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domingo, outubro 26, 2025

ANIVERSÁRIO DE MANAUS: POEMA

 O poema foi escrito há quatro anos, mas publicado. Recorro hoje a ele, escrito por Renato Mendonça, para saudar os 356 anos de inauguração da capital amazonense.

Manaus, 1865

MANAUS, 352 ANOS

 

Manaus abandona Manáos com letargia;

Ainda hoje, feito índios, somos dizimados.

Nem estranhamos quando somos subjugados:

A floresta vira fumaça, sem magia;

 

Um governo que fez com seu povo alquimia;

Sem oxigênio, droga inócua, só pecados;

Até enlutou famílias, e seus passados!

Mais gente se locupletou, com alegria.

 

Ainda há chances, e desse labirinto sair,

Zerar o desamor e escassez de humanismo;

Opor à venda de nossos bens sem pudor;

 

Não crer no falso, que só faz o povo cair;

Acreditar só em Deus, e usar Seu aforismo:

Sempre manifeste o Bem, viva com Amor!