CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

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sábado, julho 12, 2025

CORPO DE BOMBEIROS DO AMAZONAS (1876-2025)

Ontem, o Corpo de Bombeiros do Amazonas festejou a data de sua criação. No próximo ano será o jubileu do Sesquicentenário. Já escrevi páginas e páginas, que agrupadas constituem o livro Bombeiros do Amazonas: retrospectiva 1897-1998 (2013). Dessa sorte, para festejar a véspera do jubileu vou me limitar a expor algumas fotos, que considero relevantes na trajetória do grupamento dos “homens e mulheres do fogo” no Amazonas, agradecendo cordialmente ao Carlos Navarro, mestre da Fotografia em Manaus, autor dos registros.

FFOOGGOO!! 





    

sábado, dezembro 09, 2017

POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS NO SESQUICENTENÁRIO

Capa do panfleto
Quando do sesquicentenário da nossa Independência, festejado em 1972, o Brasil promoveu inúmeras festas e homenagens. Entre tantas, passou por todas as capitais um cortejo conduzindo as cinzas do 1º imperador do Brasil.

Na Semana da Pátria, acentuaram-se os festejos. Para incrementar o desfile em Manaus, a Polícia Militar do Estado distribuiu um panfleto, que reproduzo abaixo, com apontamentos sobre a data festiva e sobre pelejas sangrentas em que se envolveu.

Acredito que o texto pertence ao falecido mestre Mário Ypiranga Monteiro, visto que a iniciativa coube a chefia da Casa Militar, a quem o intelectual estava muito achegado e já havia produzido outros textos. Seja de quem for, há necessidade de alguns reparos, pois foi concretizado com exorbitantes arroubos.

Um deles, assegura que, em 1851, entre a criação da província do Amazonas e sua instalação no ano seguinte, a Guarda Policial dispunha de 1339 guardas! Não há registro sobre tal número, e mais, este efetivo alcançou este número em razão da obrigatoriedade de todos os homens, a partir dos 14 anos, a “pertencer’ (sem ônus) a uma Guarda.

Outra desdita: a PM amazonense lutou ao lado de Plácido de Castro, na conquista do Acre. Não! O governador amazonense Silvério Nery, ainda que interessado na disputa, apenas dispôs uma guarnição Policial e outra Fiscal na fronteira acreana, na região onde hoje evolui a cidade de Boca do Acre.

No entanto, a Legião dos Poetas (voluntários idealistas) seguiu para a região com arma pesada da Força Estadual, cedida por governador. Contudo, foi um fiasco redondo.

Apesar dos pesares, entoa-se no hino policial: No Acre, com batalhas e vitórias...




São 135 anos de existência — de honrada e ufanosa existência! que se somam neste soberbo desfilar dos soldados de Cândido Mariano. São 135 anos de lutas incessantes, — pela ordem, pela paz, pelo bem do povo e da Pátria, — que estão passando, agora, em frente aos nossos olhos orgulhosos, — diante da nossa cívica emoção! — no passo-certo dos homens do heroico batalhão de Canudos!
São 135 anos da Polícia Militar do Amazonas, desfilando em reverência aos 150 anos da Independência do Brasil!

Data de 4 de abril de 1837 a existência da Polícia Militar do Amazonas. Criada com o nome de Guarda Policial, teve, mais tarde, a honrosa atribuição de milícia guarnecedora das nossas fronteiras e dos presídios militares de vários pontos do interior amazonense, além da sua função precípua de zelar pela ordem pública nas seus municipais, vilas e freguesias.

Dois Batalhões compunham, em 1851, a Guarda Policial, que tinha, então um efetivo de 1.339 praças distribuídas pelos diversos lugares da Província.

Elevada à categoria de Batalhão Policial em 1890 e de Regimento Policial em 1897, — foi como Regimento que destacou o seu 1º Batalhão de Infantaria para seguir com destino a Canudos e ali juntar-se às Forças em Operações. Foi em Canudos, dentro da própria cidadela dos jagunços de Antônio Conselheiro, que essa brava Polícia Militar do Amazonas derramou o sangue generoso de seus soldados pela paz e pela ordem da família brasileira. Seu Comandante, o intrépido Coronel Cândido Mariano, — que é a figura máxima, o símbolo do heroísmo e da honradez, do miliciano amazonense, tem o seu Altar na consagração da História do Amazonas.

Esta mesma Polícia Militar do Amazonas lutou no Acre, ao lado de Plácido de Castro, e ajudou a libertar aquele Território da ocupação estrangeira e a reincorporá-lo ao Patrimônio Territorial do Brasil.
Outros feitos gloriosos tem em sua história a Polícia Militar do Amazonas!

Feitos gloriosos e troféus gloriosos! E o mais belo e o mais glorioso desses troféus é aquela velha Bandeira Brasileira que é guardada com orgulho, em seu quartel pelos soldados amazonenses: é a Bandeira que acompanhou a Polícia Militar em Canudos e de lá voltou tinta do sangue dos nossos soldados e esfarrapada pelos impactos das balas inimigas.