CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

16 de janeiro de 2014

CORONEL WILDE BENTES (1)


Para recordar o coronel Wilde Azevedo Bentes,
ex-comandante da Policia Militar do Amazonas,
reproduzo a página do jornal TRIBUNA DE
ÓBIDOS, que circulou no 2º trimestre de 2000,
editado pelo Paulo Onofre Lopes de Castro, para
saudar aquele “filho da terra”.
Como é fácil observar, mais de uma década já se
escoou e muita água passou sob a ponte Rio Negro,
de sorte que, esta transcrição, sofreu pequenos
acertos de rumo. E será apresentada em três
capítulos ou partes.
 
PERFIL
 
Quando criança, queria ser padre. Após um ano e meio no Seminário, longe
de seus parentes e amigos, ele descobriu que a sua verdadeira vocação não
era o clero: queria ser um grande Administrador de Empresas. Voltou a
estudar em sua cidade natal, Óbidos, para continuar os estudos e depois foi
para Belém, em 1965, onde concluiu o científico no Colégio Paes de Carvalho,
onde tinha como colega de classe o ex-governador Jáder Barbalho. Em
seguida passou no vestibular - botou a vitrola pra tocar - e fez uma grande
festa, mas a alegria durou pouco.
 
A princípio ele não queria seguir a carreira das armas, mas o destino lhe
reservou uma das mais brilhantes carreiras que um militar pode almejar
dentro do seu staff  curricular. O Exército fez prevalecer suas normas
constitucionais, em honra à pátria. Assim, mesmo contra sua vontade foi
prestar o serviço militar obrigatório. Fez curso de Guerra na Selva, comeu
tapuru de coco, cobra assada na brasa, papagaio cozido no cantil e tomou
muito leite de amapá (látex medicinal, extraído de uma árvore da região,
aplicado no tratamento de asma e afecções pulmonares), para matar a fome
em plena selva amazônica. "Foi uma das experiências mais marcantes da
minha carreira, apesar de inusitada", relembra o protagonista desse
episódio.
 
No Exército, em Belém, foi aspirante a oficial e tenente. Na sua carreira
militar fez inúmeros cursos de especialização, tanto no Exército quanto na
Polícia Militar, dentre os principais, destacam-se o Curso de Minas,
Explosivos e Destruições, no Exército, no Rio de Janeiro; o Curso de
Aperfeiçoamento de Oficiais, em Recife, e o Curso Superior de Polícia, em
Fortaleza.
 
Em Manaus, foi comandante do Esquadrão de Cavalaria da Polícia Militar e,
em homenagem à cidade onde nasceu, Óbidos, deu o nome do 1º Pavilhão
daquela unidade de Pauxi; comandante da Polícia Militar; chefe do
Estado-Maior da Polícia Militar e secretário de Estado no governo de
Amazonino Mendes.

Hoje o ex-seminarista, e ex-futuro-administrador, é o ex-coronel (sic) PM
Wilde de Azevedo Bentes que se aposentou com 33 anos de serviços
Prestados e, aos 53 anos de idade, está se preparando para ser médico
geriatra.
 
Sua esposa, dona Anagrace Marques Bentes é amazonense - filha de um
fazendeiro do Paraná de Dona Rosa, seu Marques Paraguaio -, mas morou
dez anos em Óbidos, onde estudava como interna no Colégio São José,
praticamente atrás da casa do então estudante Wilde Bentes; aquele que
seria seu futuro esposo, mas só se conheceram em Manaus, na Praça da
Saudade. Assim quis o destino. Do casamento, que aconteceu em 1969,
nasceram três filhos: Márcia Angélica, 29 anos; Ana Cristina, 26 e
Eduardo 23.  (segue)