CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, setembro 03, 2016

IGHA - NOTA PARA O CENTENÁRIO

Para o centenário do IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas), esta nota foi compartilhada da Gazeta da Tarde, extinto jornal circulado em Manaus, em 1919, quando esta agremiação comemorava seu segundo aniversário.

Detalhe da primeira página deste extinto matutino

A festa do Instituto Histórico

O coronel Bernardo Ramos faz monumental conferência sobre as inscrições e tradições do Brasil pré-histórico


Conforme estava anunciado, hoje, às 9 horas, no salão nobre, do Instituto Histórico e Geográfico do Amazonas (sic), o nosso ilustrado patrício coronel Bernardo Ramos, com uma assistência numerosíssima, realizou a sua primeira conferência sobre Inscrições e Tradições do Brasil pré-histórico.

A sessão foi aberta à hora determinada por S. Exa. Dom Irineu Joffily, bispo do Amazonas, que produziu brilhante discurso alusivo à conferência, fazendo ressaltar, com a sua palavra sóbria e encantadora, os elevados méritos do conferencista ilustre, que, depois de profundas cogitações e demoradas pesquisas científicas, vem afinal revelar os mistérios até aqui desconhecidos, os sagrados arcanos de maravilhas até então ignorados.

A palavra do digno sacerdote, em sendo de uma singeleza que embevecia, teve lances verdadeiramente empolgantes. Finda a sua oração, que teve o aplauso geral da assembleia, seguiu-se com a palavra o coronel Bernardo Ramos que, ao subir à tribuna, foi recebido com estrepitosa salva de palmas.

A conferência do nosso patrício foi verdadeiramente magistral. Com uma dicção impecável, e dono de um cabedal científico inexaurível, o conhecido homem de saber fez demoradas digressões pelas regiões esquecidas do passado, estudando civilizações mortas e desvendando o que há de singular, extasiante e maravilhoso nessas paragens esmaecidas pela bruma das eras apagadas, e, com o fulgor incomparável de estilo, trouxe-as, traduzidas e interpretadas, para o nosso tempo, através de vasta e copiosa documentação cientifica.

Não nos sobra tempo e espaço para dizermos em ligeira resenha o que foi essa peça monumental.

O coronel Bernardo Ramos, pelos aplausos frenéticos que recebeu, deve avaliar como o público de nossa terra admirou o seu trabalho, que será, mais tarde, sem dúvida alguma, patrimônio para a nossa história e para nossas letras.

Amanhã, às 8:30 horas, realizar-se-á no mesmo lagar, a segunda parte da conferência tão brilhantemente iniciada. O nosso erudito patrício se proporá a mostrar a chave misteriosa de 157 inscrições hieroglíficas até hoje envoltas na mais [completa desinformação].

MANAUS, DOMINGO 4 DE MAIO DE 1919  
NO INSTITUTO HISTÓRICO

A segunda conferência do coronel Bernardo Ramos

O salão de honra do Instituto Histórico esteve hoje de fond en comble. Com o êxito brilhante alcançado pelo nosso ilustrado patrício em sua primeira conferência, a sociedade erudita de nossa terra despertou e mais solícita aplaudiu o notável homem de ciência que mais uma vez mostrou à sociedade os seus profundos conhecimentos na matéria em que trouxe, durante quase duas horas, com viva curiosidade a seleta assistência que o ouviu.

A sessão foi aberta precisamente às 9 horas, usando da palavra o nobre antístite amazonense dom Irineu Joffily, que disse, em súmula, com a sua palavra persuasiva e eloquente, ir continuar com nosso ilustre coestaduano a defender e sustentar a tese que, com tanta segurança e brilho, sob os mais significativos aplausos, iniciara ontem.

Subiu à tribuna, em seguida, o coronel Bernardo Ramos. O orador fez o prodígio de ser longo e detalhado sem fatigar; e, com a eloquência e a lógica irrefragável da sua documentação cientifica, haurida em sábios de reputação mundial, traduziu, explicou, interpretou, aduzindo considerações de ordem científica, a um sem número de inscrições hieroglíficas gravadas em pedras e rochas espalhadas pelo sertão do nosso país. (...)

