CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

quarta-feira, junho 12, 2024

MANAUS: JORNAL ESPORTIVO (1916)

 O periódico intitulava-se CORREIO SPORTIVO, e abria nesse ano sua 3ª fase. Fora fundado por Deodoro Alcantara Freire e A. L. Castro, sem indicação de data. Na nova fase estava sob a propriedade de P. Ricevich (não identificado), tendo por redatores: A. Guinard e C. Couto. 

Os encargos do Correio eram tratados na Tabacaria Victoria, situada à rua Quintino Bocaiuva, 3 - Centro Histórico. E a impressão ocorria na tipografia da Revista Cá & Lá.

Primeira página da primeira edição - 3ª fase
Manaus, domingo, 19 março 1916

terça-feira, junho 11, 2024

MANAUS: ANÚNCIOS EM JORNAL (1906)

No início do século 20, Manaus passou a conviver com uma renovação nos periódicos, com apresentação bem mais eficiente, iniciando com o Jornal do Commercio (ainda em circulação). Recolhi do matutino Correio do Norte, edição inaugural, de 21 de janeiro de 1906, os anúncios aqui postados. 

Correio do Norte, domingo,21 jan. 1906




sábado, junho 08, 2024

MANAUS: ENCHENTE RECORDE (2021)

 Em junho de 2021, como natural, os rios amazônicos chegam ao ápice, ou seja, a enchente anual atinge sua cota máxima.  Naquela data, quando do máximo, as cidades estaduais estavam alagadas, inclusive a capital amazonense. As fotos são dessa situação, destacando o centro histórico debaixo da visão da Catedral da padroeira.

Os desastres ambientais, ano passado, mostraram o inverso. Lembrando que as cidades amazonenses estão instaladas na "beira" dos rios, quando os rios secaram com tal volume que, por paradoxal, faltou água em várias regiões. Enfim, o Rio Grande do Sul ainda padece do dilúvio que desabou sobre o estado. 

Centro histórico de Manaus alagado (junho 2021)



quarta-feira, junho 05, 2024

PMAM: SEUS PRIMÓRDIOS (33)

 Novo capítulo da história da atual Polícia Militar do Amazonas, relativo ao período provincial, compartilhado do meu almejado livro Guarda Policial (1837-1889).

 

Conrado Jacob de Niemeyer (1831-1905)

(filho de militar português de mesmo nome e de Olímpia Estelita de Aguiar Giffenig; militar, engenheiro e político)

Niemeyer foi nomeado em 29 de janeiro de 1887 e assumiu a presidência em 23 de março. Constava em seu currículo ser bacharel em Matemática pela antiga Escola Militar da Corte; comendador da Imperial Ordem da Rosa; cavaleiro da de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Militar de São Bento de Aviz; condecorado com a Medalha de Campanha do Paraguai. Na oportunidade da posse, era coronel do Corpo de Engenheiros; presidente e comandante das Armas da Província do Amazonas. Sua gestão amazonense prosperou até 10 de janeiro de 1888. Quiçá para melhor auxiliá-lo na gestão provincial, ou já disseminando o nepotismo que angustia há tanto tempo o país, emprega como secretário – Olympio Giffenig von Niemeyer. Em que grau seria esse parentesco? Avaliando o sobrenome, seria assaz próximo.

Relatório Niemeyer


Tão logo, em 25 de março, o presidente Niemeyer, em Relatório com que instala a sessão legislativa, relata uma tenebrosa ocorrência envolvendo integrantes de duas tropas armadas em atividade na capital. De um lado, elementos da Guarda Policial e, de outro, soldados do Exército. Conhecedor do assunto, por sua patente militar, Niemeyer cientifica os legisladores de que, em face da gravidade da altercação, encaminhou-a ao conhecimento do Governo Imperial.

Em resumo, o choque entre os praças teve início cerca de 18h30, de 23 de fevereiro. O local – proximidades do quartel do 3º Batalhão de Artilharia, atual Colégio Militar de Manaus, quando dois Guardas faziam policiamento na estrada de Epaminondas. Sem explicações, os guardas são “atacados e esbordoados a cacete, por praças do batalhão”. O provimento presidencial consistiu em reunir os comandantes dos contendores, além do Chefe de Polícia, presumindo a evolução do conflito, diante das “rivalidades frequentes entre a força de polícia e a de linha”.

A despeito dessa diligência, novo conflito voltou a se verificar entre os litigantes, agravado pela participação de “cearenses moradores na Estrada (de Epaminondas), que são patrícios da maioria dos policiais”. Cerca de uma hora da madrugada, enfim, contornado o ataque mútuo, foram contados os feridos: “cinco soldados do 3º Batalhão, todos à bala, e só um gravemente; e da polícia seis, sem falar nos dois primeiros, todos a sabre”. Semelhantes divergências ou altercações, como perduraram. Talvez em nossos dias tenham sido amenizadas ou até anuladas, diante da reduzidíssima presença de militares fardados nas ruas.