CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS
domingo, fevereiro 12, 2023
REUNIÃO FAMILIAR - MAO/BSB
segunda-feira, janeiro 09, 2023
HAJA POLÍCIA (2)
Dias passados, sob o mesmo título, relatei a ofensiva de uma motociata pelas ruas do bairro onde moro, violentando intensamente o Código de Trânsito. Volto hoje para relatar dois fatos, que me levam a reafirmar a máxima: não há Polícia no país. Ou seja, devem existir, entre federais, estaduais e municipais, DEZ organizações policiais, porém...
Fato número um – estava hoje na feira da Eduardo
Ribeiro, quando observei um cidadão saindo de um prédio aparentemente
abandonado com enorme feixe de alumínio, telhas, divisórias etc. nos ombros. Em
seguida, outro com o mesmo material, e ainda um terceiro.
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| Imóvel em desmanche na avenida Eduardo Ribeiro |
Surpreso, perguntei a um frequentador da feira: o
edifício está em reparos? E a resposta foi taxativa: Não, trata-se de invasão, estando
em desmonte criminoso, zombando das autoridades.
Mais surpreso fiquei ao observar os ladrões passando
– sem serem molestados – por uma equipe de Policiais Militares amazonenses, em
serviço na área, porém, mais preocupados em aproveitar a refrigeração de uma
loja. Minutos depois, um dos malandros foi visto por mim passando pelo Palácio
Rio Negro, com o produto do saque no ombro em direção, quem sabe, ao comércio
de metais ao lado do Atacadão.
Este fato foi exposto pelo conhecido Portal do Holanda,
em cujo espaço se encontra outras fotos. Para quem segue o Holanda, não é
novidade de que o Portal está diariamente recheado de assassinatos, cada qual
mais bárbaro, ocorridos em Manaus. E temos um GENERAL - ao que parece -
secretário de (in)Segurança.
Seria oportuno que o Governo Federal também impusesse
uma intervenção na Segurança local, a fim de que tenhamos ao menos “a sensação
de segurança”. Cuidemo-nos!
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| Aspecto da invasão do Congresso Nacional, 08 jan. |
Estava com esta desgraça me catucando, quando assisti
via fibra ótica a invasão da sede dos Três Poderes em Brasília. Onde a
Segurança do Distrito Federal somente apareceu quando o desastre havia sido
consumado. O absurdo foi exaustivamente noticiado pela imprensa televisiva, por
isso deixo de comentar. Todavia, esse terrorismo veio robustecer meu conceito sobre
a Segurança Pública em nosso país: Não há mesmo Segurança.
sexta-feira, setembro 03, 2021
SEMANA DA PÁTRIA: MANIFESTO
A semana foi marcada por manifestos de entidades patronais, todas aspirando a paz, a concórdia entre os Poderes, com isso estimulando o progresso. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) havia elaborado um manifesto intitulado "A Praça é dos Três Poderes", porém recuou por motivos políticos. Todavia, como o texto foi distribuído às claras e composto de maneira vivaz, vai aqui compartilhado.

Praça dos Três Poderes, em Brasília
"A praça dos três Poderes encarna a representação
arquitetônica da independência e harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o
Judiciário, essência da República. Esse espaço foi construído formando um
triângulo equilátero, cujos vértices são os edifícios-sede de cada um dos
poderes.
Esta disposição deixa claro que nenhum dos prédios é superior em
importância, nenhum invade o limite dos outros, um não pode prescindir dos
demais. Em resumo, a harmonia tem de ser a regra entre eles.
Este princípio está presente de forma clara na Constituição
Federal, pilar do ordenamento jurídico do país.
Diante disso, é primordial que todos os ocupantes de cargos
relevantes da República sigam o que a Constituição nos impõe.
As entidades da sociedade civil que assinam este manifesto veem
com grande preocupação a escalada de tensões e hostilidades entre as
autoridades públicas.
O momento exige de todos serenidade, diálogo, pacificação
política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas
urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a
gerar empregos e assim possa reduzir as carências sociais que atingem amplos
segmentos da população.