Falou depois o dr. Vivaldo Lima, externando-se sobre a mesma ordem de considerações e, em seguida, encerrou a sessão o ilustre prelado que em breves palavras, de cintilante urdidura afirmou que, si, de verdade, o trabalho do coronel Bernardo Ramos, resistir aos entrechoques da crítica, — e resistirá pelas suas vastas dimensões cientificas — então o nosso coestaduano receberá os loiros e terá a glória que merece.

A assistência foi numerosíssima. Esteve presente o dr. governador do Estado, acompanhado de seu ajudante de ordens. Mais uma vez a GAZETA cumprimenta com muita efusão o digno amazonense.

quarta-feira, maio 04, 2016

NOTA PARA O CENTENÁRIO DO IGHA

Robério Braga, no IGHA, em 2002
Na passagem do sexagésimo aniversário do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, fundado em 1917, a Casa de Benardo Ramos recebeu de seu associado Robério Braga, publicado no Jornal do Commercio (março de 1978), o artigo aqui postado.

O INSTITUTO HISTÓRICO

1917 – 1978

Robério Braga


Os caminhos de uma entidade cultural são os próprios passos de seus dirigentes no decurso de sua existência e podem amplamente refletir o vigor da vida literária da cidade, e a imensidão de conhecimentos dos seus vultos mais significativos. Assim, a vida do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), desde 1917, até os nossos dias, tem sido para a cidade de Manaus, sua elite cultural, seu povo, seus estudiosos e pesquisadores, um símbolo e uma honra.

Fundado em 25 de março de 1917, na Sala de Sessões da Câmara Municipal de Manaus, sob o comandamento de Bernardo Ramos, Agnelo Bittencourt e Vivaldo Lima, o IGHA chega aos nossos dias desfalcados de suas grandes figuras, sentindo profundamente a nova fase e forma de vida da sociedade amazonense.

Criado para divulgar a história e a geografia do Estado, da Amazônia e do Brasil, conservar a notícia histórica sempre viva na comunidade, o Instituto tem servido para sustentáculo da própria vida cultural de Manaus, esculpindo novos mestres e pesquisadores, apoiando tantos outros e procurando ser útil em todos os momentos de sua vida. O Instituto pelos seus dirigentes e membros no decurso de todos estes anos tem contribuído para as letras, ciência e história do Estado e da Pátria, missão que estava determinada no primeiro Estatuto, e na própria filosofia de sua criação.

Carregado de saudade como poucas organizações culturais no Estado, porque sempre ativo, o Instituto chega a esta nova data sentindo a falta de suas mais lutadoras personalidades, de seus maiores idealistas, apontados e vivenciados em todas as fases da vida da “Casa de Bernardo Ramos”. Não faremos desta crônica histórica uma página unicamente de saudade, mas diremos a falta que nos fazem, a nós dirigentes do Instituto de hoje o vigor físico e mental de muitos de nossos membros, senão de todos.

Dos fundadores perdemos o último, que foi Agnelo, o grande mestre da Geografia, o biógrafo perfeito, o pesquisador por excelência; dos presidentes vários já se foram desde Bernardo Ramos, símbolo maior da pesquisa científica em nosso Estado, até o benemérito Rodolfo Valle, partido depois que se foram Jobim, André Araújo, João Corrêa, Antônio Bittencourt, que dedicaram suas lideranças na comunidade sempre voltadas para a vida do Instituto.

É assim que vivemos a data presente. O dia 25 de março de 1978 está envolto em saudade, profunda tristeza, as faltas sentidas para uma dinamização atual do Instituto, porque as forças contemporâneas estão enfraquecendo com a sociedade, vislumbrando rumos que fogem ao deleite cultural, à pesquisa apurada, à dedicação diária ao Instituto, vividas por todos os que já partiram para a terra da beleza e do fulgor dos espíritos iluminados. Tudo isto porque o mundo está correndo demais, porque estamos sendo levados por ele para rumos que não dependem unicamente do nosso comando, que fogem até às nossas aspirações mais marcantes. Corre o mundo, correm os tempos, mudamos nós por imposição da necessidade de sobrevivência material e o Instituto cede lugar a estas aspirações novas que não casam com as suas verdades tradicionais, com a sua história, com a sua filosofia.
                                              
