melo de Souza. Pertenceu aos quadros da Polícia Militar do Amazonas, tendo falecido no mês passado, ocasião em que relatei o ocorrido.