CATANDO PAPÉIS & CONTANDO HISTÓRIAS

segunda-feira, janeiro 26, 2026

ANO NOVO DE 2026

 Após o mês sabático de folga deste espaço, eis que entro no 2026 "com os dois pés", a fim de evitar interpretação dúbia, em particular, a política. Vou continuar revendo os acontecimentos de outrora, com objetivo de recordar para animar a leitura. Pontuei minha revisão do ano anterior com os desacertos, com os obstáculos e o consequente desanimo em produzir algo sobre a história policial militar amazonense.

Esses desencontros causaram-me esta interrupção, alcunhada de sabática, aproveitada para apreciar melhor a produção do novo ano. Vou me dedicar às comemorações do meu Jubileu de Carvalho (80 anos), já estando em preparação as lembranças da caminhada, que pretendo distribuir. Oxalá, consiga.

Duas construções desaparecidas: o relógio-totem e 
o Café do Pina. Uma, modificada, de quartel para
Centro Cultural Palacete Provincial

Agora, com os pés enfrentando as chuvas de nosso "inverno", recortei a publicação do saudoso cronista L. Ruas (1931-2000), na qual, edição de 14 de outubro de 1957, de A Crítica, relata este fenômeno e os efeitos salutares. 

CHUVA NO PINA 

Havia um certo receio da noite se tornar abafada e quente se não chovesse. O céu tapado de nuvens pesadas. Alguns relâmpagos notívagos. Nada disso, porém, era sinal certo de chuva.  

Mas a chuva caiu gostosamente. Uma boa chuva de verão. Aí pelas sete e meia da noite. Muito vento e muita água. Em poucos minutos as ruas estavam encharcadas, e nós os “habitués” do Pina (isto é do Pavilhão São Jorge), das conversas e dos cafezinhos apesar de todos os calores possíveis, assistíamos alegremente o espetáculo da chuva, e dos faróis dos carros varando as densas camadas de água até aos tornozelos, e recebendo com um riso de contentamento a leve poeira de nenúfares, leve e úmida, com que a chuva e o vento nos davam uma boa noite realmente agradável.

E enquanto a chuva lavava a boca da noite as conversas lavavam as nossas almas. Tudo veio à baila. Satélite. Política. Literatura. Doença. Anedota. Cheiro de terra molhada. Alguém comentou: -- Passou a chuva e está correndo uma brisa agradável.

E todos descemos do estreito recinto do Pavilhão para a frescura das pedras molhadas. 

quarta-feira, dezembro 31, 2025

RETROSPECTIVA PRÓPRIA 2025

 Neste último dia de 2025, permito-me uma revisão sobre o que me aconteceu ou deixou de fluir. Logo no começo do ano retornei depois de um ano sabático em Curitiba e, diante da Manaus que reencontrei, tenho dito que me ofertei um "presente de grego". Porque depois de usufruir da vitalidade curitibana, reclamei, esperneei, esbravejei ao deparar com nossa cidade. Logo, contudo, assumi a forma citadina, seja no trânsito, seja na limpeza das ruas, enfim, do desarranjo que nos cerca. Voltei a ser o caboco nascido nos Educandos.

Ano Novo de 1979 e 2026, no quartel da Rádio Patrulha,
rua Dr. Machado, aos fundos da maternidade Balbina

Adiante, voltei a visitar o quartel da Polícia Militar buscando fazer algum trabalho cultural. Comecei alinhando o esquecido Piquete de Cavalaria ao CPM, um quartel existente nos fundos da maternidade Balbina. Para isso, remexi meus alfarrábios, fui em frente rememorando as passagens policiais do local. E mais, levantei a questão da criação da Polícia Feminina acontecida há 45 anos, ou seja, em fevereiro de 1980. Planejei e tentei elaborar um Revista virtual, a fim de marcar a efeméride. Não consegui, ao ser atropelado pelas femininas da caserna que preferiram uma impressa. Ficou para a próxima festa.

Neste ensejo, o comando da corporação constituiu uma comissão para escrever a História da PMAM, e nela fui incluído como convidado. De novo intentei, mas novamente fui barrado pelas indecisões e outros entraves, pois a comissão se preocupava antes de tudo com a "capa dura" do compêndio. Nenhuma linha foi escrita, assim fugi do vexame ou contribui para.

Outra idealização não cumprida foi a publicação do livro póstumo de poesia de Sergio Luiz Pereira, que diligenciei junto aos amigos do falecido, porém, nada consegui, não obstante faltar somente a capa do livro. Nesta linha de lembranças, busquei a Cúria para rememorar o falecido padre Luiz Ruas, nada feito, pois a Semana Santa seguida da morte do Pontífice Francisco não permitiram a comemoração.

Somente consegui junto ao CLAM (Clube Literário do Amazonas) relembrar o poeta Anísio Mello pelos 15 anos de sua morte. Portanto, fracassei redondamente. Espero em 2026 conseguir pouco, para tanto vou prometer pouco, para não falhar. Farei um vídeo sobre meus 80 anos e festejá-los com realce. Publicar o livro sobre a Banda de Música em ebook. Chega.