*
Mas, uma verdadeira chama de amor, um instinto de valorização do passado ainda prende alguns idealistas àquela Casa, fazendo deles soldados de todas as lutas e honras, impondo a eles prontidão a qualquer momento, porque ali está um exército cada vez mais combalido pelos anos, pelos dissabores da vida, pelo descaso a que se tem relegado o Instituto, pela falta de condição de uma melhor atuação na comunidade, graças ao poderio econômico-financeiro que nos tem faltado. O exército que não está salvando o eterno, porque o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas é eterno, mas que está querendo ampliar as suas fronteiras, abrir as suas portas, receber os mais novos, dar a conhecer os seus arquivos, os artistas de seus membros, ter vida, porque viver é mais importante que existir, está sendo reduzido a cada ano, mas a bandeira estará hasteada e há de ter um novo cristão, um novo historiador, um grupo mais jovem que a faça permanecer de pé, sem quedar um só instante, para que não se manche a honra e a glória  de tantos homens de valor do nosso passado aos quais, sempre que nos lembramos, damos glórias e muitas glórias.

Mas, por onde (...) os membros do Instituto, os seus 40 poltronados, os seus correspondentes, contribuintes, beneméritos, parecem ter fugido de suas fileiras, parecem estar escondidos em seus afazeres diários, na busca do lazer por algumas horas para sustentação do equilíbrio emocional tão necessário na vida moderna. A estes alertamos para a importância de ser e existir do Instituto, seus valores e sua eternidade. Despertem para o que se passa hoje com o Instituto. Procurem os seus salões e sintam como nós, a saudade que será a de sempre, para com os antepassados daquela Casa. Consigam sentir também que o seu calor humano atual tem enfraquecido, faltando-nos esforços de outros companheiros para a perfeita existência do Instituto.

Assim fazemos pública a hora atual do Instituto, em nosso entender, aflitiva para todos que amam aquela Instituição, que aprenderam a frequentá-la, pesquisar e sentir o cheiro de saudade e saber que é desprendido de suas paredes, numa vibração sem limites.
                                              
*
O Instituto está nos seus 61 anos e deverá chegar a novas marcas no tempo, vivendo momentos mais animadores porque este é um alerta para todos que se dedicaram àquela Casa, que acreditam na filosofia da Instituição, que deram seu trabalho, inteligência e horas de vida em favor da entidade; alerta, para que voltem aos seus salões, iluminem suas reuniões, abrilhantem suas solenidades, velem pela sua integridade, oferecendo as suas presenças dominicais, fazendo um estudo da vida e da importância do Sodalício na comunidade.


O alerta é uma clarinada vinda das alturas em que repousam os grandes construtores daquela obra, os que dedicaram também suor e trabalho diário em prol da efetivação do Instituto, sua valorização na sociedade, fazendo-o conhecido em todo o País e no estrangeiro, tornando-o sede dos maiores debates científicos sobre a nossa história e tradições, mas sempre unidos em favor do desenvolvimento e do bem da Instituição.

sábado, março 26, 2016

CENTENÁRIO DO IGHA: NOTAS (6)


Sede do IGHA, março 1996 
Este Instituto, inaugurado em 1917, seis anos depois empenhou-se nas comemorações do 1º Centenário da Independência do Brasil que, no Amazonas, possui data bem diferenciada. Ao que tudo indica, a pretensão do IGHA foi acolhida, e a Praça 9 de Novembro foi implantada e conservada.

Todavia, há mais de dez anos desapareceu, pois, em seu lugar restam somente tapumes aplicados pela Prefeitura de Manaus. Resta lembrar que este abandono já consumiu três governos municipais: Serafim Correa, Amazonino Mendes e, em final de mandato, Arthur Neto.


Ofício do IGHA (*)

Ofício de 8 do corrente, do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, o qual, a requerimento do Sr. Intendente Marçal Ferreira, transcreve-se na ata:

Exmo. Sr. Dr. Presidente e demais membros do Conselho Municipal de Manaus.
Este Instituto empenha-se em dar realce às comemorações, que se projetam, para o dia 9 de novembro próximo, 1º centenário da adesão do Amazonas à Independência Nacional, bem assim o momento em que ergue o lábaro da sua autonomia, como parte integrante da nova e esperançosa nacionalidade.

