Acontece hoje o aniversário de Sofia Mendonça, minha filha; por se tratar de domingo, foi-me permitido cumprir os desejos da aniversariante. Para marcar a data vão aqui postados algumas fotos do progresso físico da adolescente. Vida longa, princesa!
Acontece hoje o aniversário de Sofia Mendonça, minha filha; por se tratar de domingo, foi-me permitido cumprir os desejos da aniversariante. Para marcar a data vão aqui postados algumas fotos do progresso físico da adolescente. Vida longa, princesa!
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| Jornal do Commercio, 20 julho 1975 |
Sob um pálio de luz
nas alturas
Refulgindo de Fé e de
Amor,
neste chão que a tantos deu glória
oh! Senhor dos
Altares, fulguras,
na imponente canção da
Vitória!
Acústica do mundo cristão
e vergel de lembranças sagradas,
o Teu nome rebrilha nos
Salmos
e agasalha milénios de
História!
Nossas matas, dosséis de verduras
conhecidas por Selva Selvaggia
constituem a bela
escultura
que Vossa sempiterna presença
às páginas do Gênesis
deu,
na visão imortal do profeta!
Rei dos Reis, o Teu
trono é eterno,
e um céu de alabastro
e de luz
sobre a terra da Fé, que é unção,
onde o povo exultante
Te adora
e com todos reparte o
Pão.
No recesso dos templos
sagrados
Tua imagem entre lírios reluz
ante as velas eretas e
ardentes
incensadas por
turibulários
que invocam o poder da
Oração
contra os ímpios e vãos
aretinos,
adorando o
Menino-Jesus!
Amazonas, Estado
altaneiro
que se ergue indomável
e viril,
tens um nome que fala
de amor
e rebrilha nos céus do
Brasil
com requintes das aves
canoras
como rios que se
beijam no alvor
das manhãs, em idílios de correr,
e esmagam irmãos
ribeirinhos.
És portal da União e
da Fé,
catedral nacional da oração,
no teu solo sagrado
chantaram
nosso símbolo — a Cruz
dos Altares
dos cristãos, é na dor
refrigério,
dos ateus, conversão nos esgares!
Amazonas das lendas suntuárias
o teu dorso se ergueu
bem no alto,
pois do plano naval
transbordou
tuas águas cidades
cobriram,
quem ousara, Amazonas,
dizer-te,
neste instante de tanto
esplendor,
que o Congresso tuas águas
não viram?
Há presença de Deus na
floresta,
na grandeza do solo e
dos rios,
no carinho das aves
cantantes
que a ternura teceram nos
ninhos;
na bondade do povo
glebário,
nas casinhas de teus
ribeirinhos,
que em lufadas de vento
compõem
as medonhas tragédias
dos rios
no transcurso das
cheias hiantes
Manaus, coração da Amazônia
por direito e
estratégia local
repetindo o feito de outrora
hoje ergues o fulvo ostensório
e convidas ao rito litúrgico
o rebanho de Deus nas
planuras,
ante os céus a o
esplendor da aurora.
És sacrário da Paz e
Harmonia,
Altar-mor de ungidas
orações
circundado de luz
triunfal,
sob o manto da
Eucaristia!
Peregrinos n’estoria
te rendem
homenagem, e ao Pai-Redentor,
são romeiros de outras
distâncias
que a Cruz a Bíblia
transportam
como fontes eternas de
amor.
Que após o Congresso
Eucarístico
destas plagas, com raro
fervor
irradiam mensagens
divinas
em hosanas ao
Cristo-Senhor;
Pai de pobres e ricos
também,
exaltado que foi nas origens
no soturno da gruta em
Belém
que no início do mundo foi Verbo,
hoje em dia é Verbo e
Mundo,
dê a todos unidos de Fé,
como exemplo de santa
humildade
um Amazonas de Paz e
de Amor.
19.05.2026
Renato Mendonça
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| Brasão de Camaçari-BA |
Não é um governo o que passou — foi uma nuvem negra. E das sombras nasceram falácias contra a Fafen, como se a fábrica fosse apenas um peso morto, um resquício de tempos que não voltariam mais. Porém, eis que o presente, com mãos firmes de um governo devotado à classe trabalhadora, devolve à luz o que tentaram sepultar.
Na
quinta-feira passada, no coração industrial de Camaçari, a Fábrica de
Fertilizantes Nitrogenados da Bahia voltou a pulsar. O que antes fora arrendado
à Proquigel, empresa privada hoje em recuperação judicial, regressa ao
seio da Petrobras como quem retorna ao lar. Não é apenas uma planta retomada: é
soberania que se ergue, é alimento que se garante, é o Brasil que se recusa a
ajoelhar diante da dependência externa de fertilizantes.
A
engrenagem volta a girar com promessa de abundância: 1300 toneladas de ureia,
1300 de amônia, e o reagente ARLA-32, que move os pesados motores da estrada.
Cada grão de ureia, cada molécula de amônia, é mais que química — é pão na
mesa, é pasto verde para o gado, é esperança de preços mais justos no mercado.
E, junto à produção, florescem empregos: quase mil diretos, milhares indiretos,
como raízes que se espalham pelo solo fértil da Bahia. O Porto de Aratu, com
seus terminais de amônia e ureia, será o escoadouro dessa nova colheita
industrial. A logística se torna poesia de ferro e mar, garantindo que o fruto
da fábrica alcance cada canto do país, para melhorar a vida do consumidor.
As
elites, sempre ávidas por ganhos imediatos, defenderam a importação, o lucro
rápido, o subsídio estatal ao gás privado. Queriam transformar a Petrobras em
serva de interesses estrangeiros, em ponte de renda para poucos — para uma
elite gananciosa. Mas o plano ruiu quando o preço internacional do gás expôs a
fragilidade da ambição. Restou a lição: não há futuro na dependência
estrangeira, não há soberania na entrega de riquezas.
O debate,
no Brasil, raramente é ideológico no sentido nobre da palavra. É, antes, um
jogo de falácias, uma disputa onde a classe dominante parasitária veste
argumentos como máscaras, para ocultar sua fome de apropriação indébita. Mas a
retomada da Fafen é mais que política: é o gesto simbólico, é a vitória
concreta do campo progressista, é uma lembrança de que desenvolvimento
industrial e política energética não podem ser reféns de interesses escusos.
A fábrica
renascida é metáfora do país trabalhador que insiste em se reinventar. Entre
aço e amônia, entre ureia e suor, ergue-se a certeza de que o Brasil, quando
decide caminhar com seus próprios pés, não há sombra que o detenha.