Sem necessidade de esclarecimentos: dois saudosos sacerdotes, dois cultores da nossa literatura.
| Recorte do matutino |
Arrebatado sinto-me e absorto
Perante o brilho repousante e calmo
Da lua cheia, que de palmo a palmo
Vou percorrendo, qual Jesus no Horto...
Como se à terra já estivesse morto,
Indiferente a tudo, então me acalmo:
E vou rezando fervoroso salmo
Na soledade do luzente porto...
E no silêncio astral do plenilúnio
Fico tranquilo, livre de infortúnio,
A palmilhar meu doce eremitério...
Ao clarão do luar, fujo do mundo:
E então sou monge, de andar profundo,
A recitar na lua o meu saltério...




