CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sexta-feira, maio 21, 2021

COMANDO DE POLICIAMENTO ESPECIALIZADO

Ontem, em visita ao quartel do CPE, onde havia marcado uma conversa com o veterano coronel Raimundo Encarnação, colhi muitas anotações e expliquei alguns fatos da corporação. De outro modo, aprendi bastante, afinal aquele espaço policial militar que começou com a Cavalaria, fruto do empenho do coronel Pedro Lustosa, comandante maior da Força Pública, em nossos dias mudou bastante. Com o passar do tempo e diante da necessidade de mais segurança, à cavalaria foram agregadas novas unidades. Por isso, serve de abrigo ao Comando das várias unidades específicas.

Para marcar a passagem, reproduzo alguns dos brasões do CPE. Iniciando com o brasão fora de uso da Polícia Militar do Amazonas, que foi distribuído em forma de adesivo em 1991 (abaixo).



PLACAS DE INAUGURAÇÃO



Brasão do CPE


segunda-feira, fevereiro 05, 2018

PMAM: POLÍCIA RODOVIÁRIA


A Polícia Rodoviária surgiu na Policia Militar da intervenção “manu militari” sobre a Guarda Rodoviária pertencente ao extinto Deram (Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas), ao tempo do governador Danilo Areosa, sendo comandante da PMAM, o coronel Maury Silva. O butim aconteceu no final de 1970, sendo nomeado o primeiro comandante rodoviário, tenente-coronel Pedro Rodrigues Lustosa.
Desconheço hoje a estrutura desse serviço.
Algum tempo e alguma legislação depois, estava funcionando a Companhia de Polícia Rodoviária, a qual o então capitão Raimundo Pereira da Encarnação comandou entre dezembro de 1981 a maio de 1983.
Desde então, Encarnação tomou gosto pelo disciplinamento do trânsito, de forma que ainda em nosso dias, na condição de coronel reformado, integra a direção do SMTU (Serviço Municipal de Transportes Urbanos).
Compartilhei esta postagem do jornal A Crítica (edição de 27 setembro 1982).




A Companhia de Polícia Rodoviária vem desenvolvendo um intenso trabalho de fiscalização e conscientização aos usuários que durante ou no final da semana procuram as rodovias em direção aos balneários públicos e particulares, afirmou ontem o comandante da corporação, capitão PM Encarnação.
Lembrou ele que, desde que assumiu o comando da Polícia Rodoviária, o número de acidentes em nossas rodovias foi reduzido e os constantes acidentes que ocorriam na bifurcação (conhecido Triângulo da Morte) localizada em frente ao quartel da corporação nunca mais se verificaram, devido à implantação de uma nova sinalização e os policiais que foram deslocados para orientar e coordenar os veículos que transitam em direção à Estrada dos Franceses, rodovia AM-101 e Rua Recife, principalmente de manhã cedo e no final da tarde. [no local foi construído o elevado Ayrton Sena, que já precisa ser ampliado]
Recomendou ainda o capitão Encarnação que os usuários tenham maior cuidado quando forem para a estrada principalmente durante a noite, pois está havendo a construção de um viaduto em frente à entrada do conjunto Cidade Nova.
 FISCALIZAÇÃO
Salientou o capitão Encarnação, que hoje o posto de fiscalização instalado no quilômetro 17, mais precisamente no entroncamento das rodovias AM-010 e BR-174, fiscaliza a entrada e saída de veículos que trafegam diariamente no local, principalmente os carros que saem de Manaus, a fim de evitar roubos.
Quando aos caminhões que destinam-se a Boa Vista, também recebem a mesma fiscalização, principalmente na altura da carga, tonelagem e equipamentos, a fim de que os motoristas possam viajar com segurança.

sexta-feira, maio 27, 2011

ASSOCIAÇÃO DOS VELHOS CORONÉIS (AVC)

Ocorreu nesta sexta-feira, no restaurante Roma, reunindo um número respeitável de oficiais da reserva. Alguns apareceram pela primeira vez, trazendo uma renovada alegria aos demais. Fica a promessa de que no próximo encontro, sempre na última sexta-feira, se renove a festa.

