A arte deste domingo foi postada pelo Clube da Madrugada, produzida por seu presidente Jorge Tufic, com ilustração de Palheta, em coluna da agremiação em A Crítica, há 40 anos.
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| A Crítica, 26 maio 1986 |
e a flor do mucunã,
testemunham que a
pedra
é o modelo do
olhar.
Maria Guilhermina
esculpe com a luz
os contornos
perdidos
que abrolham da
terra.
O jaburu se interrompe
na cisma vertical.
As três bailarinas
trocam de lugar
no espaço
imaginário.
O movimento é
visível
nas dimensões do
objeto.
Uma família
inteira de pedras
conversa neste
bosque.
Algumas jazem,
porém,
nem sempre
factíveis ao tato
e ao som que
revela
os ângulos internos
da figura,
a visão de
conjunto.
Mas são estas as
formas
que já trazem, muitas
vezes,
o olhar que nos
falta.
E as mãos de Maria
Guilhermina
enxugam
simplesmente a ramela
dos seres que habitam
essas cavernas do
átomo.
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