CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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terça-feira, novembro 02, 2021

DIA DE FINADOS

Aqui jaz a memória da

família Lima Mendonça


encontra-se no jazigo aberto para a avoenga Adelaide Vieira Lima, no cemitério São João Batista, há 80 anos. Para este finados intentei ultimar os reparos imperiosos à recepção de novos. Não me foi possível finalizar a obra, ainda assim pretendo recolher ao local dois personagens desta família sepultados no cemitério São Francisco, no Morro da Liberdade.

Hoje é dia para a reflexão, seguramente. Momento de rever de alguma maneira os antepassados, de relembrar-lhes as passagens, de reavivar a memória dos novinhos sobre os antepassados. Enfim, como de hábito religioso, oportunidade de rezar por suas almas. De acender velas, de deixar-lhes flores. E, quem sabe, aproveitar a ocasião para refletir sobre seu destino. Para tanto reproduzi o texto de meu irmão Renato, escrito para este evento.

Detalhe de curiosa lápide existente no 
cemitério de São João Batista - Manaus

Os campos-santos citados passaram por reformulação, receberam aquela recapagem, a fim de melhor acolher aos visitadores neste dia. Daí as fotos aqui postadas com as quais relembro os túmulos da minha família em cada necrópole.

 

Em São João Batista repousam:

 


             
Adelaide Vieira Lima (1883-1941)

Francisca Lima Mendonça (1917-1951

Victoria Malafaya (1890-1961)

Maria Nogueira de Lima (1920-1966)

Roberto Souza Mendonça (1971-2016)

 


          

 Em São Francisco repousam:


             Doroteia Santos Mendoza (1936-1992)

             José Manuel Mendoza (1916-2014)

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

OS LIMA DO ANVERES (3)


Certidão de Casamento de
Vicente e Adelaide Lima
Presumo que Vicente Lima (meu avô) tenha viajado em companhia da família no vapor Cabral, que aportou em Manaus no início de abril de 1889. Esse transporte foi providência do governo imperial, buscando desafogar os retirantes nordestinos abatidos pela longa estiagem daquela década. Nessa leva, desembarcaram aqui 841 imigrantes, recolhidos em Santana do Acaraú e Camocim, cidades cearenses. Se essa hipótese se confirmar, Vicente teria 16 anos de idade.

Vale lembrar que essa leva de retirantes foi enviada ao governo do Amazonas, que se encontrava atribulado para instalar duas colônias na área, no Cambixe (Treze de Maio) e no lago do Janauacá (Santa Maria), para a exploração da agricultura. Portanto, é concebível, e há comprovação, que larga ajuda foi disponibilizada pelo governo. 
Outras incertezas em sua biografia dizem respeito ao grau de instrução e o primeiro casamento. Do quanto relembram os mais velhos e expõem os ralos documentos existentes, é que sabia ler e escrever, como atesta o escrivão do Cartório.
O primeiro enlace ocorreu com Maria de tal, que já possuía duas filhas (ainda não identificadas), com a qual Vicente teve as filhas Maximina e Joaquina (que se tornou esposa de Vicente Eloy). Com a morte de Maria, veio o casamento do viúvo com Adelaide Vieira, de cujo consórcio provém a linhagem Pereira Lima ou, mais singelo, os Lima do Anveres.

Outro recorte da Certidão de Casamento de Vicente e Adelaide Lima
Essa novela com seus efeitos sucedeu na primeira década do século XX, pois, em 22 de novembro de 1911, Vicente Pereira e Adelaide Vieira (de 25 anos, solteira, filha de Miguel Vieira da Cunha e Maria Francisca Mendes), decidiram “casar-se um com o outro”, conforme termo da certidão passada no Careiro, então distrito de Manaus. Na certidão expedida consta que o casal já possuía a filha recém-nascida Raimunda (1911). Com o tempo, nasceram Sebastião (1913); Maria (1914); Manuel (1915); Francisca (1917) e José Galdino (1923). Consta um nascituro (Alcides) e um adotivo, Fernando (1922), certificado com o sobrenome da família.

No Lago do Anveres, o casal residia na sítio Fortaleza, adquirido ao Estado, cujo processo demarcatório consta em Diário Oficial de 1915.

segunda-feira, dezembro 25, 2017

DIA DE NATAL 2017


A chuva de hoje (ao final da manhã e parte da tarde) foi-me benevolente e dadivosa. De certo, fez curar a ressaca de quantos esticaram a noite anterior para reunir-se com familiares e amigos. Não prolonguei as comemorações, pois me preparava para encontrar a Nazaré Lima, após 40 anos.

Vicente e Adelaide Pereira Lima
Não tendo lido a mensagem do Gercimar Lima, filho da Nazaré, botei o carro na estrada, rumo à residência deste no conjunto Augusto Montenegro. Lá, não mais alcancei a matriarca, todavia, o papo com ele foi excepcional. Revisamos algumas décadas de distanciamento, ou nenhum contato. Havíamos dialogado, creio, pelo celular. A chuva cada vez mais impertinente foi testemunha e prolongadora dos assuntos.

Presenteei-o com algumas publicações, em particular, as que registram pormenores dos meus setentanos. Ganhei uma garrafa de vinho, que proximamente será sorvido conforme o figurino. E mais, o endereço da Nazaré, sua genitora.

À tarde, viajei para a Nova Cidade e, na casa do Fabiano Lima (autor de China de Papel. Guaratinguetá: Penalux, 2017), encontrei a Nazaré Lima. Ela e o esposo Luís Antonio, além de Maria Francisca. A conversa varou a tarde e findou marcando-se encontro para novo papo. Há muito que arredondar na história desta família.

Maria de Nazaré é filha de Manuel Pereira Lima, irmão de minha mãe Francisca, portanto, prima legítima. Nascida e moradora do Anveres, distrito do Careiro da Várzea, tem os filhos em Manaus. Todos acertados, empenhados em mais evoluir, em superar os percalços próprios da vida.

A nossa conversa possibilitou várias revelações familiares, a mais importante foi o local do sepultamento do patriarca da família, Vicente Pereira Lima. Lima, oriundo do Ceará, lamento que ainda não se tenha desvendado o município de nascença, constituiu propriedades e família no Anveres. Por motivo ainda ignorado, matou-se com um tiro. Sua esposa Adelaide seguiu tocando a herança, porém, acabou por se retirar para Manaus, onde faleceu em 1940.

Me retirei, acompanhado da Beatris e da Sofia, após receber o livro do Fabiano. Confesso que o mimo me deixou entusiasmado com o progresso da minha família. Arnaldo Lima, outro primo, já deu partida para imprimir essas e outras minudências da árvore plantada pelo avó Vicente Lima.


Feliz Natal a todos!