Mais do que nunca, o momento exige do Legislativo, do Executivo
e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade
nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa
Carta Magna. Este é o anseio da Nação brasileira”.
quarta-feira, fevereiro 17, 2021
A VOLTA DO MEU EXÍLIO
Ao final do ano passado, combinei com a família uma viagem de férias, dividida em duas equipes. Coisa de dez dias, em visita ao Sul do país, começando na Capital Federal. No entanto, no início deste ano a pandemia promovida pela Covid-19 violentou a capital amazonense. Ainda assim, fomos em frente.

Em visita a Esplanada dos
Ministérios, com o Congresso, ao
fundo
Iniciei em Brasília revendo as filhas e os netos. Passei
pelo hospital da Ceilândia, onde fui testado e negativado. Três dias depois prossegui,
conforme combinado, para Curitiba. Em seguida, encontrei a outra turma em Telêmaco
Borba, cidade no norte paranaense, às margens do rio Tibagi, que abriga uma enorme
fábrica de papel da Klabin.
Como minha ausência de Manaus estava prevista para dez
dias, cuidei de incorporar à bagagem material que pudesse postar neste blog. Justamente
sabendo que se instalar em outra residência, ainda que familiar, ou hotel, os
bloqueios são inevitáveis. E isso aconteceu.
Tudo decorreu conforme planejado até o retorno a
Curitiba, quando se encerrava o passeio para o outro grupo. As más notícias de
Manaus, porém, inquietavam, ao confirmar a presença de nova cepa da Covid-19 ou
“variante de Manaus”, que se propagava pelo Brasil. Ao lado dessa desventura,
ocorria a falência do sistema de saúde amazonense.
A outra equipe, conduzida por meu filho Eduardo, passeou
pelo Sul inteiro, tendo iniciado e finalizado o roteiro na capital paranaense.
Eduardo teve sintomas da moléstia e, como estive ao seu lado por dias,
preocupei-me. Todavia, nada aconteceu a ele e a mim, ainda estamos ilesos
diante da pandemia.
De Curitiba, eu e a filha Sofia seguimos para São Paulo,
como programado, para uma estadia de cinco dias, quando voaríamos para Manaus. Porém
isso não aconteceu em razão das dificuldades domésticas: minha esposa e outros
dependentes foram acometidos pela moléstia; a minha idade, acima dos setenta
anos; enfim, a situação calamitosa do serviço de saúde estadual.
Diante desse quadro negro somente me restou atender ao
convite das filhas Valeria e Gabriela, e me “exilar” em Brasília, enquanto a
situação do Amazonas estivesse em evidência, lamentavelmente, pelo caos sanitário.
Embarcamos em São Paulo em viagem rodoviária que, não obstante ser intitulada
de “leito”, foi péssima. Chegando, fomos ao hospital para um exame sobre a
covid-19. Resultado: eu e a filha estávamos negativados.
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| Junto com a filha Sofia, em Brasília |
Eis as razões que me levaram ao afastaram do Blog.
terça-feira, abril 21, 2020
BRASÍLIA & ZEMANUEL AOS SESSENTANOS
Hoje, no feriado de Tiradentes, a cidade de Brasília e o Zemanuel (meu irmão) entram na década dos sessentanos.
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| Torre de TV Brasília |
Quando a Capital Federal foi inaugurada, estava eu internado em colégio religioso de Manaus. Conheci o fato pelas notícias difundidas pelos jornais e rádios da cidade. Afinal, que me dizia a troca da sede do governo? Dois anos depois, creio, como leitor ávido de jornais, fui cutucado por um anúncio que prometia ao acertador um lote em Brasília. Para isso, bastava descobrir o “animal” escondido no desenho apresentado (artimanha ainda circulante). Todo empolgado, grifei o desafio e o enviei para a caixa postal. Dias depois, recebi a resposta vitoriosa, porém, com o valor a pagar. Lembro que meu pai fez divulgar na Voz de Constantinópolis esse mico. Foi quando o “animal” aqui, depois de alertado do golpe, abandonou o lote.
| Aparecem cinco netos, o primeiro é amazonense, os demais nascidos em Brasília (foto 2018) |