Trata-se de uma data a que não podem ser indiferentes todos os bons amigos desta terra, pois assinala um evento importantíssimo da nossa evolução política, porque tanto se bateram os nossos maiores. Os predicamentos de liberdade, que hoje gozamos, foram obra sua. Seus nomes não devem ficar esquecidos, no meio das homenagens que se vão tributar ao nosso passado.

Seria uma falta de civismo deixar no olvido as nossas efemérides queridas, que são as provas do nosso orgulho e o sinal das nossas expansões de gente civilizada.

O Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, desejando concorrer para a exaltação de uma data tão significativa para nós, resolveu, em sessão de ontem, fazer um apelo à V. Exas., no sentido de substituir o nome da atual praça Tamandaré pelo de “9 de Novembro”, passando a dar o nome daquele ilustre e denodado almirante à rua que está designada de Tenreiro Aranha.
Não desaparecerá, da nossa urbe, o nome do primeiro Presidente do Amazonas, pois já tem uma praça a lembrá-lo, além do monumento em bronze que, ali, a nossa gratidão fez implantar. Não há necessidade de duas denominações idênticas, dentro de Manaus.

Não desaparecerá o nome de Tenreiro Aranha, e ficará perpetuado, como um padrão de civismo, o dia 9 de Novembro.

O Instituto não se contenta, somente, com este alvitre: pede ainda permissão para inculcar no patriotismo de V. Exa. a ideia de um monumento comemorativo, na aludida praça, porque foi exatamente nesse local que se proclamou, há um século, a autonomia da Amazônia, pela voz dos defensores da sua liberdade.

E' este o respeitoso apelo, que faz ao Poder Legislativo da cidade, certo da sua benemérita interferência nessa solidariedade de espirito e de coração do Povo Amazonense.

Aproveitamos o ensejo, em nome do Instituto, para saudar a V. Exa. e patentear nosso mais alto apreço e subida estima.

(aa) Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, Presidente
Agnello Bittencourt, 1º Secretario.  

(*) Diário Oficial do Estado, 9 out. 1923

quinta-feira, março 24, 2016

CENTENÁRIO DO IGHA: NOTAS (5)

Amanhã - 25 de março - o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) completa 99 anos, sempre no mesmo endereço, com a mesma disposição estatutária, apesar dos entraves e dos desafios.

Para sua história, ao completar 55 anos, o matutino A Crítica (edição de 22 mar. 1972) publicou no caderno Patrimônio a matéria que abaixo vai postada.





Fundado há (sic) 25 de março de 1917, o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, até hoje continua obedecendo, rigorosamente, o seu sistema de reuniões estatutárias. Para muitos, ele é apenas o casarão da rua Bernardo Ramos. Entretanto, ali estão guardadas as mais importantes páginas da história do Amazonas, talvez o único motivo para que os estudiosos o procurem, para dirimir alguma dúvida, ou tomar conhecimento de um acontecimento transcorrido há muitos anos.

Assim é a longa vida do Instituto, que no próximo dia 25, estará completando 55 anos de fundação. A própria figura de seu presidente, o desembargador João Correa, encerra uma outra página na vida do IGHA. Ele está ali há dois anos e, continua obedecendo as mesmas tradições idealizadas pelos fundadores da "Casa da Lembrança".

UMA FINALIDADE

Tudo aconteceu em 1917, época em que necessitávamos de um local, onde pudessem ser feitos estudos e pesquisas sobre geografia e história. Assim, surgia uma instituição cultural destinada, não apenas a estudos de história e geografia, mas também, arqueologia, sociologia, antropologia, linguística e demais ciências correlatas. Com a concretização desse ideal, visava-se o desenvolvimento científico do Estado, e os interesses culturais.

Hoje, suas reuniões continuam sendo realizadas com o mesmo rigor de antes. Ontem, o IGHA, abriu as suas portas para receber a visita de alguns professores e alunos do Colégio Militar. Talvez, esta seja a visita mais importante dos últimos anos, pois há muito tempo o instituto estava esquecido.