Restaurante Roma, onde hoje se encontraram os coronéis
A única restrição para comparecer é que o “convidado” seja da reserva, aposentado, em linguajar mais comum. E tenha paciência em lembrar velhos causos, os receituários médicos e ver a mesa repleta de água mineral e coca zero. Outro papo forte é o referente ao soldo e seus desdobramentos.

Coronéis Vital (à esq.) e Torres, no almoço
Coronel Torres lembrou um causo, acontecido ao tempo em que o mesmo era major. Um dia, nos Bombeiros, eu instruía os soldados, quando percebi um deles com sintomas de embriagues alcoólica. Então falta gravíssima. Não titubeei, chamei uma viatura e mandei recolher o bebum ao xadrez. O motorista, cabo La Torre, pára a viatura junto a mim para saber o quartel onde entregar o infrator. Informei que fosse para o 1º Batalhão.

Nesse instante, o bêbado-preso põe a cabeça fora do veículo e dispara: "o senhor não manda nem no seu galinheiro!" Não duvidei, dei uma porrada na direção do soldado. Para meu azar, o motorista havia movimentado a viatura e eu acertei mesmo foi o vidro. Mais aborrecido ainda, investi contra o abusado soldado, não obedecendo nem as ordens do comandante dos bombeiros.
Tanto aborrecimento se deveu ao apelido do nosso querido colega: Zé Galinha.

Coronéis Mael Sá e Ary Renato falam sobre dieta (acima)
Odorico Alfaia (abaixo) promete começar na segunda.


Estiveram presentes ao almoço: Paulo Vital, Pedro Câmara, Helcio Motta, Romeu Medeiros, Odorico Alfaia, Antonio Carlos Pereira, Frandemberg Maués, João Ewerton, Odaci Okada, Amilcar Ferreira, Ruy Freire, Osorio Fonseca, Cavalcanti Campos, Mael Sá, Silvestre Torres, Abelardo Pampolha, Celio Silva, Alcantara, Deusamar Nogueira, Raimundo Encarnação, Ary Renato e eu.

segunda-feira, outubro 04, 2010

DIA DE SÃO FRANCISCO

É sabido que a Igreja Católica venera São Francisco sob algumas denominações. Por isso, nesse dia dedicado ao santo franciscano, relembro duas paróquias que o tem por patrono.

Nesse dia, em 1956, Dom Alberto Ramos, arcebispo do Amazonas, cria a paróquia de São Francisco de Assis, no bairro do mesmo nome, nomeando seu pároco ao padre Manoel Bessa Filho, ordenado em 1954. Sempre envolvido com atividades educacionais, além da atividade política, padre Bessa permaneceu pouco tempo na direção de seus paroquianos. O bairro de São Francisco estava em implantação, em processo de urbanização, por isso, necessitava de todo o apoio governamental.


Dias desses, em conversa comigo, o ex-padre Bessa relembrou sua atividade sacerdotal, em São Francisco. Lembrou-se de uma família humilde, a família Encarnação, cuja matriarca cuidava da igreja e o filho Raimundo ajudava a missa, era o coroinha. Décadas depois, Bessa reencontrou o Encarnação, agora coronel da Polícia Militar, no Quartel da Praça da Polícia.


A igreja primitiva, em  Jornal do Commercio.
Manaus, 11 julho 1971
Depois veio o finado padre Onias Bento (também ex-padre), que iniciou a construção da igreja que vemos na foto. Esclareço que a publicação dessa foto veio a propósito do abandono em que se encontrava a igreja. Sem dispor de vigário para a celebração de missas e administração de sacramentos, os católicos eram obrigados a se dirigir a igreja de Adrianópolis.

É óbvio que a paróquia acolheu novos dirigentes, que a fez evoluir satisfatoriamente, e hoje – 54 anos depois, a igreja de São Francisco de Assis (rogai, por nós!) nada lembra o começo tão embaraçoso.