CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

quarta-feira, dezembro 31, 2025

RETROSPECTIVA PRÓPRIA 2025

 Neste último dia de 2025, permito-me uma revisão sobre o que me aconteceu ou deixou de fluir. Logo no começo do ano retornei depois de um ano sabático em Curitiba e, diante da Manaus que reencontrei, tenho dito que me ofertei um "presente de grego". Porque depois de usufruir da vitalidade curitibana, reclamei, esperneei, esbravejei ao deparar com nossa cidade. Logo, contudo, assumi a forma citadina, seja no trânsito, seja na limpeza das ruas, enfim, do desarranjo que nos cerca. Voltei a ser o caboco nascido nos Educandos.

Ano Novo de 1979 e 2026, no quartel da Rádio Patrulha,
rua Dr. Machado, aos fundos da maternidade Balbina

Adiante, voltei a visitar o quartel da Polícia Militar buscando fazer algum trabalho cultural. Comecei alinhando o esquecido Piquete de Cavalaria ao CPM, um quartel existente nos fundos da maternidade Balbina. Para isso, remexi meus alfarrábios, fui em frente rememorando as passagens policiais do local. E mais, levantei a questão da criação da Polícia Feminina acontecida há 45 anos, ou seja, em fevereiro de 1980. Planejei e tentei elaborar um Revista virtual, a fim de marcar a efeméride. Não consegui, ao ser atropelado pelas femininas da caserna que preferiram uma impressa. Ficou para a próxima festa.

Neste ensejo, o comando da corporação constituiu uma comissão para escrever a História da PMAM, e nela fui incluído como convidado. De novo intentei, mas novamente fui barrado pelas indecisões e outros entraves, pois a comissão se preocupava antes de tudo com a "capa dura" do compêndio. Nenhuma linha foi escrita, assim fugi do vexame ou contribui para.

Outra idealização não cumprida foi a publicação do livro póstumo de poesia de Sergio Luiz Pereira, que diligenciei junto aos amigos do falecido, porém, nada consegui, não obstante faltar somente a capa do livro. Nesta linha de lembranças, busquei a Cúria para rememorar o falecido padre Luiz Ruas, nada feito, pois a Semana Santa seguida da morte do Pontífice Francisco não permitiram a comemoração.

Somente consegui junto ao CLAM (Clube Literário do Amazonas) relembrar o poeta Anísio Mello pelos 15 anos de sua morte. Portanto, fracassei redondamente. Espero em 2026 conseguir pouco, para tanto vou prometer pouco, para não falhar. Farei um vídeo sobre meus 80 anos e festejá-los com realce. Publicar o livro sobre a Banda de Música em ebook. Chega.

Agora, há 20 dias presenteei-me com um "puzzle" de somente 4.000 peças, com a intenção de refrescar a cabeça e manter um recorde, montá-lo em 25 dias. Junto com a esposa Beatris, vamos  conseguir. Ufa, chega 2025.

Ao leitor desta página, meus votos de prosperidade no Ano Novo, que lhe permita saúde e bastante crédito.  Aleluia.   

sábado, dezembro 27, 2025

ANO NOVO QUASE CINQUENTENÁRIO

 Que venha o ano de 2026! Terei o cuidado de não provocar qualquer má interpretação como ocorreu com os "dois pés na porta" das havaianas. Antes de apresentar as fotos de anteontem e de hoje, devo esclarecer que o portão que ilustra as fotos existe desde 1897, quando o governo então construiu o quartel para a cavalaria estadual. Daí seu codinome - Piquete de Cavalaria, que existiu por oitenta anos, até 1977, sendo substituído pela atual caserna do CPM na rua Dr. Machado, Praça 14 de Janeiro.

Companhia de Rádio Patrulha

A Rádio Patrulha inaugurou o novo aquartelamento em fevereiro de 1977, tendo o então major Roberto Mendonça (este escrevinhador) assumido o comando no ano seguinte. Além do comando dessa tropa motorizada, apenas exerci a direção do Corpo de Bombeiros, quando incorporado à Polícia Militar. Pouca coisa, mas confesso que preferia a administração, em particular do acervo histórico, a fim de subsidiar minhas pesquisas e produções. 

Comando do Policiamento Metropolitano
CPM - dez. 2025

Enfim, a foto mostra a passagem de ano de 1978-79, quando mandei afixar no histórico portão uma descorada árvore de Natal e posei para a posteridade. Ontem voltei ao local e fiz novamente pose para relembrar a decoração e o antigo quartel. Revi o quartel do CPM devidamente decorado internamente, todavia, nenhum policial lembrou-se da relíquia histórica - o Portão do Piquete.

Aos leitores desta crônica, meus votos de abastecido Ano Novo, com saúde e alguma vitória na megasena, para usufruir com a família.  

quinta-feira, dezembro 25, 2025

NOVAMENTE É NATAL

Recolho duas anotações sobre a festa do nascimento de Jesus, celebrada no orbe nesta data. Ambas de cunho espiritual, religiosas: uma, do arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB, dom Jaime Splenger, outra, do ex-seminarista Renato Mendonça. Aproveito, ainda, para registrar meus votos de harmonia e serenidade nestas Festas.