Agora, há 20 dias presenteei-me com um "puzzle" de somente 4.000 peças, com a intenção de refrescar a cabeça e manter um recorde, montá-lo em 25 dias. Junto com a esposa Beatris, vamos  conseguir. Ufa, chega 2025.

Ao leitor desta página, meus votos de prosperidade no Ano Novo, que lhe permita saúde e bastante crédito.  Aleluia.   

sábado, dezembro 27, 2025

ANO NOVO QUASE CINQUENTENÁRIO

 Que venha o ano de 2026! Terei o cuidado de não provocar qualquer má interpretação como ocorreu com os "dois pés na porta" das havaianas. Antes de apresentar as fotos de anteontem e de hoje, devo esclarecer que o portão que ilustra as fotos existe desde 1897, quando o governo então construiu o quartel para a cavalaria estadual. Daí seu codinome - Piquete de Cavalaria, que existiu por oitenta anos, até 1977, sendo substituído pela atual caserna do CPM na rua Dr. Machado, Praça 14 de Janeiro.

Companhia de Rádio Patrulha

A Rádio Patrulha inaugurou o novo aquartelamento em fevereiro de 1977, tendo o então major Roberto Mendonça (este escrevinhador) assumido o comando no ano seguinte. Além do comando dessa tropa motorizada, apenas exerci a direção do Corpo de Bombeiros, quando incorporado à Polícia Militar. Pouca coisa, mas confesso que preferia a administração, em particular do acervo histórico, a fim de subsidiar minhas pesquisas e produções. 

Comando do Policiamento Metropolitano
CPM - dez. 2025

Enfim, a foto mostra a passagem de ano de 1978-79, quando mandei afixar no histórico portão uma descorada árvore de Natal e posei para a posteridade. Ontem voltei ao local e fiz novamente pose para relembrar a decoração e o antigo quartel. Revi o quartel do CPM devidamente decorado internamente, todavia, nenhum policial lembrou-se da relíquia histórica - o Portão do Piquete.

Aos leitores desta crônica, meus votos de abastecido Ano Novo, com saúde e alguma vitória na megasena, para usufruir com a família.  

quinta-feira, dezembro 25, 2025

NOVAMENTE É NATAL

Recolho duas anotações sobre a festa do nascimento de Jesus, celebrada no orbe nesta data. Ambas de cunho espiritual, religiosas: uma, do arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB, dom Jaime Splenger, outra, do ex-seminarista Renato Mendonça. Aproveito, ainda, para registrar meus votos de harmonia e serenidade nestas Festas.


"O Natal celebra a encarnação de Deus na história humana, acontecida há aproximadamente dois milênios. é, talvez, a festa mais esperada do ano. Está relacionada a aspectos marcantes da existência humana: familiaridade, solidariedade, generosidade, fraternidade, paz, ternura, cuidado, harmonia, fé, dignidade e importância da "casa comum". (...) Seja o Natal oportunidade para renovar a nossa confiança no ser humano! Oxalá possamos juntos cooperar para, a partir da fé, superar tudo o que divide, corrompe, destrói, mata. Abençoado e santo Natal!"
Dom Jaime

É Natal — de Maria e de todas as mães, sublimes, eternas, presentes em nosso mundo físico ou no mundo metafísico. Foram elas que nos conceberam e nos doaram à luz, para a nova vida; É Natal — de todas as crianças, amparadas no seio de uma família ou mesmo as que não tiveram essa sorte; daquelas carentes que vendem balas nos sinais de trânsito para prover o “pão nosso”;

É Natal — dos operários, dos trabalhadores informais, que fazem mágica durante o ano com o salário minguado para levar alegria ao lar; É Natal — de todas as mulheres, abnegadas e altivas, que se empenham nas tarefas domésticas, ou daquelas que ainda precisam se lançar em jornada dupla;

É Natal — de todos os doentes que, com um olhar penitente ou um sorriso suplicante almejam que o médico Jesus possa lhes oferecer saúde e energia; É Natal — dos idosos, sempre esperançosos de uma simples companhia, ou de alguém que lhes dê atenção e seja capaz de ouvir suas histórias de vida;

É Natal — dos povos em guerras absurdas e desumanas, que vivenciam um presépio de dor, na expectativa de um sinal de paz; É Natal — das comunidades pobres, que apesar de todas as dificuldades, recebem de coração aberto o Deus menino;

É Natal — dos dedicados missionários da fé e do amor, que fazem apologia da caridade, fomentam a paz e a semeia entre os seus semelhantes necessitados; É Natal — do Jesus menino, catalizador das mais diversas emoções, que simboliza as criaturas que se propõe a compreender as dificuldades da relação humana, oferecem o perdão e entoam com a voz do Senhor: “Glória a Deus na Alturas e Paz na Terra!”

De novo, é Natal!

Renato Mendonça