Há 50 anos, nesta data, foi inaugurado o Cemitério-Parque Tarumã, no governo do prefeito Jorge Teixeira, situado na então Estrada do Tarumã. A solenidade contou com a presença do secretário de Urbanização e Serviços Públicos, Josué Filho, que levou para abençoar o novo "campo santo", o padre Francisco Pinto, seu amigo. Todavia, faltou um defunto para complementar a solenidade.
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| Reportagem de A Crítica, 5 agosto 1976 (acima e abaixo) |
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| Josué Filho (3º) e padre Pinto (4º), a partir da esq. |
A expectativa ontem era grande no novo cemitério que abrigará os corpos dos que se vão, regado pelas lágrimas dos que ficam. Coveiros, administrador e outras pessoas aguardavam ansiosos pelo surgimento de um caixão contendo algum ente que se foi deste para o outro mundo, se é verdade que existe outro.
Com a bênção do padre Francisco Pinto, da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Educandos, e a presença do secretário Municipal de Urbanização e Serviços Públicos, Josué Filho, foi dada à utilização dos pobres, que ainda não têm uma sepultura perpétua, as covas abertas para os casos de emergência e atendimento aos que agora têm onde cair morto.
COVAS ABERTAS
Apesar de não ter recebido nenhum corpo para sepultamento, o Cemitério-Parque Tarumã tem uma área para, aproximadamente, 10 mil defuntos, preparada para os casos daqueles que não têm sepultura perpétua em outros campos santos da cidade de Manaus.
Comentários feitos pelo Secretário de Urbanização e Serviços Públicos deram conta de que foram inúmeras as dificuldades enfrentadas pela equipe que estava encarregada da entrega para inauguração emergente daquele cemitério. O grande problema enfrentado pela equipe comandada pelo sr. Daniel Campos foi a época do inverno, onde teve que enfrentar o mau tempo, característico desta fase invernosa e que colocou muitos óbices, a fim de que o trabalho fosse realizado com maior perfeição e num tempo mais conciso para a entrega à classe pobre.
A classe pobre é a que mais utilizará este campo santo, uma vez que, ao inverso do ditado popular, agora já tem onde cair morta. Várias covas ontem já estavam preparadas para receber algum defunto, que, apesar de grande expectativa e da frustração de não ter sido enterrado nenhum, seria o número um, pelo menos, no Cemitério-Parque Tarumã, embora na vida, tenha lutado na competição da vida e possa ter sido o último colocado.
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