ODE ÀS MÃES
10.05.2026
Renato
Mendonça
Ó
mães, eternas guardiãs da vida,
vosso
amor não conhece fronteira,
nem
o tempo ousa pôr medida
na
chama viva que arde inteira.
Ó
mães, missão sublime vos guia,
do
ventre ao infinito, sois luz,
Maria
vos simboliza em harmonia,
mãe de esperança, mãe de Jesus.
Ó mães, que em silêncio ofertais
paz aos filhos em meio à tormenta,
vosso abraço é o templo, é o cais,
vosso gesto é força que os sustenta.
Ó
mães que acolhem sem gerar,
corações
órfãos de afeto e calor,
vosso
abraço é o lar, é o lugar,
vosso gesto é a pureza da flor.
Ó mães que enfrentam dissabores,
sustentam lares em desamor,
e ainda assim plantam flores,
com a coragem de quem vence a dor.
Ó
mães que fazem do cotidiano do lar
um
altar de ternura e dedicação,
educam
filhos com toque divino singular,
como
quem traduz a vida em oração.
Ó
mães que se tornam dedicadas avós,
bisavós,
raízes de novas gerações,
como
barcos que viajam ao ritmo de nós [1]
para o oceano eterno de emoções.
Ó mães que partiram do plano terreno,
mas ainda, como estrelas, brilham no céu,
vosso amor é, e sempre foi, o farol sereno,
vossa história de vida é o legado fiel.
Ó
mães, minhas heroínas eternas,
que
semeiam um amor visceral,
marcas
indeléveis, sempre modernas,
reverenciadas ontem e hoje, um ritual.
Ó mães, gratidão sempre, parabém!
vosso amor é o hino que nos sustém.
[1] plural de nó, unidade de
medida que mede a velocidade aquática, igual a uma milha náutica por hora.
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