Apenas os estudiosos que buscavam informações, lá eram encontrados. "Tudo o que aconteceu no Amazonas, desde os primeiros dias da sua história, está no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas", disse o desembargador João Correa. "Dispomos, atualmente, de cerca de 40 mil volumes, e de uma seção de numismática, além de um considerável museu de coisas do Amazonas".

O QUE PRETENDE

De acordo com as declarações do desembargador João Correa, os membros do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, não têm muitas pretensões. O mais importante, para eles, é continuarem no Instituto que, na realidade, é um patrimônio do Estado. Mas como patrimônio, o IGHA faz por merecer uma maior consideração, e até mesmo um tratamento especial.

Ali estão guardadas as mais importantes páginas de nossa história, um motivo de sua frequenta procura pelos estudiosos. Valeram as intenções, quando se imaginou criar uma instituição cultural para promover o progresso científico do Estado, e os interesses da cultura, de um modo geral. O Instituto, não tem recebido nenhuma ajuda do Estado. "Na época do governador Arthur Reis, nos foi dispensada uma grande atenção", disse o presidente do IGHA.

Em primeiro lugar, mandou-se reformar o prédio e recuperar algumas peças. Depois vieram outras melhorias, facilitando até as pesquisas". Mesmo sem contar com muito apoio, o Instituto Geográfico e Histórico continua guardando sua importância, enquanto que, para outros, ele não passa de um depósito documentos e peças antigas.

Segundo o desembargador João Correa, o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, se interessa por tudo aquilo que, em determinadas ocasiões, tem a sua importância. O próprio presidente do IHGA dá os exemplos. "A igreja do Pobre Diabo marcou uma época tradicional. Era o grande número de pessoas que se deslocava à aquela igreja, para fazer suas preces, ou mesmo para pagar promessas".  Chegou uma época em que ela foi esquecida.
Recorte do jornal mencionado

Seria destruída, pois não tinha mais nenhuma serventia. Foi aí que surgiu o interesse do IHGA pela igrejinha, que agora é patrimônio histórico do Estado. O mesmo poderia acontecer com o Grupo Escolar Euclides da Cunha. O prédio é bastante antigo, talvez um dos mais antigos grupos de Manaus. Se existe alguma possibilidade ou se já foi cogitado incorporá-lo ao patrimônio histórico do Estado, ainda é desconhecido, para o presidente do Instituto. "Se, realmente, estiver existindo algum interesse do Governo, em passá-lo ao patrimônio histórico, não vejo porque o Instituto não aceitar", disse o desembargador João Correa.

Mas, enquanto isso os membros do IHGA preparam-se para comemorar mais um ano de sua existência. Os seus 55 anos serão comemorados apenas com uma sessão solene, para a qual estão sendo convidados todos os seus membros.

segunda-feira, maio 11, 2015

CENTENÁRIO DO IGHA

Salão Arthur Reis
O Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) já se prepara para celebrar seu primeiro centenário. O evento ocorre em mais dois anos, em 25 de março de 2017. Do material já pesquisado pelo estagiário Sebastião Silva, reproduzo abaixo a relação da primeira diretoria do IGHA que, obviamente, plagiava a organização do Instituto Brasileiro. Por isso, a fartura de comissões; o elevado número de associados; nenhuma mulher, nessa organização; mas, como se repete em nossos dias, poucos os que se dedicam a instituição.
Primeira Diretoria (triênio 1917-1920)