"O Natal celebra a encarnação de Deus na história humana, acontecida há aproximadamente dois milênios. é, talvez, a festa mais esperada do ano. Está relacionada a aspectos marcantes da existência humana: familiaridade, solidariedade, generosidade, fraternidade, paz, ternura, cuidado, harmonia, fé, dignidade e importância da "casa comum". (...) Seja o Natal oportunidade para renovar a nossa confiança no ser humano! Oxalá possamos juntos cooperar para, a partir da fé, superar tudo o que divide, corrompe, destrói, mata. Abençoado e santo Natal!"
Dom Jaime

É Natal — de Maria e de todas as mães, sublimes, eternas, presentes em nosso mundo físico ou no mundo metafísico. Foram elas que nos conceberam e nos doaram à luz, para a nova vida; É Natal — de todas as crianças, amparadas no seio de uma família ou mesmo as que não tiveram essa sorte; daquelas carentes que vendem balas nos sinais de trânsito para prover o “pão nosso”;

É Natal — dos operários, dos trabalhadores informais, que fazem mágica durante o ano com o salário minguado para levar alegria ao lar; É Natal — de todas as mulheres, abnegadas e altivas, que se empenham nas tarefas domésticas, ou daquelas que ainda precisam se lançar em jornada dupla;

É Natal — de todos os doentes que, com um olhar penitente ou um sorriso suplicante almejam que o médico Jesus possa lhes oferecer saúde e energia; É Natal — dos idosos, sempre esperançosos de uma simples companhia, ou de alguém que lhes dê atenção e seja capaz de ouvir suas histórias de vida;

É Natal — dos povos em guerras absurdas e desumanas, que vivenciam um presépio de dor, na expectativa de um sinal de paz; É Natal — das comunidades pobres, que apesar de todas as dificuldades, recebem de coração aberto o Deus menino;

É Natal — dos dedicados missionários da fé e do amor, que fazem apologia da caridade, fomentam a paz e a semeia entre os seus semelhantes necessitados; É Natal — do Jesus menino, catalizador das mais diversas emoções, que simboliza as criaturas que se propõe a compreender as dificuldades da relação humana, oferecem o perdão e entoam com a voz do Senhor: “Glória a Deus na Alturas e Paz na Terra!”

De novo, é Natal!

Renato Mendonça

   


sexta-feira, dezembro 05, 2025

PMAM: LENDA DA ALAGAÇÃO

 Começando muito antes, para situar a comédia. Há quase um século, o igarapé dos Remédio foi aterrado, resultando na edificação da avenida Getúlio Vargas e parte da Floriano Peixoto. As águas da chuva corriam em direção ao quartel da Praça da Polícia construído à margem deste igarapé, que já existia desde 1890. Para ingressar no aquartelamento havia, nos fundos, um portão, que pouco protegia quando o toró era amazônico.

Detalhe do aterramento do igarapé, nas cercanias da rua
Saldanha Marinho. Crédito: Manaus na História

Ainda no século passado, há 50 anos, o prefeito Jorge Teixeira (1975-79), ao reordenar a circulação de veículos nos imediações do quartel, fez destruir a Praça Ribeiro Junior ali existente. Para proteger o quartel da invasão de águas pluviais, mandou assentar uma viga de concreto (foto) na extensão da artéria, que em nada contribuiu. Ao contrário...

👆Policiais carregam uma bomba sobre a viga de concreto,
tentando resolver o alagamento - 1980👇



Agora, à lenda disseminada na Polícia Militar. Em um dos tantos alagamentos, a água alcançou um depósito que servia de "arquivo" para certa documentação, em especial, diário oficial. Após o dilúvio, o material inservível foi descartado. Daí surgiu a explicação para quando qualquer documento não era encontrado: a enchente levou, destruiu. Ainda no corrente ano, pessoalmente fui informado por um oficial bem jovem, servindo no quartel de Petrópolis, que o material que eu buscava havia desaparecido naquela "alagação". Desse modo, a lenda segue viva! 

segunda-feira, dezembro 01, 2025

BATARÁ E O FIM DA VIAÇÃO ANA CÁSSIA

Há 50 anos aconteceu a compra da viação do Batará, que tomou a denominação de VIAMA, e desse modo o transporte coletivo foi evoluindo. Manaus, não muito distante, havia se despedido dos ônibus de madeira, e até apreciava o uso de Kombis no tráfego central.
Cassiano Anunciação, ou melhor, Batará havia adquirido o campo de futebol do Guanabara EC, no bairro de Santa Luzia, para montar sua empresa. Morador do Morro, eu perdi o campo de muitos jogos domingueiros, como goleiro do Botafogo, agora, veja a incrível altura do atleta: 1m65. Do outro lado da moeda, já oficial da Policia Militar, ganhei uns compensadores trocados da VIAMA ao organizar os documentos dos ônibus. Explico: quando da criação do IPVA, os ônibus tiveram suspensos os pagamentos, por uma maquinação dos proprietários na Justiça. Acredito que a contenda jurídica ocorreu em todo o país.
Todavia, um dia veio a decisão final, obrigando os donos de ônibus a recolher ao Detran os impostos atrasados. Foi no ensejo que eu me ajustei com uma funcionária da repartição, que funcionava na esquina da rua José Paranaguá com a rua Floriano Peixoto, e lucramos todos, a empresa e os intermediários. 

Jornal do Commercio,
16 setembro 1975

ANA CÁSSIA VENDIDA POR 35 MILHÕES

Depois de servir durante vários anos à comunidade manauara, a empresa de transporte coletivos “Ana Cássia”, foi vendida ao deputado milionário do MDB de Natal, Francisco Rocha. A informação oficial foi dada pelo parlamentar e pelo sr. Cassiano Anunciação, o Batará (foto) na Câmara Municipal de Manaus. Batará, segundo disse em entrevista à imprensa, pretende agora repousar e depois então pensará numa maneira adequada de aplicar o dinheiro. Não confirmou que pretende entrar para o ramo de turismo, conforme se comenta na cidade. A “Ana Cássia” passara a chamar-se VIAMA (Viação da Amazônia) e ganhará mais ônibus.