CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

Mostrando postagens com marcador amolador de facas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amolador de facas. Mostrar todas as postagens

sábado, junho 14, 2025

AMOLADOR DE FACAS

 A memória pertence ao jornal A Gazeta, edição de 31 de março de 1964. Que data, devendo ser lembrada como bem apetece ao leitor. A postagem quer lembrar o artífice que circulava pelas ruas amolando facas e outros objetos cortantes. Claro que a evolução técnica fez este desaparecer. Quem se lembra dessa figura? Confesso que voltei a me lembrar vendo a foto. Foi-se o amolador, como se foi o matutino, igualmente dominado pelo avanço tecnológico.

 


DE UTILIDADES DOMÉSTICAS ATRAVÉS DOS ANOS –

Um dia ele cansou. Juntou os trocados, comprou passagem de ida na “Booth”, e largou-se para a “Santa Terrinha”, para matar saudades e ficar de vez por lá. Mas as saudades maiores devem ter ficado por aqui, a nostalgia decididamente contribuiu e ele voltou para percorrer novamente as ruas da cidade. Amolando facas, serrotes, tesouras. Até gilete, dizem, que ajeita.

Na sua ausência, não sabemos com quem ficou o instrumento de trabalho, primitivo, mas muito útil, ou se o de agora é outro. Não interessa muito, pois o personagem é o velho amolador ambulante, com seus movimentos sincronizados, tal qual uma máquina. O pé direito aciona a roda grande, esta entra em movimento e faz rodar o rebolo, onde mãos hábeis seguram a lâmina do objeto e garantem uma amolação perfeita. Faca de cozinha que passou por aí nunca mais perde o fio. E um serrote tem sempre seus dentes acertados.