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terça-feira, abril 03, 2018

PMAM - 181 ANOS (V)



Jornal A Crítica, edição de 4 de maio de 1965
 No dia de ontem, a Policia Militar do Amazonas comemorou o seu 89º aniversário de fundação. Fizeram-se presentes às solenidades o governador Arthur Reis e esposa, comandante Gilberto Ferraz, Capitão dos Portos, presidentes da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Justiça, Secretários de Estado e outras autoridades.
Ao desfile das tropas em continência à Bandeira, cujo hasteamento foi ponto inicial das programações, passou-se a leitura da Ordem do Dia, feita pelo Coronel Nardi de Souza, que enalteceu as tropas do Amazonas através dos anos, salientando a figura de Cândido José Mariano, um dos heróis da guerra de Canudos.
Já no Salão Nobre, a corporação ouviu a palavra do governador Arthur Reis que, ao enaltecer a Polícia Militar, dispensou as punições aplicadas aos militares e prometeu para o ano vindouro a construção de um novo quartel.
A seguir, inaugurou-se o quadro do herói amazonense de Canudos, cerimonia que teve por complemento um coquetel oferecido aos presentes.


Observações sobre o relato:
A festa ocorreu em 3 de maio, então a data do aniversário da PMAM. Tanto que estava comemorando 89 anos de existência. Arthur Reis era o governador ao tempo do Governo dos Generais. Historiador competente e educador de respeito, soube aproveitar a data para perdoar as transgressões dos policiais. Este procedimento constituía-se numa praxe, nada de sobrenatural.
O major EB José Jorge Nardi de Souza era o comandante desde o final do ano anterior. E neste permaneceu até o mês de novembro, quando transferiu o comando ao tenente-coronel PM Neper Alencar.
Zuavo provincial

O governador, sabedor da história republicana da corporação, tomou algumas medidas: uma, já mencionada, perdoando as punições. A segunda, nominando o efetivo da corporação de Batalhão Amazonas. Enfim, inaugurando um quadro com a fotografia de Cândido Mariano que, sabe deus, onde anda.
Bem, em 1972, uma publicação do historiador Mario Ypiranga mudou a data de criação da Força Estadual. Por isso, amanhã ela completa 181 anos.

quinta-feira, agosto 05, 2010

CHEFE DE POLÍCIA

Há 40 anos desaparecia da administração estadual a figura do Chefe de Polícia. Em 5 de agosto de 1970, o governador Danilo Areosa exonerava o Dr. Moacir Alves deste cargo, para nomeá-lo secretário de Segurança Pública.
A importância desta função atravessou o Império, viu acabar a República velha, todo o governo de Getúlio Vargas (1930-47) para, enfim, ser substiuida nos primeiros anos do Governo Militar (1964-85).
No Amazonas, o Chefe de Polícia surgiu em janeiro de 1834, quando a Província do Pará, por decisão constitucional, criou a comarca do Alto Amazonas, da qual pertencia o Lugar da Barra, ou melhor, a atual cidade de Manaus. O primeiro chefe foi Henrique João Cordeiro, então vereador, nomeado na ocasião juiz municipal. E, como cabia ao juiz a administração policial, coube-lhe o encargo com o título de Chefe de Polícia. O último foi o bacharel Moacir de Souza Alves.

O Jornal, 5. ago. 1970
Muitos, foram muitos os que exerceram este encargo, tornaram-se conhecidos, até famosos. Uns pela competência outros pela truculência. Uns pela amizade com o governo imperial outros com o governo estadual. Todos, no entanto, deixaram a marca de seu tempo.
Poucos foram os locais onde este encargo foi cumprido, não mais que cinco endereços. Dois se destacam: nos fundos da Catedral, o edifício situado no cruzamento da avenida Sete de Setembro com a rua da Instalação, hoje denominado de Palace Hotel, e, ontem, de Armazém Khan Pollack & Cia. Por sinal, a secretaria de polícia funcionava nos altos deste estabelecimento.


O outro endereço estava situado na rua Marechal Deodoro, onde agora opera uma agência do Banco do Brasil. Ali funcionou por décadas a Chefatura de Polícia. Nesse endereço, entre inúmeros, exerceu a função o Dr. Domingos de Queiroz, em 1959 (foto)






Os últimos Chefes de Polícia, com a data desse emprego:
O Jornal, 28 junho 1964
Paulo Pinto Nery, doutor em Direito (Junho a Outubro 1964); Joaquim José de Carvalho e Cascais, coronel PM da reserva (Outubro 1964 a Novembro 1965);
Themistocles Henrique Trigueiro, coronel PM reserva (interino)
(Novembro 1965 a Abril 1966);
Gebes de Mello Medeiros, promotor de justiça (Abril 1966 a 31 Janeiro 1967);
Giovani Figliuolo, promotor de justiça, (Fevereiro 1967 a Abril 1967);
Eros Pereira da Silva, procurador aposentado (Abril 1967 a 20 Setembro 1967);
José Silva, coronel PM da reserva (Setembro 1967 a Fevereiro 1968);
João Valente de Azevedo, bacharelando em direito (Fevereiro 1968 a 12 Março 1969);
Moacyr de Souza Alves, bacharel em Direito (Março 1969 a 30 Julho 1970)
Os secretários de Segurança Pública, no governo de João Walter de Andrade (1971-75):
Moacyr Souza Alves, bacharel em Direito (Agosto 1970 * Março 1971) 
Eduardo Olympio Casares, tenente-coronel R1/EB (Março a Setembro 1971); 

Paulo Figueiredo Andrade de Oliveira, tenente-coronel EB (Setembro a Novembro 1971)

José Jorge Nardi de Souza, tenente-coronel EB (Novembro 1971 * Dezembro 1972);

Neper da Silveira Alencar, coronel PM (Dezembro 1972 * Janeiro 1973);

José Jorge Nardi de Souza, coronel R1/EB (Janeiro a Fevereiro 1973);

José Cantanhede de Mattos Filho, bacharel em Direito (Fevereiro a Março 1973);

Delio Mafra de Souza e Silva, general brigada R/1 (Abril a Setembro 1973);

José Cantanhede de Mattos Filho, bacharel em Direito (Setembro a Dezembro 1973);

José Maria Lopes, procurador público (Janeiro 1974 * Março 1975).