Presidente: coronel (GN) Bernardo de Azevedo da Silva Ramos

1º Secretário: professor Agnello Bitencourt

2º Secretário: coronel (GN) Henrique Rubim

Orador: Dr. Vivaldo Palma Lima

Tesoureiro: coronel (GN) Antonio Clemente Ribeiro Bittencourt



1ª Comissão de Sindicância, Redação de Estatutos, Regimentos e Regulamentos



Dr. Vicente Telles de Souza Junior

Dr. Raymundo de Carvalho Palhano

Dr. Manoel Miranda Simões 



2ª Comissão de Finanças


Dr. Antônio Crespo de Castro

Dr. Manoel de Miranda Simões

Coronel (GN) Antônio Lopes Barroso



3ª Comissão de Redação da Revista do Instituto



Coronel (GN) Bernardo de Azevedo da Silva Ramos

Professor Agnello Bittencourt

Coronel Henrique Rubim

Dr. Vivaldo Palma Lima

Dr. Adriano Augusto de Araújo Jorge

Dr. Manoel Miranda Simões


4ª Comissão de Geografia



Dr. Teogenes Beltrão

Professor Agnello Bittencourt

Dr. José Chevallier Carneiro de Almeida



5ª Comissão de Observações Astronômicas, Limites e Levantamento das Cartas



Dr. Henrique José Moers

Dr. Ignácio Moer Beck

Dr. Armando Ricci



6ª Comissão de História



Conêgo Dr. Israel Freire da Silva

Dr. Vivaldo Palma Lima

Dr. Achilles Bevilaqua



7ª Comissão de Arqueologia


Coronel Bernardo da Silva Ramos
Dr. Manoel Francisco Machado (barão do Solimões)
Dr. Gilberto de Sabóia



8ª Comissão de Etnografia

Dr. Astrolábio Passos
Dr. Jorge de Moraes
Dr. Egas Duarte

9ª Comissão de Antropologia

Dr. Hamilton Mourão
Dr. José de Freitas Bastos
Dr. Virgílio Barbosa

10ª Comissão de Botânica e Zoologia

Dr. Manoel Ribeiro da Cunha
Dr. José Francisco de Araújo Lima
Dr. Alfredo Augusto da Matta

11ª Comissão de Geologia e Mineralogia

Dr. Ignácio Moer Beck
Dr. Francisco  Lopes Braga
Dr. Jerônimo Ribeiro

12ª Comissão de Filologia

Dr. Plácido Serrano Pinto de Andrade
Dr. Adriano Augusto Araújo Jorge
Dr. João Coelho de Miranda Leão

13ª Comissão de Agricultura e Zootecnia

Dr. Manoel Beretti Guimarães
Dr. Esmeraldo Américo Coelho
Comendador José Cláudio Mesquita

14ª Comissão de Comércio, Indústria e Navegação

Dr. Antonino de Miranda Corrêa
Coronel José da Costa Teixeira
João Alberto Andresen

15ª Comissão
de Numismática, Tombamento, Pesquisa de Documentos, Obras e Manuscritos Antigos e Raros.


Coronel (GN) Bernardo da Silva Ramos

Coronel (GN) João Batista de Farias e Souza

Coronel Raymundo Monteiro



SUBSTITUTOS E SUPLENTES



1º Vice-Presidente 

Dom João Irineu Joffily





2º Vice-Presidente

Dr. Antônio Ayres de Almeida Freire





Suplente de Secretário 



Dr. Gentil Augusto Bittencourt

Coronel Octáviano Silveira



Substituto de Orador



Dr. Adriano Jorge



Fiel do Tesoureiro



Cláudio Mesquita



SUPLENTES DAS COMISSÕES



1ª Comissão



Dr. João Henrique dos Santos

Dr. Hermes Tupinambá



2ª Comissão



Dr. Francisco Faria e Souza


Coronel (GN) José Teixeira







4ª Comissão 



Dr. Ricardo Mateus Barbosa de Amorim

1º tenente Sostenes Barbosa



5ª Comissão



Capitão-tenente Armando Otávio Roxo

Dr. Antônio Telles de Souza



6ª Comissão



Dr. Raimundo Rocha dos Santos

Dr. Vicente Telles Souza Junior



7ª Comissão



Dr. Alcides Bahia

Coronel J. B. Faria e Souza



8ª Comissão



Dr. Manoel Dias

Dr. Lauro Cavalcante 



9ª Comissão



Dr. Elviro Dantas Cavalcante

Dr. Antônio Palhano





10ª Comissão



Dr. Jeremias de Lima Verde

Dr. Egas Duarte



11ª Comissão



Dr. Armando Ricci

Dr. Gilberto Frignani



12ª Comissão



Professor Alfredo Alberto de Carvalho

Professor Francisco Luiz Pereira



13ª Comissão



Dr. Paulo Eleutério Álvares da Silva

Dr. Angelino Bevilaqua



14ª Comissão



Dr. Adelino Cabral da Costa

Professor Heitor de Figueiredo



15ª Comissão



Coronel Ciríaco Alves Muniz

Coronel (GN) José Teixeira