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terça-feira, dezembro 13, 2022

DESASTRE DO PP-PDE: 60 ANOS (2)

 Como enunciado na postagem anterior, nesta data de 1962, o Constellation PP-PDE passou o dia em reparos no aeroporto de Val de Cans, em Belém. Os passageiros embarcados no Nordeste com destino a Manaus foram acomodados, pois o voo somente teve prosseguimento ao final da noite.

Desse modo, quando do check-in em Belém, tomaram assento no avião 43 passageiros e 7 tripulantes, a mesma tripulação desde a saída do Rio.

A Gazeta, Manaus, 14.12.1962

Embarcaram em Belém (PA)

Ermindo Fernandes Barbosa (industrial); Candido Acciai (italiano); Sirio Simoni, José Haroldo Andrade; Maria Luísa Chauvin Chase e 5 filhos (Paulo Eugenio, Mauro Bernardo, Luísa Helena, Doris e Carlos Otávio); Maria América Farias Miranda; José Luís Nunes Pinto (médico), a esposa Maria Pinto e a filha Nair Pinto; Aline Linhares Teixeira e 2 filhas (Aline e Ângela Ester Linhares Teixeira); Kassen Merahim; Hugo Macario de Brito (engenheiro); Norbert Mannicke (alemão); Walter do Nascimento Meguins e Pedro Alves Ferreira (da Petrobras); Mauricio Samuel Ohana; Elias Jocayed; Jackson de Albuquerque Pinto (tenente aviador); Amaro Alves da Rocha; José Ribamar Nascimento Santos (sargento EB); Youssef Makarem; Aymoré de Paula e Souza (jornalista) e José Roberto Blanco.

Em trânsito do Recife (PE)

– Emília Benassuly Cohen e a filha Jannete Abraham Cohen (8a);

de Fortaleza (CE)

João Ivan Paiva; Ana Benita Peres Pontes; Peggy Blanche Farrance (inglesa); Geralda Santana Marques; Joaquim Cordeiro da Cruz; Milton Matos Rocha (deputado estadual do Acre) e seu filho João Alberto Pinheiro Rocha; Waldomir de Holanda Cavalcante e dois familiares (não identificados) e Pedro Vieira de Castro.

Os tripulantes:

A partir da esquerda: Fernando e
Simonidas - comissários, e Barcelos -
copiloto (Última Hora-PE, 16.12.1962)

Dalvo da Costa – comandante / Kenir Barcelos da Silva – copiloto / Orlando Medeiros Paiva – rádio telegrafista / Wander Ottoni de Souza – mecânico de bordo / Fernando Davi Fonseca / Rui de Almeida Pereira / Simonidas Jesus da Silveira – comissários. 

Todos a bordo, a aeronave da Panair do Brasil decolou às 23h (GMT local) com destino ao aeroporto Ponta Pelada, hoje Base Aérea de Manaus, onde infelizmente não aterrissou. (segue)

segunda-feira, dezembro 12, 2022

DESASTRE DO PP-PDE: 60 ANOS

 Nesta data, há 60 anos, decolou do aeroporto do Galeão com destino a Manaus, escalando pelo Nordeste, o Constellation PP-PDE da Panair do Brasil. O destino da aeronave seria interrompido a cinco minutos do aeroporto de Ponta Pelada, matando todos os 50 ocupantes ao se desmantelar na selva. A penúria de nossa cidade, assim como de organismos federais, fez com que os destroços fossem alcançados em incompreensíveis 10 dias.

O Constellation em aeroporto não identificado

A fim de melhor compreender o fato, devo explicar que ao tempo uma viagem tão longa não era alcançada no mesmo dia. Desse modo, o PDE depois de cruzar o Nordeste escalando em quase todos os estados a partir de Maceió, aterrizou em Belém no final da noite de 12 de dezembro de 1962.

Por motivos não elucidados, o avião passou o dia imediato no hangar do aeroporto Val de Cans em reparos. Os registros de periódicos nada acrescem sobre esse impasse, somente que o avião voltou a decolar para Manaus cerca das 23h local. A previsão da viagem era de três horas, no entanto, ao se aproximar do Ponta Pelada desapareceu na selva. Outra observação: no ensejo, o contato entre uma aeronave e o centro de controle era realizado pelo rádio e o telégrafo, daí a importância de um rádio telegrafista na tripulação.  


Logo da Panair do Brasil

Ainda recordando este trágico acontecimento: pensar em uma viagem à noite pela região era autêntica aventura. A fim de apoiar o meio de contato acima comentado, somente existiam duas bases na região: em Santarém (PA) e Itacoatiara (AM), após isso era a escuridão e os extensos perigos da floresta. E foi o que aconteceu com o Constellation PP-PDE que, construído na planta da empresa em Burbank (USA) em 1946, desapareceu nas cercanias de Manaus doze anos depois.

Sobre este desastre – o maior ocorrido na Região Norte – escrevi neste espaço, quando do cinquentenário, algumas páginas. A maioria compilada dos jornais manauaras da época. Neste ano de 2022, estimulado por questionamentos diversos, estou ultimando um livro que, lamentavelmente, sairá no próximo ano.